{"id":357019,"date":"2025-07-01T10:56:27","date_gmt":"2025-07-01T13:56:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=357019"},"modified":"2025-07-01T10:56:27","modified_gmt":"2025-07-01T13:56:27","slug":"os-terriveis-trevisan-contra-o-quarteto-fantastico-na-batalha-final-que-nao-aconteceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/os-terriveis-trevisan-contra-o-quarteto-fantastico-na-batalha-final-que-nao-aconteceu\/","title":{"rendered":"Os terr\u00edveis Trevisan contra o Quarteto Fant\u00e1stico, na batalha final que n\u00e3o aconteceu"},"content":{"rendered":"<p>Beto (Polaco), Carloto (Seco), J\u00falio (Julinho) e eu, Get\u00falio (Geto), \u00e9ramos colegas de escola e amigos raiz. Todos est\u00e1vamos na mesma faixa de idade, entre dez e doze anos e t\u00ednhamos muitas afinidades, interesses comuns e, como grupo, nos complet\u00e1vamos maravilhosamente.<\/p>\n<p>Polaco era o mais velho do grupo, atleta modelo, rosto de gal\u00e3 e, mesmo sendo temido pelos meninos e amado pelas meninas, era admirado por todos e todas. Era um verdadeiro Aquiles de cora\u00e7\u00e3o puro e conduta exemplar.<\/p>\n<p>Seu ponto fraco: profundas dificuldades cognitivas, o que o fez ser reprovado de ano mais de uma vez.<\/p>\n<p>Seco era o mais ladino e esperto da turma, inteligente, observador e, muitas vezes, dissimulado como um verdadeiro camale\u00e3o. Ponto fraco: n\u00e3o passava inteira confian\u00e7a para quem o conhecia bem.<\/p>\n<p>Julinho encarnava o riquinho burgu\u00eas, estudioso, aristocr\u00e1tico, refinado, um aut\u00eantico nerd modelo do s\u00e9culo XX. Era o mais sens\u00edvel e afetuoso dos quatro. Ponto fraco: a sua afetividade \u00e0 flor da pele, por vezes, fazia com que n\u00e3o fosse devidamente respeitado.<\/p>\n<p>Eu, Geto, absorvia uma parte das qualidades e tamb\u00e9m alguns defeitos dos outros tr\u00eas. Era um nerd n\u00e3o t\u00e3o convicto e, ao mesmo tempo, um bom atleta. Ponto fraco: tinha o status social mais baixo da turma, visto ser filho da cozinheira da escola e s\u00f3 ter conseguido estudar no seleto estabelecimento em fun\u00e7\u00e3o de uma bolsa de estudos.<\/p>\n<p>Estud\u00e1vamos no melhor col\u00e9gio particular do munic\u00edpio de Santo \u00c2ngelo\/RS, uma t\u00edpica escola semirreligiosa de elite da d\u00e9cada de 70 e t\u00ednhamos todos muito orgulho disso.<\/p>\n<p>Se, individualmente, \u00e9ramos figuras de destaque na comunidade escolar, juntos, \u00e9ramos admirados e invejados como o ic\u00f4nico &#8220;quarteto-fant\u00e1stico&#8221; da Marvel. Pena que sem uma &#8220;mulher invis\u00edvel&#8221; para dar um toque de delicadeza e charme feminino para o &#8220;supergrupo&#8221;, dado que o col\u00e9gio na \u00e9poca era franqueado apenas para meninos.<\/p>\n<p>Em volta do col\u00e9gio Santo \u00c2ngelo orbitavam outras fraternidades. Uma delas relaciona-se diretamente com o nosso dia a dia. Tratava-se da temida fam\u00edlia Trevisan que tinha a sua base de atividades na pr\u00f3pria resid\u00eancia, essa localizada em uma rua que tangenciava a parte de tr\u00e1s do col\u00e9gio, divisa com um bairro popular da cidade.<\/p>\n<p>Os Trevisan somavam quatro irm\u00e3os que n\u00e3o estudavam no col\u00e9gio Santo \u00c2ngelo e, sim, em uma escola municipal pr\u00f3xima dali: Marcos, o mais velho, S\u00e9rgio, Hudson e o mais jovem, Cl\u00e1udio.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o serem alunos do col\u00e9gio, eles circulavam na \u00e1rea e estabeleciam rela\u00e7\u00f5es com alguns colegas da nossa grande comunidade escolar. N\u00e3o obstante serem apenas quatro, eles lideravam duas dezenas de agregados que residiam no mesmo bairro e que, igualmente, sentiam-se exclu\u00eddos por n\u00e3o poderem estudar no liceu da cidade.