{"id":363950,"date":"2025-09-16T00:15:17","date_gmt":"2025-09-16T03:15:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=363950"},"modified":"2025-09-10T23:44:34","modified_gmt":"2025-09-11T02:44:34","slug":"uma-descoberta-chocante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/uma-descoberta-chocante\/","title":{"rendered":"Uma descoberta chocante"},"content":{"rendered":"<p>Fl\u00e1vio a encontrou no local combinado e agora totalmente \u00e0 vontade, sentou-se novamente no banco ao lado dela, e desfrutou, mais uma vez, da recep\u00e7\u00e3o com aquele mesmo sorriso e gentileza da primeira vez. Logo em seguida j\u00e1 engrenaram um di\u00e1logo intenso, repetindo e aprofundando alguns temas sobre os quais conversaram na primeira vez e abordaram alguns in\u00e9ditos.<\/p>\n<p>Entre um fala e outra, algo totalmente ins\u00f3lito aconteceu, ela acabou revelando ser, na verdade, vi\u00fava. Sim, seu marido, a quem se referia v\u00e1rias vezes durante a conversa, havia falecido em um acidente de moto h\u00e1 aproximadamente dez anos.<\/p>\n<p>Completamente perplexo e mais confuso do que antes, n\u00e3o podia acreditar. Mas era verdade. Ela n\u00e3o poderia estar brincando com coisa t\u00e3o s\u00e9ria. Um misto de sentimentos contradit\u00f3rios e perturbadores invadiu sua alma. Estava ao mesmo tempo chocado e feliz, embora a hist\u00f3ria fosse bem triste.<\/p>\n<p>&#8211; Como assim? Voc\u00ea fala sobre ele como se convivessem normalmente!? Como se conversassem sobre as coisas do dia a dia!?<\/p>\n<p>&#8211; Puxa! Me desculpe! Devia ter lhe contado antes. Mas \u00e9 que para mim \u00e9 t\u00e3o normal me referir a ele dessa forma. Est\u00e1 sempre a meu lado e aparece diversas vezes em sonho conversando comigo e me aconselhando. Sabe, sou uma pessoa muito espiritualizada. Acredito n\u00e3o s\u00f3 na vida ap\u00f3s a morte, como na comunica\u00e7\u00e3o entre vivos e mortos. Sou seguidora da religi\u00e3o do \u201cVale do Amanhecer\u201d, localizado em Planaltina, na regi\u00e3o de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Fl\u00e1vio n\u00e3o conseguiu recobrar seu equil\u00edbrio emocional durante o percurso. Mas isso n\u00e3o a impediu de continuar a conversa, falando sobre a religi\u00e3o. Mostrou-lhe uma foto vestindo uma roupa longa toda em azul claro, com um capuz e uma faixa branca na cintura, usada nos rituais, afirmando ter sido, em uma vida passada, h\u00e1 aproximadamente 3.500 anos, uma representante da sociedade Jaguar.<\/p>\n<p>Ficou sabendo sobre a vida de tia Neiva, uma m\u00e9dium brasileira e a primeira caminhoneira do pa\u00eds. Nascida no ano de 1925 no munic\u00edpio de Propri\u00e1, no estado de Sergipe. Trabalhou na constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, passando a viver l\u00e1 at\u00e9 sua morte, em 1985. Tia Neiva fundou a doutrina m\u00edstica do Vale do Amanhecer em 1969, com a ajuda de seu mentor espiritual, Pai Seta Branca, uma entidade de luz, reencarnado diversas vezes, uma delas como disc\u00edpulo de Jesus. Foi tamb\u00e9m S\u00e3o Francisco de Assis e liderou mais remotamente as civiliza\u00e7\u00f5es dos equitumans, tumuchys e jaguares.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a morte da fundadora, a lideran\u00e7a da seita foi transferida para dois de seus filhos, mas n\u00e3o conseguem levar a incumb\u00eancia com a mesma dedica\u00e7\u00e3o da m\u00e3e, pois h\u00e1 entre eles uma grande disputa de egos. De qualquer modo, os seguidores permanecem fi\u00e9is \u00e0 doutrina e n\u00e3o esmorecem.<\/p>\n<p>Foi outra noite, \u00e0 semelhan\u00e7a de quando conheceu Ana, sem conseguir dormir bem, pensando em toda aquela hist\u00f3ria fabulosa, misturada com o sentimento n\u00e3o bem discernido a nutrir por aquela mulher incr\u00edvel e, agora, meio misteriosa. Mas de uma coisa n\u00e3o tinha nem sombra de d\u00favida, queria cada vez mais usufruir de sua agrad\u00e1vel companhia o quanto pudesse, a ponto de a convidar par jantar naquela mesma noite. E, para sua euforia, ela aceitou sem hesitar.