{"id":359355,"date":"2025-07-29T00:56:17","date_gmt":"2025-07-29T03:56:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=359355"},"modified":"2025-07-26T19:21:30","modified_gmt":"2025-07-26T22:21:30","slug":"nao-era-pesadelo-mas-um-lindo-sonho-grandioso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/nao-era-pesadelo-mas-um-lindo-sonho-grandioso\/","title":{"rendered":"N\u00e3o era pesadelo, mas um lindo sonho grandioso"},"content":{"rendered":"<p>Acordou no meio da madrugada em sobressalto. Estava tendo um sonho. Mas n\u00e3o era um pesadelo, ao contr\u00e1rio, era um lindo sonho. Era um sonho grandioso. Mas se sentia confuso, sem saber se ainda estava sonhando ou se j\u00e1 tinha voltado \u00e0 realidade. Lembrava-se de cada detalhe. Alcan\u00e7ou um copo d\u2019\u00e1gua \u00e0 cabeceira, tomou alguns goles para se acalmar e por fim constatou estar acordado. Mas seu sentimento de urg\u00eancia n\u00e3o desvanecia, movia-se devagar para n\u00e3o deixar que seus pensamentos se dispersassem. O sonho, por incr\u00edvel que fosse, no fundo lhe parecia poss\u00edvel. Lan\u00e7ou m\u00e3o de seu laptop e come\u00e7ou a escrever freneticamente ponto por ponto.<\/p>\n<p>Era um deus, n\u00e3o sabia se maior do que Apolo e todos os outros deuses do Olimpo. Se era mais importante do que Iris e Osisris, Shiva, Brahma ou Vishnu, Odin, Alah, YHWH, o judeu e crist\u00e3o. Se era mais elevado do que o pr\u00f3prio Buda e at\u00e9 mesmo se era o \u00fanico \u201cDeus\u201d verdadeiro, talvez fosse, e senhor de tudo entre todas as mitologias. As \u00fanicas certezas, n\u00e3o era o Deus de Spinoza e conhecia seu poder.<\/p>\n<p>Olhava de cima o mundo, enxergava toda fome, mis\u00e9ria, injusti\u00e7a, trabalho escravo ou an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o, a destrui\u00e7\u00e3o da natureza e a crise clim\u00e1tica, as guerras e a amea\u00e7a nuclear e as incont\u00e1veis trag\u00e9dias humanas; e pensavam consigo (as tr\u00eas pessoas):<\/p>\n<p>&#8211; De que adianta afinal, ser onipotente, onipresente e onisciente, se esses humanos, desde que comeram o fruto, s\u00f3 fazem bobagens com seu livre arb\u00edtrio? E nessas centenas de milhares de anos que habitam essa terra chamada Terra, nos parece, v\u00e3o de mal a pior?<\/p>\n<p>Deus ent\u00e3o, cansado de esperar pela realiza\u00e7\u00e3o de seu grande sonho de ver a humanidade evoluindo de verdade, n\u00e3o somente de forma material, com suas grandes descobertas, inven\u00e7\u00f5es e cria\u00e7\u00f5es, com os avan\u00e7os cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico; mas de forma espiritual. Que valores, como a solidariedade e o sentimento de comunh\u00e3o entre todos, prevalecessem e a convic\u00e7\u00e3o de que nada adiantaria uns poucos usufru\u00edrem de tudo e a grande maioria viver na mais absoluta mis\u00e9ria, com fome, medo das guerras, desnutri\u00e7\u00e3o infantil, cat\u00e1strofes etc., teve uma ideia brilhante (em consenso entre as tr\u00eas pessoas): fa\u00e7amos o seguinte:<\/p>\n<p>&#8211; Apenas por um momento, suspendamos provisoriamente o livre arb\u00edtrio dessa gente, e ordenemos a cada cidad\u00e3o que habita desde o poderoso imp\u00e9rio, at\u00e9 o pa\u00eds mais humilde e simpl\u00f3rio do mundo, tipo o Haiti ou o Sud\u00e3o do Sul, cuja renda per capta anual \u00e9 de US$ 445,01 (quatrocentos e quarenta e cinco d\u00f3lares estadunidenses e hum centavo) e conven\u00e7amo-los de nos entregar todo o dinheiro e a riqueza pertencente a cada um.