{"id":355921,"date":"2025-06-16T00:00:33","date_gmt":"2025-06-16T03:00:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=355921"},"modified":"2025-06-16T07:58:59","modified_gmt":"2025-06-16T10:58:59","slug":"predios-com-vidracas-ameacam-as-aves-aponta-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/predios-com-vidracas-ameacam-as-aves-aponta-pesquisa\/","title":{"rendered":"Pr\u00e9dios com vidra\u00e7as amea\u00e7am as aves, aponta pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo publicado nesta semana no peri\u00f3dico Ecology mostrou que 4.103 aves colidiram com janelas de vidro em um per\u00edodo de sete d\u00e9cadas em 11 pa\u00edses das Am\u00e9ricas Central e do Sul.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, coordenada por dois pesquisadores brasileiros e por um cientista da Universidade de Helsinque (Finl\u00e2ndia), observou que mais de 500 esp\u00e9cies sofreram acidentes com essas estruturas, algumas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, entre 1946 e 2020.<\/p>\n<p>O levantamento mostrou que 2.537 aves morreram imediatamente ap\u00f3s as colis\u00f5es, e 1.515 foram encontradas vivas e encaminhadas a centros de reabilita\u00e7\u00e3o. As \u00e9pocas em que ocorreram os acidentes provavelmente coincidem com per\u00edodos de migra\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, de acordo com o estudo.<\/p>\n<p>Apenas no Brasil, foram analisados os registros de 1.452 incidentes, incluindo indiv\u00edduos de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, como gavi\u00e3o-pombo-pequeno (Buteogallus lacernulatus), cigarrinha-do-sul (Sporophila falcirostris) e sa\u00edra-pintor (Tangara fastuosa), end\u00eamicas da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>A pesquisa foi liderada por Augusto Jo\u00e3o Piratelli, da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos, Bianca Ribeiro, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, e por Ian MacGregor-Fors (Universidade de Helsinki, Finl\u00e2ndia). Tamb\u00e9m colaboraram com o estudo mais de 100 pesquisadores, incluindo v\u00e1rios brasileiros.<\/p>\n<p>Pesquisadora do Instituto Nacional da Mata Atl\u00e2ntica (INMA), Fl\u00e1via Guimar\u00e3es Chaves, foi uma das colaboradoras do estudo. Segundo ela, o levantamento mostra que janelas e outras estruturas urbanas de vidro amea\u00e7am as aves, j\u00e1 que elas n\u00e3o enxergam essa barreira.<\/p>\n<p>&#8220;Na cidade de S\u00e3o Paulo, foram 629 colis\u00f5es de aves. N\u00e3o havia muita diferen\u00e7a se o vidro dessas resid\u00eancias ou pr\u00e9dios era transl\u00facido ou reflexivo&#8221;, explica a pesquisadora.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora, o estudo poder\u00e1 subsidiar pol\u00edticas p\u00fablicas, normas de constru\u00e7\u00e3o e campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o voltadas \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das colis\u00f5es com vidros, um passo importante para tornar as cidades mais amig\u00e1veis \u00e0 biodiversidade.<\/p>\n<p>&#8220;Um passo importante para tornar as cidades mais amig\u00e1veis [para as aves] s\u00e3o a\u00e7\u00f5es simples como a aplica\u00e7\u00e3o de adesivos nos vidros, como bolinhas numa dist\u00e2ncia entre dez e 15 cent\u00edmetros, de forma sim\u00e9trica, que fazem com que as aves possam enxergar esses vidros. Outra possibilidade \u00e9 utilizar cortinas antirreflexo e persianas nas janelas. No per\u00edodo da constru\u00e7\u00e3o ou reforma, pode-se optar por vidros que sejam serigrafados, que possuem faixa UV na sua composi\u00e7\u00e3o e s\u00e3o enxergadas pelas aves&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo publicado nesta semana no peri\u00f3dico Ecology mostrou que 4.103 aves colidiram com janelas de vidro em um per\u00edodo de sete d\u00e9cadas em 11 pa\u00edses das Am\u00e9ricas Central e do Sul. 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