<\/p>\n<p>Andavam sempre em bando e, para desespero do diretor e dos nossos professores, algumas vezes faziam incurs\u00f5es no espa\u00e7o interno do col\u00e9gio, consumindo frutos diretamente das \u00e1rvores como gafanhotos, atirando pedras ao l\u00e9u, entoando c\u00e2nticos de guerra e intimidando quem cruzasse o seu caminho.<\/p>\n<p>Cl\u00e1udio, o Trevisan mais jovem, estava na nossa faixa de idade. Era o irm\u00e3o mais ativo e temido do bando, sendo que, em virtude de um parentesco distante, mantinha rela\u00e7\u00f5es com Seco, integrante do nosso c\u00edrculo \u00edntimo, o que era motivo de recrimina\u00e7\u00e3o contra esse por parte dos outros integrantes do quarteto.<\/p>\n<p>Apesar do mito que cercava a imagem dos Trevisan, nunca soubemos de nenhuma a\u00e7\u00e3o mais conden\u00e1vel ou de algum delito que eles tivessem cometido, al\u00e9m, \u00e9 claro, das incurs\u00f5es belicosas que eventualmente faziam pelos amplos espa\u00e7os do nosso col\u00e9gio.<\/p>\n<p>N\u00f3s os tem\u00edamos, \u00e9 certo, mas, ao mesmo tempo, \u00e9ramos fascinados pelo mist\u00e9rio que cercava aquela irmandade t\u00e3o unida, barulhenta e, aparentemente, t\u00e3o agressiva.<\/p>\n<p>Quis o destino que os nossos caminhos se cruzassem mais de perto de uma maneira um tanto surreal. Certa vez, em um s\u00e1bado \u00e0 tarde, o quarteto estava em uma atividade de lazer no espa\u00e7o do col\u00e9gio, como costum\u00e1vamos fazer. Por uma ideia inspirada de algum dos integrantes do grupo, est\u00e1vamos construindo uma cabana natural com papel\u00e3o, galhos e folhas de \u00e1rvores que haviam sido recentemente podadas.<\/p>\n<p>Trabalhamos duro durante horas e o resultado estava se consumando de forma a encher os olhos de quem visse a obra. A cabana estava se tornando um cen\u00e1rio digno de filmes dos pioneiros do velho oeste, hist\u00f3rias que ador\u00e1vamos assistir juntos nos cinemas da cidade. Mas a nossa alegria n\u00e3o durou muito.<\/p>\n<p>Repentinamente, ouvimos gritos vindos da depress\u00e3o que havia pr\u00f3ximo de onde est\u00e1vamos e que marcava os limites do terreno do col\u00e9gio com a rua de tr\u00e1s do pr\u00e9dio.<\/p>\n<p>Polaco, o mais \u00e1gil do grupo, correu para o muro a fim de ver do que se tratava e, imediatamente, deu meia volta em disparada, gritando:<\/p>\n<p>&#8211; S\u00e3o os Trevisan, est\u00e3o em uns trinta! Vamos dar o fora daqui!<\/p>\n<p>Ato cont\u00ednuo, corremos com todas as nossas for\u00e7as para o interior das depend\u00eancias do col\u00e9gio que ficavam a cem metros de onde est\u00e1vamos.<\/p>\n<p>Felizmente, fomos r\u00e1pidos o bastante para ficarmos fora da vista do ensandecido bando.<\/p>\n<p>Todavia, desolados e com os olhos pregados em uma janela do segundo andar do pr\u00e9dio, assistimos \u00e0 completa destrui\u00e7\u00e3o da nossa obra de arte.<\/p>\n<p>Enlouquecidos e munidos com peda\u00e7os de paus, os integrantes do bando invasor n\u00e3o demoraram muito tempo para deitar por terra tudo o que arduamente hav\u00edamos edificado e, depois de conclu\u00edda a destrui\u00e7\u00e3o, terminaram o feito colocando fogo nos destro\u00e7os da cabana.<\/p>\n<p>Mas tudo piorou quando Cl\u00e1udio, o l\u00edder da invas\u00e3o, encontrou uma blusa que Julinho havia esquecido no local. Ele apanhou a pe\u00e7a e imediatamente, com olhos que deveriam ser de lince, mirou a janela onde est\u00e1vamos, apontou em nossa dire\u00e7\u00e3o e, a plenos pulm\u00f5es, gritou:<\/p>\n<p>-Eles est\u00e3o na janela! Atacar!<\/p>\n<p>Com a gana de aut\u00eanticos b\u00e1rbaros em in\u00edcio de batalha, o pequeno ex\u00e9rcito se p\u00f4s a correr em nosso encal\u00e7o emitindo urros assustadores.