{"id":366097,"date":"2025-10-02T00:00:31","date_gmt":"2025-10-02T03:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=366097"},"modified":"2025-10-02T08:31:40","modified_gmt":"2025-10-02T11:31:40","slug":"pesquisa-alerta-para-violencia-sexual-contra-meninas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/pesquisa-alerta-para-violencia-sexual-contra-meninas\/","title":{"rendered":"Pesquisa alerta para viol\u00eancia sexual contra meninas"},"content":{"rendered":"<p>Seis em cada dez mulheres que foram v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual antes dos 14 anos relataram em uma pesquisa online que n\u00e3o contaram para ningu\u00e9m sobre o abuso.<\/p>\n<p>O dado alarmante sobre a subnotifica\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia sexual na adolesc\u00eancia faz parte do levantamento Percep\u00e7\u00f5es sobre Direitos de Meninas e Mulheres Gr\u00e1vidas P\u00f3s-Estupro, feito pelo Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o em parceria com o Instituto Locomotiva. Responderam ao question\u00e1rio online 1,2 mil pessoas com mais de 16 anos, de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Somente 27% dessas meninas confiaram em algum familiar ap\u00f3s terem sido v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual antes dos 14 anos, e \u00e9 ainda menor o percentual de casos que chegou \u00e0s autoridades policiais e aos servi\u00e7os de sa\u00fade: apenas 15% foram levadas a uma delegacia e 9% foram acolhidas e avaliadas em uma unidade de sa\u00fade.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que, entre as meninas e mulheres que sofreram a viol\u00eancia sexual a partir dos 14 anos, tamb\u00e9m s\u00e3o altos os percentuais de subnotifica\u00e7\u00e3o e desamparo. Nesses casos, apenas 11% procuraram a pol\u00edcia, e 14%, um servi\u00e7o de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Outro dado que a pesquisa destaca \u00e9 que 60% dos cerca de 1,2 mil entrevistados disseram conhecer um caso de crian\u00e7a ou adolescente com menos de 14 anos que foi estuprada, e 30% afirmaram ter conhecimento de um caso em que a v\u00edtima engravidou.<\/p>\n<p><strong>Conhecimento sobre estupro<\/strong><br \/>\nA pesquisa tamb\u00e9m mediu a concord\u00e2ncia dos entrevistados com algumas afirma\u00e7\u00f5es sobre viol\u00eancia sexual e o quanto eles est\u00e3o informados sobre os direitos e servi\u00e7os dispon\u00edveis \u00e0s v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Eles foram perguntados, por exemplo, se diversas situa\u00e7\u00f5es configuram ou n\u00e3o estupro. Todas s\u00e3o classificadas como estupro pela legisla\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Apesar de 95% dos entrevistados reconhecerem ao menos uma das viol\u00eancias sexuais apresentadas, apenas 57% sabiam que todas elas se tratam de casos de estupro.<\/p>\n<p>Veja abaixo os percentuais de entrevistados que reconheceram que cada uma das situa\u00e7\u00f5es citadas configura um caso de estupro:<\/p>\n<p>&#8220;Um homem fazer sexo com uma mulher inconsciente, b\u00eabada ou drogada\u201d: 89%;<br \/>\n\u201cUm homem obrigar uma mulher a fazer rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d: 88%;<br \/>\n\u201cUm homem fazer sexo com uma mulher com grave defici\u00eancia mental\u201d: 87%;<br \/>\n\u201cUm homem se aproveitar da sua condi\u00e7\u00e3o profissional (m\u00e9dico, pastor, etc) para ter rela\u00e7\u00e3o sexual com a mulher\u201d: 86%;<br \/>\n\u201cO marido \/ parceiro obrigar a mulher a pr\u00e1ticas sexuais (sexo oral, anal etc) que ela n\u00e3o quer\u201d: 85%;<br \/>\n\u201cO marido \/ parceiro obrigar a mulher a fazer sexo quando ela n\u00e3o quer\u201d: 84%;<br \/>\n\u201cUm homem fazer sexo com uma menina (at\u00e9 13 anos) mesmo que ela autorize\u201d: 80%;<br \/>\n\u201cO marido \/ parceiro obrigar a mulher a fazer sexo sem preservativo quando ela quer usar\u201d: 73%;<br \/>\n\u201cUm homem tirar o preservativo durante o sexo sem a mulher perceber ou consentir\u201d: 70%.<\/p>\n<p><strong>Aborto legal<\/strong><br \/>\nQuase a totalidade dos entrevistados \u2500 96% \u2500 considera que meninas de at\u00e9 13 anos n\u00e3o t\u00eam preparo f\u00edsico e emocional para ser m\u00e3es. E, para dois em cada tr\u00eas, meninas dessa faixa et\u00e1ria tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de decidir se ser\u00e3o m\u00e3es.<\/p>\n<p>Apesar disso, apenas 41% reconhecem que uma gesta\u00e7\u00e3o nesses casos \u00e9 sempre resultado de um estupro. A lei brasileira considera os 14 anos como a idade m\u00ednima para o consentimento sexual.<\/p>\n<p>Por isso, toda rela\u00e7\u00e3o sexual com crian\u00e7as menores de 14 anos caracteriza estupro de vulner\u00e1vel, o que concede o direito \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o legal da gravidez, quando houver. No entanto, apenas 56% dos entrevistados sabem que o procedimento \u00e9 autorizado nesses casos.<\/p>\n<p>Tr\u00eas em cada quatro entrevistados declararam ter conhecimento de que o aborto est\u00e1 dentro da lei nos casos de amea\u00e7a \u00e0 vida das gestantes (76%), anencefalia fetal (75%) e estupro (75%).<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m perguntou \u00e0s mulheres se elas gostariam de ter o direito de interromper uma gesta\u00e7\u00e3o decorrente de estupro: 70% responderam que gostariam de ter essa op\u00e7\u00e3o e 56% afirmam que fariam o procedimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seis em cada dez mulheres que foram v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual antes dos 14 anos relataram em uma pesquisa online que n\u00e3o contaram para ningu\u00e9m sobre o abuso. 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