{"id":356285,"date":"2025-06-21T03:15:11","date_gmt":"2025-06-21T06:15:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=356285"},"modified":"2025-06-21T03:39:31","modified_gmt":"2025-06-21T06:39:31","slug":"planalto-tem-na-selic-o-freio-que-empurra-o-brasil-para-tras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/planalto-tem-na-selic-o-freio-que-empurra-o-brasil-para-tras\/","title":{"rendered":"Planalto tem na Selic o freio que empurra o Brasil para tr\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p>A decis\u00e3o do Banco Central de aumentar novamente a taxa Selic deveria causar mais indigna\u00e7\u00e3o do que provoca. Infelizmente, naturalizamos o absurdo. Mesmo diante de uma popula\u00e7\u00e3o sufocada pelos pre\u00e7os da comida, do aluguel e do g\u00e1s, segue-se apostando na mesma receita dos juros altos, como se fosse o \u00fanico caminho poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Para quem n\u00e3o acompanha o notici\u00e1rio econ\u00f4mico, vale explicar: a Selic \u00e9 a taxa b\u00e1sica de juros do pa\u00eds. Quando o Banco Central decide elev\u00e1-la, todo o cr\u00e9dito encarece. Em outras palavras, fica mais dif\u00edcil financiar um carro, abrir um pequeno neg\u00f3cio ou comprar uma casa. As empresas pisam no freio, demitem, e o consumo das fam\u00edlias encolhe. A promessa \u00e9 que, assim, os pre\u00e7os parem de subir. Mas isso n\u00e3o tem acontecido. O que temos visto \u00e9 exatamente o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Os alimentos continuam caros, a cesta b\u00e1sica pesa no bolso, o g\u00e1s de cozinha bate recordes silenciosos e os alugu\u00e9is sufocam as fam\u00edlias urbanas. Ou seja, h\u00e1 carestia, mas os juros altos n\u00e3o resolvem esse problema. Resolveriam se o que estivesse em jogo fosse um consumo desenfreado, mas n\u00e3o \u00e9 isso que est\u00e1 acontecendo. O povo n\u00e3o est\u00e1 comprando demais, est\u00e1 sobrevivendo com dificuldade. A infla\u00e7\u00e3o que existe \u00e9 teimosa porque est\u00e1 ligada a fatores que os juros n\u00e3o alcan\u00e7am, como desequil\u00edbrios log\u00edsticos, choques externos e margem de lucro exagerada em alguns setores.<\/p>\n<p>Mesmo assim, o Banco Central insiste em castigar o Brasil que trabalha e produzir riqueza. Quem ganha com isso? Os mesmos de sempre. Aqueles que vivem de aplicar dinheiro em t\u00edtulos p\u00fablicos, que lucram com os juros altos e que n\u00e3o geram um \u00fanico emprego. \u00c9 a elite do rentismo, que observa \u00e0 dist\u00e2ncia o pa\u00eds real se debatendo, enquanto lucra com a paralisia da economia.<\/p>\n<p>A tal \u201cautonomia\u201d do Banco Central, em tese uma medida para proteger decis\u00f5es t\u00e9cnicas de press\u00f5es pol\u00edticas, na pr\u00e1tica se transformou em uma bolha. Um espa\u00e7o blindado \u00e0 realidade, onde se decide com base em planilhas frias e descoladas da vida concreta de quem acorda cedo, pega \u00f4nibus lotado e volta para casa com sacolas cada vez mais vazias.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de defender aventuras nem de atacar institui\u00e7\u00f5es. Trata-se de denunciar um modelo que pune o Brasil errado. A Selic alta por tempo demais \u00e9 um freio desnecess\u00e1rio na economia e um golpe direto na esperan\u00e7a de retomada do crescimento.<\/p>\n<p>\u00c9 hora de parar de tratar o juro como solu\u00e7\u00e3o m\u00e1gica. O Brasil precisa de investimento, cr\u00e9dito acess\u00edvel e pol\u00edticas que olhem para o prato vazio do povo, n\u00e3o apenas para o sorriso satisfeito dos que lucram com a estagna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A decis\u00e3o do Banco Central de aumentar novamente a taxa Selic deveria causar mais indigna\u00e7\u00e3o do que provoca. Infelizmente, naturalizamos o absurdo. Mesmo diante de uma popula\u00e7\u00e3o sufocada pelos pre\u00e7os da comida, do aluguel e do g\u00e1s, segue-se apostando na mesma receita dos juros altos, como se fosse o \u00fanico caminho poss\u00edvel. 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