{"id":353809,"date":"2025-05-13T00:09:29","date_gmt":"2025-05-13T03:09:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=353809"},"modified":"2025-05-13T07:13:15","modified_gmt":"2025-05-13T10:13:15","slug":"bahia-divide-o-topo-da-violencia-e-homicidios-com-o-amazonas-e-rondonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/bahia-divide-o-topo-da-violencia-e-homicidios-com-o-amazonas-e-rondonia\/","title":{"rendered":"Bahia divide o topo da viol\u00eancia e homic\u00eddios com o Amazonas e Rond\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p>No ano de 2023, homic\u00eddios tiraram a vida de 21,8 mil jovens de 15 a 29 anos. Isso representa uma m\u00e9dia de 60 assassinatos por dia ou cinco a cada duas horas. A revela\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos destaques do Atlas da Viol\u00eancia 2025, divulgado nesta segunda-feira (12), no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>O estudo apresenta um amplo mapeamento da viol\u00eancia no pa\u00eds, se debru\u00e7ando sobre diversos grupos populacionais. Em todo o Brasil, ocorreram 45,7 mil homic\u00eddios, ou seja, a morte violenta de jovens representou praticamente metade (47,8%) de todos os homic\u00eddios no Brasil em 2023.<\/p>\n<p>A morte violenta foi tamb\u00e9m a principal causa de \u00f3bito na popula\u00e7\u00e3o de 15 a 29 anos. De cada 100 pessoas que morreram nessa faixa et\u00e1ria, 34 foram v\u00edtimas de homic\u00eddio. Os homens representam 93,5% dos registros.<\/p>\n<p>O Atlas da Viol\u00eancia \u00e9 elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), vinculado ao governo federal, e pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP), uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos.<\/p>\n<p>O estudo coordenado pelo pesquisador Daniel Cerqueira, do Ipea, e pela diretora executiva do FBSP, Samira Bueno, coleta dados de fontes oficiais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), respons\u00e1vel pela contagem da popula\u00e7\u00e3o, e o Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o (Sinan), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Taxa de homic\u00eddio<\/strong><br \/>\nA taxa de homic\u00eddios de jovens de 15 a 29 anos foi de 45,1 a cada 100 mil pessoas em 2023, mais que o dobro do indicador da popula\u00e7\u00e3o brasileira como um todo (21,2). No entanto, desde 2020, quando a taxa era de 54,8, o \u00edndice de homic\u00eddios dos jovens apresenta quedas seguidas.<\/p>\n<p>\u201cA criminalidade violenta produz diversas externalidades negativas, entre as quais se destacam o menor crescimento econ\u00f4mico, a redu\u00e7\u00e3o no desenvolvimento educacional de crian\u00e7as e adolescentes e a diminui\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho\u201d, diz trecho do estudo.<\/p>\n<p><strong>Mulheres<\/strong><br \/>\nA observa\u00e7\u00e3o de dados espec\u00edfico de mulheres exp\u00f5e 3.903 homic\u00eddios em 2023, representando taxa de 3,5 por 100 mil habitantes. O dado \u00e9 praticamente o mesmo desde 2019.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 poss\u00edvel observar que a redu\u00e7\u00e3o foi mais expressiva na popula\u00e7\u00e3o em geral do que entre as mulheres\u201d, frisa o estudo.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise por unidades da federa\u00e7\u00e3o mostra onde a vida das mulheres enfrenta maior risco. Em Roraima, a taxa de homic\u00eddio feminina (10,4) foi o triplo da brasileira. Na sequ\u00eancia aparecem Amazonas, Bahia e Rond\u00f4nia, todos com indicador de 5,9 homic\u00eddios por 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>As unidades da federa\u00e7\u00e3o com taxas mais baixas foram S\u00e3o Paulo (1,6), Minas Gerais (2,6) Distrito Federal (2,7) e Santa Catarina (2,8).<\/p>\n<p><strong>LGBTQIAPN+<\/strong><br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o classificada pelo documento como LGBTQIAPN+ (designa l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, travestis, trans, queers, intersexuais, assexuais, pansexuais, n\u00e3o-bin\u00e1rias, entre outras), os dados s\u00e3o referentes a interna\u00e7\u00f5es por agress\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 2023, os casos de viol\u00eancia contra homossexuais e bissexuais registrados no sistema de sa\u00fade aumentaram 35% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, passando de 14,5 mil em 2022 para 19,6 mil no ano de refer\u00eancia do Atlas.<\/p>\n<p>J\u00e1 registros de viol\u00eancia contra pessoas transsexuais e travestis aumentaram 43%, indo de 3,8 mil para 5,5 mil.<\/p>\n<p>Os pesquisadores fazem a ressalva de que os dados coletados n\u00e3o possuem qualquer tipo de contextualiza\u00e7\u00e3o em torno da motiva\u00e7\u00e3o da agress\u00e3o, \u201cn\u00e3o cabendo atribui\u00e7\u00e3o de discrimina\u00e7\u00e3o LGBTf\u00f3bica especificamente\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano de 2023, homic\u00eddios tiraram a vida de 21,8 mil jovens de 15 a 29 anos. 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