{"id":359522,"date":"2025-07-28T07:02:42","date_gmt":"2025-07-28T10:02:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=359522"},"modified":"2025-07-28T07:56:09","modified_gmt":"2025-07-28T10:56:09","slug":"tarifaco-obriga-interventor-e-aliados-colher-mandioca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/tarifaco-obriga-interventor-e-aliados-colher-mandioca\/","title":{"rendered":"Tarifa\u00e7o obriga interventor e aliados colher mandioca"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil da bandalheira pol\u00edtica e da roubalheira a c\u00e9u aberto \u00e9 o mesmo Brasil da fam\u00edlia que se uniu aos mercen\u00e1rios para levar a economia nacional \u00e0 lona e, por consequ\u00eancia, minar as resist\u00eancias do povo. Curiosamente, esses dois Brasis n\u00e3o diferem daquele em que a ladroagem faz quest\u00e3o de repetir Pero Vaz de Caminha na afirma\u00e7\u00e3o de que, extremamente f\u00e9rteis, nas terras brasileiras em se plantando, tudo d\u00e1. A carta de Caminha ao rei de Portugal, Dom Manuel, \u00e9 um documento hist\u00f3rico. Passados 525 anos, plantar no Brasil \u00e9 o menor dos problemas. O maior \u00e9 que s\u00f3 eles, os tubar\u00f5es, colhem.<\/p>\n<p>No Brasil, onde a maioria da popula\u00e7\u00e3o trabalha para comer, o texto do escriv\u00e3o da armada de Pedro \u00c1lvares Cabral deve ser considerado um acinte para o dia a dia do povo na metade desta segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo 21. Basta uma r\u00e1pida viagem mental pelas cinco regi\u00f5es do pa\u00eds para se perceber que a hist\u00f3ria do trabalhador, notadamente o rural, \u00e9 pautada por desafios di\u00e1rios em busca de uma vida melhor. E cada amanhecer \u00e9 um novo desafio. \u00c9 debaixo de sol que o plantador sobrevive e transforma seu suor em poesia.<\/p>\n<p>E n\u00e3o importa que quem carrega o piano da economia seja de direita ou de esquerda. Ter isen\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e horror \u00e0 ideologia do \u00f3dio s\u00e3o itens suficientes para que qualquer cidad\u00e3o seja avaliado como comunista por aqueles com intelig\u00eancia de ameba. Reclamar ou falar a verdade, nem pensar. Em tempos de engano universal, reagir contra os lobos vestidos de carneiro logo se transforma em um ato revolucion\u00e1rio. Al\u00e9m do tarifa\u00e7o de 50% sobre toda a produ\u00e7\u00e3o exportada, a puni\u00e7\u00e3o pode se estender \u00e0 inclus\u00e3o desse trabalhador aos novos campos de concentra\u00e7\u00e3o criados pelo mandat\u00e1rio norte-americano que afirma ter assumido o controle do mundo.<\/p>\n<p>Fossem no Brasil, esses campos seriam constru\u00eddos em \u00e1reas remotas, sem comunica\u00e7\u00e3o e direitos b\u00e1sicos. Provavelmente, o interventor republicano batizaria a nova comunidade de Aquidauanus, algo similar \u00e0 desonra f\u00edsica vivida pelos palestinos na Faixa de Gaza. For\u00e7a que sustenta um dos maiores esc\u00e1rnios da atual pol\u00edtica nacional, o agroneg\u00f3cio n\u00e3o reage, pois ainda n\u00e3o descobriu que de nada valem as ideias mirabolantes sem homens capazes de p\u00f4-las em pr\u00e1tica. Por raz\u00f5es exclusivamente de poder, uma determinada fam\u00edlia, com apoio do tal interventor externo, quer deixar os pequenos produtores e nossos trabalhadores \u00e0 m\u00edngua.<\/p>\n<p>Se poss\u00edvel, matariam todos de fome, como seu l\u00edder fez durante a pandemia de Covid-19. Tudo a ver com a m\u00e1xima de que Jesus faz milagres e doa, enquanto o homem tenta vender os milagres que n\u00e3o faz. Na cola dos fan\u00e1ticos representados por Nikolas, o garoto propaganda daquele cl\u00e3 que vive para o poder, os loucos n\u00e3o percebem que todos os animais s\u00e3o iguais, mas alguns s\u00e3o mais iguais do que outros. Certamente a riqueza do solo brasileiro estimulou Pero Vaz de Caminha, da mesma forma que vem estimulando o interventor a negociar nossas terras raras em troca do tarifa\u00e7o. N\u00e3o sei se j\u00e1 lhe disseram, mas as terras raras, o caf\u00e9, o alum\u00ednio, as laranjas e os demais min\u00e9rios s\u00e3o produtos nacionais leg\u00edtimos. No popular, \u00e9 tudo coisa nossa.<\/p>\n<p>Qualquer negocia\u00e7\u00e3o deve obrigar o republicano a esquecer o prod\u00edgio brasileiro que defende no lugar para onde ele ir\u00e1 em breve. Aos que se arvoram no apoio p\u00fablico ao suposto dono do mundo, vale lembrar que, na vida, o plantio \u00e9 opcional. A colheita, por\u00e9m, \u00e9 obrigat\u00f3ria. Por isso, tomemos cuidado com o que vamos plantar, porque o que plantarmos \u00e9 o que iremos colher. Se apostam no chumbo, \u00e9 pelo chumbo grosso que ser\u00e3o chumbados. Como jamais apoiaremos campos de concentra\u00e7\u00e3o no Brasil, sugiro aos basbaques que idolatram corvos e lobos do deserto que fiquem onde est\u00e3o, esque\u00e7am que j\u00e1 foram brasileiros e n\u00e3o voltem nunca mais, sob pena de serem eles os primeiros a colher mandioca, nabo, pepino, cenoura e rabanete em Aquidauanus. Est\u00e1 dado o recado.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p><strong>Misael Igreja \u00e9 analista de Notibras para assuntos pol\u00edticos, econ\u00f4micos e sociais<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil da bandalheira pol\u00edtica e da roubalheira a c\u00e9u aberto \u00e9 o mesmo Brasil da fam\u00edlia que se uniu aos mercen\u00e1rios para levar a economia nacional \u00e0 lona e, por consequ\u00eancia, minar as resist\u00eancias do povo. 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