{"id":359171,"date":"2025-07-24T06:23:56","date_gmt":"2025-07-24T09:23:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=359171"},"modified":"2025-07-24T06:23:56","modified_gmt":"2025-07-24T09:23:56","slug":"dignidade-de-um-pais-soberano-nao-se-negocia-as-favas-com-trump","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/dignidade-de-um-pais-soberano-nao-se-negocia-as-favas-com-trump\/","title":{"rendered":"&#8216;Dignidade de um pa\u00eds soberano n\u00e3o se negocia; \u00e0s favas com Trump&#8217;"},"content":{"rendered":"<div align=\"justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: left;\" align=\"right\"><i>&#8220;Vamos recuperar nosso quintal.&#8221;<\/i><br \/>\n\u2014 Pete Hegseth, secret\u00e1rio de Defesa dos EUA,<br \/>\nem discurso no US Army War College (23\/04\/2025)<\/p>\n<p>&#8230;..<\/p>\n<p>A agress\u00e3o dos EUA ao Brasil, interrompendo uma negocia\u00e7\u00e3o que apenas se iniciava \u2014 por iniciativa nossa, ali\u00e1s \u2014, vem sendo recebida pelo que ela \u00e9: intempestiva e isenta de qualquer sorte de causalidade. Em s\u00edntese, essencialmente ileg\u00edtima, como toda interven\u00e7\u00e3o estrangeira na ordem pol\u00edtica de um pa\u00eds independente. Seu car\u00e1ter \u00e9 ostensivamente pol\u00edtico (a apar\u00eancia econ\u00f4mica do\u00a0<i>tarifa\u00e7o<\/i>\u00a0\u00e9 apenas um disfarce) e se apresenta como ins\u00f3lita puni\u00e7\u00e3o a um pa\u00eds soberano.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 acusado de, nos rigorosos termos de sua Constitui\u00e7\u00e3o, estar, por interm\u00e9dio do poder competente, julgando os crimes de uma quadrilha de delinquentes (civis e militares) que, valendo-se inclusive do aparelho p\u00fablico, intentou um golpe de Estado contra o sistema representativo. Vitorioso, o assalto da extrema-direita frustraria a manifesta\u00e7\u00e3o eleitoral da soberania popular, feriria de morte a democracia h\u00e1 tanto custo humano posta de p\u00e9 e embarcaria o pa\u00eds no desv\u00e3o de uma ditadura neofascista. A partir da\u00ed&#8230; o inferno seria o limite.<\/p>\n<p>O que o Judici\u00e1rio brasileiro fez foi simplesmente o que a Justi\u00e7a americana, fugindo ao seu dever, se esquivou de fazer quando Donald Trump, em 2021, tentou impedir a posse de seu sucessor.<\/p>\n<p>Toda essa vilania, quase uma declara\u00e7\u00e3o de guerra, caracterizada pelo virtual bloqueio de nossas exporta\u00e7\u00f5es, decorre do fato de o cabe\u00e7a da intentona frustrada, Jair Messias Bolsonaro, ser, por artes e manobras ainda a serem desvendadas, um apadrinhado do atual locat\u00e1rio da Casa Branca. Sobre a agress\u00e3o, Trump \u2014 o candidato a coiteiro \u2014 acrescenta chantagem aviltante: se o Brasil deixar em paz seu protegido, o imp\u00e9rio poder\u00e1 rever a ins\u00eddia da majora\u00e7\u00e3o unilateral das tarifas, imposta ao arrepio de todos os procedimentos do multilateralismo assassinado, das regras do livre com\u00e9rcio, das normas da OMC e, enfim, do que se conhece como direito internacional.<\/p>\n<p>Em suma, no contrapelo de tudo o que deveriam ser as normas e pr\u00e1ticas diplom\u00e1ticas de duas na\u00e7\u00f5es que mant\u00eam rela\u00e7\u00f5es h\u00e1 mais de duzentos anos.