{"id":365633,"date":"2025-09-28T00:00:02","date_gmt":"2025-09-28T03:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=365633"},"modified":"2025-09-28T08:56:45","modified_gmt":"2025-09-28T11:56:45","slug":"aulas-de-artes-marciais-chegam-a-escolas-civico-militares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/aulas-de-artes-marciais-chegam-a-escolas-civico-militares\/","title":{"rendered":"Aulas de artes marciais chegam a escolas c\u00edvico-militares"},"content":{"rendered":"<p>Em busca do desenvolvimento f\u00edsico, mental e social dos alunos de escolas c\u00edvico-militares do DF, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) leva aulas de artes marciais como atividades extracurriculares, em parceria com a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do DF (SEEDF). No Centro de Ensino Fundamental (CEF) 16 de Taguatinga, as pr\u00e1ticas t\u00eam impactado positivamente na vida de jovens como a aluna Rebeca Cizele Assun\u00e7\u00e3o, de apenas 11 anos. De kimono rosa, a pequena j\u00e1 fala como a luta a transformou por completo, ajudando a diminuir a ansiedade.<\/p>\n<p>Assim que viu que o jiu-j\u00edtsu estava sendo ensinado nas escolas, Rebeca conta que j\u00e1 se interessou e pediu para a m\u00e3e a inscrever. \u201cNo primeiro dia, eu j\u00e1 me apaixonei e vi que era para mim. \u00c9 uma luta que encanta e voc\u00ea sente uma paz. Ajudou em v\u00e1rias coisas na minha vida, como ter mais foco e parar de ter crise de ansiedade. Se pegasse a Rebeca hoje e a Rebeca de antes, teria uma diferen\u00e7a imensa. Desenvolvi mais paci\u00eancia, melhorei minhas notas, a conviv\u00eancia com meus amigos e fam\u00edlia, minha autoestima e minha autodefesa tamb\u00e9m. \u00c9 algo que voc\u00ea se apaixona muito\u201d.<\/p>\n<p>Rebeca tamb\u00e9m ressalta a import\u00e2ncia do projeto ser gratuito nas escolas: \u201cIncentiva as pessoas a conhecerem mais desse mundo e isso abre novas portas para a vida. Acho importante o carinho que eles t\u00eam com a gente no projeto, que \u00e9 muito grande\u201d.<\/p>\n<p>As aulas de artes marciais come\u00e7aram no CEF 16 Chaparral Taguatinga Norte este ano, mas o programa funciona desde 2023, duas vezes por semana, com modalidades de jud\u00f4, jiu-j\u00edtsu e karat\u00ea. Mais tr\u00eas Col\u00e9gios C\u00edvico-Militares (CCM) recebem as atividades: CEF 1 N\u00facleo Bandeirante, CEF 12 QNG Taguatinga Norte e CEF 19 QNL Taguatinga Norte. Os bombeiros ainda atuam em 17 escolas da rede da SEEDF dentro do Sistema C\u00edvico-Militar, com projetos extracurriculares que abrangem aulas de m\u00fasica e Atendimento Pr\u00e9-Hospitalar (APH), que ensina primeiros socorros para os alunos e funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>S\u00e3o cerca de 40 alunos por escola que participam das aulas de artes marciais, que j\u00e1 alcan\u00e7am 320 alunos em 2025. Segundo o sensei M\u00e1rcio Diogo Ferreira, bombeiro coordenador de Artes Marciais da iniciativa, a primeira turma de 2023 come\u00e7ou com 20 alunos. Em 2024, houve expans\u00e3o para outro col\u00e9gio e a demanda subiu para 160 estudantes \u2014 o que significa um aumento de 400% desde o in\u00edcio do programa at\u00e9 2025. \u201cIsso mostra que o projeto \u00e9 um sucesso. Acredito que ele tem um poder de forma\u00e7\u00e3o, buscamos os alunos mais indisciplinados, porque esses s\u00e3o os que mais precisam. Tenho alunos que come\u00e7aram porque tinham problemas no col\u00e9gio ou fora dele e se disciplinaram para continuar no projeto\u201d, observa o instrutor.