{"id":364635,"date":"2025-09-19T00:45:51","date_gmt":"2025-09-19T03:45:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=364635"},"modified":"2025-09-18T11:03:54","modified_gmt":"2025-09-18T14:03:54","slug":"quem-sou-onde-estou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/quem-sou-onde-estou\/","title":{"rendered":"Quem sou? Onde estou?"},"content":{"rendered":"<p>No conto &#8220;Testemunha Silenciosa&#8221;, de Cadu Matos, publicado no Caf\u00e9 Liter\u00e1rio Notibras, a protagonista permanece 40 anos em sil\u00eancio, mas volta a se comunicar. Considerando que o texto foi publicado em 2025, pode-se deduzir que o lapso temporal (1985-2025) apontado no texto realista fant\u00e1stico coincide com o per\u00edodo hist\u00f3rico no qual a sociedade brasileira permaneceu em sil\u00eancio quanto \u00e0 anistia concedida aos torturadores da ditadura de 1964. Cabe a n\u00f3s cidad\u00e3os democratas rec\u00e9m despertados indagarmos &#8220;quem somos e onde estamos&#8221;.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o fa\u00e7o coro com a protagonista Lia, do conto de Cadu Matos, para indagar:<\/p>\n<p>&#8220;\u2013 Quem sou? Onde estou?&#8221; (Edna Domenica).<\/p>\n<p>A pergunta &#8220;QUEM SOU?&#8221; me lembra o enigma que a Esfinge faz para \u00c9dipo Rei e que menciona os ciclos de vida biol\u00f3gica humana.<\/p>\n<p>(Rosilene Souza).<\/p>\n<p>A partir de quando e quanto nos tornamos invis\u00edveis?<\/p>\n<p>Se dormisse e despertasse anos, anos ap\u00f3s&#8230;<\/p>\n<p>Seria a mesma pessoa? Como estaria o corpo? E a consci\u00eancia?<\/p>\n<p>Quanto tempo para assimilar as perdas e transforma\u00e7\u00f5es do mundo? O que faria com as hist\u00f3rias passadas e n\u00e3o vividas?<\/p>\n<p>Somos metamorfoses ambulantes? F\u00eanix ressurgindo?<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que o desaparecimento das mem\u00f3rias vem acompanhado do apag\u00e3o em resposta ao fato de nos tornarmos desnecess\u00e1rios? Desaparecemos como uma estrela cadente, a nossos olhos luminosa e veloz? (Ta\u00eds Palhares).<\/p>\n<p>Em d\u00e9cadas passadas, o termo barb\u00e1rie se referia a um passado long\u00ednquo e perdido na noite dos tempos. (Edna Domenica). Hoje me sinto aterrorizada com a realidade do mundo de guerras, disputas, vale tudo&#8230; (Tais Palhares).<\/p>\n<p>Hoje, as disputas civis que sugerem o retorno \u00e0 barb\u00e1rie ocorrem nas redes sociais em que garantias coletivas s\u00e3o negadas por meio de coment\u00e1rios rasos . Os fil\u00f3sofos sofrem deboches, assim como as institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses imperialistas incentivam as guerras seja por conquista de territ\u00f3rio ou para enriquecer ind\u00fastrias armamentistas e depois se apresentam como os salvadores. A fidedignidade das not\u00edcias de eventos conflituosos dependem das fontes serem comprometidas com a paz. Mas, via de regra, interesses hegem\u00f4nicos encobrem a trucul\u00eancia real (Edna Domenica).<\/p>\n<p>Hoje, sem medo de julgamentos, estou no lugar que quero estar, ra\u00edzes \u00e0 mostra, crescendo e me adaptando, numa constante transforma\u00e7\u00e3o, rejeitando o conformismo.<\/p>\n<p>(Tais Palhares).<\/p>\n<p>Sou sombra e luz (Ta\u00eds Palhares). E para conviver com a realidade resta o luto de perdas e os resgates necess\u00e1rios. (Edna Domenica).<\/p>\n<p>Sou a jun\u00e7\u00e3o do ontem, do hoje e do amanh\u00e3.<\/p>\n<p>( Rosilene Souza), luz e sombra na busca perene de SER. (Edna Domenica).<\/p>\n<p><strong>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/strong><\/p>\n<p><strong>EDNA DOMENICA \u00e9 autora de Aquecendo a produ\u00e7\u00e3o na sala de aula (Nativa, 2001), Cora, cora\u00e7\u00e3o (Nova Letra, 2011), A volta do contador de hist\u00f3rias (Nova Letra, 2011), No ano do drag\u00e3o (Postmix, 2012), De que s\u00e3o feitas as hist\u00f3rias ( Postmix, 2014), Rel\u00f3gio de Mem\u00f3rias \u2013 cartas de uma artes\u00e3 da escrita (Postmix, 2017), As Marias de San Gennaro (Insular, 2019), O Set\u00eanio (T\u00e3o Livros Editora, 2024). Organizou as colet\u00e2neas: Tudo poderia ser diferente, inclusive o t\u00edtulo (Amazon e-book, 2022) e Do corpo ao corpus (Rocha Solu\u00e7\u00f5es Gr\u00e1ficas, 2022). Em 2024 e em 2025, publicou textos curtos individuais e coletivos no Caf\u00e9 Liter\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<p><strong>ROSILENE SOUZA, mineira, desenvolve pesquisa nas linguagens art\u00edsticas: colagem, escrita criativa,fotografia e defici\u00eancia visual. Investiga o excesso de imagens e escritas consumidas e produzidas na sociedade. Participa de exposi\u00e7\u00f5es, feiras e mostras de Arte. Tem trabalhos art\u00edsticos e liter\u00e1rios publicados em revistas, cat\u00e1logos, blogs,sites e livros. Participou das colet\u00e2neas &#8220;Do corpo ao corpus&#8221;, organizada por Edna Domenica Merola, em 2022, e &#8220;Ningu\u00e9m escreve por mim&#8221;, organizada por Claudio Carvalho, em 2024. Em 2025, publica contos e ilustra\u00e7\u00f5es no Caf\u00e9 Liter\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<p><strong>TA\u00cdS PALHARES. paulistana, participou do Ateli\u00ea de Escrita da Biblioteca do CIC \u2013 Floripa, SC \u2013 em 2019. \u00c9 leitora de fic\u00e7\u00e3o que sabe o que quer. Em 2025, participou do Caf\u00e9 Liter\u00e1rio Notibras nos textos coletivos com os t\u00edtulos: &#8220;Daqueles tempos distantes como &#8220;Baby, eu sei que \u00e9 assim&#8221; &#8220;, &#8220;Do interior para a senzala da cidade&#8230; e um beb\u00ea do patr\u00e3o&#8221;, &#8220;Conserta-se discos voadores&#8221;, &#8220;Do que voc\u00ea gosta? \u2013 Quem vive sem gostar sabe sabor do desgostar&#8221;, &#8220;Algoritmos de sangue \u2013 \u00c9brio, s\u00f3brio, louco? Oco, revelo-me desfilando o sonambulismo&#8221;.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No conto &#8220;Testemunha Silenciosa&#8221;, de Cadu Matos, publicado no Caf\u00e9 Liter\u00e1rio Notibras, a protagonista permanece 40 anos em sil\u00eancio, mas volta a se comunicar. 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