{"id":356312,"date":"2025-06-22T01:12:18","date_gmt":"2025-06-22T04:12:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=356312"},"modified":"2025-06-22T01:13:02","modified_gmt":"2025-06-22T04:13:02","slug":"maria-firmina-dos-reis-a-primeira-rainha-brasileira-da-doce-letra-romanceada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/maria-firmina-dos-reis-a-primeira-rainha-brasileira-da-doce-letra-romanceada\/","title":{"rendered":"Maria Firmina (dos Reis), a primeira rainha brasileira da doce letra romanceada"},"content":{"rendered":"<p>Maria Firmina dos Reis, eis o nome da retratada de hoje em <em>O Lado B da Literatura<\/em>. Caso voc\u00ea n\u00e3o saiba quem foi, j\u00e1 afirmo que deveria, pois se trata a primeira romancista negra da Am\u00e9rica Latina. Isso mesmo!<\/p>\n<p>Maranhense de S\u00e3o Lu\u00eds, nasceu no dia 11 de mar\u00e7o de 1822 e faleceu em 11 de novembro de 1917. Pois \u00e9, Maria Firmina chegou aos 95 anos, num tempo em que pessoas eram consideradas velhas quando completavam 40.<\/p>\n<p>Aos 37 anos, Maria Firmina publicou o livro &#8220;\u00darsula&#8221;, que \u00e9 considerado o primeiro romance abolicionista do Brasil. A trama, ali\u00e1s, envolve um tri\u00e2ngulo amoroso entre tr\u00eas seres humanos negros que contestam o sistema escravocrata. Isso em 1959, quando ainda restavam 29 anos para que essa atrocidade fosse extinta no Brasil. Extinta, mas com as suas mazelas sendo vistas at\u00e9 hoje, haja vista o racismo estrutural que acomete a nossa sociedade.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem afirme que a nossa escritora era prima de outro nome da literatura brasileira, o maranhense Francisco Sotero dos Reis, apesar da nebulosidade de tal tese. Esse parentesco seria por conta da m\u00e3e de Maria Firmina, a ex-escravizada Leonor Felipa. Se a hist\u00f3ria \u00e9 ver\u00eddica ou n\u00e3o, fica a d\u00favida.<\/p>\n<p>Maria Firmina foi professora de primeiras letras entre 1847 e 1881. Fundou, antes de se aposentar, um curso gratuito para quem n\u00e3o podia pagar, o que comprova a sua luta contra o analfabetismo, e o engajamento para incluir os exclu\u00eddos na sociedade. Devemos lembrar que tamanha iniciativa se deu ainda no s\u00e9culo XIX, quando a educa\u00e7\u00e3o era restrita a poucos.<\/p>\n<p>Vale aqui uma frase de protesto de Maria Firmina, que se negou a ir de palanquim (cadeira carregada por homens escravizados). &#8220;Negro n\u00e3o \u00e9 animal para se andar montado nele.&#8221; Foi a p\u00e9.<\/p>\n<p>Morreu pobre. Maria Firmina dos Reis \u00e9 a \u00fanica mulher dentre os bustos da Pra\u00e7a do Pantheon, em S\u00e3o Lu\u00eds, que s\u00e3o homenagens a importantes escritores maranhenses. Em um pa\u00eds marcado pelo patriarcado, \u00e9 surpreendente que ela tenha sido lembrada. Ainda bem que foi.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p><strong>Cassiano Cond\u00e9, 81, ga\u00facho, deixou de teclar reportagens nas reda\u00e7\u00f5es por onde passou. Agora finca os p\u00e9s nas areias da Praia do Cassino, em Rio Grande, onde extrai p\u00e9rolas que se transformam em cr\u00f4nicas.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Firmina dos Reis, eis o nome da retratada de hoje em O Lado B da Literatura. Caso voc\u00ea n\u00e3o saiba quem foi, j\u00e1 afirmo que deveria, pois se trata a primeira romancista negra da Am\u00e9rica Latina. Isso mesmo! 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