<\/p>\n<p>Qualquer aluno pode participar das aulas, desde que mantenha boas notas e disciplina para se manter nos treinos. O professor refor\u00e7a a import\u00e2ncia da arte marcial na transforma\u00e7\u00e3o social e na preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as como obesidade, diabetes, hipertens\u00e3o e press\u00e3o alta: \u201cNo esporte n\u00f3s tiramos o menino da rua e trazemos ele para o tatame, que \u00e9 o diferencial nas comunidades mais marginalizadas. A partir do momento que est\u00e3o aqui, somos uma fam\u00edlia. E o projeto esportivo \u00e9 mais uma possibilidade para eles se manterem ativos, al\u00e9m da parte da defesa pessoal promover mais autoconfian\u00e7a, especialmente para nossas alunas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Mais esporte, mais inclus\u00e3o<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m da pequena Rebeca, outros jovens tamb\u00e9m vivenciaram transforma\u00e7\u00f5es na maneira de se relacionar, como \u00e9 o caso do Murilo Stroisner, de 13 anos. Diagnosticado com autismo e Transtorno do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o com Hiperatividade (TDAH), o estudante afirma que fazer jiu-j\u00edtsu \u00e9 uma experi\u00eancia boa que mudou muita coisa. \u201c\u00c9 muito legal participar de uma atividade, fazer parte de uma turma de lutadores em um esporte forte e aprender autodefesa. Agora tenho mais responsabilidade e prazer em fazer as coisas. A luta \u00e9 importante e fiz muito mais amigos aqui\u201d.<\/p>\n<p>Para a m\u00e3e do garoto, a farmac\u00eautica Nayara Marra Pinho, 45, o sentimento \u00e9 de orgulho. Ela explica que o filho era desorganizado e desinteressado, desde a escola at\u00e9 as intera\u00e7\u00f5es sociais. Hoje ela descreve Murilo de outra maneira: \u201cEle est\u00e1 mais focado, interessado, disciplinado, organizado, calmo, centrado e at\u00e9 mais pontual. Aprendeu muito sobre autoridade, fala mais baixo e todas as reclama\u00e7\u00f5es que tive dele mudaram. Ele faz as tarefas, as notas melhoraram e todos os professores t\u00eam elogiado. O projeto ajudou muito na socializa\u00e7\u00e3o, ele conversa e brinca mais, olha mais nos olhos, est\u00e1 mais atento \u00e0s coisas. Ver que ele est\u00e1 avan\u00e7ando dentro de uma normalidade como qualquer outra crian\u00e7a \u00e9 muito gratificante\u201d, relata.<\/p>\n<p>De acordo com o tenente-coronel Luciano Antunes Paz, coordenador geral do projeto de gest\u00e3o compartilhada do CBMDF, a iniciativa abrange alunos t\u00edpicos e at\u00edpicos por demanda. O militar afirma que o programa \u00e9 ambicioso e visa formar atletas para o futuro, al\u00e9m de desenvolver a parte social que ajuda muitos alunos. \u201cAs escolas s\u00e3o escolhidas em locais de vulnerabilidade e, no momento que o aluno chega no tatame, ele aprende normas e tradi\u00e7\u00f5es a serem seguidas. \u00c9 onde muitos superam as dificuldades anteriores pela aus\u00eancia de uma fam\u00edlia estruturada. Eles entendem hierarquia, controle emocional, dom\u00ednio do pr\u00f3prio corpo e o respeito ao pr\u00f3ximo. Tudo isso reflete na vida deles e nosso objetivo e sonho \u00e9 ter alunos que ser\u00e3o campe\u00f5es ol\u00edmpicos\u201d.<\/p>\n<p>A diretora do CEF 16 de Taguatinga, Rosane Bornelas Ribeiro, recorda que as aulas s\u00e3o ministradas no contraturno, o que n\u00e3o atrapalha as atividades dos estudantes e tamb\u00e9m complementa o trabalho realizado em sala de aula. \u201cReduz a ociosidade da crian\u00e7a, sendo uma forma de salv\u00e1-la de influ\u00eancias negativas. J\u00e1 temos visto surtir efeito com os nossos alunos mais indisciplinados, os pais sentem que os filhos est\u00e3o ficando mais calmos e pela reuni\u00e3o semanal com os professores j\u00e1 sentimos o reflexo positivo. O esporte \u00e9 vida e t\u00ea-lo de uma forma gratuita ajuda muito, porque muitos alunos n\u00e3o t\u00eam a m\u00ednima condi\u00e7\u00e3o para bancar uma atividade extra. Aqui estamos dentro do ambiente escolar, um local monitorado e seguro com um projeto que s\u00f3 tem a agregar\u201d, completa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em busca do desenvolvimento f\u00edsico, mental e social dos alunos de escolas c\u00edvico-militares do DF, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) leva aulas de artes marciais como atividades extracurriculares, em parceria com a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do DF (SEEDF). 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