{"id":369095,"date":"2025-11-01T00:08:17","date_gmt":"2025-11-01T03:08:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=369095"},"modified":"2025-11-01T06:18:57","modified_gmt":"2025-11-01T09:18:57","slug":"brasil-resiste-mesmo-que-viva-dependente-e-ideologicamente-ocupado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasil-resiste-mesmo-que-viva-dependente-e-ideologicamente-ocupado\/","title":{"rendered":"Brasil resiste, mesmo que viva dependente e ideologicamente ocupado"},"content":{"rendered":"<p><i>&#8220;Onde o poder p\u00fablico descuidou da integridade f\u00edsica dos mais pobres, o regime democr\u00e1tico n\u00e3o passa de uma fachada de papel\u00e3o esburacada por tiros, chamuscada por p\u00f3lvora queimada e borrifada de sangue.&#8221; <\/i>\u2014 Eug\u00eanio\u00a0Bucci,\u00a0<i>O Estado de SP<\/i>, 30\/10\/2025<\/p>\n<p>Nascemos como mera feitoria, ponto de apoio para naus sedentas de \u00e1gua, remanso de piratas e aventureiros. Na Col\u00f4nia, sem povo, nosso destino foi tra\u00e7ado como economia prim\u00e1rio-exportadora fundada na escravid\u00e3o de negros e ind\u00edgenas, a servi\u00e7o das demandas do consumo europeu, via Lisboa \u2014 a metr\u00f3pole decadente, salvando-se como entreposto de nosso com\u00e9rcio: pau-brasil, a\u00e7\u00facar, min\u00e9rios, algod\u00e3o, carne, caf\u00e9&#8230; \u2014 que export\u00e1vamos, e de entrada do que necessit\u00e1vamos, que era quase tudo.<\/p>\n<p>Essa economia e esse com\u00e9rcio estabeleciam as bases da alian\u00e7a do latif\u00fandio e da incipiente burguesia comercial (que inclu\u00eda os comerciantes, os traficantes de gente e os contrabandistas, de um modo geral) com a Coroa portuguesa e seus primeiros agentes \u2014 exatores do fisco, militares e o clero. Eram as ra\u00edzes de uma estranha na\u00e7\u00e3o sem povo e, assim, sem projeto<\/p>\n<p>No Imp\u00e9rio, export\u00e1vamos m\u00e3o de obra escrava (sob a forma de a\u00e7\u00facar, min\u00e9rios etc.) e tudo import\u00e1vamos, como reclamava Joaquim Nabuco ainda no Segundo Reinado: &#8220;[&#8230;] o Brasil \u00e9 uma na\u00e7\u00e3o que importa tudo: a carne-seca e o milho do Rio da Prata, o arroz da \u00cdndia, o bacalhau da Noruega, o azeite de Portugal, o trigo de Baltimore, a manteiga da Fran\u00e7a, as velas da Alemanha, os tecidos de Manchester, e tudo o mais, exceto exclusivamente os g\u00eaneros de imediata deteriora\u00e7\u00e3o. A importa\u00e7\u00e3o representa assim as necessidades materiais da popula\u00e7\u00e3o toda, ao passo que a exporta\u00e7\u00e3o representa, como j\u00e1 vimos, o trabalho apenas de uma classe.&#8221;\u00a0<i>(Discurso no Senado, 1884)<\/i><\/p>\n<p>Esqueceu-se de dizer que import\u00e1vamos tamb\u00e9m ideologia.<\/p>\n<p>Sobre a m\u00e3o de obra escrava se estabeleciam a economia e a pol\u00edtica do Imp\u00e9rio, quando \u2014 \u00e9 ainda a voz de Nabuco \u2014 &#8220;o esp\u00edrito comercial e industrial do pa\u00eds parecia resumir-se na importa\u00e7\u00e3o e na venda de africanos&#8221;, prenunciando o atraso relativo que se acentuaria nos dois s\u00e9culos imediatos.<\/p>\n<p>A preemin\u00eancia dos interesses agr\u00e1rios, conservadores do <i>statu quo<\/i>, sobre o desenvolvimento das demais for\u00e7as produtivas \u2014 o com\u00e9rcio e a ind\u00fastria \u2014 sobreviver\u00e1 na Primeira Rep\u00fablica: um longo pacto que assegurar\u00e1 os interesses da lavoura.