<\/p>\n<p>A noite foi maravilhosa e, embora n\u00e3o seja apreciador da comida japonesa, n\u00e3o questionou a sugest\u00e3o de irem a um dos tradicionais restaurantes locais especialistas naquela culin\u00e1ria. Pelo menos havia uma vantagem, a play-list do local n\u00e3o inclu\u00eda m\u00fasica japonesa, apenas Rock \u2018n\u2019 Roll, seu estilo preferido, e logo ao entrarem o sistema de som tocava Ruby Tuesday dos Rolling Stones, que ele ofereceu a Ana, dizendo:<\/p>\n<p>&#8211; Essa ser\u00e1 nossa trilha sonora. Voc\u00ea gosta?<\/p>\n<p>Felizmente, como j\u00e1 havia aprendido com experi\u00eancias anteriores, pediu um prato que n\u00e3o inclui peixe cru e nem vegetais estranhos, um Teppanyaki de fil\u00e9 com alho e Gengibre, um grelhado preparado em um teppan, uma chapa de ferro quente. Ela escolheu uma daquelas bandejas em formato de barco, com tudo quanto \u00e9 tipo de iguarias: sushi, sashimi, tempur\u00e1 de camar\u00e3o, guioza etc. e comeu tudo sozinha.<\/p>\n<p>Mais uma revela\u00e7\u00e3o: a mo\u00e7a, apesar do corpo escultural, \u00e9 muito boa de garfo, ou melhor, muito boa de hashi.<\/p>\n<p>Na mesma noite, descobriu tamb\u00e9m, um pouco decepcionado, mas nada muito relevante, que Ana n\u00e3o tomava bebida alco\u00f3lica, assim pediu ao gar\u00e7om para trazer um suco detox para ela, e para si uma meia garrafa de vinho, pois mais do que isso poderia comprometer sua capacidade de desfrutar integralmente daquele momento fascinante, e assim como tem dificuldade em comer a comida, tamb\u00e9m n\u00e3o aprecia o saqu\u00ea. A conversa fluiu e a companhia inebriante j\u00e1 o havia feito superar o choque do dia anterior sobre ambas as descobertas: a viuvez e a religi\u00e3o de sua nova paix\u00e3o.<\/p>\n<p>Aprendeu mais coisas sobre o Vale do Amanhecer, sendo indagado se gostaria de, em um desses dias, acompanh\u00e1-la para conhecer as instala\u00e7\u00f5es e participar da celebra\u00e7\u00e3o para iniciantes na sede da religi\u00e3o, sendo, para isso, necess\u00e1rio viajarem juntos a Bras\u00edlia. Respondeu com firmeza que sim, embora, intimamente, tivesse muitas d\u00favidas se teria coragem, n\u00e3o de conhecer o Vale, pois muito se interessa por religi\u00f5es, mas de ir sozinho com ela. Teria de mentir para a esposa de que estaria viajando a trabalho, mais uma vez&#8230;<\/p>\n<p>Ana lhe mostrou fotos de v\u00e1rias etapas da vida da filha, Ana Paula, e Fl\u00e1vio descobriu ser ela uma lind\u00edssima mesti\u00e7a, levando-o a concluir que Paulo, o falecido marido, era negro. Mostrou tamb\u00e9m, fotos do finado, uma a seu lado, em est\u00e1gio avan\u00e7ado da gravidez. Por fim contou que havia nascido no ano institu\u00eddo pela ONU como \u201cAno Internacional da Crian\u00e7a\u201d, 1979, portanto havia completado no \u00faltimo dia 31 de julho, 39 anos &#8211; parecia bem menos &#8211; era uma leonina bem caracter\u00edstica, ele j\u00e1 desconfiava.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m contou muitas coisas sobre sua vida e suas cren\u00e7as, afirmando que, apesar de sua cria\u00e7\u00e3o na religi\u00e3o Cat\u00f3lica, considera-se hoje em dia um agn\u00f3stico n\u00e3o ateu. Ou seja, n\u00e3o professa nenhuma f\u00e9 espec\u00edfica, reconhece n\u00e3o ser conhecedor dos mist\u00e9rios para al\u00e9m do mundo terreno, mas intui haver um esp\u00edrito superior, \u201csenhor de tudo\u201d, dentro e fora do universo.<\/p>\n<p>Falou sobre sua esposa atual e suas duas ex-esposas, com quem mant\u00e9m uma bela amizade, cada uma das tr\u00eas m\u00e3e de um de seus filhos, por isso a grande diferen\u00e7a entre as idades deles, dos quais tamb\u00e9m mostrou fotos, e dos tr\u00eas netos, por fim, revelou sua idade, 55 anos, comemorado no dia 11 de mar\u00e7o, um t\u00edpico pisciano.