<\/p>\n<p>Assim fez. E t\u00e3o logo tenha conseguido centralizar em suas m\u00e3os todo aquele valor, cuja soma, j\u00e1 convertidos os bens materiais (carr\u00f5es de luxo, mans\u00f5es cinematogr\u00e1ficas, jatinhos supers\u00f4nicos, joias, iates, grandes empresas, ind\u00fastrias de medicamentos, fabricas de autom\u00f3veis movidos a combust\u00edveis f\u00f3sseis ou mesmo el\u00e9tricos, f\u00e1bricas de cigarro, vinhos e whiskys car\u00edssimos, casas de apostas e cassinos, quadros e obras de arte diversas, todos os bancos, a Black Rock e suas cong\u00eaneres, as big techs, emissoras de r\u00e1dio e televis\u00e3o, igrejas de todos os credos, mas tamb\u00e9m os valores mais modestos pertencentes ao mais pobrezinho dos habitantes do planeta e at\u00e9 os porquinhos de lou\u00e7a contendo os n\u00edqueis das crian\u00e7as, tudo somava exatamente 10.472.837.341.972.243.798,45 \u20ac (dez quintilh\u00f5es, quatrocentos e setenta e dois quatrilh\u00f5es, oitocentos e trinta e sete trilh\u00f5es, trezentos e quarenta e hum bilh\u00f5es, novecentos e setenta e dois milh\u00f5es, duzentos e quarenta e tr\u00eas mil, setecentos e noventa e oito euros e quarenta e cinco centavos), revogou o decreto divino, devolvendo o livre arb\u00edtrio a todos para dar-lhes mais uma chance de praticar o bem por sua pr\u00f3pria iniciativa.<\/p>\n<p>Assim, pela primeira vez, toda a humanidade, em termos financeiros, ficou exatamente na mesma condi\u00e7\u00e3o. Alguns poder\u00e3o alegar que a medida n\u00e3o tenha sido assim t\u00e3o pioneira, pois Collor, no in\u00edcio de seu mandato, em 1990, j\u00e1 havia feito o mesmo quando lan\u00e7ou seu plano econ\u00f4mico hom\u00f4nimo, mas, lembremos, o Plano Collor valeu apenas no Brasil, agora estamos falando do mundo inteiro.<\/p>\n<p>Mas rapidamente, para que ningu\u00e9m passasse necessidade, foi institu\u00eddo por meio de mais um decreto divino, o pagamento de um sal\u00e1rio-m\u00ednimo (e m\u00e1ximo), com direito a tr\u00eas f\u00e9rias por ano, 13\u00ba e 14\u00ba sal\u00e1rios, jornada semanal 4 X 3, vale refei\u00e7\u00e3o, vale transporte e tudo mais previsto na CLT (depois que a reforma do Temer foi revogada por meio de mais um decreto celeste), para todas as pessoas no valor de $ 843,00 BRICS, a nova moeda universal, cujo valor unit\u00e1rio corresponde a 10 d\u00f3lares estadunidenses, equivalentes a R$ 46.365 (quarenta e seis mil, trezentos e sessenta e cinco reais), tendo como refer\u00eancia o teto salarial dos parlamentares e ju\u00edzes federais do Brasil, proibidos os penduricalhos, pois estudos mostraram que com esse valor as pessoas t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de viver de forma razoavelmente digna.<\/p>\n<p>Estabeleceu um valor \u00fanico, pois, por um lado, concluiu que, independentemente da forma\u00e7\u00e3o de cada um, esse neg\u00f3cio de meritocracia n\u00e3o tem l\u00f3gica, pois as chances de progredir nesse mundo, nunca foram equ\u00e2nimes; e, por outro, todos os trabalhos, desde que honestos e aben\u00e7oados pela autoridade divina, t\u00eam a mesma relev\u00e2ncia, afinal, qual o profissional mais importante? A m\u00e9dica ou o lixeiro? O ge\u00f3logo ou a professora? O pedreiro ou o engenheiro? O astronauta ou a cozinheira? O pizzaiolo ou a faxineira? A modista ou a costureira? O banqueiro (se \u00e9 que isso \u00e9 profiss\u00e3o?) ou a banc\u00e1ria?<\/p>\n<p>Com o pagamento dessa remunera\u00e7\u00e3o para todas as pessoas e o investimento para corrigir todas as falhas dos servi\u00e7os p\u00fablicos sa\u00fade, seguran\u00e7a, educa\u00e7\u00e3o etc. e incrementar toda a infraestrutura urbana com todas as benfeitorias necess\u00e1rias ao conforto e \u00e0 mobilidade de todos, ainda sobrou uma quantia bem razo\u00e1vel nos cofres divinos e foi implementado o or\u00e7amento participativo, com a consulta a toda a popula\u00e7\u00e3o em assembleia mundial sobre quais os novos investimentos mais \u00fateis \u00e0 sociedade a serem realizados.<\/p>\n<p>A vida no planeta, se ainda n\u00e3o tinha atingido o n\u00edvel do Para\u00edso Celeste, estava quase l\u00e1. As pessoas eram plenamente felizes e viviam em paz, sem \u00f3dio nas ruas e at\u00e9 nas redes sociais, nos grupos das tias somente circulavam mensagens positivas com desejos de \u201cfeliz dia!