{"id":362830,"date":"2025-09-03T01:40:18","date_gmt":"2025-09-03T04:40:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=362830"},"modified":"2025-09-03T02:00:48","modified_gmt":"2025-09-03T05:00:48","slug":"balanco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/balanco\/","title":{"rendered":"BALAN\u00c7O"},"content":{"rendered":"<p>Acabo de concluir mais um volume de poesias que podem ser mais um livro: \u201cUm pouco al\u00e9m de quase nada\u201d. Em 2025, publiquei o \u201cCem, Sem, Zen: Sonetos\u201d(Mondru). Tenho ainda in\u00e9dito o \u201cQuase nada\u201d, prontinho. E j\u00e1 estou com oitenta dos cem sonetos planejados, de \u201cMais Cem Zen Sonetos\u201d, prontos. Pois \u00e9, tomei gosto. Como escrevi uns poemas novos, n\u00e3o posso evitar, abri um novo volume que vou chamar de \u201cMais\u201d. E j\u00e1 estou em tratativas quase finalizadas para a publica\u00e7\u00e3o do romance \u201cH\u00e1 de restar uma can\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Devo dizer, por\u00e9m, que n\u00e3o pude trabalhar como queria em \u201c365-D: a corda esticada entre o vazio e a coisa amada\u201d (poemas, Clube de Autores) e O Canal (romance, Caravana), ambos de 2023. Sem pensar no romance TRINDADE, que sequer teve mais do que uma daquelas \u201cpublica\u00e7\u00f5es\u201d virtuais na Amazon.<\/p>\n<p>No passado, em 2024, organizei o livro \u201cNingu\u00e9m escreve por mim: textos da oficina A Palavra Escrita: Hist\u00f3ria e Pr\u00e1tica (T\u00e3oLivro) e participei \/incentivei da\/a publica\u00e7\u00e3o de dois livros de autoras que gostaria muito de poder ajudar a trabalhar: o livro \u201cLuz\u201d (de Luz Marina Cavalcanti, Clube de Autores) e \u201cAs Pinturas do Lambaia\u201d (de Tatiane da Silva Lima). Al\u00e9m de querer trabalhar na difus\u00e3o do excelente e divertido livro do Estaine Alencar, Largo do Matadouro &amp; outras hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Tenho ainda in\u00e9ditos meus livros para crian\u00e7as (inicialmente para crian\u00e7as, ou escritos para e pela crian\u00e7a em mim, porque eu n\u00e3o fa\u00e7o clivagem de p\u00fablico e n\u00e3o sou censor ou pedagogo quando escrevo): \u201cF\u00e1bula da Cria\u00e7\u00e3o do Homem\u201d, \u201cLivrinho de Nada\u201d, \u201cO Planeta das Amoras\u201d, \u201cCantiga da Outra Beira\u201d. Penso tamb\u00e9m que a originalmente letra de m\u00fasica para a can\u00e7\u00e3o de Nelson Paz e Naldo Miranda, Lenda dos Botos da Ba\u00eda de Guanabara, renderia um bom livro para crian\u00e7as. Fora o desejo difuso de publicar pelo menos dois de meus textos de teatro para crian\u00e7as: Zezeu e o Minitouro e Precisa-se de Palha\u00e7os. Nesse mundinho em que tudo \u00e9 compartimento pelo marketing, n\u00e3o sei o que fazer com os textos de minhas crian\u00e7as. Eu adoro escrever e estudar a literatura dita \u201cinfantil\u201d e \u201cinfanto-juvenil\u201d. Mas, o fato de n\u00e3o abrir m\u00e3o de escrever outras coisas, atrapalha a \u201ccarreira\u201d. \u00c9 como se eu fosse obrigado a ser um \u201cespecialista\u201d. E se h\u00e1 algo que me recuso a fazer, apesar da press\u00e3o capitalista, \u00e9 virar e posar de especialista.<\/p>\n<p>Fora isso, tenho um longo projeto, derivado de pesquisa, de um livro de metafic\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica sobre o jovem Marx e o ultrarromantismo alem\u00e3o: \u201cOs versos sat\u00e2nicos do Jovem Marx.\u201d O livro estava pronto. Mas, percebi que precisava reestruturar. \u00c9 um tema espinhoso e tenho receio que ele possa ser capturado por teorias conspirat\u00f3rias de vi\u00e9s ultradireitistas. Embora derivado de pesquisa s\u00e9ria, o livro \u00e9 uma esp\u00e9cie de \u201c\u00f3pera-rock\u201d sobre o jovem Marx, ainda autor de poemas e pe\u00e7as de teatro ultrarrom\u00e2nticas e n\u00e3o o fil\u00f3sofo e militante dedicado a desnudar as entranhas do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista. O livro \u00e9 uma brincadeira com a canoniza\u00e7\u00e3o de certas figuras hist\u00f3ricas e uma homenagem \u00e0 fic\u00e7\u00e3o e \u00e0 arte. Depois que finalizei a primeira vers\u00e3o, compreendi o t\u00edtulo de A Divina Com\u00e9dia, inicialmente, somente A Com\u00e9dia, de Dante Alighieri. Embora meu texto n\u00e3o tenha exatamente um final feliz, compreendi que seu car\u00e1ter \u201cc\u00f4mico\u201d n\u00e3o se devia ao fato de ser necess\u00e1rio engra\u00e7adinho ou abria m\u00e3o de s\u00e9ria elabora\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria.<\/p>\n<p>Mas, ser\u00e1 que eu consigo ter tempo e dinheiro para deix\u00e1-lo public\u00e1vel? Caso eu n\u00e3o tenha tempo, n\u00e3o gostaria que fosse publicado postumamente assim como est\u00e1. Autorizo a quem quiser retornar a meu texto que o adapte para torn\u00e1-lo o mais imune poss\u00edvel \u00e0s paranoias anticomunistas da extrema-direita e a hagiografias de um marxismo vulgar.<\/p>\n<p>Tenho tamb\u00e9m por finalizar um trabalho did\u00e1tico sobre a \u201cpalavra escrita\u201d em sua dimens\u00e3o antropol\u00f3gica. Dentre outras coisas. Bem, vou parar de falar no que h\u00e1 ainda por fazer, semipronto e em esbo\u00e7o.<\/p>\n<p>Estou escrevendo esse text\u00e3o porque ter finalizado mais um volume de poesias me deixa um pouco ansioso com a fugacidade da vida e com o fato de ser um escritor brasileiro em meio t\u00e3o hostil.<\/p>\n<p>Preciso de muito dinheiro, n\u00e9? E n\u00e3o \u00e9 para gastar com trivialidades. Voc\u00ea tem algum e pode me ajudar? Preciso encontrar mais agentes culturais interessados em administrar e gerir carreiras liter\u00e1rias. Eu sou somente um professor e escritor e n\u00e3o exatamente um gestor, agente liter\u00e1rio ou editor. O mercado editorial brasileiro precisa de dinheiro e seriedade.<\/p>\n<p>Fiquei recentemente muito feliz em conhecer a editora Mondru, de Goi\u00e2nia. Eles est\u00e3o realizando um trabalho muito belo em prol da nov\u00edssima literatura brasileira. E sem alardes, ades\u00f5es f\u00e1ceis a modismos culturais ou manifestos. Somente com belos livros bem selecionados e trabalho s\u00e9rio. Espero publicar mais trabalhos com eles. E ler e produzir conte\u00fado sobre livros e autores desse novo universo mondruniano. J\u00e1 estou devendo a mim pr\u00f3prio a resenha do lindo, corajoso e melanc\u00f3lico livro de estreia do Maur\u00edcio Mendes, \u201cO Homem n\u00e3o foi feito para ser feliz\u201d (Mondru, 2025).<\/p>\n<p>Espero tamb\u00e9m que iniciativas corajosas e solit\u00e1rias como a T\u00e3oLivro, do Cassiano Silveira, de Santa Catarina, prosperem. E que ele possa se dedicar a publicar livros sempre de boa qualidade liter\u00e1ria.<\/p>\n<p>Enfim, era pra eu estar comemorando a finaliza\u00e7\u00e3o de um novo livro\u2026 Quer dizer, eu acho que estou, n\u00e9? Vida que segue!<\/p>\n<p><strong>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Publicou poemas, contos, romances, livros acad\u00eamicos, ensaios. Ativo participante de saraus liter\u00e1rios. Teve pe\u00e7as de teatro montadas. Fez letras de m\u00fasica popular. Seus trabalhos liter\u00e1rios mais recentes s\u00e3o: \u201cO Canal,\u201d \u201c365-D: a corda esticada entre o vazio e a coisa amada\u201d, \u201cNingu\u00e9m Escreve por mim: textos da Oficina A Palavra Escrita\u201d, \u201cHist\u00f3ria e Pr\u00e1tica 2023\u201d e \u201cCem, Sem, Zen: Sonetos\u201d. Graduado em Hist\u00f3ria. Mestre e Doutor em Vern\u00e1culas e p\u00f3s-doc em Estudos Culturais. Professor do Instituto Nacional de Educa\u00e7\u00e3o de Surdos, no Ensino Superior. Coordena a Oficina Palavra Escrita: Hist\u00f3ria e Pr\u00e1tica. Membro efetivo da Uni\u00e3o Brasileira de Escritores (UBE-RJ).<\/strong><br \/>\n<strong>@claudiocarvalhoautor<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acabo de concluir mais um volume de poesias que podem ser mais um livro: \u201cUm pouco al\u00e9m de quase nada\u201d. Em 2025, publiquei o \u201cCem, Sem, Zen: Sonetos\u201d(Mondru). Tenho ainda in\u00e9dito o \u201cQuase nada\u201d, prontinho. E j\u00e1 estou com oitenta dos cem sonetos planejados, de \u201cMais Cem Zen Sonetos\u201d, prontos. Pois \u00e9, tomei gosto. 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