{"id":360680,"date":"2025-08-11T00:45:06","date_gmt":"2025-08-11T03:45:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=360680"},"modified":"2025-08-11T07:46:42","modified_gmt":"2025-08-11T10:46:42","slug":"situacao-de-gaza-e-como-violencia-colonial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/situacao-de-gaza-e-como-violencia-colonial\/","title":{"rendered":"Situa\u00e7\u00e3o de Gaza \u00e9 como viol\u00eancia colonial"},"content":{"rendered":"<p>Pela primeira vez no Brasil, o escritor marfinense Armand Patrick Gbaka-Br\u00e9d\u00e9, mais conhecido como GauZ\u2019, diz que sua impress\u00e3o inicial sobre o pa\u00eds, antes de colocar os p\u00e9s por aqui, era uma fantasia. Mas sua chegada, refor\u00e7ou, \u201cfoi espetacular\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPara os africanos, a fantasia do Brasil costuma ser o futebol, mas para mim, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. Para mim tem tamb\u00e9m a m\u00fasica e a cultura negra e a ideia da miscigena\u00e7\u00e3o. E, por muito tempo, eu sempre pensei que o Brasil estava 50 anos \u00e0 frente do resto do mundo em termos de mistura populacional\u201d, disse.<\/p>\n<p>GauZ\u2019 diz n\u00e3o ser ing\u00eanuo e nem rom\u00e2ntico e saber que a hist\u00f3ria brasileira de miscigena\u00e7\u00e3o teve um in\u00edcio violento e ocorreu \u00e0 base da for\u00e7a. Mas ele ressalta que essa mistura continuar\u00e1 ocorrendo.<\/p>\n<p>\u201cEm 100 anos, ser\u00e1 obrigat\u00f3rio que o mundo seja como o Brasil porque \u00e9 natural que as pessoas continuem se misturando n\u00e3o na for\u00e7a e na viol\u00eancia, mas na vontade e no humanismo de estar com os outros e a vontade de construir uma coisa nova\u201d, ressaltou. \u201cMinhas primeiras impress\u00f5es do Brasil se confirmaram. E eu realmente as vi\u201d.<\/p>\n<p>O escritor marfinense conta que a barreira que ele presenciou de forma mais clara ao pisar no Brasil foi a desigualdade social. E o que mais estranhou foi ver que, por aqui, tamb\u00e9m h\u00e1 brancos pobres vivendo entre negros pobres, o que evidencia uma quest\u00e3o social.<\/p>\n<p>GauZ\u2019 veio ao Brasil com a esposa e a filha para participar primeiramente da Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty (Flip), em Paraty. E neste final de semana ele est\u00e1 em Salvador para participar da Festa Liter\u00e1ria Internacional do Pelourinho (Flipel\u00f4), onde conversou com a reportagem da Ag\u00eancia Brasil sobre seu livro e tamb\u00e9m sobre escravid\u00e3o e imigra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNo momento em que a escravid\u00e3o come\u00e7ou no Brasil, a \u00c1frica ainda n\u00e3o existia. A \u00c1frica tinha iorub\u00e1s, malinqu\u00eas e outros povos. Mas n\u00e3o existia a ideia da \u00c1frica. A viol\u00eancia da escravid\u00e3o &#8211; a viol\u00eancia moral e cultural &#8211; \u00e9 que criou a \u00c1frica\u201d, disse ele. \u201cO primeiro lugar onde essas culturas se misturaram foi o navio negreiro\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Na entrevista, GauZ\u2019 comparou a escravid\u00e3o ao que ocorre atualmente com os palestinos em Gaza, destacando que as v\u00edtimas desses dois momentos hist\u00f3ricos sofreram com a mesma causa: a coloniza\u00e7\u00e3o. \u201cO problema em Gaza \u00e9 o deslocamento das popula\u00e7\u00f5es europeias que n\u00e3o deveriam estar ali. S\u00e3o pessoas que s\u00e3o v\u00edtimas da viol\u00eancia europeia\u201d, afirmou. \u201cA solu\u00e7\u00e3o de Gaza n\u00e3o est\u00e1 em Israel. Est\u00e1 na Espanha, na Fran\u00e7a, nos Estados Unidos, na Alemanha, na Pol\u00f4nia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cCada pessoa branca precisa se lembrar de que o que est\u00e1 acontecendo em Gaza agora \u00e9 o que aconteceu aqui [no Brasil, durante a coloniza\u00e7\u00e3o]. A Am\u00e9rica foi Gaza, o Brasil foi Gaza, a Argentina foi Gaza. Todos voc\u00eas devem se lembrar disso para ter ideia do senso da verdadeira justi\u00e7a. A diferen\u00e7a do que se passou antes do que est\u00e1 se passando agora \u00e9 que hoje temos consci\u00eancia e somos testemunhas do que est\u00e1 acontecendo. Nunca, nos meus sonhos mais loucos, eu imaginei que poderia ver o que est\u00e1 acontecendo e poder explicar o que aconteceu no passado com a coloniza\u00e7\u00e3o. Na Fran\u00e7a ainda se fala das \u2018benesses\u2019 da coloniza\u00e7\u00e3o. E quando se contesta isso, eles dizem que isso j\u00e1 se passou. Mas isso n\u00e3o \u00e9 passado. Olhem para Gaza porque isso \u00e9 a coloniza\u00e7\u00e3o\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o para isso, defendeu o escritor, passa por um conceito que existe no direito, chamado de paralelismo das formas e que afirma que se uma pessoa toma uma decis\u00e3o, \u00e9 s\u00f3 ela quem poderia retir\u00e1-la ou solucion\u00e1-la. \u201cEsse \u00e9 o momento em que a Europa e o Ocidente devem assumir o que eles fizeram ali. Foram eles que criaram isso no passado, s\u00e3o eles que devem resolver isso agora\u201d, destacou. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para aceitar que um outro povo pague hoje pelos pecados da Europa\u201d.<\/p>\n<p><strong>Casa Motiva<\/strong><br \/>\nNa manh\u00e3 de s\u00e1bado (9), GauZ\u2019 participou de uma mesa realizada na Casa Motiva, na Vale do Dend\u00ea, na regi\u00e3o do Pelourinho, em Salvador. Ali ele conversou com o p\u00fablico sobre o seu livro De p\u00e9, T\u00e1 pago, que ap\u00f3s onze anos foi traduzido e lan\u00e7ado no Brasil.<\/p>\n<p>No livro ele reflete sobre a experi\u00eancia dos imigrantes africanos em Paris, relegados a m\u00e3o de obra barata em profiss\u00f5es onde o corpo \u00e9 mais necess\u00e1rio do que o c\u00e9rebro. O livro teve como base notas que ele rabiscou durante as seis semanas em que trabalhou como seguran\u00e7a de uma loja da Sephora na capital francesa. \u201cEm Paris, em todas as lojas ou quase, todos os seguran\u00e7as ou quase s\u00e3o homens negros. Isso evidencia uma rela\u00e7\u00e3o quase matem\u00e1tica entre tr\u00eas par\u00e2metros: Pigmenta\u00e7\u00e3o de Pele, Situa\u00e7\u00e3o Social e Geografia (PSG)\u201d, diz um trecho do livro.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito mais f\u00e1cil, na Fran\u00e7a, um homem negro ser um vigia ou seguran\u00e7a do que um m\u00e9dico\u201d, diz GauZ\u2019 \u00e0 plateia. \u201c\u00c9 a primeira vez que esse homem negro est\u00e1 em uma posi\u00e7\u00e3o privilegiada, porque ele v\u00ea todo mundo, mas ningu\u00e9m o enxerga. \u00c9 quase como um estudo etnol\u00f3gico. Geralmente s\u00e3o os brancos que chegam l\u00e1 para olhar para os negros como pequenas formigas e agora \u00e9 esse homem negro que enxerga os brancos como pequenas formigas, documentando seus del\u00edrios de consumo\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de abordar temas como imigra\u00e7\u00e3o e racismo, o livro tamb\u00e9m discute o capitalismo no mundo. \u201cO que \u00e9 a ideia de seguran\u00e7a? Quando voc\u00ea entra em uma loja e voc\u00ea v\u00ea um seguran\u00e7a, o que vem \u00e0 sua cabe\u00e7a? Esse homem grande \u00e0 sua frente est\u00e1 l\u00e1 para te impedir de roubar? Esse homem grande est\u00e1 l\u00e1 para te proteger? Nada disso. Definitivamente, nada disso. Na verdade, a ideia de seguran\u00e7a foi vendida para voc\u00ea porque foi fabricada a ideia de perigo. A sociedade capitalista fabrica a ideia de inseguran\u00e7a na cabe\u00e7a de cada um de voc\u00eas justamente para poder se justificar, criando uma ideia de prote\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou o escritor.<\/p>\n<p>Para ele, isso n\u00e3o basta de uma ideia de \u201cteatro\u201d, que \u00e9 fabricado pelo capitalismo. \u201cEsse homem negro que est\u00e1 \u00e0 frente da loja n\u00e3o serve para seguran\u00e7a. Ele n\u00e3o tem nenhum poder policial. E ningu\u00e9m vai a uma loja para roubar. O crime \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o. O que acontece \u00e9 que voc\u00ea acorda de manh\u00e3 e te falam nas propagandas que voc\u00ea tem que ir l\u00e1 para conhecer e consumir. Voc\u00ea trabalha o m\u00eas inteiro e precisa ir l\u00e1 gastar o seu dinheiro. O seu destino \u00e9 consumir: isso \u00e9 o capitalismo\u201d, completou.<\/p>\n<p><strong>Nova estrutura<\/strong><br \/>\nAo p\u00fablico, GauZ\u2019 (que se pronuncia como g\u00f4s) diz que seu livro foi escrito em um formato e estruturas diferentes ao tradicional, que n\u00e3o poderia ser classificado como um romance. \u201cEu escrevi uma nova literatura\u201d, diz.<\/p>\n<p>Nessa nova literatura, ele usa muito de ironias e de humor, caracter\u00edstica que ele usou tamb\u00e9m durante a mesa realizada na Casa Motiva. \u201cCada vez que eu fa\u00e7o voc\u00eas rirem aqui esse \u00e9 um momento em que a gente divide um lugar de intelig\u00eancia\u201d, diz ele, arrancando risos da plateia. \u201cEst\u00e3o vendo? Funcionou\u201d.<\/p>\n<p>\u201cUma das caracter\u00edsticas da intelig\u00eancia \u00e9 justamente essa capacidade de dividir e compartilhar com o outro. Duas pessoas que riem s\u00e3o duas pessoas que entenderam um conceito entre si. Isso \u00e9 o que h\u00e1 de mais humano no mundo todo. Esse livro faz pessoas rirem na Noruega, na Cro\u00e1cia, no Brasil. E por que eles riem? Justamente porque a gente compartilha da mesma intelig\u00eancia. Nossos ancestrais entenderam isso h\u00e1 muito tempo. L\u00e1 onde tem intelig\u00eancia ou onde habita intelig\u00eancia, tem que ter o humor\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela primeira vez no Brasil, o escritor marfinense Armand Patrick Gbaka-Br\u00e9d\u00e9, mais conhecido como GauZ\u2019, diz que sua impress\u00e3o inicial sobre o pa\u00eds, antes de colocar os p\u00e9s por aqui, era uma fantasia. 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