{"id":366786,"date":"2025-10-09T10:44:08","date_gmt":"2025-10-09T13:44:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=366786"},"modified":"2025-10-09T11:07:52","modified_gmt":"2025-10-09T14:07:52","slug":"depois-de-queda-inflacao-oficial-sobe-048","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/depois-de-queda-inflacao-oficial-sobe-048\/","title":{"rendered":"Depois de queda, infla\u00e7\u00e3o oficial sobe 0,48%"},"content":{"rendered":"<p>Com influ\u00eancia da alta da conta de luz, a infla\u00e7\u00e3o oficial de setembro ficou em 0,48%, invertendo o comportamento de agosto, quando caiu 0,11%. Em 12 meses, o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula 5,17%, acima da meta do governo, que vai a 4,5% no m\u00e1ximo.<\/p>\n<p>Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O dado de setembro \u00e9 o maior desde mar\u00e7o (0,56%).<\/p>\n<p>O grupo habita\u00e7\u00e3o exerceu a maior press\u00e3o nos pre\u00e7os, subindo 2,97% &#8211; representando impacto de 0,45 ponto percentual (p.p.) no IPCA do m\u00eas. Dentro do grupo, o subitem energia el\u00e9trica residencial, que havia variado -4,21% em agosto, subiu 10,31% em setembro, registrando o maior impacto individual (0,41 p.p.) na infla\u00e7\u00e3o. Considerando apenas os meses de setembro, \u00e9 a maior expans\u00e3o da habita\u00e7\u00e3o desde 1995, quando subiu 4,51%.<\/p>\n<p>A alta da conta de luz \u00e9 explicada pela \u201cdevolu\u00e7\u00e3o\u201d do B\u00f4nus Itaipu, desconto na conta de agosto que beneficiou 80,8 milh\u00f5es de consumidores. Em setembro, sem o b\u00f4nus, a fatura fica mais alta na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas anterior.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do fim do b\u00f4nus, a conta de luz sofre influ\u00eancia da vig\u00eancia da bandeira tarif\u00e1ria vermelha patamar 2, que adicionou R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.<\/p>\n<p>A cobran\u00e7a extra \u00e9 determinada pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) para custear usinas termel\u00e9tricas em tempos de baixa nos reservat\u00f3rios das hidrel\u00e9tricas. O adicional \u00e9 necess\u00e1rio, pois a energia gerada pelas termel\u00e9tricas \u00e9 mais cara que a hidrel\u00e9trica.<\/p>\n<p>De acordo com o gerente da pesquisa, Fernando Gon\u00e7alves, se o subitem energia el\u00e9trica fosse retirado do c\u00e1lculo em setembro, a infla\u00e7\u00e3o do m\u00eas seria de 0,08%.<\/p>\n<p>Para outubro, a Aneel determinou a volta da bandeira vermelha patamar 1 (adicional de R$ 4,46), o que tenderia a fazer cair a infla\u00e7\u00e3o da conta de luz. Mas Gon\u00e7alves pondera que \u00e9 preciso avaliar o impacto que pode ser causado por concession\u00e1rias que costumam reajustar tarifas em outubro, como as de S\u00e3o Paulo, Goi\u00e2nia e Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Em 12 meses, a conta de luz sobe 10,64%.<\/p>\n<p><strong>Alimentos caem pelo 4\u00ba m\u00eas<\/strong><br \/>\nApesar de o IPCA ter retomado o campo positivo em setembro, o grupo alimentos e bebidas manteve a trajet\u00f3ria de queda e apresentou o quarto m\u00eas seguido de recuo nos pre\u00e7os (-0,26%).<\/p>\n<p>Os destaques foram:<\/p>\n<p>&#8211; tomate: -11,52%<\/p>\n<p>&#8211; cebola: -10,16%<\/p>\n<p>&#8211; alho: -8,70%<\/p>\n<p>&#8211; batata-inglesa: -8,55%<\/p>\n<p>&#8211; arroz: -2,14%<\/p>\n<p>Nos quatro meses de queda, o grupo alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas recua 1,17%. No ano, enquanto o IPCA sobe 3,64%, os alimentos tiveram expans\u00e3o m\u00e9dia nos pre\u00e7os de 2,67%.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 quest\u00e3o de oferta de alimentos. Uma oferta maior\u201d, justifica o gerente da pesquisa, Fernando Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p><strong>Grupos<\/strong><br \/>\nDos nove grupos pesquisados pelo IBGE, tr\u00eas tiveram defla\u00e7\u00e3o (queda m\u00e9dia de pre\u00e7os) no m\u00eas:<\/p>\n<p>&#8211; Habita\u00e7\u00e3o: 2,97% (0,45 p.p.)<\/p>\n<p>&#8211; Vestu\u00e1rio: 0,63% (0,03 p.p.)<\/p>\n<p>&#8211; Despesas pessoais: 0,51% (0,05 p.p.)<\/p>\n<p>&#8211; Sa\u00fade e cuidados pessoais: 0,17% (0,02 p.p.)<\/p>\n<p>&#8211; Educa\u00e7\u00e3o: 0,07% (0,01 p.p.)<\/p>\n<p>&#8211; Transportes: 0,01% (0 p.p.)<\/p>\n<p>&#8211; Comunica\u00e7\u00e3o: -0,17% (\u22120,01 p.p.)<\/p>\n<p>&#8211; Artigos de resid\u00eancia: -0,40% (\u22120,01 p.p.)<\/p>\n<p>&#8211; Alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas: -0,26% (\u22120,06 p.p.)<\/p>\n<p><strong>Espalhamento<\/strong><br \/>\nO \u00edndice de difus\u00e3o, utilizado para medir o espalhamento da infla\u00e7\u00e3o, caiu de 57% em agosto para 52% em setembro. Ou seja, pouco mais da metade dos pre\u00e7os dos 377 produtos e servi\u00e7os pesquisados pelo instituto apresentam aumento no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>O IBGE analisa tamb\u00e9m a infla\u00e7\u00e3o por dois grupos: servi\u00e7os e monitorados. O do servi\u00e7o, que funciona como um term\u00f4metro da procura por bens e servi\u00e7os na economia, ficou em 0,13%. J\u00e1 os monitorados, controlados do governo, como conta de luz, transporte, plano de sa\u00fade, telefonia e combust\u00edveis, ficou em 1,87%.<\/p>\n<p>Segundo Gon\u00e7alves, a infla\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e9 mais resistente. \u201cDepende muito dos sal\u00e1rios\u201d, diz ele, lembrando que o pa\u00eds vivencia recordes de ocupa\u00e7\u00e3o e rendimento de trabalhadores.<\/p>\n<p><strong>O \u00edndice<\/strong><br \/>\nO IPCA apura o custo de vida para fam\u00edlias com rendimentos entre um e 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n<p>A coleta de pre\u00e7os \u00e9 feita em dez regi\u00f5es metropolitanas &#8211; Bel\u00e9m, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vit\u00f3ria, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Curitiba, Porto Alegre &#8211; al\u00e9m de Bras\u00edlia e nas capitais Goi\u00e2nia, Campo Grande, Rio Branco, S\u00e3o Lu\u00eds e Aracaju.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com influ\u00eancia da alta da conta de luz, a infla\u00e7\u00e3o oficial de setembro ficou em 0,48%, invertendo o comportamento de agosto, quando caiu 0,11%. 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