<\/p>\n<p>No nascimento da Rep\u00fablica, o Brasil era ainda uma feitoria colonial. Rui Barbosa, seu primeiro ministro da Fazenda, atualizaria as palavras do grande tribuno do Segundo Imp\u00e9rio:<br \/>\n&#8220;Sem ind\u00fastrias manufatureiras, [o Brasil] \u00e9 exportador s\u00f3 de produtos da lavoura e mat\u00e9rias-primas, que recebe depois, em produtos fabricados, pelo duplo do seu valor. \u00c9 exportador de moeda, n\u00e3o s\u00f3 porque tem de pagar juros da grande d\u00edvida externa e de capitais estrangeiros empregados aqui, como tamb\u00e9m porque supre as grandes despesas dos nossos compatriotas que vivem na Europa, ou por l\u00e1 passeiam exibindo sua ociosidade, nenhuma compensa\u00e7\u00e3o nos vindo desses fatos, porque os estrangeiros n\u00e3o procuram o Brasil para consumir suas rendas; ao contr\u00e1rio, por dolorosa experi\u00eancia sabemos quanto nos custa o seu capital empregado aqui.&#8221;\u00a0<i>(Relat\u00f3rio de 1891)<\/i><\/p>\n<p>No s\u00e9culo XX, export\u00e1vamos m\u00e3o de obra sobre explorada na forma de\u00a0<i>commodities<\/i>. No s\u00e9culo XXI, ainda economia perif\u00e9rica, prosseguimos no mesmo destino e na mesma depend\u00eancia, cumprindo o papel de supridores do centro hegem\u00f4nico com alimentos (que faltam \u00e0 mesa de nosso povo), min\u00e9rios\u00a0<i>in natura<\/i>\u00a0e\u00a0<i>commodities<\/i>, e importadores de tecnologia, ci\u00eancia e conhecimento \u2014 al\u00e9m de ideologia.<\/p>\n<p>Nossa classe dominante, colonizada, reproduz os valores e os interesses do colonizador. Exportamos min\u00e9rio de ferro e importamos lingotes. Exportamos soja e prote\u00edna animal, enquanto importamos valores, h\u00e1bitos e tecnologia.<\/p>\n<p>A moderniza\u00e7\u00e3o se d\u00e1 naqueles setores necess\u00e1rios \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas de baixo custo para o consumo dos pa\u00edses desenvolvidos \u2014 o motor da expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio, que alimenta o PIB com divisas, ao pre\u00e7o da devasta\u00e7\u00e3o ambiental e do despovoamento do campo.<\/p>\n<p>A depend\u00eancia ao capital estrangeiro n\u00e3o \u00e9, pois, um acaso. A crise, como lembrava Darcy Ribeiro, \u00e9 um projeto.<\/p>\n<p>Em que implica uma economia voltada para fora? O comerciante, o latifundi\u00e1rio, o senhor de engenho no Nordeste e os traficantes de escravos e mercadorias, os mineradores de Minas Gerais e do Centro-oeste e os grandes estancieiros do Sul n\u00e3o careciam de um pa\u00eds rico para desenvolver seus neg\u00f3cios; n\u00e3o careciam de mercado interno para o consumo de seus produtos. Essa elite \u2014 ou essa classe dominante \u2014 estava, nestes termos, desvinculada dos destinos do pa\u00eds e de seu povo, os pobres e os n\u00e3o brancos, com os quais jamais se identificou.<\/p>\n<p>Qual seria a classe dominante produzida por essa economia? Meia d\u00fazia de latifundi\u00e1rios, uns poucos comerciantes exportadores\/importadores, uma sociedade sem povo e uma classe dominante dependente dos negociantes do mercado internacional, que ditavam o que comprar, como comprar e a que pre\u00e7o comprar.<\/p>\n<p>Preocupava-a, ent\u00e3o, a movimenta\u00e7\u00e3o da bolsa de mercadorias de Londres \u2014 como hoje se volta para os indicadores de Wall Street, as pol\u00edticas do FED e os humores da Faria Lima. Economia voltada para fora n\u00e3o precisa cuidar da forma\u00e7\u00e3o de mercado interno; da\u00ed sempre desinteressar-se pelo desenvolvimento nacional, fazer vistas grossas para a mis\u00e9ria e as desigualdades sociais.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o car\u00e1ter da casa-grande que chega aos nossos dias descomprometida com o destino do pa\u00eds \u2014 ou seja, sem identidade a perseguir. N\u00e3o havia no passado, e n\u00e3o h\u00e1 no presente, por que pensar ou cuidar de um projeto nacional. E n\u00e3o h\u00e1 ainda a consci\u00eancia de povo, uma comunidade imagin\u00e1ria unificada por um coletivo de valores comuns. H\u00e1, sim, popula\u00e7\u00e3o: um coletivo disperso pela desigualdade social.