{"id":354023,"date":"2025-05-17T02:03:05","date_gmt":"2025-05-17T05:03:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=354023"},"modified":"2025-05-16T20:06:49","modified_gmt":"2025-05-16T23:06:49","slug":"midia-e-pib-querem-ver-brasil-no-pisador-da-senzala-de-tio-sam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/midia-e-pib-querem-ver-brasil-no-pisador-da-senzala-de-tio-sam\/","title":{"rendered":"M\u00eddia e PIB querem ver Brasil no pisador da senzala de Tio Sam"},"content":{"rendered":"<p>Dois fatos relevantes da diplomacia brasileira \u2014 a viagem do presidente Lula a Moscou e o sucesso pol\u00edtico e econ\u00f4mico das negocia\u00e7\u00f5es em Beijing \u2014 foram reduzidos a &#8220;fetiches ideol\u00f3gicos&#8221; (O Estado de S. Paulo, 15\/5\/25). A imprensa joga \u00e0s tra\u00e7as a relev\u00e2ncia da diplomacia para um pa\u00eds que, a duras penas, tenta pensar com a pr\u00f3pria cabe\u00e7a e caminhar com seus p\u00e9s, no contrapelo do complexo de vira-lata que intoxica a classe dominante.<\/p>\n<p>O p\u00e9riplo de Lula, principalmente seu encontro com Putin, despertou, na chamada grande imprensa brasileira, um insuspeitado fervor democr\u00e1tico que n\u00e3o poupa de cr\u00edticas acerbas nosso presidente por haver estado presente nas festividades russas comemorativas da vit\u00f3ria contra o nazifascismo \u2014 comemora\u00e7\u00f5es as quais, entendem os editorialistas, devem ser patrim\u00f4nio exclusivo dos EUA.<\/p>\n<p>O comprometimento ideol\u00f3gico ignora que Brasil e R\u00fassia s\u00e3o importantes parceiros comerciais e pol\u00edticos no BRICS, cujo banco (Novo Banco de Desenvolvimento-NBD), presidido pelo Brasil. Ignora que Lula n\u00e3o deixou de dar o recado de que somos contra invas\u00e3o de territ\u00f3rios estrangeiros (princ\u00edpio inscrito em nossa Constitui\u00e7\u00e3o) e levou o pedido ucraniano (somos parceiros dos dois beligerantes) por um cessar-fogo. Ignora sua reiterada defesa da paz \u2014 coluna de nossa pol\u00edtica externa \u2014 e a defesa dos interesses sociais e do multilateralismo, talvez, neste caso, porque isso n\u00e3o agrade aos EUA de hoje.<\/p>\n<p>A iniciativa de Lula pela paz na Europa \u2014 que n\u00e3o interessa aos que desprezam os riscos estrat\u00e9gicos em nome dos lucros da ind\u00fastria b\u00e9lica em alta \u2014 encontrou eco na parceria diplom\u00e1tica com Deng Xiaoping, que se associa no esfor\u00e7o por uma tr\u00e9gua seguida de paz duradoura. A isso se d\u00e1 o nome de diplomacia \u2014 arte que n\u00e3o foi inventada por Lula e que \u00e9 cultivada por qualquer na\u00e7\u00e3o que se preze, grande ou pequena \u2014 e que a compet\u00eancia do Itamaraty vem sustentando com arte e per\u00edcia, surdo aos apelos da subalternidade. Mas n\u00e3o pode ser pensada por quem s\u00f3 pensa pequeno.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a quest\u00e3o central: o sistema, estruturado para reproduzir a ideologia mainstream, se irrita com essa teimosia brasileira de tra\u00e7ar seu pr\u00f3prio espa\u00e7o \u2014 o que, afinal, pode p\u00f4r em risco interesses do grande capital, mais pr\u00f3ximos de Wall Street. Todas as tentativas anteriores de abrir espa\u00e7o para uma pol\u00edtica pr\u00f3pria (no sentido de simplesmente privilegiar os interesses do pa\u00eds) foram combatidas com furor. Assim a pol\u00edtica de Vargas; os t\u00edmidos ensaios de JK; a pol\u00edtica externa de J\u00e2nio\u2013Afonso Arinos e de Jango\u2013Santiago Dantas. E, nos nossos tempos, a pol\u00edtica ativa e altiva de Celso Amorim, Samuel Pinheiro Guimar\u00e3es e Marco Aur\u00e9lio Garcia, presidida por Lula.<\/p>\n<p>A resist\u00eancia haveria de ser ainda maior hoje, quando a disputa hegem\u00f4nica se acirra e a guerra \u2014 desde sempre instalada no &#8220;mundo que n\u00e3o conta&#8221; \u2014 atinge em cheio a Europa.