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que os anunciados preju\u00edzos \u00e0 economia brasileira, com a imposi\u00e7\u00e3o unilateral dessas tarifas, abalar\u00e3o nosso balan\u00e7o de pagamentos, com a queda inevit\u00e1vel da receita de exporta\u00e7\u00f5es; atingir\u00e3o o lucro e a acumula\u00e7\u00e3o de capital de ponder\u00e1veis setores da economia (atingindo tanto a ind\u00fastria quanto o agroneg\u00f3cio), apenando de forma evidentemente distinta grandes, m\u00e9dios e pequenos empres\u00e1rios \u2014 mas atingindo, acima de todos, os trabalhadores, que pagar\u00e3o a conta com o desemprego, que j\u00e1 alcan\u00e7a 8,5 milh\u00f5es de brasileiros, ao lado de 38 milh\u00f5es de desgarrados do sistema, que tentam sobreviver na informalidade.<\/p>\n<p>Os custos econ\u00f4micos \u2014 como o impacto sobre o real, a press\u00e3o inflacion\u00e1ria, a fal\u00eancia de pequenas e m\u00e9dias empresas \u2014 s\u00e3o efeitos previs\u00edveis e, em alguns casos e nalguma medida, minimiz\u00e1veis (a eles o ministro da Fazenda j\u00e1 disse estar atento). E conhecidos s\u00e3o os largos recursos do capital. Insan\u00e1vel \u00e9 o custo social.<\/p>\n<p>Mas isto ainda n\u00e3o \u00e9 tudo, nada obstante sua gravidade, pois a grande agress\u00e3o, a ofensa inomin\u00e1vel, \u00e9 a que mira nossa dignidade, impondo uma &#8220;negocia\u00e7\u00e3o&#8221; de \u00edndole mafiosa, cujo pre\u00e7o cobra a ren\u00fancia da dignidade nacional. E esta n\u00e3o tem meio-termo.<\/p>\n<p>Este aspecto, fulcral, foi reconhecido pelo povo brasileiro \u2014 e mesmo pela imprensa\u00a0<i>mainstream<\/i>\u00a0\u2014, retirando o governo das cordas e ensejando \u00e0 esquerda, hoje sem palavra de ordem, a retomada da bandeira do nacionalismo \u2014 t\u00e3o viva, um pouco l\u00e1 atr\u00e1s, na campanha pelo monop\u00f3lio estatal do petr\u00f3leo. A defesa da soberania nacional, que o envilecido\u00a0<i>Estad\u00e3o<\/i>\u00a0reduz a &#8220;populismo&#8221; lulista, fala \u00e0s grandes massas, hoje arredias das ruas.<\/p>\n<p>O bom senso, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 unanimidade, pois muitos intelectuais e observadores do cen\u00e1rio internacional se revelam assustados, surpresos, tanto com o grau de viol\u00eancia do ataque quanto com o fato de essa viol\u00eancia atingir rela\u00e7\u00f5es de mais de dois s\u00e9culos entre &#8220;duas sociedades irm\u00e3s&#8221;.<\/p>\n<p>A dificuldade de ultrapassar a apar\u00eancia para conhecer a ess\u00eancia das coisas, por\u00e9m, n\u00e3o para a\u00ed, pois quase toda a gente distingue o Estado norte-americano de seu atual presidente, sagrando aquele para dedicar toda a justa desaprova\u00e7\u00e3o a Trump \u2014 como no passado recente, quando, ao reduzir os crimes do nazismo a Hitler, se procurava ignorar o papel do povo alem\u00e3o nos crimes de guerra que n\u00e3o podia desconhecer; como agora, quando a manipula\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o reduz o horror do genoc\u00eddio dos palestinos \u00e0 obsess\u00e3o sionista de Benjamin Netanyahu.