{"id":353562,"date":"2025-05-08T08:51:37","date_gmt":"2025-05-08T11:51:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=353562"},"modified":"2025-05-08T08:51:37","modified_gmt":"2025-05-08T11:51:37","slug":"populacao-do-nordeste-e-norte-vive-em-niveis-sociais-abaixo-do-critico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/populacao-do-nordeste-e-norte-vive-em-niveis-sociais-abaixo-do-critico\/","title":{"rendered":"Popula\u00e7\u00e3o do Nordeste e Norte vive em n\u00edveis sociais abaixo do cr\u00edtico"},"content":{"rendered":"<p>Estudo divulgado nesta quinta-feira (8) pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Rio de Janeiro (Firjan) mostra que 47,3% dos munic\u00edpios do pa\u00eds tinham \u00cdndice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) baixo ou cr\u00edtico, em 2023.<\/p>\n<p>Cerca de 57 milh\u00f5es de pessoas viviam nesses locais, de acordo com o levantamento.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que 4,5% dos munic\u00edpios tinham IFDM cr\u00edtico e 42,8%, IFDM baixo. Por outro lado, 48,1% tinham IFDM moderado e 4,6%, IFDM alto.<\/p>\n<p>A mesma pesquisa mostra, no entanto, que, em uma d\u00e9cada, houve melhora no \u00edndice de desenvolvimento humano municipal do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em 2013, 36% dos munic\u00edpios estavam na categoria de IFDM cr\u00edtico e 41,4% em IFDM baixo, que reuniam, juntos, 103,8 milh\u00f5es de habitantes. Aqueles com IFDM moderado eram 22,4% e aqueles com IFDM alto, 0,2%.<\/p>\n<p>Para calcular o IFDM, o estudo leva em considera\u00e7\u00e3o indicadores de emprego e renda, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o em cada munic\u00edpio brasileiro. A pontua\u00e7\u00e3o varia de 0,000 a 1,000.<\/p>\n<p>Os crit\u00e9rios, portanto, s\u00e3o diferentes do \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) calculado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas e divulgado nesta ter\u00e7a-feira (6).<\/p>\n<p>A Firjan considera indicadores como mercado de trabalho formal, Produto Interno Bruto (PIB) per capita, diversidade econ\u00f4mica, taxa de pobreza, educa\u00e7\u00e3o integral, abandono escolar, educa\u00e7\u00e3o infantil, forma\u00e7\u00e3o docente, gravidez na adolesc\u00eancia, \u00f3bitos infantis, cobertura vacinal, interna\u00e7\u00f5es sens\u00edveis \u00e0 aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e ao saneamento inadequado, entre outros.<\/p>\n<p>\u00c9 considerado IFDM cr\u00edtico aquele munic\u00edpio que pontua menos de 0,400. Uma pontua\u00e7\u00e3o entre 0,400 e 0,599 \u00e9 considerado IFDM baixo. De 0,600 a 0,799 o IFDM \u00e9 classificado como moderado. J\u00e1 munic\u00edpios com 0,800 ou mais entram na categoria de IFDM alto.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia do IFDM do pa\u00eds subiu de 0,4674 em 2013 para 0,6067 em 2023, um aumento de 29,8%. Nesse per\u00edodo, 5.495 dos munic\u00edpios brasileiros (99% do total) tiveram melhora no \u00edndice.<\/p>\n<p>Os munic\u00edpios com at\u00e9 20 mil habitantes, segundo a pesquisa, apresentaram um crescimento mais acelerado em compara\u00e7\u00e3o com as cidades com mais de 100 mil habitantes<\/p>\n<p>O indicador de educa\u00e7\u00e3o foi o que mais evoluiu nesses dez anos, com um avan\u00e7o de 52,1%. Mesmo com a melhoria geral da situa\u00e7\u00e3o do IFDM, 55 munic\u00edpios apresentaram retrocesso.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o economista-chefe da Firjan, Jonathas Goulart, destaca que ainda h\u00e1 muitos munic\u00edpios com \u00edndice baixo ou cr\u00edtico.<\/p>\n<p>\u201cSe a gente pegar o padr\u00e3o de desenvolvimento desses munic\u00edpios com desenvolvimento cr\u00edtico apresentado de 2013 a 2023 e projetar para saber em quanto tempo eles v\u00e3o chegar no n\u00edvel de desenvolvimento dos munic\u00edpios com alto desenvolvimento, a gente percebeu que esses munic\u00edpios com n\u00edvel de desenvolvimento cr\u00edtico s\u00f3 v\u00e3o chegar no padr\u00e3o das cidades com alto desenvolvimento em 2046.