<\/p>\n<p>O Estad\u00e3o n\u00e3o gosta de nossa pol\u00edtica externa desde quando ela come\u00e7ou a levantar a cabe\u00e7a. N\u00e3o lhe agradam as cr\u00edticas de Lula aos respons\u00e1veis pelo genoc\u00eddio palestino. Dever\u00edamos, segundo ele, simplesmente lament\u00e1-lo. Nossa pol\u00edtica, no geral, \u00e9 acusada de antiocidental \u2014 de um Ocidente que sucumbe sem grandeza \u2014 e faz cara feia para as rela\u00e7\u00f5es com a China, principal parceiro econ\u00f4mico do Brasil, que, ademais, n\u00e3o imp\u00f5e taxas adicionais aos nossos produtos e acaba de anunciar investimentos de R$ 27 bilh\u00f5es (Valor, 13\/5\/25), al\u00e9m de acordos nas \u00e1reas de semicondutores, energia e infraestrutura, e da abertura do mercado chin\u00eas para produtos do agro brasileiro.<\/p>\n<p>\u00c9 o que se l\u00ea no pr\u00f3prio Estad\u00e3o (1\u00ba\/05\/25), no editorial que desanca o presidente Lula. Faltou dizer que, entre os entendimentos logrados, est\u00e1 nosso acesso direto ao grande mercado do Pac\u00edfico, via o porto peruano de Chancay, constru\u00eddo pela China.<\/p>\n<p>A direita brasileira, pela qual fala a grande imprensa, nos quer engajados numa disputa hegem\u00f4nica de blocos econ\u00f4micos que n\u00e3o nos diz respeito. E j\u00e1 tem lado. Pode ser que a Uni\u00e3o Europeia tenha alguma raz\u00e3o para temer e odiar a R\u00fassia \u2014 mas n\u00f3s n\u00e3o temos. E parece que nem mesmo Trump as cultiva, embora continue interessado em vender armas para tentar salvar um parque industrial obsoleto (sua viagem \u00e0 Ar\u00e1bia Saudita parece ter-se constitu\u00eddo em um sucesso comercial).<\/p>\n<p>A disputa pela hegemonia se circunscreve \u00e0 polariza\u00e7\u00e3o com a China, que nada tem a ver conosco \u2014 nada obstante a trag\u00e9dia geopol\u00edtica que nos instala no que antigas e atuais autoridades dos EUA, fi\u00e9is \u00e0 sempre viva Doutrina Monroe, consideram &#8220;seu quintal&#8221;.<\/p>\n<p>Vivemos a grande vit\u00f3ria ideol\u00f3gica do neoliberalismo, assimilado pelas chamadas elites pensantes, que s\u00e3o as elites dominantes. Assim se explica a aliena\u00e7\u00e3o dessa imprensa \u2014 e da pol\u00edtica \u2014 em face da quest\u00e3o nacional. E seu real desapre\u00e7o pela democracia.<\/p>\n<p>No Brasil, a chamada &#8220;grande imprensa&#8221; \u2014 com destaque para O Globo, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo \u2014 n\u00e3o apenas defendeu o golpe de 1\u00ba de abril de 1964 como logo abra\u00e7ou a ditadura militar, ao ponto de esconder seus crimes, e, nestes termos, tornar-se c\u00famplice. Porque o regime deposto, segundo a vis\u00e3o do Departamento de Estado dos EUA (que supervisionou o golpe), prometia a ascens\u00e3o das massas em um pa\u00eds que representava algo como metade do continente sul-americano, em plena Guerra Fria e ap\u00f3s o acidente sem volta que foi a Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, a t\u00e3o poucos passos da Fl\u00f3rida.<\/p>\n<p>O ativismo antidemocr\u00e1tico e antipopular, por\u00e9m, vem de longe. Nos meados do s\u00e9culo passado, os jornal\u00f5es, suas emissoras de r\u00e1dio e de TV foram decisivos na prepara\u00e7\u00e3o da crise que levou ao golpe militar e ao suic\u00eddio de Get\u00falio Vargas (1954), frustrando o projeto de governo trabalhista-democr\u00e1tico. Participaram, com a direita militar, da tentativa de impedir a posse de Juscelino Kubitschek (1956) e jamais aceitaram as teses do desenvolvimentismo. Combateram a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, os ensaios de pol\u00edtica independente de J\u00e2nio Quadros e foram ativos na conspira\u00e7\u00e3o que visava impedir a posse de Jo\u00e3o Goulart (1961).