<\/p>\n<p>Nosso sangue, simplesmente, gelou! Julinho e Polaco, mudos, mudaram de cor. Seco, quase chorando, conseguiu balbuciar:<\/p>\n<p>-E agora? O que faremos?<\/p>\n<p>Em um ato-reflexo, falei:<\/p>\n<p>-Vamos para a cozinha!<\/p>\n<p>Na cozinha, estavam a minha m\u00e3e e outras duas senhoras, todas cozinheiras do col\u00e9gio. Eu sabia que ali era o \u00fanico espa\u00e7o que nem os Trevisan ousariam invadir. O grupo aceitou a minha sugest\u00e3o de pronto e, quase voando, batemos os nossos recordes de velocidade. Em menos de um minuto, est\u00e1vamos na seguran\u00e7a do acolhedor e cheiroso ambiente onde as deliciosas refei\u00e7\u00f5es da comunidade escolar eram elaboradas por m\u00e3os talentosas e experientes.<\/p>\n<p>Expliquei a nossa aflitiva situa\u00e7\u00e3o para minha m\u00e3e, dona \u00c1urea, e para as suas colegas de arte culin\u00e1ria. Elas n\u00e3o pareceram levar a situa\u00e7\u00e3o muito a s\u00e9rio.<\/p>\n<p>-Bah, esses meninos&#8230;parece que n\u00e3o tem o que fazer, disse dona \u00e1urea.<\/p>\n<p>Todavia, o importante \u00e9 que deixaram que l\u00e1 permanec\u00eassemos por mais de duas horas.<\/p>\n<p>Por cima dos muros do col\u00e9gio que ficavam pr\u00f3ximos \u00e0 cozinha, pod\u00edamos observar alguns membros do bando fazendo gestos amea\u00e7adores com as m\u00e3os, entretanto, os irm\u00e3os Trevisan n\u00e3o eram burros e sabiam que naquele dia a ca\u00e7ada estava encerrada.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s adquirirmos a convic\u00e7\u00e3o de que todos os potenciais agressores haviam se dispersado, Polaco e Seco decidiram voltar para as suas casas. Julinho, ainda receoso, quis ficar mais um tempo na seguran\u00e7a do nosso abrigo inexpugn\u00e1vel, apesar da casa da sua fam\u00edlia estar localizada a uma quadra do col\u00e9gio. Ap\u00f3s mais algum tempo, vendo que o medo ainda estava estampado nos olhos do amigo, falei:<\/p>\n<p>-Eu te acompanho at\u00e9 a tua casa!<\/p>\n<p>Aliviado, Julinho aceitou a escolta e, rapidamente, chegamos ao novo porto seguro sem problemas. Quando eu fiz men\u00e7\u00e3o de voltar, ele disse, resolutamente:<\/p>\n<p>-N\u00e3o vou deixar voc\u00ea voltar sozinho agora, ainda tem o perigo de alguns deles estarem por a\u00ed. Fica um tempo aqui e vamos assistir televis\u00e3o. Ela chegou aqui em casa essa semana.<\/p>\n<p>Televis\u00e3o, nunca tinha visto essa magia t\u00e3o comentada e decantada pelos colegas mais abastados. Simpaticamente acolhido pelos pais do amigo, esses, donos da maior rede de a\u00e7ougues da cidade, tive ent\u00e3o o meu primeiro contato com o m\u00edtico aparelho que se tornaria presen\u00e7a contumaz na vida da maioria dos seres humanos at\u00e9 o tempo presente.<\/p>\n<p>Dali para a frente Julinho, e eu aprofundamos ainda mais os nossos la\u00e7os de amizade e nos tornamos para l\u00e1 de \u00edntimos, verdadeiros irm\u00e3os espirituais at\u00e9 a vida nos separar.<\/p>\n<p>O quarteto fant\u00e1stico permaneceu ativo e unido at\u00e9 completarmos a oitava s\u00e9rie, ano em que nos dispersamos por outras escolas, pois o col\u00e9gio Santo \u00c2ngelo s\u00f3 oferecia ent\u00e3o o ensino fundamental. Mas o mais curioso aconteceu quanto \u00e0 rela\u00e7\u00e3o do quarteto com os irm\u00e3os Trevisan, os feios e malvados que nos atacaram de forma t\u00e3o irracional e selvagem naquela ocasi\u00e3o. No dia seguinte ao evento que narrei, inesperada e surpreendentemente, Cl\u00e1udio Trevisan em pessoa, parecendo envergonhado e arrependido do ataque despropositado e da destrui\u00e7\u00e3o da nossa cabana, veio falar conosco ao t\u00e9rmino do turno das nossas aulas.