\u201d ornadas com ursinhos, gatinhos, cachorrinhos, passarinhos e outros bichos fofinhos. A fome e as guerras foram extinguidas e a solidariedade e a empatia reinavam, todos passaram a contribuir para a restaura\u00e7\u00e3o do meio ambiente&#8230;<\/p>\n<p>Exatamente nesse ponto, o sonho foi interrompido, quando ele acordou agitado. Seria um final feliz, mas deixou uma sensa\u00e7\u00e3o de inacabado&#8230; Assim, t\u00e3o logo terminou de registrar os fatos on\u00edricos, at\u00e9 ali, daquela noite inusitada, acomodou-se novamente para retomar o sono e tentar voltar aos devaneios dos quais fora subitamente retirado.<\/p>\n<p>Poucos minutos depois j\u00e1 estava de volta ao cen\u00e1rio ut\u00f3pico, mas, logo ao chegar, pressentiu que as coisas j\u00e1 n\u00e3o andavam t\u00e3o bem como antes. Aquela aura de congra\u00e7amento de antes n\u00e3o era mais t\u00e3o \u201cs\u00f3lida\u201d, transparecendo um clima de certa desconfian\u00e7a entre os viventes, uns maldizendo outros pelos cantos, uma tristeza mal disfar\u00e7ada estampada nos rostos, enfim, um ambiente no qual se notava a submiss\u00e3o de grandes parcelas a grupos pequenos. Na pr\u00e1tica, havia por parte de alguns, a apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita de grandes valores dos sal\u00e1rios de uma maioria que m\u00eas a m\u00eas deviam ser entregues a agiotas cru\u00e9is. Desconfiava-se serem os poderosos banqueiros que se reorganizavam para extorquir a popula\u00e7\u00e3o incauta, e j\u00e1 era notada uma certa car\u00eancia em alguns rinc\u00f5es, dificuldade para pagar as contas e at\u00e9 priva\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s necessidades b\u00e1sicas. Mas na verdade era muito mais do que isso, uma parcela relativamente numerosa, embora extremamente minorit\u00e1ria, j\u00e1 avan\u00e7ava no processo de explora\u00e7\u00e3o do trabalho alheio, retira do os direitos dos trabalhadores e pagando sal\u00e1rios miser\u00e1veis, quando pagavam. Era o tal capitalismo, ressurgindo resiliente.<\/p>\n<p>Diante desse lament\u00e1vel retrocesso, Deus convocou, mais uma vez, o Conselho Superior, composto pelas tr\u00eas pessoas, para debater uma solu\u00e7\u00e3o. Antes, por\u00e9m, era preciso fazer o diagn\u00f3stico sobre os motivos de os humanos se enveredarem novamente para o lado da corrup\u00e7\u00e3o (ou cup\u00e7\u00e3o, como dizia um certo juiz proscrito), j\u00e1 pressentindo a necessidade da aplica\u00e7\u00e3o de um \u201crem\u00e9dio amargo\u201d, como se diz. E assim foi. A conclus\u00e3o a respeito da causa estava clara, o \u201cdinheiro\u201d era o grande respons\u00e1vel; e a medida a se adotar seria a aplica\u00e7\u00e3o do castigo supremo, a extin\u00e7\u00e3o da humanidade por meio de um dil\u00favio, para retomar a povoa\u00e7\u00e3o da Terra do zero, ou melhor, quase zero, mas nessa nova sociedade o dinheiro seria proibido.<\/p>\n<p>Deus procurou e achou, ao leste do continente africano, em um pequeno pa\u00eds chamado Burkina-Fazo, &#8211; onde, \u00e0 semelhan\u00e7a de antes do decreto que suspendeu temporariamente o livre arb\u00edtrio, havia uma guerra civil instalada, governantes corruptos e tiranos eram derrubados e se sucediam, as tribos e as etnias lutavam entre si &#8211; em uma fam\u00edlia oprimida de uma localidade afastada, uma mulher de seus trinta e poucos anos chamada Le\u00f3, chefe da casa, cuja generosidade e dedica\u00e7\u00e3o aos valores espirituais e aos ancestrais se destacavam, e determinou a ela que constru\u00edsse uma arca de madeira com 300 c\u00f4vados de comprimento, 50 c\u00f4vados de largura e 30 c\u00f4vados de altura.