{"id":353471,"date":"2025-05-07T00:00:17","date_gmt":"2025-05-07T03:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=353471"},"modified":"2025-05-07T04:01:25","modified_gmt":"2025-05-07T07:01:25","slug":"biblioteca-escolar-comunitaria-valoriza-a-cultura-indigena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/biblioteca-escolar-comunitaria-valoriza-a-cultura-indigena\/","title":{"rendered":"Biblioteca Escolar Comunit\u00e1ria valoriza a cultura ind\u00edgena"},"content":{"rendered":"<p>Foi aberta nesta ter\u00e7a-feira (6), a segunda edi\u00e7\u00e3o do projeto Vozes da Floresta, iniciativa da Biblioteca Escolar Comunit\u00e1ria Monteiro Lobato (BECML), de Planaltina. O evento se estende at\u00e9 quinta (8) e tem uma programa\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o e \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o das culturas ind\u00edgenas brasileiras, englobando a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o para a diversidade, ao incentivo \u00e0 leitura e ao di\u00e1logo intercultural.<\/p>\n<p>Como abertura do projeto, foi realizada uma palestra dirigida aos alunos do Centro de Ensino M\u00e9dio (CEM) 1 de Planaltina, ministrada pelo representante da Casa de Apoio \u00e0 Sa\u00fade Ind\u00edgena do Distrito Federal (Casai-DF), Mois\u00e9s da Concei\u00e7\u00e3o Roque, juntamente com um grupo formado por ind\u00edgenas de diferentes etnias.<\/p>\n<p>Os representantes dos povos origin\u00e1rios contaram aos alunos como s\u00e3o os rituais de passagem da inf\u00e2ncia para a adolesc\u00eancia em seus respectivos povos e responderam \u00e0s perguntas da plateia. Al\u00e9m da conversa, os presentes puderam apreciar uma exposi\u00e7\u00e3o cujo acervo \u00e9 composto por objetos representativos dos povos origin\u00e1rios do Brasil e tamb\u00e9m por publica\u00e7\u00f5es que envolvem a tem\u00e1tica.<\/p>\n<p>O projeto Vozes da Floresta foi idealizado pela articuladora da Biblioteca Escolar Comunit\u00e1ria Monteiro Lobato, Karla Cirlene Ribeiro, a partir de uma inquieta\u00e7\u00e3o diante da observa\u00e7\u00e3o de constantes manifesta\u00e7\u00f5es de intoler\u00e2ncia e, consequentemente, da necessidade de promover o respeito e a valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade. \u201cA ideia \u00e9 aproximar os alunos de outras culturas para trabalhar a diversidade do nosso pa\u00eds. Por isso, trouxemos ind\u00edgenas de diferentes etnias, porque, conhecendo outras realidades e viv\u00eancias, \u00e9 poss\u00edvel despertar o sentimento de empatia\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o anterior do projeto, em 2024, teve como foco livros sobre hist\u00f3rias dos povos origin\u00e1rios e autores ind\u00edgenas. Para este segundo ano, o intuito \u00e9 proporcionar aos estudantes o contato direto com pessoas das etnias makuxi, yanomami, xavante, kuikuro e suy\u00e1, cada uma com culturas, l\u00ednguas e modos de vida pr\u00f3prios.<\/p>\n<p>Para Karla Ribeiro, essa viv\u00eancia \u00e9 um passo essencial para despertar o reconhecimento da pluralidade. O aluno do CEM 1 de Planaltina Weliton da Silva Ara\u00fajo, 17 , concorda: \u201c\u00c9 importante esse tipo de atividade pra a gente conhecer muitas culturas, principalmente a ind\u00edgena, que \u00e9 o in\u00edcio de tudo, pois eles j\u00e1 estavam aqui quando os portugueses chegaram\u201d.<\/p>\n<p>O projeto Vozes da Floresta \u00e9 uma iniciativa da Biblioteca Escolar Comunit\u00e1ria Monteiro Lobato e recebe apoio da Coordena\u00e7\u00e3o Regional de Ensino (CRE) de Planaltina e da Secretaria de Estado de Educa\u00e7\u00e3o do Distrito Federal (SEEDF). As bibliotecas escolares comunit\u00e1rias s\u00e3o mantidas pela SEEDF com o objetivo de incentivar a leitura e promover atividades culturais que envolvam tanto a comunidade escolar quanto a popula\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n<p>O gerente das Pol\u00edticas de Leitura, do Livro e das Bibliotecas da SEEDF, Hamilton Cavalcante Martins, destacou que aprender por meio da literatura e das vozes dos integrantes desses povos e comunidades \u00e9 uma experi\u00eancia que transcende as paredes da escola, contribuindo para a forma\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os conscientes, cr\u00edticos e comprometidos com a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa, diversa e igualit\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cUm evento como esse \u00e9 fundamental para apoiar a forma\u00e7\u00e3o integral dos estudantes, ao articular saberes escolares e viv\u00eancias culturais, ampliando os espa\u00e7os de aprendizagem. Por meio da literatura, da oralidade, da m\u00fasica e de outras express\u00f5es art\u00edsticas e culturais, os estudantes desenvolvem compet\u00eancias como o pensamento cr\u00edtico, a sensibilidade est\u00e9tica e a consci\u00eancia social\u201d, concluiu.<br \/>\nCultura ind\u00edgena<\/p>\n<p>Al\u00e9m de fortalecer valores como o respeito \u00e0 diversidade, atividades como o projeto Vozes da Floresta est\u00e3o alinhadas \u00e0 lei n\u00ba 11.645\/2008, que aborda a obrigatoriedade do ensino da hist\u00f3ria e cultura afro-brasileira e ind\u00edgena nos curr\u00edculos da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, bem como ao Curr\u00edculo em Movimento do Distrito Federal, que cont\u00e9m a Educa\u00e7\u00e3o em e para os Direitos Humanos entre os seus eixos transversais.<\/p>\n<p>O evento continua at\u00e9 quinta-feira (8), e a programa\u00e7\u00e3o inclui conta\u00e7\u00f5es de hist\u00f3rias com as professoras Ludmila e Let\u00edcia Mour\u00e3o (Conta Lel\u00ea), interpretando Como surgiu a noite, e Vanilza Mafra, interpretando Lenda Ind\u00edgena, al\u00e9m da exposi\u00e7\u00e3o, que estar\u00e1 aberta n\u00e3o apenas aos alunos, mas tamb\u00e9m \u00e0 comunidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi aberta nesta ter\u00e7a-feira (6), a segunda edi\u00e7\u00e3o do projeto Vozes da Floresta, iniciativa da Biblioteca Escolar Comunit\u00e1ria Monteiro Lobato (BECML), de Planaltina. 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