{"id":355456,"date":"2025-06-08T07:10:57","date_gmt":"2025-06-08T10:10:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=355456"},"modified":"2025-06-08T07:10:57","modified_gmt":"2025-06-08T10:10:57","slug":"fon-fon-lima-barreto-abre-passagem-para-apresentar-sua-obra-em-antiga-revista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/fon-fon-lima-barreto-abre-passagem-para-apresentar-sua-obra-em-antiga-revista\/","title":{"rendered":"Fon-Fon&#8230; Lima Barreto abre passagem para apresentar sua obra em antiga revista"},"content":{"rendered":"<p>O retratado de hoje em <em>O Lado B da Literatura<\/em> \u00e9 um dos mais geniais escritores que o Brasil produziu. Afonso Henriques de Lima Barreto ousou nascer preto e, pasmem, se tornar autor de vasta obra liter\u00e1ria. E, pior, fez uso de sua pena afiada para expor a sociedade hip\u00f3crita e elitista de sua \u00e9poca. O pre\u00e7o pago foi alt\u00edssimo e, consequentemente, Lima Barreto n\u00e3o teve vida f\u00e1cil.<\/p>\n<p>Nascido no dia 13 de maio de 1881 no Rio de Janeiro, teve a maior parte de seus escritos publicada somente ap\u00f3s o seu \u00f3bito, em 1\u00ba de novembro de 1922. Era neto de mulheres escravizadas. O pai era tip\u00f3grafo; a m\u00e3e, professora prim\u00e1ria. Esta faleceu quando Lima Barreto contava apenas com seis anos de idade.<\/p>\n<p>A partir dos 25 anos, come\u00e7ou a atuar na antiga revista Fon-Fon, at\u00e9 que resolveu sair e fundar a revista Floreal, sem contar que tamb\u00e9m escreveu para outras: A.B.C. e a Careta. Levaria alguns anos para que, em 1915, do pr\u00f3prio bolso, bancasse a publica\u00e7\u00e3o do seu mais famoso livro, o romance &#8216;Triste fim de Policarpo Quaresma&#8217;, que j\u00e1 havia sido publicado, em 1911, pelo jornal do Commercio.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, tornaram-se mais agudas as crises de alcoolismo e depress\u00e3o do escritor, o que provocou sua primeira interna\u00e7\u00e3o no Hospital dos Alienados (hosp\u00edcio) em 1914. Como seu quadro se agravou, foi aposentado no finalzinho de 1918, o que n\u00e3o o impediu de publicar o romance &#8216;Vida e Morte de M. J. Gonzaga de S\u00e1\u00b4, em 1919, pela editora Revista do Brasil, de Monteiro Lobato.<\/p>\n<p>Lima Barreto tentou, por algumas vezes, entrar para a Academia Brasileira de Letras, sendo preterido nas duas primeiras. Na terceira, talvez desiludido com a associa\u00e7\u00e3o, desistiu da candidatura antes das elei\u00e7\u00f5es. Fico imaginando como \u00e9 que a ABL pode deixar de fora esse baluarte da escrita, enquanto abra\u00e7a tantos e tantos nomes p\u00edfios. No entanto, ele n\u00e3o foi o primeiro nem o \u00faltimo caso nessa escolha muito mais pol\u00edtica do que por m\u00e9rito.<\/p>\n<p>Cr\u00edtico contundente, Lima Barreto foi exclu\u00eddo pela elite cultural do pa\u00eds. Uma das frases mais not\u00f3rias desse g\u00eanio ainda ecoa nos ouvidos de quem quer e sabe escutar: &#8220;O Brasil n\u00e3o tem povo, tem p\u00fablico.&#8221;<\/p>\n<p>Lima Barreto, com a sa\u00fade debilitada, faleceu de colapso card\u00edaco, provavelmente desgostoso e descrente com a falta de vis\u00e3o dos que ditavam as regras do que era ou n\u00e3o aceit\u00e1vel para ser publicado e lido. Tinha apenas 41 anos. Seu legado, apesar de pouco valorizado em sua \u00e9poca, permanece vivo. Um homem atormentado, alguns podem afirmar, mas que balan\u00e7ou a estrutura da literatura nacional.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p><strong>Cassiano Cond\u00e9, 81, ga\u00facho, deixou de teclar reportagens nas reda\u00e7\u00f5es por onde passou. Agora finca os p\u00e9s nas areias da Praia do Cassino, em Rio Grande, onde extrai p\u00e9rolas que se transformam em cr\u00f4nicas.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O retratado de hoje em O Lado B da Literatura \u00e9 um dos mais geniais escritores que o Brasil produziu. Afonso Henriques de Lima Barreto ousou nascer preto e, pasmem, se tornar autor de vasta obra liter\u00e1ria. E, pior, fez uso de sua pena afiada para expor a sociedade hip\u00f3crita e elitista de sua \u00e9poca. 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