{"id":354869,"date":"2025-05-30T03:14:42","date_gmt":"2025-05-30T06:14:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=354869"},"modified":"2025-05-29T20:41:25","modified_gmt":"2025-05-29T23:41:25","slug":"edu-nosso-cronista-numero-1-abre-o-jogo-para-seus-leitores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/edu-nosso-cronista-numero-1-abre-o-jogo-para-seus-leitores\/","title":{"rendered":"Edu, nosso Cronista N\u00famero 1, abre o jogo para seus leitores"},"content":{"rendered":"<p>Talento para escrita \u00e9 algo que transborda nesse carioca ganhador de v\u00e1rios pr\u00eamios liter\u00e1rios, cujos textos h\u00e1 tempos s\u00e3o utilizados em escolas no Rio, Bras\u00edlia, Brodowski-SP e outras cidades espalhadas por este Brasil. E pensar que o nosso entrevistado de hoje j\u00e1 pensou em desistir da literatura.<\/p>\n<p>Apelidado aqui na reda\u00e7\u00e3o de <strong>Notibras<\/strong> de <em>Cronista N\u00famero 1<\/em>, Eduardo Mart\u00ednez, o nosso Edu, revela que o mais importante para qualquer escritor \u00e9 ser lido.<\/p>\n<p>Veja a seguir trechos da entrevista:<\/p>\n<p><strong>Fale um pouco sobre voc\u00ea e sua trajet\u00f3ria liter\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n<p>A minha trajet\u00f3ria como escritor come\u00e7ou de fato em setembro de 2003, quando, durante meu hor\u00e1rio de lanche no Banco do Brasil, isso no Rio, decidi escrever um romance. E, durante dois meses e meio, sempre no hor\u00e1rio do \u201crecreio\u201d, consegui concluir o meu primeiro livro, \u2018Despido de ilus\u00f5es\u2019, que foi lan\u00e7ado no ano seguinte pela editora Achiam\u00e9, do saudoso Robson Achiam\u00e9, um dos maiores torcedores do Botafogo que tive o prazer de conhecer e me tornar amigo. A partir da\u00ed, comecei a divulgar tanto esse trabalho, que, j\u00e1 no ano de 2006, o meu livro liderou o n\u00famero de pedidos para leitura na biblioteca do Centro Cultural Banco do Brasil. Em 2006, lancei um livro sobre educa\u00e7\u00e3o canina, \u2018Meu melhor amigo e eu\u2019, tamb\u00e9m pela editora Achiam\u00e9. Em 2012, foi a vez do romance \u2018Raquel\u2019, mas sem muita repercuss\u00e3o, ainda mais porque acabei levando um cano da editora Can\u00e1pe Cultural. Isso me desanimou e acabei largando a literatura por quase dez anos, quando, ent\u00e3o, a minha esposa, a Dona Irene, meio que me obrigou a voltar a escrever. Ent\u00e3o, no dia 23 de dezembro de 2021, ela criou para mim o Blog do menino Dudu, e eu comecei a escrever compulsivamente. O resultado \u00e9 que meus contos e cr\u00f4nicas acabaram indo parar em escolas no Rio, em Bras\u00edlia e em Brodowski-SP, o que chamou a aten\u00e7\u00e3o do ent\u00e3o Editor-Chefe do Notibras, o jornalista Jos\u00e9 Seabra, vulgo Chefe, que me convidou para publicar diariamente meus textos no jornal. Desde ent\u00e3o, j\u00e1 s\u00e3o quase mil contos\/cr\u00f4nicas publicados, al\u00e9m do lan\u00e7amento do meu mais recente livro, \u201957 Contos e cr\u00f4nicas por um autor muito velho\u2019, que, entre outros pr\u00eamios, est\u00e1 concorrendo ao Jabuti, ao Oceanos e ao Clarice Lispector deste ano.<\/p>\n<p><strong>O que o inspira a escrever? Como \u00e9 o seu processo criativo?<\/strong><\/p>\n<p>Ceci, pra falar a verdade, diria que praticamente tudo, seja uma fotografia legal, uma frase interessante que ou\u00e7o na rua, algo que me contam no dia a dia. S\u00e3o tantas coisas, que sempre ando com um bloquinho de notas no bolso para anotar tudo para n\u00e3o esquecer. Minha esposa at\u00e9 brinca comigo que a frase que ela mais ouve de mim \u00e9: &#8216;Hum! Isso d\u00e1 uma boa hist\u00f3ria!&#8217; Outro fato que me estimula \u00e9 que o Chefe e eu temos um acordo que me &#8220;obriga&#8221; a publicar diariamente ao menos um conto\/cr\u00f4nica no Notibras. \u00c0s vezes s\u00e3o dois ou tr\u00eas, mas j\u00e1 houve vez que foram publicados quatro no mesmo dia. E tem um cara que me estimula a n\u00e3o deixar o n\u00edvel dos textos cair, que \u00e9 o Dan (escritor, poeta e editor do Caf\u00e9 Liter\u00e1rio Daniel Marchi). \u00c9 que o cara \u00e9 t\u00e3o bom, que eu ficaria envergonhado se os meus textos ficassem muito aqu\u00e9m dos que ele publica.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 alguma prefer\u00eancia por temas ou g\u00eaneros?<\/strong><\/p>\n<p>Gosto muito de humor, escrevo muito tamb\u00e9m sobre relacionamentos. Esse mote \u00e9 t\u00e3o vasto, que creio que d\u00e1 para falar disso sem ser cansativo, sem ser repetitivo. Tamb\u00e9m escrevo hist\u00f3rias infantis e de terror. Terror porque a Dona Irene gosta muito. Estou escrevendo um romance, cuja ideia quase roubei do Dan l\u00e1 pelos idos de 2006. \u00c9 que somos descendentes de italianos, e ele me disse que estava pensando em escrever sobre o av\u00f4, o saudoso Waldemar Marchi e seus antepassados vindos da It\u00e1lia. Como eu estava pesquisando sobre a hist\u00f3ria dos pais da minha av\u00f3 materna, Carluccio Cesario e Aida Florestina Rossi, comecei a escrever um romance, que, at\u00e9 hoje, n\u00e3o tem nem 20 p\u00e1ginas. Mas uma hora engreno de vez e a coisa sai.