<\/p>\n<p>Quando a embarca\u00e7\u00e3o estivesse pronta ela deveria levar somente sua fam\u00edlia, o marido e os 18 filhas e filhos. Ir \u00e0 floresta e pegar um casal de cada animal de cada esp\u00e9cie, entre mam\u00edferos, aves peixes e at\u00e9 os insetos: vespa, formiga, aranha etc., coloc\u00e1-los, todos, na arca e a partir da\u00ed Deus mandaria uma tormenta durante 40 dias e 40 noites, matando toda a vida animal sobre a Terra, restando apenas, s\u00e3os e salvos, os passageiros da nau. E assim se deu. No final do per\u00edodo, a arca encalhou em um monte chamado Ititira. Le\u00f3, ent\u00e3o abriu a janela e soltou uma pomba que retornou com uma folha da \u00e1rvore de Karit\u00e9, comprovando que o Dil\u00favio finalmente havia terminado.<\/p>\n<p>O despertador tocou, mas ele ainda estava envolvido com o sonho, precisava saber como a hist\u00f3ria terminaria. Desligou o rel\u00f3gio, e continuou dormindo e sonhando&#8230;<\/p>\n<p>Le\u00f3, muito precavida, apesar das evid\u00eancias, ainda assim para ter certeza, ordenou a seu marido, Olpiti:<\/p>\n<p>&#8211; Saia, e d\u00ea uma volta pelo local e se certifique de que estavamos, mesmo, em seguran\u00e7a, para, finalmente, desembarcarmos e darmos in\u00edcio \u00e0 tarefa designada por Deus, qual seja: repovoar a Terra.<\/p>\n<p>Olpiti, um tanto desconfiado, mas consciente de que n\u00e3o poderia desobedecer a mulher, saiu e come\u00e7ou a caminhar pela regi\u00e3o, incialmente cuidadoso, mas percebendo a tranquilidade reinante, cada vez mais descontra\u00eddo, encheu os pulm\u00f5es com o ar fresco do monte, observou a vegeta\u00e7\u00e3o, o som do vento batendo suavemente nas folhas, o c\u00e9u avermelhado e o sol que j\u00e1 se punha no ocidente e, de repente, notou algo estranho no ch\u00e3o, brilhando intensamente no lusco-fusco do dia. Olpiti, ent\u00e3o, se aproximou cuidadosamente para observar melhor. Ora, se n\u00e3o era uma pequena moeda? O homenzinho, ent\u00e3o, curioso, chegou ainda mais perto, para observar melhor e percebeu, semidesenterrado, um grande peda\u00e7o de metal, olhou para ambos os lados para se certificar de que ningu\u00e9m o observava, esquecendo-se de que n\u00e3o havia mais ningu\u00e9m no mundo, abaixou-se e rapidamente come\u00e7ou a cavar com as m\u00e3os, pois a terra estava pastosa e facilmente remov\u00edvel, como consequ\u00eancia da chuvarada. Aos poucos come\u00e7ou a surgir a tampa de um grande ba\u00fa, e n\u00e3o havia sequer um cadeado para impedir sua viola\u00e7\u00e3o. Ele ent\u00e3o o abriu e qual n\u00e3o foi sua surpresa ao encontrar, dentro dele, uma fortuna em moedas. Olpiti ent\u00e3o, pensou, falando alto, consigo mesmo, j\u00e1 que estava sozinho:<\/p>\n<p>&#8211; Quando o planeta estiver novamente povoado, com a riqueza de dentro deste ba\u00fa, serei o homem mais poderoso do mundo, pois poderei comprar o que e quem quiser. E as pessoas far\u00e3o qualquer coisa para trocar por pelo menos um pouco de dinheiro. Mas, agora, vou enterr\u00e1-lo novamente, por enquanto \u00e9 bom que ningu\u00e9m saiba, nem mesmo Le\u00f3 e meus filhos. Agora, ele j\u00e1 podia acordar, pois estava claro, a hist\u00f3ria iria se repetir mais uma vez. Ele havia perdido a hora de ir para o trabalho. Levantou-se apressado tomou um banho r\u00e1pido, se vestiu, engoliu uma x\u00edcara de caf\u00e9 e saiu correndo. Enquanto esperava esbaforido o \u00f4nibus, se deu conta de estar mal-humorado, meio deprimido, mas n\u00e3o sabia por qu\u00ea? Na correria, havia esquecido o que se passara \u00e0 noite, n\u00e3o se lembrava de mais nada. Ao final do dia, ao voltar para casa e ligar novamente o laptop, deu de cara com os registros feitos durante a madrugada.<\/p>\n<p>N\u00e3o entendeu nada. Achou tudo aquilo sem o menor sentido e resolveu apagar o arquivo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acordou no meio da madrugada em sobressalto. Estava tendo um sonho. Mas n\u00e3o era um pesadelo, ao contr\u00e1rio, era um lindo sonho. Era um sonho grandioso. Mas se sentia confuso, sem saber se ainda estava sonhando ou se j\u00e1 tinha voltado \u00e0 realidade. Lembrava-se de cada detalhe. 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