{"id":357579,"date":"2025-07-07T00:00:39","date_gmt":"2025-07-07T03:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=357579"},"modified":"2025-07-07T02:27:06","modified_gmt":"2025-07-07T05:27:06","slug":"brics-muda-tom-e-condena-ataques-contra-ira-pela-primeira-vez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brics-muda-tom-e-condena-ataques-contra-ira-pela-primeira-vez\/","title":{"rendered":"Brics muda tom e condena ataques contra Ir\u00e3 pela primeira vez"},"content":{"rendered":"<p>O Brics condenou diretamente, pela primeira vez, os ataques contra o Ir\u00e3, na Declara\u00e7\u00e3o Final da 17\u00aa Reuni\u00e3o de C\u00fapula do grupo, divulgada neste domingo (6), no Rio de Janeiro. Mesmo sem mencionar os respons\u00e1veis pelos bombardeios \u2500 Israel e Estados Unidos \u2500 o texto representa uma mudan\u00e7a de tom do grupo, que teve a quest\u00e3o iraniana como um dos impasses do encontro de l\u00edderes neste ano.<\/p>\n<p>&#8220;Condenamos os ataques militares contra a Rep\u00fablica Isl\u00e2mica do Ir\u00e3 desde 13 de junho de 2025, que constituem uma viola\u00e7\u00e3o do direito internacional e da Carta das Na\u00e7\u00f5es Unidas, e expressamos profunda preocupa\u00e7\u00e3o com a subsequente escalada da situa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a no Oriente M\u00e9dio&#8221;, diz o documento.<\/p>\n<p>Abbas Araghch, ministro das rela\u00e7\u00f5es exteriores do Ir\u00e3, antes da foto ofical do Brics com seus membros. Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nA declara\u00e7\u00e3o difere da primeira manifesta\u00e7\u00e3o do bloco sobre o conflito, publicada 11 dias ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra de 12 dias. Naquela declara\u00e7\u00e3o, o Brics apenas expressava \u201cprofunda preocupa\u00e7\u00e3o\u201d com os ataques, sem conden\u00e1-los diretamente.<\/p>\n<p>Apesar disso, a manifesta\u00e7\u00e3o anterior j\u00e1 destacava que os bombardeios de Israel violavam o direito internacional e a Carta das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) \u2500 em especial, os ataques contra instala\u00e7\u00f5es nucleares do Ir\u00e3.<\/p>\n<p>Na Declara\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro, principal documento do Brics sob a presid\u00eancia do Brasil, o grupo agora condena diretamente a agress\u00e3o contra Teer\u00e3, apesar de n\u00e3o citar Israel ou EUA. Tel Aviv e Washington atacaram o Ir\u00e3 sem consultar o Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, conforme determina o direito internacional. A Carta da ONU determina que qualquer a\u00e7\u00e3o militar contra um pa\u00eds precisa de aprova\u00e7\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Mudan\u00e7a de tom <\/strong><br \/>\nO professor de rela\u00e7\u00f5es internacionais da Universidade Federal do ABC paulista (UFABC), Mohammed Nadir, avaliou \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que houve uma mudan\u00e7a de tom na declara\u00e7\u00e3o do Brics, que traz mais firmeza e determina\u00e7\u00e3o em condenar a a\u00e7\u00e3o de Israel e EUA.<\/p>\n<p>&#8220;Nota-se uma varia\u00e7\u00e3o no tom e na forma, marcado pela firmeza em tomar atitude pol\u00edtica e condenar EUA e seu aliado Israel. A presen\u00e7a de membros dentro dos Brics que s\u00e3o aliados dos EUA e Israel n\u00e3o coibiu o Brics a condenar os ataques&#8221;, disse o especialista.<\/p>\n<p>Segundo Nadir, a nova declara\u00e7\u00e3o d\u00e1 uma ideia de coes\u00e3o dentro do Brics. &#8220;Tamb\u00e9m mostra a for\u00e7a da China e da R\u00fassia, que seguramente influenciaram a formula\u00e7\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o condenat\u00f3ria&#8221;, completou.<\/p>\n<p>Para o especialista em Oriente M\u00e9dio, a China entende que o ataque dos EUA ao Ir\u00e3 visa indiretamente a ela pr\u00f3pria. &#8220;A China sabe que calar-se n\u00e3o \u00e9 uma boa estrat\u00e9gia perante um ataque contra um membro aliado que \u00e9 Ir\u00e3. O sil\u00eancio da China poderia ser interpretado como fraqueza&#8221;, completou.<\/p>\n<p><strong>Usinas nucleares <\/strong><br \/>\nA Declara\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro ainda condenou os ataques contra infraestruturas civis e \u201cinstala\u00e7\u00f5es nucleares pac\u00edficas\u201d do Ir\u00e3, sob \u201ctotais salvaguardas da Ag\u00eancia Internacional de Energia At\u00f4mica (AIEA), em viola\u00e7\u00e3o ao direito internacional e a resolu\u00e7\u00f5es pertinentes da AIEA\u201d.<\/p>\n<p>Ataques militares contra usinas nucleares s\u00e3o proibidos pelo direito internacional, por representar grave risco de contamina\u00e7\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o no ambiente. \u201cExortamos o Conselho de Seguran\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas a se ocupar desta quest\u00e3o\u201d, completou o documento.<\/p>\n<p>Condenado por R\u00fassia, Brasil e China, o ataque contra o Ir\u00e3 foi apoiado ou relativizado pelas pot\u00eancias ocidentais, especialmente Fran\u00e7a, Alemanha e Reino Unido.<\/p>\n<p>A \u00cdndia, pa\u00eds com rela\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas \u00e0 Israel e aos EUA, at\u00e9 ent\u00e3o tinha se limitado a manifestar \u201cpreocupa\u00e7\u00e3o\u201d com o ataque contra o Ir\u00e3, mas n\u00e3o havia condenado a a\u00e7\u00e3o militar contra Teer\u00e3. Agora, na Declara\u00e7\u00e3o do Rio, o governo indiano se junta aos demais Brics em uma condena\u00e7\u00e3o dos ataques contra o Ir\u00e3.<\/p>\n<p>O documento final do Brics tem uma se\u00e7\u00e3o dedicada aos conflitos armados no mundo, intitulado de \u201cPromovendo a Paz, a Seguran\u00e7a e a Estabilidade Internacionais\u201d. O grupo expressa preocupa\u00e7\u00e3o com as guerras em curso, citando, entre outros, o conflito na Palestina, no Sud\u00e3o, na Ucr\u00e2nia, no L\u00edbano, entre outros, incluindo a instabilidade no Norte da \u00c1frica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brics condenou diretamente, pela primeira vez, os ataques contra o Ir\u00e3, na Declara\u00e7\u00e3o Final da 17\u00aa Reuni\u00e3o de C\u00fapula do grupo, divulgada neste domingo (6), no Rio de Janeiro. 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