<\/p>\n<p>As horas se passaram rapidamente e eles falaram sobre tudo, de filosofia a futebol, passando por m\u00fasica e pol\u00edtica, literatura e viagens, sobre o amor e poesia. Foi quando ela notou o adiantado da hora e pediu que fechassem a conta para irem embora, pois ainda teria de passar em casa para ver se estava tudo bem com Ana Paula e dormir algumas poucas horas, pois teria de se levantar \u00e0s 4h da manh\u00e3 e ir para o aeroporto, e deixar para ir mais tarde a fila j\u00e1 estar\u00e1 muito grande for\u00e7andoa a ficar muitas horas esperando o primeiro passageiro.<\/p>\n<p>Deixou-o no hotel, despediram-se agradecendo mutuamente a agrad\u00e1vel companhia, mas dessa vez com um beijo no rosto. Para dizer a verdade, Fl\u00e1vio teve a tenta\u00e7\u00e3o de a beijar nos l\u00e1bios, mas n\u00e3o ousou, ficou apenas divagando, talvez numa pr\u00f3xima oportunidade, n\u00e3o s\u00f3 arriscar roubar um beijo, como convid\u00e1-la para subir at\u00e9 sua su\u00edte para continuarem a conversa.<\/p>\n<p>Cada vez mais se tornavam \u00edntimos. Sabiam muitas coisas sobre a vida um do outro. Todas as vezes que Fl\u00e1vio tinha de ir para l\u00e1, ela j\u00e1 o esperava no aeroporto no lugar de costume. Sabia seus hor\u00e1rios e seus trajetos e se encontravam muitas vezes para jantar ou mesmo tomar um caf\u00e9, bebida que tamb\u00e9m apreciava muito e aprendeu com ele a tomar puro, sem a\u00e7\u00facar ou ado\u00e7ante.<\/p>\n<p>Trocavam at\u00e9 confid\u00eancias. Ela contou que tinha um grande ressentimento com os pais. Quando tinha apenas 12 anos, a m\u00e3e abandonou o marido e os filhos e desapareceu, reaparecendo somente sete anos mais tarde. Eram em cinco, Ana a mais velha, abaixo duas g\u00eameas com oito, um menino de seis e a ca\u00e7ula com apenas dois anos. Na condi\u00e7\u00e3o de primog\u00eanita, foi obrigada pelo pai a assumir as responsabilidades, n\u00e3o s\u00f3 da casa, como de cuidar dos irm\u00e3os, tendo de lavar e cozinhar para todos e se deixasse de cumprir algumas das tarefas, era castigada.<\/p>\n<p>Certo dia, ela n\u00e3o teve tempo de deixar o jantar pronto, e, ao chegar, o pai deu-lhe uma surra. Naquela noite fugiu de casa, mas n\u00e3o tinha para onde ir. Acabou por se juntar a um grupo de moradores de rua, tendo vivido com eles por mais de um ano.<\/p>\n<p>O pai certamente n\u00e3o a procurou, pois n\u00e3o seria t\u00e3o dif\u00edcil localiz\u00e1-la. Poderia, mesmo, ter acionado a pol\u00edcia, se tivesse interesse. Ficou sabendo que ele por essa mesma \u00e9poca, arranjou uma companheira que se encarregou das tarefas do lar.<\/p>\n<p>Foi por esse tempo que iniciou sua espiritualiza\u00e7\u00e3o. Numa das noites, enquanto dormia, foi violentada por um rapaz que tamb\u00e9m vivia no grupo. Ana ficou completamente traumatizada, e n\u00e3o era para menos, al\u00e9m da viol\u00eancia animalesca, sua pouca idade e a inoc\u00eancia. Pensou em procurar outro lugar para viver, mas n\u00e3o tinha para onde ir. Nutriu um profundo sentimento de \u00f3dio por seu agressor, e jurou se vingar.<\/p>\n<p>Numa noite, enquanto todos dormiam ela conseguiu pegar uma faca muito grande, pertencente a um dos membros do grupo e se aproximou do rapaz que dormia, chegou bem perto e levantou a faca para crav\u00e1-la em suas costas. Nesse momento, como se uma entidade de outro plano falasse calmamente com ela, ouviu uma voz:<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o fa\u00e7a isso, voc\u00ea se arrepender\u00e1. Se o matar n\u00e3o obter\u00e1 a paz que procura. Acalme seu esp\u00edrito.<\/p>\n<p>A partir daquele momento, come\u00e7ou a refletir sobre toda sua dif\u00edcil vida e pensou em buscar aproxima\u00e7\u00e3o com Deus por meio de uma religi\u00e3o.