\u201d<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o a gente pode falar que os munic\u00edpios menos desenvolvidos est\u00e3o com 23 anos de atraso em rela\u00e7\u00e3o aos munic\u00edpios com alto desenvolvimento. Aqui a gente j\u00e1 come\u00e7a a perceber que existe uma discrep\u00e2ncia muito grande, s\u00e3o dois pa\u00edses completamente diferentes. Apesar de a gente ter um pa\u00eds que \u00e9 regido pela mesma Constitui\u00e7\u00e3o e dentro de um mesmo regime pol\u00edtico\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisa mostrou que a maior parte dos munic\u00edpios com IFDM cr\u00edtico ou baixo est\u00e3o nas regi\u00f5es Norte e Nordeste. Juntas, as duas regi\u00f5es contabilizam 87% de seus munic\u00edpios nessa faixa de IFDM.<\/p>\n<p>Os 14 estados com maior percentual de munic\u00edpios com desenvolvimento baixo ou cr\u00edtico est\u00e3o nessas regi\u00f5es. No Amap\u00e1, 100% dos munic\u00edpios est\u00e3o nessa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em seguida, aparecem Maranh\u00e3o (77,6%), Par\u00e1 (72,4%) e Bahia (70,5%). Rond\u00f4nia e Cear\u00e1 apresentam situa\u00e7\u00e3o melhor, com percentuais de 26% e 29,1%, respectivamente.<\/p>\n<p>Por outro lado, Sul, Sudeste e Centro-Oeste possuem, em conjunto, apenas cerca de 20% de seus munic\u00edpios nessa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, o percentual \u00e9 de apenas 0,3%. O Rio de Janeiro \u00e9 o pior estado dessas tr\u00eas regi\u00f5es, com um percentual de 31,8% (acima de Rond\u00f4nia e Cear\u00e1).<\/p>\n<p><strong>Munic\u00edpios<\/strong><br \/>\nOs dez munic\u00edpios com os maiores IFDM ficam em S\u00e3o Paulo ou no Paran\u00e1. A lista \u00e9 liderada por \u00c1guas de S\u00e3o Pedro (0,8932), munic\u00edpio paulista que tem economia voltada para o turismo.<\/p>\n<p>Em segundo lugar aparece S\u00e3o Caetano do Sul, tamb\u00e9m em S\u00e3o Paulo (0,8882). Em terceiro lugar, Curitiba \u00e9 a capital mais bem posicionada, com 0,8855.<\/p>\n<p>Completam a lista dos dez melhores \u00edndices Maring\u00e1 (PR), com 0,8814; Americana (SP), com 0,8813; Toledo (PR), com 0,8763; Marechal C\u00e2ndido Rondon (PR), com 0,8751; S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto (SP), com 0,8750; Francisco Beltr\u00e3o (PR), com 0,8742; e Indaiatuba (SP), com 0,8723.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Curitiba, as capitais com melhores \u00edndices s\u00e3o S\u00e3o Paulo (0,8271), Vit\u00f3ria (0,8200), Campo Grande (0,8101) e Belo Horizonte (0,8063).<\/p>\n<p>Na outra ponta, os dez munic\u00edpios com piores \u00edndices ficam no Norte e Nordeste. A \u00faltima coloca\u00e7\u00e3o ficou com Ipixuna (AM), com 0,1485, seguido por Jenipapo dos Vieiras (MA), com 0,1583; Uiramut\u00e3 (RR), com 0,1621; Juta\u00ed (AM), com 0,1802; Santa Rosa do Purus (AC), com 0,1806; Oeiras do Par\u00e1 (PA), com 0,2143; Fernando Falc\u00e3o (MA), com 0,2161; Limoeiro do Ajuru (PA), com 0,2420; Melga\u00e7o (PA), com 0,2429; e Curralinho (PA), com 0,2431.<\/p>\n<p>As cinco capitais com piores IFDM s\u00e3o Macap\u00e1 (0,5662), Boa Vista (0,6319), Bel\u00e9m (0,6390), Salvador (0,6442) e Manaus (0,6555).<\/p>\n<p>Entre as capitais, apenas Florian\u00f3polis teve piora no IFDM, de 2013 para 2023. Fortaleza e Macei\u00f3 tiveram os principais avan\u00e7os no indicador, nesse per\u00edodo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo divulgado nesta quinta-feira (8) pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Rio de Janeiro (Firjan) mostra que 47,3% dos munic\u00edpios do pa\u00eds tinham \u00cdndice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) baixo ou cr\u00edtico, em 2023. Cerca de 57 milh\u00f5es de pessoas viviam nesses locais, de acordo com o levantamento. 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