<\/p>\n<p>Cabisbaixo e meio sem jeito, ele pediu desculpas por tudo o que ele e sua turma haviam feito e ainda nos convidou para jogarmos futebol com eles no campo que ficava ao lado da casa da fam\u00edlia Trevisan.<\/p>\n<p>Naturalmente, a princ\u00edpio, ficamos todos desconfiados, mas analisando bem a situa\u00e7\u00e3o, tomei a frente e disse para Cl\u00e1udio que aceit\u00e1vamos com prazer o convite e que estar\u00edamos na atividade para a qual ele tinha nos convidado.<\/p>\n<p>Depois que o satisfeito l\u00edder dos Trevisan se afastou, os amigos me questionaram se ele teria sido mesmo sincero e tamb\u00e9m se aceitarmos o convite n\u00e3o seria uma atitude pouco prudente da nossa parte. Mesmo Seco, parente dos Trevisan, estava vacilante. Convicto, falei:<\/p>\n<p>-Voc\u00eas n\u00e3o observaram a verdade nos olhos dele? Deve ser a primeira vez que ele pediu desculpas na vida!<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que o absurdo daquele ataque t\u00e3o b\u00e1rbaro e imotivado deve ter virado alguma chave na cabe\u00e7a dos Trevisan. Creio que eles entenderam que o quarteto n\u00e3o era culpado pela exclus\u00e3o deles da comunidade escolar. E tamb\u00e9m, como confessaram depois, ficaram maravilhados com a arte e a beleza da cabana que constru\u00edmos e que eles, por rancor irrefletido, haviam transformado em cinzas. Assim, compreenderam que teriam muito a aprender com o quarteto&#8230;e, \u00e9 claro, a rec\u00edproca tamb\u00e9m era muito verdadeira.<\/p>\n<p>Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, nos tornamos membros honor\u00e1rios da fam\u00edlia Trevisan e, muito \u00e0 vontade, particip\u00e1vamos frequentemente das suas reuni\u00f5es festivas e atividades coletivas, situa\u00e7\u00e3o que, inicialmente incompreendida, foi aos poucos assimilada pela nossa comunidade escolar.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s incurs\u00f5es dos Trevisan pelo col\u00e9gio, para grande al\u00edvio do diretor e dos professores, a atividade, antes afrontosa e agressiva, se metamorfoseou em caminhadas pac\u00edficas, ordeiras e fraternais que viraram motivo de intera\u00e7\u00e3o e confraterniza\u00e7\u00e3o entre os perif\u00e9ricos e a comunidade escolar do seleto col\u00e9gio Santo \u00c2ngelo.<\/p>\n<p>Assim, durante a minha inf\u00e2ncia, tive a ventura de ser testemunha de um caso muito raro nos dias atuais, ou seja, a aplica\u00e7\u00e3o sincera e fraternal do famoso ad\u00e1gio &#8220;paz na terra aos indiv\u00edduos de boa vontade&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beto (Polaco), Carloto (Seco), J\u00falio (Julinho) e eu, Get\u00falio (Geto), \u00e9ramos colegas de escola e amigos raiz. Todos est\u00e1vamos na mesma faixa de idade, entre dez e doze anos e t\u00ednhamos muitas afinidades, interesses comuns e, como grupo, nos complet\u00e1vamos maravilhosamente. Polaco era o mais velho do grupo, atleta modelo, rosto de gal\u00e3 e, mesmo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":357020,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[234],"tags":[],"class_list":["post-357019","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cafe-literario"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/357019","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=357019"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/357019\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":357021,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/357019\/revisions\/357021"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/357020"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=357019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=357019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=357019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}