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 seguinte, teve um estalo, lembrou-se de uma tia, irm\u00e3 de seu pai, moradora na periferia da cidade, mas s\u00f3 se recordava aproximadamente da regi\u00e3o. Com um pouco de esfor\u00e7o, conseguiu se lembrar de onde poderia tomar o \u00f4nibus para l\u00e1. Se esperasse no ponto e observasse todos os coletivos, ao ver o letreiro de cada um, reconheceria o nome do bairro.<\/p>\n<p>Sabia que a casa era pr\u00f3xima ao ponto final e, descendo l\u00e1, acertaria o caminho. Faltava o dinheiro da condu\u00e7\u00e3o, mas isso n\u00e3o era problema. Por sobreviv\u00eancia se acostumara a pedir trocados nos sem\u00e1foros. Essa foi sua salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na casa da tia encontrou mais do que prote\u00e7\u00e3o, mas carinho e dedica\u00e7\u00e3o. \u00c9 muito agradecida a ela, pois no momento mais cr\u00edtico da vida a acolheu. Inclusive, foi quem lhe apresentou o Vale do Amanhecer, anos atr\u00e1s, quando viajaram de \u00f4nibus at\u00e9 Bras\u00edlia, pois n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00e3o financeira para passagem a\u00e9rea.<\/p>\n<p>Com a evolu\u00e7\u00e3o da intimidade entre ambos, o inevit\u00e1vel acabou por acontecer, um relacionamento amoroso. Fl\u00e1vio, apesar de ter um grande carinho pela esposa e quando voltava para casa sentia um profundo remorso por a estar \u201ctraindo\u201d, estava completamente apaixonado, e ao lado de Ana esquecia da vida em sua cidade e apenas tinha pensamentos para ela.<\/p>\n<p>Ana, por sua vez, embora adorasse sua companhia e todas as vezes em que ele viajava para l\u00e1, passava pelo menos uma noite junto dele no hotel, enfrentava tamb\u00e9m um grande dilema; frequentemente se referia ao fato de n\u00e3o se sentir bem, pois era casado e, de acordo com sua religi\u00e3o, isso n\u00e3o era correto. Pensava na companheira de Fl\u00e1vio e se colocava no lugar dela.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o deles durou alguns meses. Quando n\u00e3o estavam juntos se falavam diariamente por mensagens de celular. Fl\u00e1vio, acordado, pensava nela todos os minutos de seus dias e, dormindo, sonhava com ela muitas noites. Fazia quase um ano desde que entrou naquele taxi no aeroporto pela primeira vez e viu sua vida se transformar em um turbilh\u00e3o, mas n\u00e3o se arrependia. Tivesse a oportunidade de viver aquela situa\u00e7\u00e3o novamente, faria tudo da mesma forma, ainda que estivesse colocando seu casamento em risco.<\/p>\n<p><strong>\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026<\/strong><\/p>\n<p><strong>O ep\u00edlogo (parte III) deste folhetim ser\u00e1 publicado na quarta-feira, dia 17.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fl\u00e1vio a encontrou no local combinado e agora totalmente \u00e0 vontade, sentou-se novamente no banco ao lado dela, e desfrutou, mais uma vez, da recep\u00e7\u00e3o com aquele mesmo sorriso e gentileza da primeira vez. Logo em seguida j\u00e1 engrenaram um di\u00e1logo intenso, repetindo e aprofundando alguns temas sobre os quais conversaram na primeira vez e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":363951,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[234],"tags":[],"class_list":["post-363950","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cafe-literario"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/363950","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=363950"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/363950\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":363952,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/363950\/revisions\/363952"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/363951"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=363950"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=363950"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=363950"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}