<\/p>\n<p>Ainda hoje, o pa\u00eds se move n\u00e3o para prover \u00e0s necessidades de seu povo, mas para manter o enriquecimento da minoria dominante \u2014 seja o senhor de engenho do s\u00e9culo XVI, sejam os rentistas do sistema financeiro \u2014 ontem como hoje, de costas para as necessidades nacionais e a servi\u00e7o de interesses que n\u00e3o s\u00e3o os nossos.<\/p>\n<p>Na Col\u00f4nia e no Imp\u00e9rio era o mercado externo quem decidia o que dever\u00edamos importar e o que dever\u00edamos ou poder\u00edamos produzir. Na contemporaneidade, os pa\u00edses da periferia do capitalismo \u2014 nosso caso \u2014 est\u00e3o submetidos \u00e0 l\u00f3gica da economia globalizada. O Estado dependente cede o poder de regular sua pr\u00f3pria economia.<\/p>\n<p>Refletindo sobre a sociedade capitalista de nossos dias, Celso Furtado observa: &#8220;As decis\u00f5es sobre o que importar e o que produzir localmente, onde completar o processo produtivo, a que mercados internos e externos se dirigir, s\u00e3o tomadas no \u00e2mbito da empresa [transnacional], que tem sua pr\u00f3pria balan\u00e7a de pagamentos externos e se financia onde melhor lhe conv\u00e9m.&#8221;<\/p>\n<p>Para o autor de <i>Forma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do Brasil<\/i>, a subordina\u00e7\u00e3o do crescimento econ\u00f4mico \u00e0 iniciativa das grandes empresas multinacionais, em pa\u00edses ainda em forma\u00e7\u00e3o, como o Brasil, \u00e9 a boa receita para a inviabiliza\u00e7\u00e3o de um projeto de pa\u00eds \u2014 e a boa explica\u00e7\u00e3o para os bols\u00f5es de mis\u00e9ria em que tentam viver milh\u00f5es de brasileiros, acossados pelo desarranjo social, o crime organizado e a viol\u00eancia do Estado.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1, portanto, qualquer surpresa em que o Brasil, sendo uma das dez maiores pot\u00eancias econ\u00f4micas do mundo, seja tamb\u00e9m uma das campe\u00e3s em desigualdade social. Em 2024, o \u00edndice de\u00a0Gini\u00a0medido pelo IBGE ficou em 0,506 (a escala de\u00a0Gini\u00a0varia de 0 a 1; quanto mais perto de 0, menos desigual \u00e9 o pa\u00eds). H\u00e1 raz\u00f5es de surpresa para a trag\u00e9dia social?<\/p>\n<p>A depend\u00eancia pol\u00edtica e econ\u00f4mica, a ren\u00fancia a um projeto pr\u00f3prio de soberania e desenvolvimento, foi \u2014 e \u00e9, ainda \u2014 a op\u00e7\u00e3o da classe dominante brasileira, desde os primeiros momentos de constru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, engenho pol\u00edtico-administrativo que antecedeu a Na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Furtado apresenta a disjuntiva: a) saber se temos um futuro como na\u00e7\u00e3o que conta na constru\u00e7\u00e3o do\u00a0<i>devir<\/i> humano, ou b) se prevalecer\u00e3o as for\u00e7as que se empenham em interromper nosso processo hist\u00f3rico de forma\u00e7\u00e3o de um Estado-na\u00e7\u00e3o. At\u00e9 aqui, as for\u00e7as do atraso \u00e9 que t\u00eam prevalecido \u2014 e nada est\u00e1 a indicar sua pr\u00f3xima derroga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nossa classe dominante \u00e9 herdeira leg\u00edtima do pa\u00eds-col\u00f4nia: supostamente branca, refrat\u00e1ria \u00e0 miscigena\u00e7\u00e3o, reacion\u00e1ria, benefici\u00e1ria do <i>statu\u00a0quo<\/i>, de que dependem seus privil\u00e9gios e o mando, que se expressa sobre todas as formas poss\u00edveis \u2014 a mis\u00e9ria, a segrega\u00e7\u00e3o, a viol\u00eancia estatal \u2014, que se abate preferentemente nas periferias das grandes cidades, onde os pobres mais pobres tentam sobreviver.