{"id":358240,"date":"2025-07-17T00:05:20","date_gmt":"2025-07-17T03:05:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=358240"},"modified":"2025-07-17T03:13:59","modified_gmt":"2025-07-17T06:13:59","slug":"edna-domenica-faz-colagem-de-textos-do-escritor-gilberto-motta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/edna-domenica-faz-colagem-de-textos-do-escritor-gilberto-motta\/","title":{"rendered":"Edna Domenica faz colagem de textos do escritor Gilberto Motta"},"content":{"rendered":"<div id=\":1y\" class=\"ii gt\">\n<div id=\":1x\" class=\"a3s aiL \">\n<div dir=\"ltr\">Que estranha imagem se esfacelando: imagem-sorvete, derretendo\u2026 [&#8230;] n\u00e3o sou eu\u2026 Mas seria quem? \u2e3a disse [&#8230;], num daqueles di\u00e1logos internos capazes de nos enlouquecer.\u00a0 Lembra-se de que deixara o banheiro como quem deixa um sarc\u00f3fago. Joga-se na imensa cama super size, cobre-se, busca carneirinhos saltando cercas e somente apaga ap\u00f3s o efeito dos dois comprimidos de Lexotan. (Corpo a corpo, Gilberto Motta)<\/div>\n<div class=\"adL\">\n<p>E l\u00e1 no fundo o sil\u00eancio esperando o momento infinito do n\u00e3o-som. A hora do c\u00e3o, o nada absoluto. (De onde vem o sil\u00eancio? &#8211; Gilberto Motta)<\/p>\n<p>Vieram os sonhos. (Corpo a corpo, Gilberto Motta) Antes do verbo o ru\u00eddo. [&#8230;] Das bocas dentadas com implantes, as palavras desbocadas.<br \/>\nFaces falsas de botox e articula\u00e7\u00f5es medonhas de infort\u00fanios e cortes. (De onde vem o sil\u00eancio? &#8211; Gilberto Motta)<\/p>\n<p>Som profundo. Barulho surdo de mecanismos internos e inconscientes. M\u00e1quina alqu\u00edmica instigando neur\u00f4nios em profus\u00e3o. O som do sil\u00eancio \u00e9 desafiador. Mas qual \u00e9 o nascedouro? A origem do buraco sem fundo do calar e ouvir? [&#8230;] (De onde vem o sil\u00eancio? &#8211; Gilberto Motta).<\/p>\n<p>E no ch\u00e3o dormia, o pequeno alfarr\u00e1bio. Feito de escritas e sonhos. A espera do enredo. O complemento de tudo. Aquilo que n\u00e3o est\u00e1 expl\u00edcito. No jogo breve de signos. Nas entrelinhas dos tra\u00e7os. Feito de palavras e sons. Breves riscos e zumbidos. O meu poema solit\u00e1rio implora por novos sentidos. [&#8230;] De repente a estante fria, incendeia a livraria.<\/p>\n<p>Feito jegue de cigano vagabundeia o poema. \u00c0 espera de um humano. Pra tir\u00e1-lo da canseira dos terr\u00edveis desenganos. [&#8230;] Despencando a ribanceira [&#8230; ] Praticum, Aha, Bumbum. As letras parecem doidas. Insistem nos sobre tons das mem\u00f3rias das antigas, inventando futuros sons. Passaram muitos leitores. E eu fiquei abandonado. Poema besta, sozinho. Sem m\u00e9trica e de p\u00e9 quebrado. Melhor dormir na estante de meu sonho abortado. [&#8230;] (Dial\u00f3gico &#8211;\u00a0 Gilberto Motta)<\/p>\n<p>[&#8230;] dia, voc\u00ea acordou respirando [&#8230;], num planeta que n\u00e3o era o seu. [&#8230;] Tentou levantar, mas suas pernas n\u00e3o responderam. Tudo parecia<br \/>\nparado. Havia areia por toda parte. Finalmente conseguiu levantar e [&#8230;] (Conserta-se disco voador \u2013 Gilberto Motta)<\/p>\n<p>\u201cA Caminhonete da Sucata est\u00e1 passando pela sua rua\u2026compramos bagulhos velhos, fog\u00e3o velho, geladeira velha, sogra velha, rancores velhos, ideias velhas\u2026\u201d. Os sons est\u00e3o por toda parte. O anti sil\u00eancio \u00e9 assustador. Polui\u00e7\u00e3o capaz de anestesiar cora\u00e7\u00f5es e mentes. Ouvidos<br \/>\ndesenfreadamente dementes. (De onde vem o sil\u00eancio? Gilberto Motta).<\/p>\n<p>Passa o carro da PM e aquela m\u00fasica-chiclete martela sua cabe\u00e7a, \u201cseu guarda eu n\u00e3o sou vagabundo, n\u00e3o sou delinquente\u2026eu dormi na pra\u00e7a\u2026\u201d Ent\u00e3o, voc\u00ea sai andando \u201cEasy Rider\u201d, sob o sol e as bancas de revistas, e entra no botequim mais estranho que j\u00e1 viu. Parece uma casa comum, mas na fachada est\u00e1 escrito em cima: \u201cConsertamos discos voadores\u201d. (Conserta-se disco voador \u2013 Gilberto Motta)<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<br \/>\nCorpo a corpo<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"iP3PTiFvLF\"><p><a href=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/madeixas-de-doralina-tinham-o-brilho-da-alma-de-uma-crianca\/\">Madeixas de Doralina tinham o brilho da alma de uma crian\u00e7a<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Madeixas de Doralina tinham o brilho da alma de uma