<\/p>\n<p>Ora, Trump \u00e9 t\u00e3o americano quanto a torta de ma\u00e7\u00e3, o Mickey, o Pato Donald, o macarthismo a segrega\u00e7\u00e3o racial e os linchamentos. E \u00e9 preciso lembrar que o magnata, como seu pastiche brasileiro, n\u00e3o enganou ningu\u00e9m \u2014 muito menos a sociedade estadunidense. Tudo o que faz e desfaz foi anunciado na campanha eleitoral que o consagrou, de forma inquestion\u00e1vel. Com este respaldo, pode governar em nome dos menos de 1% que controlam o pa\u00eds; est\u00e1 a servi\u00e7o de seus pr\u00f3prios interesses empresariais e de seus s\u00f3cios, dos interesses do capital financeiro e das\u00a0<i>big techs<\/i>. E conta com a cumplicidade do Congresso, a parcialidade da Suprema Corte, a boa vontade de quase toda a imprensa e, at\u00e9, a passividade do mundo acad\u00eamico. N\u00e3o \u00e9 pouco.<\/p>\n<p>Sua aparente loucura est\u00e1 permeada de l\u00f3gica. Trump choca, mas n\u00e3o inova. Como afetar surpresa olhando para a hist\u00f3ria de seu pa\u00eds?<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 cient\u00edfico desprezar o papel do indiv\u00edduo na hist\u00f3ria: ele est\u00e1 sempre presente, condicionado, por\u00e9m, pelas suas circunst\u00e2ncias. A presen\u00e7a do rico coletivo de for\u00e7as econ\u00f4micas e pol\u00edticas atuantes no processo social supera em muito o poder do voluntarismo.<\/p>\n<p>Ao longo dos s\u00e9culos XX e XXI, os EUA, governados por democratas ou republicanos, se envolveram em um n\u00famero incont\u00e1vel de interven\u00e7\u00f5es externas, diretas e indiretas, em mais de 80 pa\u00edses. Do criminoso e persistente bloqueio a Cuba ao apoio a todas as ditaduras, a pol\u00edtica externa dos EUA para a Am\u00e9rica Latina se construiu sob a l\u00f3gica da doutrina do\u00a0<i>big stick<\/i>\u00a0(&#8220;Fale com suavidade e carregue um porrete \u2014 e ir\u00e1 longe&#8221;), cunhada por Theodore Roosevelt (1901\u20131909).<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a natureza do imperialismo, assim exposta por ele mesmo numa saga did\u00e1tica de que seremos devedores. Ou j\u00e1 nos esquecemos da rapina de que foram v\u00edtimas os Estados Unidos Mexicanos? Ou que, no s\u00e9culo passado, numa guerra j\u00e1 perdida pelo Jap\u00e3o, os EUA, presididos pelo democrata Harry Truman, lan\u00e7aram duas bombas at\u00f4micas sobre as popula\u00e7\u00f5es civis de Hiroshima e Nagasaki, matando cerca de 300 mil pessoas? O rol, s\u00f3 a partir da\u00ed, \u00e9 extenso e n\u00e3o cabe neste espa\u00e7o sua resenha: basta lembrar que, na Guerra da Coreia, contam-se entre mortos e desaparecidos tr\u00eas milh\u00f5es de civis (10% da popula\u00e7\u00e3o da pen\u00ednsula); e, na invas\u00e3o do Vietn\u00e3, algo entre 1,5 e 2 milh\u00f5es. E s\u00e3o incont\u00e1veis as interven\u00e7\u00f5es dos marines e de agentes da CIA desmontando projetos de democracia na Am\u00e9rica Latina e no mundo, ou sustentando ditaduras, ou assassinando advers\u00e1rios mundo afora, como o congol\u00eas Patrice Lumumba.<\/p>\n<p>Nada diferente tem sido o relacionamento com nosso pa\u00eds, facetado pela subservi\u00eancia das chamadas elites do mundo econ\u00f4mico e do mundo pol\u00edtico, de que \u00e9 exemplo ic\u00f4nico a frase cunhada pelo general Juraci Magalh\u00e3es, na condi\u00e7\u00e3o de embaixador do Brasil em Washington: &#8220;O que \u00e9 bom para os EUA \u00e9 bom para o Brasil.