{"id":366426,"date":"2025-10-06T07:01:10","date_gmt":"2025-10-06T10:01:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=366426"},"modified":"2025-10-06T07:01:59","modified_gmt":"2025-10-06T10:01:59","slug":"batata-doce-vira-estrela-do-agronegocio-no-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/batata-doce-vira-estrela-do-agronegocio-no-nordeste\/","title":{"rendered":"Batata-doce vira estrela do agroneg\u00f3cio no Nordeste"},"content":{"rendered":"<p>Do prato do sertanejo \u00e0s prateleiras de supermercados na Europa: a batata-doce nordestina vive um momento de ascens\u00e3o. Nos \u00faltimos anos, a raiz que sempre esteve presente na mesa das fam\u00edlias da regi\u00e3o se transformou em um dos produtos agr\u00edcolas de maior crescimento, abrindo oportunidades para pequenos e m\u00e9dios produtores.<\/p>\n<p>Em cidades do interior da Bahia, de Pernambuco e do Cear\u00e1, a paisagem rural come\u00e7a a mudar. O que antes era dominado pelo milho e pelo feij\u00e3o, agora exibe fileiras verdes que escondem no solo ra\u00edzes alaranjadas, brancas e at\u00e9 roxas. De acordo com dados de \u00f3rg\u00e3os estaduais de agricultura, a produ\u00e7\u00e3o da batata-doce no Nordeste cresceu mais de 30% em cinco anos, impulsionada tanto pelo consumo interno quanto pela demanda internacional.<\/p>\n<p>\u201cO mercado fitness ajudou muito a popularizar a batata-doce, mas hoje ela vai al\u00e9m disso. Exportamos para a Europa e j\u00e1 temos negocia\u00e7\u00f5es em andamento com o Oriente M\u00e9dio\u201d, afirma o engenheiro agr\u00f4nomo Paulo Menezes, consultor de cooperativas na regi\u00e3o do Subm\u00e9dio S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 apenas econ\u00f4mica. Agricultores familiares, que antes sofriam com as instabilidades do cultivo de sequeiro, encontraram na batata-doce uma alternativa mais rent\u00e1vel e de ciclo r\u00e1pido. \u201cPlanto h\u00e1 quatro anos e consegui aumentar minha renda. Hoje pago a faculdade do meu filho com a venda das ra\u00edzes\u201d, conta Dona Zefinha, produtora de Juazeiro (BA).<\/p>\n<p>Al\u00e9m da alta procura, novas variedades desenvolvidas por centros de pesquisa ampliaram a produtividade, com ra\u00edzes mais uniformes e resistentes ao clima semi\u00e1rido. A facilidade de adapta\u00e7\u00e3o ao solo e a menor necessidade de insumos tamb\u00e9m tornam o cultivo atrativo para pequenos agricultores.<\/p>\n<p>O valor nutricional \u00e9 outro trunfo. Rica em fibras, antioxidantes e de baixo \u00edndice glic\u00eamico, a batata-doce caiu no gosto de consumidores preocupados com a sa\u00fade. Escolas, restaurantes e programas governamentais de alimenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m impulsionam a cadeia produtiva.<\/p>\n<p>Se os n\u00fameros seguirem nessa toada, especialistas acreditam que, em menos de uma d\u00e9cada, o Nordeste pode assumir a lideran\u00e7a nacional na produ\u00e7\u00e3o e se consolidar como grande exportador do tub\u00e9rculo.<\/p>\n<p>No sert\u00e3o, onde a seca sempre foi sin\u00f4nimo de dificuldade, a batata-doce surge como s\u00edmbolo de resist\u00eancia e oportunidade. Uma raiz simples, que agora movimenta economias locais e projeta o Nordeste no cen\u00e1rio agr\u00edcola mundial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do prato do sertanejo \u00e0s prateleiras de supermercados na Europa: a batata-doce nordestina vive um momento de ascens\u00e3o. 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