{"id":358920,"date":"2025-07-21T00:00:24","date_gmt":"2025-07-21T03:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=358920"},"modified":"2025-07-21T09:58:03","modified_gmt":"2025-07-21T12:58:03","slug":"mais-de-400-grupos-festejam-o-bumba-meu-boi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mais-de-400-grupos-festejam-o-bumba-meu-boi\/","title":{"rendered":"Mais de 400 grupos festejam o Bumba-meu-boi"},"content":{"rendered":"<p><!--StartFragment --><\/p>\n<p class=\"pf0\"><span class=\"cf0\">O Bumba-meu-boi, reconhecido como Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial da Humanidade desde 2019, \u00e9 o tema do pr\u00f3ximo programa Caminhos da Reportagem, que vai ao ar nesta segunda-feira (21), \u00e0s 23h, na TV Brasil. <\/span><\/p>\n<p class=\"pf0\"><span class=\"cf0\">A produ\u00e7\u00e3o apresenta que os primeiros registros dessa manifesta\u00e7\u00e3o cultural surgiram na primeira metade do s\u00e9culo XIX, embora suas origens sejam provavelmente mais remotas. De acordo com as informa\u00e7\u00f5es, 450 grupos de boi participam das celebra\u00e7\u00f5es no estado do Maranh\u00e3o, que ocorrem de maio a julho, com alguns deles estendendo as festas at\u00e9 o m\u00eas de dezembro. <\/span><\/p>\n<p class=\"pf0\"><span class=\"cf0\">Carlos Benedito, coordenador do N\u00facleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal do Maranh\u00e3o (UFMA), explica que essas manifesta\u00e7\u00f5es culturais surgiram no per\u00edodo escravista. \u201cJ\u00e1 que o escravizado n\u00e3o podia trazer nada de material, trazia tudo na sua mem\u00f3ria. Ent\u00e3o, a religiosidade, os ritos, as formas de comunica\u00e7\u00e3o, as linguagens acabam sendo recriadas e reinventadas\u201d, explica. <\/span><\/p>\n<p class=\"pf0\"><span class=\"cf0\">Para o pesquisador, a influ\u00eancia ind\u00edgena tamb\u00e9m pode ser observada na tradi\u00e7\u00e3o do Bumba-meu-boi, como no jeito de dan\u00e7ar e nos instrumentos tocados nas celebra\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, a festa apresenta interse\u00e7\u00f5es com a tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, j\u00e1 que as celebra\u00e7\u00f5es se entrela\u00e7am com os dias de S\u00e3o Jo\u00e3o, S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Mar\u00e7al. <\/span><\/p>\n<p class=\"pf0\"><span class=\"cf0\">\u201cTem muita rela\u00e7\u00e3o com a quest\u00e3o do sincretismo, porque S\u00e3o Pedro \u00e9 sincretizado nos cultos de matriz africana com Xang\u00f4. Isso est\u00e1 muito presente quando vemos pessoas que pagam promessas ou, no caso dos cultos de matriz africana, pagam obriga\u00e7\u00f5es ao santo\u201d, afirma a cientista social <\/span><span class=\"cf0\">Izaurina<\/span><span class=\"cf0\"> Nunes, do Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan). <\/span><\/p>\n<p class=\"pf0\"><span class=\"cf0\">Esta edi\u00e7\u00e3o do Caminhos da Reportagem tamb\u00e9m apresenta os diferentes &#8220;sotaques&#8221;, ou maneiras de brincar o Bumba-meu-boi: zabumba, matraca, baixada, orquestra e costa de m\u00e3o. Muitos batalh\u00f5es surgem a partir do pagamento de promessas ou de vis\u00f5es ligadas a divindades. <\/span><\/p>\n<p class=\"pf0\"><span class=\"cf0\">\u201cEssa brincadeira veio de um sonho que eu tive. Uma pessoa chegou a mim e pediu para eu fazer um boi para ele. Eu disse que n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00e3o. Depois ele apareceu de novo e disse: \u2018\u00d3, eu quero a brincadeira, e o nome do boi \u00e9 Anjo do Meu Sonho\u2019. Toquei a brincadeira para a frente e <\/span><span class=\"cf0\">t\u00f4<\/span><span class=\"cf0\"> at\u00e9 hoje\u201d, destaca o presidente do Boi Anjo do Meu Sonho, Arcangelo Reis. \u201cPara mim, largar esse boi, s\u00f3 depois que Deus me levar. Porque eu gostei muito da brincadeira. Criei amizades, criei um amor\u201d, conta. <\/span><\/p>\n<p class=\"pf0\"><span class=\"cf0\">O Bumba-meu-boi n\u00e3o apenas proporciona divers\u00e3o \u00e0s comunidades e refor\u00e7a o elo com a tradi\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m movimenta uma cadeia produtiva de pessoas que trabalham na prepara\u00e7\u00e3o dos eventos e que ganham dinheiro com o com\u00e9rcio nos dias de celebra\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p class=\"pf0\"><span class=\"cf0\">\u201cComecei a empreender aos 18 anos, pintando e customizando camisetas. Especialmente durante as festas juninas, no S\u00e3o Jo\u00e3o, era quando eu mais vendia. No ano passado, inclu\u00ed as matracas, que s\u00e3o agora o meu diferencial <\/span><span class=\"cf1\">\u2013 matracas customizadas. Tenho vendido tanto para turistas quanto para pessoas daqui que valorizam a nossa cultura\u201d, conta a artes<\/span><span class=\"cf0\">\u00e3 e empreendedora social <\/span><span class=\"cf0\">G\u00e9ssica<\/span><span class=\"cf0\"> Tavares. <\/span><\/p>\n<p><!--EndFragment --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Bumba-meu-boi, reconhecido como Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial da Humanidade desde 2019, \u00e9 o tema do pr\u00f3ximo programa Caminhos da Reportagem, que vai ao ar nesta segunda-feira (21), \u00e0s 23h, na TV Brasil. 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