<\/p>\n<p>N\u00e3o podem, sequer, falar em liberdade de imprensa. Estiveram de m\u00e3os dadas na tentativa de calar a voz da \u00daltima Hora, o \u00fanico dos grandes jornais ent\u00e3o aliado ao governo Vargas, e buscaram o monop\u00f3lio dos meios \u2014 depois de assegurado o monop\u00f3lio do discurso.<\/p>\n<p>A grande imprensa brasileira, repito, tem sua hist\u00f3ria ligada \u00e0 ditadura instalada em 1\u00ba de abril de 1964 e muito contribuiu para a longeva trajet\u00f3ria de 21 anos dos governos da caserna, assim fazendo jus aos dividendos com que foi premiada.<\/p>\n<p>O sistema Globo \u2014 jornais, r\u00e1dios, revistas e televis\u00e3o \u2014 apoiou com entusiasmo o golpe e sustentou o mandarinato militar, at\u00e9 quando se anunciaram os primeiros sinais de seu esgotamento. Ainda no auge da festa, o general Em\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici, ditador nos anos 1969\u20131974 \u2014 certamente a fase mais sangrenta do mando da caserna \u2014 encheria de a\u00e7\u00facar os ouvidos de Roberto Marinho:<\/p>\n<p>&#8220;Sinto-me feliz todas as noites quando ligo a televis\u00e3o para assistir ao jornal [Nacional]. Enquanto as not\u00edcias [internacionais] d\u00e3o conta de greves, agita\u00e7\u00f5es, atentados e conflitos em v\u00e1rias partes do mundo, o Brasil marcha em paz, rumo ao desenvolvimento. \u00c9 como se eu tomasse um tranquilizante ap\u00f3s um dia de<br \/>\ntrabalho.&#8221;<\/p>\n<p>A gratid\u00e3o da caserna, por\u00e9m, n\u00e3o ficaria apenas nas palavras.<\/p>\n<p>O primeiro canal da hoje poderos\u00edssima Rede Globo iniciou suas opera\u00e7\u00f5es em abril de 1965, a pouco mais de um ano da instala\u00e7\u00e3o do regime militar. Passados vinte anos de apoio incondicional \u00e0 ditadura \u2014 apoio consistente no encobrimento de crimes e na louva\u00e7\u00e3o de supostos \u00eaxitos \u2014 a empresa da fam\u00edlia Marinho, tendo eliminado suas principais concorrentes, ocupava o posto de maior rede de televis\u00e3o do pa\u00eds, com 46 afiliadas e uma audi\u00eancia que variava entre 60% e 90% dos telespectadores. O jornal impresso, no Rio, como um Moloch insaci\u00e1vel, consumia seus concorrentes e liderava as tiragens. Hoje, o &#8220;Grupo Globo&#8221; \u00e9 o maior conglomerado de m\u00eddia da Am\u00e9rica Latina e um dos maiores e mais diversificados do mundo.<\/p>\n<p>O Estad\u00e3o e a Folha de S. Paulo foram ainda mais longe, embora mais modestos nos ganhos. O jornal dos Mesquitas n\u00e3o s\u00f3 apoiou o golpe como participou ativamente da conspira\u00e7\u00e3o antidemocr\u00e1tica, quando J\u00falio de Mesquita Filho e Adhemar de Barros fizeram dobradinha. \u00c9 o que revela o depoimento do general Cordeiro de Farias, conspirador-chefe em S\u00e3o Paulo:<\/p>\n<p>&#8220;As fontes principais de arrecada\u00e7\u00e3o eram duas: o governador Ademar de Barros e o jornal O Estado de S\u00e3o Paulo, atrav\u00e9s de J\u00falio de Mesquita [seu diretor e chefe do cl\u00e3]. O dinheiro n\u00e3o me era entregue diretamente, e sim a pessoas que eu autorizava.&#8221; (Di\u00e1logo com Cordeiro de Farias, Asp\u00e1sia Camargo &amp; Walder de G\u00f3es, p. 553).<\/p>\n<p>\u00c9 este o jornal que, hoje, critica Lula e o acusa de fazer o jogo antidemocr\u00e1tico ao dialogar com os que denomina de &#8220;dirigentes autocratas&#8221;.<\/p>\n<p>A Folha de S. Paulo, todavia, conseguiu passar a perna no Estad\u00e3o, numa corrida carente de dignidade. Envolveu-se diretamente na repress\u00e3o. Cedeu ve\u00edculos para a\u00e7\u00f5es da Opera\u00e7\u00e3o Bandeirante (Oban) e do DOI-Codi, que resultaram em pris\u00f5es, torturas e assassinatos de democratas que lutavam contra a ditadura. Deu ainda aos agentes da repress\u00e3o acesso livre aos seus arquivos.