{"id":354815,"date":"2025-05-29T11:47:50","date_gmt":"2025-05-29T14:47:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=354815"},"modified":"2025-05-29T11:48:46","modified_gmt":"2025-05-29T14:48:46","slug":"um-esporte-que-ja-teve-dias-de-gloria-no-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/um-esporte-que-ja-teve-dias-de-gloria-no-nordeste\/","title":{"rendered":"Um esporte que j\u00e1 teve dias de gl\u00f3ria no Nordeste"},"content":{"rendered":"<p>Em meio aos gritos de \u201cvai!\u201d nas quadras improvisadas entre ruas estreitas, o Nordeste sempre pulsou com ritmos fortes \u2014 e, entre eles, o quicar da bola laranja j\u00e1 teve seus dias de gl\u00f3ria. Muito antes do futebol reinar absoluto nos cora\u00e7\u00f5es nordestinos, o basquete chegou como promessa de modernidade, inclus\u00e3o e supera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi nas d\u00e9cadas de 1950 e 1960 que o basquete come\u00e7ou a ganhar for\u00e7a em v\u00e1rias capitais nordestinas. Escolas p\u00fablicas e clubes tradicionais como o Sport Recife (PE), o Cear\u00e1 Sporting Club (CE) e o Bahia Atl\u00e9tico Clube (BA) incentivavam o esporte como parte de uma forma\u00e7\u00e3o completa dos jovens. Em algumas cidades, como Salvador e Fortaleza, torneios escolares levavam multid\u00f5es \u00e0s arquibancadas.<\/p>\n<p>\u201cEra comum ver as quadras cheias nas tardes de s\u00e1bado. O basquete tinha status de evento social e cultural\u201d, relembra o ex-jogador e t\u00e9cnico Raimundo Lopes, que atuou pelo time universit\u00e1rio da UFBA nos anos 70.<\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o das transmiss\u00f5es esportivas e o fortalecimento do futebol, o basquete perdeu espa\u00e7o nas grades escolares e nos clubes. A falta de investimento em infraestrutura, treinadores qualificados e competi\u00e7\u00f5es regulares colaborou para que o esporte ficasse \u00e0 margem no cen\u00e1rio esportivo da regi\u00e3o. Mesmo assim, resistiu.<\/p>\n<p>Em bairros perif\u00e9ricos de cidades como S\u00e3o Lu\u00eds (MA) e Aracaju (SE), jovens mantinham viva a paix\u00e3o em quadras abertas, muitas vezes com tabelas improvisadas e bolas remendadas. O basquete tornou-se s\u00edmbolo de resist\u00eancia, inspira\u00e7\u00e3o e, para muitos, uma ponte para oportunidades atrav\u00e9s de bolsas de estudo e projetos sociais.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, com o crescimento do interesse pelo basquete nacional e internacional, o Nordeste voltou a respirar o esporte. Iniciativas como a Liga Nordeste de Basquete e projetos sociais como o Basquete Cruz das Almas (BA) e o Favela no Arremesso (RN) t\u00eam reativado a cultura da bola laranja na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, nomes nordestinos como Rafael Luz (natural de Arapiraca-AL) e Damiris Dantas (embora paulista, com ra\u00edzes familiares nordestinas) t\u00eam incentivado jovens atletas locais a sonharem mais alto.<\/p>\n<p>O basquete ainda enfrenta desafios no Nordeste: a escassez de patroc\u00ednio, a falta de visibilidade e a competi\u00e7\u00e3o com outros esportes s\u00e3o obst\u00e1culos reais. No entanto, h\u00e1 uma nova gera\u00e7\u00e3o de treinadores, atletas e entusiastas apostando em redes sociais, campeonatos regionais e interc\u00e2mbios para manter o esporte vivo e pulsante.<\/p>\n<p>\u201cO Nordeste j\u00e1 viu o basquete. Agora, ele precisa voltar a enxerg\u00e1-lo com os olhos da valoriza\u00e7\u00e3o e do investimento\u201d, afirma a professora e ex-atleta Karla Menezes, de Natal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio aos gritos de \u201cvai!\u201d nas quadras improvisadas entre ruas estreitas, o Nordeste sempre pulsou com ritmos fortes \u2014 e, entre eles, o quicar da bola laranja j\u00e1 teve seus dias de gl\u00f3ria. Muito antes do futebol reinar absoluto nos cora\u00e7\u00f5es nordestinos, o basquete chegou como promessa de modernidade, inclus\u00e3o e supera\u00e7\u00e3o. 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