{"id":355899,"date":"2025-06-15T10:02:16","date_gmt":"2025-06-15T13:02:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=355899"},"modified":"2025-06-15T10:04:32","modified_gmt":"2025-06-15T13:04:32","slug":"in-extremis-obra-de-julia-que-lancou-pedra-fundamental-da-abl-mas-ficou-sem-uma-cadeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/in-extremis-obra-de-julia-que-lancou-pedra-fundamental-da-abl-mas-ficou-sem-uma-cadeira\/","title":{"rendered":"&#8220;In extremis&#8221;, obra de J\u00falia, que lan\u00e7ou pedra fundamental da ABL, mas ficou sem uma cadeira"},"content":{"rendered":"<p>A retratada de hoje em O Lado B da Literatura \u00e9 algu\u00e9m que, infelizmente, n\u00e3o est\u00e1 na boca do povo. N\u00e3o est\u00e1, mas deveria com todas as letras, haja vista ter sido uma das idealizadoras da Academia Brasileira de Letras. Ali\u00e1s, diante da enorme produ\u00e7\u00e3o da carioca J\u00falia Lopes de Almeida, ela era um dos nomes certos para o primeiro quadro de imortais. Mas eis que, aos 45 minutos do segundo tempo, decidiram exclu\u00ed-la, j\u00e1 que, naquele tempo, achava-se que local de mulher n\u00e3o \u00e9 na literatura. Em seu lugar, foi escolhido o seu marido, o poeta portugu\u00eas Filinto de Almeida.<\/p>\n<p>J\u00falia nasceu no dia 24 de setembro de 1862 e faleceu na sua cidade natal no dia 30 de maio de 1934. Al\u00e9m da sua vitoriosa carreira como escritora, cronista, teatr\u00f3loga (ela vendia mais do que o pr\u00f3prio Machado de Assis), foi abolicionista. J\u00e1 em 1881, aos 18 anos, come\u00e7a a publicar seus primeiros textos na Gazeta de Campinas, cidade para onde havia se mudado com os pais, ainda menina. Em 1884, passa a escrever para o jornal O Pa\u00eds, do Rio de Janeiro, publicando nele por mais de 30 anos, o que demonstra o quanto era lida. Uma verdadeira coqueluche liter\u00e1ria.<\/p>\n<p>O primeiro romance de J\u00falia saiu em O Pa\u00eds, em folhetim, que era um tipo de publica\u00e7\u00e3o muito popular at\u00e9 ent\u00e3o. Apenas como curiosidade, <strong>Notibras<\/strong> j\u00e1 publicou alguns autores nesse formato, sendo o primeiro o Eduardo Mart\u00ednez e, h\u00e1 pouco, o J. Emiliano Cruz. E soube agora pela minha companheira de reda\u00e7\u00e3o, a Cec\u00edlia Baumann, a Ceci, que o Gilberto Motta tamb\u00e9m ter\u00e1 um conto que sair\u00e1 assim em nosso portal.<\/p>\n<p>Tentaram, durante d\u00e9cadas, apagar o nome de J\u00falia Lopes de Almeida, que figura entre as figuras mais not\u00e1veis da nossa literatura. Escreveu muito de tudo. Seus escritos tratavam de assuntos urgentes, como a aboli\u00e7\u00e3o, direitos civis, incluindo a emancipa\u00e7\u00e3o das mulheres.<\/p>\n<p>Entre tantos textos que li da nossa retratada de hoje, foi dif\u00edcil escolher um. Ap\u00f3s algumas discuss\u00f5es com a Ceci, concordamos que o conto &#8220;In extremis&#8221; ir\u00e1 causar impacto no leitor.<\/p>\n<p>Fico aqui com meus bot\u00f5es imaginando se, mesmo hoje, J\u00falia Lopes de Almeida teria a sua merecida vaga na ABL. Ser\u00e1?<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p><strong>Cassiano Cond\u00e9, 81, ga\u00facho, deixou de teclar reportagens nas reda\u00e7\u00f5es por onde passou. Agora finca os p\u00e9s nas areias da Praia do Cassino, em Rio Grande, onde extrai p\u00e9rolas que se transformam em cr\u00f4nicas.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A retratada de hoje em O Lado B da Literatura \u00e9 algu\u00e9m que, infelizmente, n\u00e3o est\u00e1 na boca do povo. N\u00e3o est\u00e1, mas deveria com todas as letras, haja vista ter sido uma das idealizadoras da Academia Brasileira de Letras. 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