{"id":369285,"date":"2025-11-03T01:50:03","date_gmt":"2025-11-03T04:50:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=369285"},"modified":"2025-11-02T23:23:59","modified_gmt":"2025-11-03T02:23:59","slug":"qualidade-de-vida-a-pacientes-com-dermatite-atopica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/qualidade-de-vida-a-pacientes-com-dermatite-atopica\/","title":{"rendered":"Qualidade de vida a pacientes com dermatite at\u00f3pica"},"content":{"rendered":"<p>Durante a adolesc\u00eancia, Adrisson de Jesus Santos conviveu com preconceito, afastamento social e muito inc\u00f4modo f\u00edsico por causa da dermatite at\u00f3pica. A pele seca, a coceira intensa e as les\u00f5es avermelhadas com descama\u00e7\u00e3o, principalmente nas dobras do corpo, faziam com que as pessoas se distanciassem, temendo um cont\u00e1gio que n\u00e3o existia. Foram cerca de dez anos em busca de alternativas para aliviar os sintomas.<\/p>\n<p>\u201cPor causa da dermatite, sofri bastante preconceito, principalmente na minha adolesc\u00eancia. Tinha feridas pelo corpo e vivia me escondendo com roupas largas. As pessoas tinham nojo de encostar em mim, achavam que era algo contagioso, faziam bullying. Essa condi\u00e7\u00e3o sempre foi algo que afetou muito a minha vida\u201d, relata.<\/p>\n<p>Desde 2021, ele faz tratamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). \u201cMinha dermatite oscila muito. Em alguns per\u00edodos estou bem, em outros fico com a pele toda inflamada. \u00c9 uma condi\u00e7\u00e3o complicada de lidar\u201d, conta.<\/p>\n<p>No hospital, Adrisson \u00e9 acompanhado por um alergista. Ele recebe um tratamento que combina medicamentos para controlar as defesas do corpo, cuidados para fortalecer a resist\u00eancia e orienta\u00e7\u00f5es sobre hidrata\u00e7\u00e3o da pele e preven\u00e7\u00e3o de feridas. \u201cMelhorei bastante em compara\u00e7\u00e3o a quando cheguei. Antes, meu corpo estava sempre machucado, mas hoje vivo uma fase menos agressiva da doen\u00e7a. S\u00f3 tenho a agradecer pelo al\u00edvio que sinto\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Uma doen\u00e7a multifatorial<\/strong><\/p>\n<p>A dermatite at\u00f3pica, tamb\u00e9m chamada de eczema, \u00e9 uma inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica da pele. Apesar de muitas vezes ser confundida com alergia, trata-se de uma doen\u00e7a multifatorial, influenciada por aspectos emocionais, ambientais e imunol\u00f3gicos. O suor e situa\u00e7\u00f5es de estresse, por exemplo, podem agravar os sintomas, que incluem coceiras intensas e les\u00f5es principalmente nas dobras do corpo.<\/p>\n<p>Segundo a m\u00e9dica alergista e imunologista do HBDF, Danubia Michetti, \u00e9 essencial esclarecer que a doen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 contagiosa. \u201cPacientes com dermatite at\u00f3pica podem levar uma vida normal, desde que sigam os cuidados e realizem o tratamento adequado\u201d, explica.<\/p>\n<p>A condi\u00e7\u00e3o \u00e9 mais frequente em crian\u00e7as, mas pode persistir ou aparecer na adolesc\u00eancia e na vida adulta. Em beb\u00eas, costuma afetar o rosto, os cotovelos e os joelhos, podendo causar secre\u00e7\u00f5es e forma\u00e7\u00e3o de crostas. Nos casos graves, o tratamento pode envolver v\u00e1rios tipos de medicamentos, como corticoides, por exemplo.<\/p>\n<p>No Distrito Federal, o Hospital de Base, administrado pelo Instituto de Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica de Sa\u00fade (IgesDF), atende cerca de 50 pacientes por m\u00eas, entre adolescentes e adultos, oferecendo medicamentos modernos e acompanhamento especializado.<\/p>\n<p>A moradora de Samambaia Norte, Karen Cristiny Santos, de 43 anos, iniciou o tratamento neste ano, ap\u00f3s uma crise intensa de coceira. Encaminhada pela UBS da regi\u00e3o, ela relata mudan\u00e7as r\u00e1pidas na qualidade de vida. \u201cForam muitas tentativas sem sucesso. Gastei muito dinheiro com consultas, hidratantes, pomadas e rem\u00e9dios caros, mas nada resolvia. Em apenas dois meses no HBDF, minha vida mudou. J\u00e1 me sinto 80% melhor\u201d, comemora.<\/p>\n<p><strong>Caminho para qualidade de vida<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a m\u00e9dica Danubia, o tratamento combina medicamentos, orienta\u00e7\u00f5es e exames personalizados. \u201cExplicamos bastante sobre os cuidados com a pele, que incluem hidrata\u00e7\u00e3o frequente e banhos com temperatura adequada. Tamb\u00e9m avaliamos exames que ajudam a definir o tratamento mais indicado para cada caso\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Nos quadros mais graves, o hospital disp\u00f5e de imunoterapia como alternativa. \u201cA inflama\u00e7\u00e3o interfere diretamente na rotina do paciente. Muitos n\u00e3o conseguem trabalhar por conta da coceira e das les\u00f5es. \u00c9 uma doen\u00e7a sem cura, mas, com acompanhamento adequado, \u00e9 poss\u00edvel controlar os sintomas e conquistar mais qualidade de vida\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a adolesc\u00eancia, Adrisson de Jesus Santos conviveu com preconceito, afastamento social e muito inc\u00f4modo f\u00edsico por causa da dermatite at\u00f3pica. A pele seca, a coceira intensa e as les\u00f5es avermelhadas com descama\u00e7\u00e3o, principalmente nas dobras do corpo, faziam com que as pessoas se distanciassem, temendo um cont\u00e1gio que n\u00e3o existia. 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