&#8221; Vira-latismo que apenas consagrava a pol\u00edtica de alinhamento autom\u00e1tico, acentuada com a ditadura militar de 1\u00ba de abril, mas que vinha marcando a Rep\u00fablica desde seu in\u00edcio, com varia\u00e7\u00f5es apenas de nuances.<\/p>\n<p>Desde, principalmente, a Segunda Guerra Mundial, os EUA orientam doutrinariamente as For\u00e7as Armadas residentes no Brasil e decidem sobre seu armamento. N\u00e3o invadiram o territ\u00f3rio nacional por desnecess\u00e1rio, mas participaram de todos os golpes de Estado desde 1945 (inclusive da conspira\u00e7\u00e3o que levou ao suic\u00eddio de Get\u00falio Vargas, em 1954) e, por \u00faltimo, na implanta\u00e7\u00e3o da ditadura militar (1964\u20131985), inclusive emprestando especialistas em tortura, como o capit\u00e3o Charles Rodney Chandler, adido militar no consulado norte-americano em S\u00e3o Paulo. Em 1968, foi morto pela guerrilha de esquerda.<\/p>\n<p>Nada obstante a preemin\u00eancia dos interesses dos EUA, as rela\u00e7\u00f5es dos dois pa\u00edses j\u00e1 conheceram rusgas diplom\u00e1ticas, principalmente naquelas poucas oportunidades em que ousamos a defesa de nossa soberania \u2014 desde a explora\u00e7\u00e3o nativa do petr\u00f3leo (contra as press\u00f5es da Standard Oil) aos projetos mais recentes de autonomia da produ\u00e7\u00e3o de energia nuclear e ao programa espacial. A lista \u00e9 extensa.<\/p>\n<p>O Departamento de Estado e o Pent\u00e1gono jamais aceitaram de bom grado a lideran\u00e7a que o Brasil exerce na Am\u00e9rica do Sul. Para o imperialismo, s\u00e3o intoler\u00e1veis nossos ensaios de pol\u00edtica externa independente, esbo\u00e7ados sobretudo a partir do governo J\u00e2nio Quadros, para se acentuarem no mandato de Jo\u00e3o Goulart. Frustrados no impedimento do vice-presidente, determinaram sua deposi\u00e7\u00e3o \u2014 e o que a ela se seguiu. Findos os tempos de festa ensejados pelo neoliberalismo (Collor\u2013FHC), foram outra vez surpreendidos com a pol\u00edtica &#8220;ativa e altiva&#8221; dos governos de Lula e Dilma, que ressurge agora, ap\u00f3s os tristes anos de Temer\u2013Bolsonaro.<\/p>\n<p>No epis\u00f3dio atual, a carta-provoca\u00e7\u00e3o ataca o Brasil e suas institui\u00e7\u00f5es para defender os interesses das\u00a0<i>big techs<\/i>\u00a0(incomodadas com os limites que o STF pretende impor a seus desmandos no Brasil) e das grandes operadoras de cr\u00e9dito, que veem seus lucros diminu\u00edrem com a r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o do pix. Isto tudo num contexto de reordenamento do poder mundial \u2014 marcado pela ascens\u00e3o da China, com quem o Brasil mais e mais estreita rela\u00e7\u00f5es \u2014, em que o imp\u00e9rio declinante n\u00e3o se disp\u00f5e a fazer concess\u00f5es. Ora, para Biden ou para Obama \u00e9 intoler\u00e1vel nosso papel no BRICS, como para Kennedy e Lyndon Johson era intoler\u00e1vel nosso discurso em defesa da autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos.<\/p>\n<p>Os EUA s\u00e3o um imp\u00e9rio declinante, \u00e9 certo, mas ainda muito poderoso, e com for\u00e7as para infligir estragos incalcul\u00e1veis. Um tigre ferido \u00e9 perigoso.