<\/p>\n<p>Essa imprensa n\u00e3o gosta de nossa pol\u00edtica externa, que bate de frente com a subordina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica. N\u00e3o entende o Mercosul e muito menos os esfor\u00e7os de integra\u00e7\u00e3o regional. Desprezando a coer\u00eancia, reclama sem cessar do encontro de Lula com Putin (voltamos a ele), porque o presidente da R\u00fassia, al\u00e9m de &#8220;autocrata&#8221;, invadiu a Ucr\u00e2nia. Trata-se, segundo ela, de um &#8220;criminoso de guerra&#8221;.<\/p>\n<p>Mas essa \u00e9 a mesma condi\u00e7\u00e3o do primeiro-ministro sionista de Israel, recentemente recebido com pompa e circunst\u00e2ncia na Casa Branca, sem provocar urtic\u00e1ria nas almas democr\u00e1ticas de nossos editorialistas. Em 2003, n\u00e3o se ouviram \u2014 nem se leram \u2014 restri\u00e7\u00f5es \u00e0 visita de Lula a George W. Bush, que, depois do Afeganist\u00e3o, acabara de invadir o Iraque sob o consabidamente falso argumento de que Saddam Hussein detinha armas at\u00f4micas.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, mantido o crit\u00e9rio de considerar r\u00e9probo o presidente de todo pa\u00eds que invade outro Estado soberano, estaremos enredados em s\u00e9rias dificuldades com os EUA, pois &#8220;criminosos de guerra&#8221; poderiam ser considerados quase todos os seus presidentes. Ou, por cautela, devem ser ignoradas \u2014 exemplos tirados de extenso invent\u00e1rio \u2014 as invas\u00f5es da Coreia, do Vietn\u00e3, de Granada, da Rep\u00fablica Dominicana, do Panam\u00e1, do Afeganist\u00e3o, da Som\u00e1lia, da S\u00edria, da L\u00edbia&#8230;?<\/p>\n<p>A grande imprensa brasileira \u00e9 a voz da classe dominante. Essa de hoje \u00e9 filha daquela que combateu o monop\u00f3lio estatal do petr\u00f3leo, que, de manh\u00e3, de tarde e de noite lutou contra a cria\u00e7\u00e3o da Petrobras, a participa\u00e7\u00e3o dos empregados nos lucros das empresas, a recupera\u00e7\u00e3o do poder de compra do sal\u00e1rio-m\u00ednimo, e combateu a cria\u00e7\u00e3o do 13\u00ba sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u00c9 exemplar a manchete (em letras garrafais) de primeira p\u00e1gina de O Globo, de 26 de abril de 1962: &#8220;Considerado desastroso para o pa\u00eds um 13\u00ba sal\u00e1rio.&#8221; E ainda hoje \u00e9 contra a reforma agr\u00e1ria. Desempenha o papel de agente ideol\u00f3gico da contrarrevolu\u00e7\u00e3o. \u00c9-lhe estranho qualquer projeto de soberania e progresso social. Nosso destino de prov\u00edncia sem projeto de ser \u00e9, para ela, irrevog\u00e1vel \u2014 tra\u00e7ado por um passado que interfere no presente, afastando de nosso horizonte as promessas de futuro.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p><strong>Roberto Amaral foi ministro da Ci\u00eancia e Tecnologia com Lula 1<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois fatos relevantes da diplomacia brasileira \u2014 a viagem do presidente Lula a Moscou e o sucesso pol\u00edtico e econ\u00f4mico das negocia\u00e7\u00f5es em Beijing \u2014 foram reduzidos a &#8220;fetiches ideol\u00f3gicos&#8221; (O Estado de S. Paulo, 15\/5\/25). A imprensa joga \u00e0s tra\u00e7as a relev\u00e2ncia da diplomacia para um pa\u00eds que, a duras penas, tenta pensar com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":354024,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[95],"class_list":["post-354023","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","tag-capa"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/354023","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=354023"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/354023\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":354027,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/354023\/revisions\/354027"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/354024"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=354023"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=354023"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=354023"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}