<\/p>\n<p><strong>Textos coletivos n\u00e3o \u00e9 algo t\u00e3o comum entre os escritores. Como \u00e9 lidar com outros escritores? Voc\u00ea se frustra ao se deparar com lidar com outros escritores os caminhos diversos que seus colegas tomam em rela\u00e7\u00e3o ao texto?<\/strong><\/p>\n<p>Bem, quem me veio com essa ideia foi a Edna Domenica. Nunca havia ouvido falar disso. Se bem que h\u00e1 gente que escreve letra de m\u00fasica em parceria. Mas nunca mesmo imaginei uma hist\u00f3ria escrita a tantas m\u00e3os. Mas aceitei o desafio, que, a princ\u00edpio, me causou d\u00favidas. Afinal, quem \u00e9 que decide a trama, o desenlace? Imaginei que seria algo como uma orquestra, s\u00f3 que cada um tocando um ritmo diferente: olha l\u00e1 a Edna no frevo, o Cassiano no tango, a Marlene no rock, a Rosilene atacando de bai\u00e3o, e eu tentando aqui puxar pro lado do samba. O engra\u00e7ado \u00e9 que a hist\u00f3ria, assim que vai ganhando corpo, come\u00e7a a fazer sentido. Quanto \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sinto isso. \u00c9 interessante ver o estilo, o pensamento de cada um, e lidar com pessoas t\u00e3o distintas me parece ser algo salutar. A vida \u00e9 assim, n\u00e9?!<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea controla o ego de escritor ao trabalhar com outros autores? H\u00e1 uma disputa interna ou voc\u00ea consegue levar isso numa boa?<\/strong><\/p>\n<p>Ego? Ceci, sei que o que escrevo \u00e9 bom, mas sempre fui leitor do Machado de Assis, do Lima Barreto, de gente t\u00e3o talentosa. Acompanho o trabalho de diversos autores contempor\u00e2neos, tenho como amigo pessoal h\u00e1 d\u00e9cadas o fenomenal Daniel Marchi. Como \u00e9 que vou ter ego diante dessa galera? Por isso, levo numa boa esse trabalho com outros autores, ainda mais porque vejo que s\u00e3o todos muito bons, e acabo aprendendo demais com eles. Penso que sou um privilegiado por ter tamanha oportunidade.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea lida com as cr\u00edticas ao seu trabalho?<\/strong><\/p>\n<p>Sabe, ta\u00ed uma coisa que levo t\u00e3o de boa e, muitas vezes, fico surpreso com as coisas que o p\u00fablico fala. Quase sempre recebo elogios, algumas vezes sou at\u00e9 abordado na rua por algu\u00e9m que diz que gostou de um texto espec\u00edfico. De vez em quando, o que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o frequente, recebo coment\u00e1rios n\u00e3o muito lisonjeiros. J\u00e1 fui at\u00e9 xingado, mas realmente n\u00e3o me importo. Sabe, creio que o papel do escritor n\u00e3o \u00e9 ficar batendo boca com os leitores, at\u00e9 porque o cara se disp\u00f4s a ler o que voc\u00ea escreveu. Ent\u00e3o, deixo o cara extravasar e t\u00e1 tudo bem. Sem contar que, quando sou convidado para ir a alguma escola, sou sempre recebido por v\u00e1rios alunos que me tratam como que se eu fosse algu\u00e9m importante. Nessas horas, tenho certeza de que abracei a melhor profiss\u00e3o do mundo.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea se relaciona com seus leitores?<\/strong><\/p>\n<p>Ta\u00ed uma coisa bem legal! Como disse, os meus leitores, quase sempre, s\u00e3o muito carinhosos, especialmente os alunos das escolas que utilizam meus textos. Tamb\u00e9m recebo muitas mensagens legais pelas redes sociais. Alguns leitores acabaram virando meus amigos. Uma delas \u00e9 a Adriana, que me reconheceu na Feira Ecol\u00f3gica do Menino Deus, em Porto Alegre. Tamb\u00e9m houve um caso bem interessante, que \u00e9 o do Jo\u00e3o, que conheci na Feira do Livro de Porto Alegre. Ele se aproximou todo t\u00edmido e pediu para tirar uma fotografia comigo. Quando j\u00e1 estava em casa, a minha mulher me mostrou que um rapaz havia postado a foto no Instagram e dizia que estava muito feliz por ter conhecido o escritor Eduardo Mart\u00ednez. Ent\u00e3o, Ceci, n\u00e3o tenho mesmo o que reclamar sobre o relacionamento com o p\u00fablico, at\u00e9 porque o mais importante para qualquer escritor \u00e9 ser lido.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n<p><strong>Instagram: @escritoreduardomartinez<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Talento para escrita \u00e9 algo que transborda nesse carioca ganhador de v\u00e1rios pr\u00eamios liter\u00e1rios, cujos textos h\u00e1 tempos s\u00e3o utilizados em escolas no Rio, Bras\u00edlia, Brodowski-SP e outras cidades espalhadas por este Brasil. E pensar que o nosso entrevistado de hoje j\u00e1 pensou em desistir da literatura. 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