<\/p>\n<p>Os desdobramentos do quadro ainda n\u00e3o podem ser desenhados, mas j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel ver que as nuvens de hoje n\u00e3o prometem bonan\u00e7a no curto ou m\u00e9dio prazos. Estamos diante da alimenta\u00e7\u00e3o de uma crise que a tudo pode levar, e dela n\u00e3o seremos apenas atores menores, pois dificilmente deixaremos de compartilhar suas consequ\u00eancias \u2014 fragilizados que estamos pelo abandono, por d\u00e9cadas, da ideia de soberania.<\/p>\n<p>No caso imediato \u2014 o contencioso pol\u00edtico com vi\u00e9s tarif\u00e1rio \u2014 o primeiro caminho \u00e9 a negocia\u00e7\u00e3o que, nada obstante nossas limita\u00e7\u00f5es, haver\u00e1 de ser altiva, porque n\u00e3o se concilia com a dignidade. O governo est\u00e1 correto ao requerer sua retomada, sem, todavia, alienar a alternativa da reciprocidade seletiva. Mas a\u00ed, \u00e0 pusilanimidade do Congresso e de sua maioria sem coluna vertebral, soma-se a sabujice do grande empresariado ao pleitear, de alto e bom som, desde logo, antes mesmo que as partes se sentem \u00e0 mesa, que o Brasil descarte a \u00fanica arma de que disp\u00f5e: a alternativa da reciprocidade na guerrilha tarif\u00e1ria.<\/p>\n<p>Soberania n\u00e3o \u00e9 uma abstra\u00e7\u00e3o c\u00edvico-po\u00e9tica. Reclama o direito concreto de escolher nossas alian\u00e7as, proteger nossa economia, empregar nosso povo, cultivar nossas terras e exportar nossos produtos. \u00c9 o direito de decidir, sem medo de retalia\u00e7\u00e3o. Nem \u00e9 muito, nem \u00e9 pouco.<\/p>\n<p>O sistema governante \u2014 aquele que controla o poder, independentemente de quem esteja hospedado no Pal\u00e1cio da Alvorada ou ocupando as cadeiras do Congresso \u2014 d\u00e1 sinais de que j\u00e1 rastreou o terreno e pretende jogar ao mar a carga hoje inconveniente, construindo uma nova maioria pol\u00edtica, afastando-se do neofascismo (o bolsonarismo indigesto e suas adjac\u00eancias), fator de turbul\u00eancia e, portanto, de incerteza para os neg\u00f3cios. Essa manobra pode implicar composi\u00e7\u00e3o com o centro, na perspectiva de estabilidade pol\u00edtica, \u00e0 qual n\u00e3o ser\u00e1 indiferente o governo. Lula pode mesmo ser seu fiador, pode mesmo cumprir o papel de elo aglutinador \u2014 aquele que mais fala \u00e0 sua alma.<\/p>\n<p>A sinuca de bico ser\u00e1 o desafio que as circunst\u00e2ncias impor\u00e3o \u00e0s esquerdas. Se n\u00e3o podem se opor a um arranjo que desloca a extrema-direita, hoje em ascens\u00e3o no mundo e no Brasil, ter\u00e3o de, mais uma vez, adiar a expectativa de avan\u00e7o pol\u00edtico.<\/p><\/div>\n<div align=\"justify\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/div>\n<div align=\"justify\"><strong>Roberto Amaral foi ministro da Ci\u00eancia e Tecnologia de Lula 1<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Vamos recuperar nosso quintal.&#8221; \u2014 Pete Hegseth, secret\u00e1rio de Defesa dos EUA, em discurso no US Army War College (23\/04\/2025) &#8230;.. A agress\u00e3o dos EUA ao Brasil, interrompendo uma negocia\u00e7\u00e3o que apenas se iniciava \u2014 por iniciativa nossa, ali\u00e1s \u2014, vem sendo recebida pelo que ela \u00e9: intempestiva e isenta de qualquer sorte de causalidade. 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