{"id":367346,"date":"2025-10-15T00:00:37","date_gmt":"2025-10-15T03:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=367346"},"modified":"2025-10-15T03:39:29","modified_gmt":"2025-10-15T06:39:29","slug":"oxfam-aponta-que-financiamento-climatico-no-pais-e-desigual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/oxfam-aponta-que-financiamento-climatico-no-pais-e-desigual\/","title":{"rendered":"Oxfam aponta que financiamento clim\u00e1tico no pa\u00eds \u00e9 desigual"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo da Oxfam Brasil denuncia a insufici\u00eancia e a desigualdade no financiamento clim\u00e1tico no pa\u00eds. Com o t\u00edtulo Encruzilhada Clim\u00e1tica, o relat\u00f3rio mostra como as lacunas or\u00e7ament\u00e1rias aprofundam desigualdades raciais, de g\u00eanero e territoriais, e atingem principalmente as popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, as regi\u00f5es Norte e Nordeste concentram os piores \u00edndices de renda e os maiores percentuais de popula\u00e7\u00e3o preta, parda, ind\u00edgena e quilombola, justamente as mais expostas a secas, enchentes e outros desastres ambientais. E favelas e periferias, onde 73% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 negra, est\u00e3o em \u00e1reas de risco, sem infraestrutura para enfrentar eventos clim\u00e1ticos extremos.<\/p>\n<p>\u201cEstamos diante de um racismo ambiental evidente. A crise clim\u00e1tica escancara e aprofunda injusti\u00e7as hist\u00f3ricas. N\u00e3o haver\u00e1 transi\u00e7\u00e3o justa sem enfrentar o racismo, a desigualdade de g\u00eanero e a concentra\u00e7\u00e3o de terras\u201d, diz Viviana Santiago, diretora-executiva da Oxfam Brasil.<\/p>\n<p>O levantamento critica a resposta do Estado brasileiro, que continua sendo majoritariamente reativa, ao liberar cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios apenas ap\u00f3s desastres, como os R$ 111,6 bilh\u00f5es destinados \u00e0s enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, aponta o relat\u00f3rio, apenas 12% dos R$ 185 bilh\u00f5es previstos no Plano Plurianual 2024-2027 para a\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o voltados \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o, etapa essencial para proteger comunidades vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Or\u00e7amento<\/strong><br \/>\nOutro dado da Oxfam \u00e9 o de que, em 2023, a \u00e1rea de gest\u00e3o ambiental recebeu apenas 0,34% do total de recursos do Or\u00e7amento da Uni\u00e3o. Segundo a Oxfam, isso significa que a cada R$ 300 do Or\u00e7amento federal, menos de R$ 1 foi destinado \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n<p>Setores com impacto alto nas emiss\u00f5es de carbono, como agricultura (R$ 90,25 bilh\u00f5es) e transporte (R$ 43,91 bilh\u00f5es), receberam valores maiores. Um dos exemplos \u00e9 o Fundo Clima, que contou com R$ 10,4 bilh\u00f5es. Muito menos na compara\u00e7\u00e3o com os R$ 400 bilh\u00f5es do Plano Safra 2024\/2025.<\/p>\n<p>\u201cEssa escolha or\u00e7ament\u00e1ria revela uma prioridade perversa: privilegia setores que intensificam a crise clim\u00e1tica em detrimento da prote\u00e7\u00e3o das pessoas e territ\u00f3rios em maior vulnerabilidade\u201d, diz Viviana Santiago.<\/p>\n<p>O estudo prop\u00f5e uma s\u00e9rie de medidas para promover justi\u00e7a clim\u00e1tica e social no pa\u00eds:<\/p>\n<p>incorporar recortes de ra\u00e7a, g\u00eanero e territ\u00f3rio em todas as pol\u00edticas clim\u00e1ticas;<br \/>\ngarantir participa\u00e7\u00e3o efetiva de povos ind\u00edgenas, quilombolas e comunidades tradicionais;<br \/>\ndirecionar recursos prioritariamente \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rios mais vulner\u00e1veis; e<br \/>\ncondicionar o cr\u00e9dito rural \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis e \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo da Oxfam Brasil denuncia a insufici\u00eancia e a desigualdade no financiamento clim\u00e1tico no pa\u00eds. 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