<\/p>\n<p>Por isso, a classe dominante n\u00e3o se confunde nem com os interesses do povo nem com os do pa\u00eds, e reage negativamente a qualquer sinal de reforma \u2014 principalmente daquelas que possam alterar o estatuto da propriedade, base do mando que \u00e9 o mesmo da Col\u00f4nia \u00e0 Rep\u00fablica dos nossos dias, de um pa\u00eds que, em pleno terceiro mil\u00eanio, ainda trata a reforma agr\u00e1ria como tabu.<\/p>\n<p>Produtor de devasta\u00e7\u00e3o ambiental, concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria\u00a0e expuls\u00e3o\u00a0do\u00a0campon\u00eas\u00a0de seu\u00a0<i>habitat<\/i>,\u00a0al\u00e9m de\u00a0press\u00e3o inflacion\u00e1ria e\u00a0<i>commodities<\/i>\u00a0que n\u00e3o enchem barriga de gente, o agroneg\u00f3cio \u00e9 a grande vedete dos nossos dias. An\u00fancios veiculados insistentemente na maior rede de televis\u00e3o do pa\u00eds enaltecem o modelo predat\u00f3rio:\u00a0<i>&#8220;Agro \u00e9 pop, agro \u00e9 tech, agro \u00e9 tudo&#8221;<\/i>. Por volta dos anos 1950, cerca de 80% da nossa pauta de exporta\u00e7\u00f5es e do ingresso de d\u00f3lares derivavam das vendas de caf\u00e9 para o exterior; hoje, quando o Brasil parecia haver alcan\u00e7ado o est\u00e1gio da industrializa\u00e7\u00e3o, cerca de 60% dependem do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Nos anos 1940\/1950, nossa atrasada classe dominante ainda discutia a d\u00edade agricultura\u2013industrializa\u00e7\u00e3o. Eug\u00eanio\u00a0Gudin, \u00edcone do pensamento conservador, certamente o mais influente economista brasileiro do s\u00e9culo XX, delegado brasileiro \u00e0 Confer\u00eancia Monet\u00e1ria Internacional de\u00a0Bretton\u00a0Woods (1944), ministro da Fazenda de Caf\u00e9 Filho (1954\u20131955), criticava a industrializa\u00e7\u00e3o e defendia o que denominava &#8220;voca\u00e7\u00e3o agr\u00edcola&#8221; do pa\u00eds.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de estranhar a destrui\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria manufatureira, levada a cabo pelo neoliberalismo. A participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria no PIB nacional, que j\u00e1 foi de 35,8% em 1984, caiu para os atuais 13%, quando essa participa\u00e7\u00e3o chega a 43,1% na China, 30,4% na Coreia do Sul e, para citar um pa\u00eds da Europa desenvolvida, chega a 20,8% na Alemanha (dados da ONU para 2021).<\/p>\n<p>O passado n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 heran\u00e7a; ajuda a explicar o presente, mas n\u00e3o o determina, pois a hist\u00f3ria \u00e9 um processo vivo \u2014 uma constru\u00e7\u00e3o humana. J\u00e1 sabemos o que devemos evitar e sabemos o que devemos fazer.<\/p>\n<p>E, nada obstante tantos fracassos, h\u00e1 registros de conquistas, como a resist\u00eancia do processo democr\u00e1tico burgu\u00eas, resist\u00eancia t\u00e3o mais significativa quanto mais amea\u00e7ador \u00e9 o avan\u00e7o, entre n\u00f3s, do projeto da extrema-direita. O fato de havermos vencido a tentativa de golpe de Estado de janeiro de 2023 e sustentado at\u00e9 aqui um governo inspirado por princ\u00edpios social-democratas, que serve de conten\u00e7\u00e3o ao avan\u00e7o do fascismo, indica ganhos que devem ser festejados pelo povo brasileiro.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p><strong>Roberto Amaral foi ministro da Ci\u00eancia e Tecnologia com Lula 1<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Onde o poder p\u00fablico descuidou da integridade f\u00edsica dos mais pobres, o regime democr\u00e1tico n\u00e3o passa de uma fachada de papel\u00e3o esburacada por tiros, chamuscada por p\u00f3lvora queimada e borrifada de sangue.&#8221; \u2014 Eug\u00eanio\u00a0Bucci,\u00a0O Estado de SP, 30\/10\/2025 Nascemos como mera feitoria, ponto de apoio para naus sedentas de \u00e1gua, remanso de piratas e aventureiros. 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