crian\u00e7a&#8221; &#8212; Notibras\" src=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/madeixas-de-doralina-tinham-o-brilho-da-alma-de-uma-crianca\/embed\/#?secret=eMqU2djsMR#?secret=iP3PTiFvLF\" data-secret=\"iP3PTiFvLF\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><br \/>\nDe onde vem o sil\u00eancio? &#8211;<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"OHWJz5zeEJ\"><p><a href=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/noite-esconde-caminho-da-sucata-desenhado-a-quatro-maos\/\">Noite esconde caminho da sucata desenhado a quatro m\u00e3os<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Noite esconde caminho da sucata desenhado a quatro m\u00e3os&#8221; &#8212; Notibras\" src=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/noite-esconde-caminho-da-sucata-desenhado-a-quatro-maos\/embed\/#?secret=0R1CuokvQq#?secret=OHWJz5zeEJ\" data-secret=\"OHWJz5zeEJ\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><br \/>\nConserta-se\u00a0disco voador &#8211;<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"GB4leVA3eY\"><p><a href=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/dalem-africa-pra-ca-num-mundo-que-gira-em-torno-de-palavras\/\">d&#8217;Al\u00e9m \u00c1frica pra c\u00e1, num mundo que gira em torno de palavras<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;d&#8217;Al\u00e9m \u00c1frica pra c\u00e1, num mundo que gira em torno de palavras&#8221; &#8212; Notibras\" src=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/dalem-africa-pra-ca-num-mundo-que-gira-em-torno-de-palavras\/embed\/#?secret=4O99GkN1kx#?secret=GB4leVA3eY\" data-secret=\"GB4leVA3eY\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><br \/>\nDial\u00f3gico<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"lB05qKlhde\"><p><a href=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/tem-poema-safado-que-pena-calado-safena-psicografado\/\">Tem poema safado, que pena, calado, safena, psicografado&#8230;<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Tem poema safado, que pena, calado, safena, psicografado&#8230;&#8221; &#8212; Notibras\" src=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/tem-poema-safado-que-pena-calado-safena-psicografado\/embed\/#?secret=iJ1Ma2F6LY#?secret=lB05qKlhde\" data-secret=\"lB05qKlhde\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p><strong>Edna Domenica<\/strong> nasceu, cresceu, estudou, trabalhou e se aposentou em S\u00e3o Paulo \u2013 SP. Bacharel em Letras, Psicologia e Pedagogia; especialista em Psicodrama e em Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade da pessoa idosa, mestre em Educa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o. desenvolveu pesquisa sobre as aplica\u00e7\u00f5es do Psicodrama em oficinas de escrita criativa, parcialmente publicadas em Aquecendo a produ\u00e7\u00e3o na sala de aula (Nativa, 2001) e de Rel\u00f3gios de Mem\u00f3rias \u2013 cartas de uma artes\u00e3 da escrita (Postmix, 2017). \u00c9 autora de poemas: Cora, cora\u00e7\u00e3o (Nova Letra, 2011) e de fic\u00e7\u00e3o em prosa: A volta do contador de hist\u00f3rias (Nova Letra, 2011), No ano do drag\u00e3o (Postmix, 2012), De que s\u00e3o feitas as hist\u00f3rias (Postmix, 2014), As Marias de San Gennaro (Insular, 2019), O Set\u00eanio (T\u00e3o Livros Editora, 2024). Participou de v\u00e1rias colet\u00e2neas das quais ressalta as que comparece como organizadora: Tudo poderia ser diferente, inclusive o t\u00edtulo (Amazon e-book, 2022) e Do corpo ao corpus (Rocha Solu\u00e7\u00f5es Gr\u00e1ficas, 2022).<\/p>\n<p><strong>Gilberto Motta<\/strong> nasceu e cresceu em um pequeno circo-teatro no interior de S\u00e3o Paulo. Formou-se em Jornalismo na Faculdade C\u00e1sper L\u00edbero e foi rep\u00f3rter de r\u00e1dio e TV, escritor e professor universit\u00e1rio. \u00c9 professor-mestre e aprendiz da vida. Rodou mundos e, aposentado, vive em 2025, numa cabana que fica numa pequena pousada na Guarda do Emba\u00fa, SC. Publicou v\u00e1rios textos nas colet\u00e2neas: Tudo poderia ser diferente, inclusive o t\u00edtulo (Amazon e-book, 2022) e Do corpo ao corpus (Rocha Solu\u00e7\u00f5es Gr\u00e1ficas, 2022).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que estranha imagem se esfacelando: imagem-sorvete, derretendo\u2026 [&#8230;] n\u00e3o sou eu\u2026 Mas seria quem? \u2e3a disse [&#8230;], num daqueles di\u00e1logos internos capazes de nos enlouquecer.\u00a0 Lembra-se de que deixara o banheiro como quem deixa um sarc\u00f3fago. 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