{"id":370095,"date":"2025-11-09T01:15:19","date_gmt":"2025-11-09T04:15:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=370095"},"modified":"2025-11-08T20:52:50","modified_gmt":"2025-11-08T23:52:50","slug":"carolina-maria-de-jesus-a-voz-das-favelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/carolina-maria-de-jesus-a-voz-das-favelas\/","title":{"rendered":"Carolina Maria de Jesus, a voz das favelas"},"content":{"rendered":"<p>Quem nunca leu ou ao menos ouviu falar de &#8220;Quarto de despejo: di\u00e1rio de uma favelada&#8221;, a obra liter\u00e1ria que apresentou ao mundo a escritora Carolina Maria de Jesus? Pois \u00e9 essa mineira de Sacramento, nascida no dia 14 de mar\u00e7o de 1914, a retratada de hoje em O Lado B da Literatura.<\/p>\n<p>Carolina Maria, cuja fam\u00edlia era muito pobre, estudou pouco. Era filha ileg\u00edtima de um homem casado e, segundo consta em sua biografia, foi muito maltratada durante toda a inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 1937, quando a m\u00e3e da escritora faleceu, ela foi para S\u00e3o Paulo, onde construiu sua casa com madeira, lata, papel\u00e3o e qualquer material que encontrava. Sa\u00eda todas as noites para catar papel a fim de conseguir sustentar a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Vivendo e vivenciando o dia a dia na favela, Carolina Maria fazia anota\u00e7\u00f5es sobre aquele ambiente e, em 1960, ap\u00f3s ser descoberta pelo jornalista Aud\u00e1lio Dantas, conseguiu publicar o seu t\u00e3o aclamado livro &#8220;Quarto de despejo: di\u00e1rio de uma favelada&#8221;. Torna-se figura internacional, e seu livro foi traduzido para mais de 15 idiomas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m se envolveu com m\u00fasica e outras artes. Comp\u00f4s letras de can\u00e7\u00f5es lan\u00e7adas em um disco na d\u00e9cada de 1960. Tamb\u00e9m criava fantasias para o carnaval. Tais atividades lhe proporcionaram melhores condi\u00e7\u00f5es financeiras, inclusive conseguindo comprar uma casa. Mesmo assim, ap\u00f3s a fama repentina, seus ganhos n\u00e3o continuaram altos e, ent\u00e3o, ela voltou a passar dificuldade financeira e, em 1977, morreu v\u00edtima de uma crise de asma.<\/p>\n<p>Uma curiosidade sobre a escritora \u00e9 que ela desejava pintar a casa que comprou de vermelho, mas n\u00e3o o fez. O motivo? Tinha receio de ser alvo de repres\u00e1lias, al\u00e9m de a chamarem de comunista.<\/p>\n<p>Carolina Maria de Jesus, negra, favelada, catadora de papel\u00e3o, ap\u00f3s mais de 40 anos da sua transi\u00e7\u00e3o para outro plano, parece ter voltado com for\u00e7a total. Ela foi reconhecida com o t\u00edtulo de doutora honoris causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2021. Sua obra permanece atual. Vida longa a essa que \u00e9 uma das figuras mais incr\u00edveis da literatura nacional.<\/p>\n<p>\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026..<\/p>\n<p><strong>Cassiano Cond\u00e9, 82, ga\u00facho, deixou de teclar reportagens nas reda\u00e7\u00f5es por onde passou. Agora finca os p\u00e9s nas areias da Praia do Cassino, em Rio Grande, onde extrai p\u00e9rolas que se transformam em cr\u00f4nicas.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem nunca leu ou ao menos ouviu falar de &#8220;Quarto de despejo: di\u00e1rio de uma favelada&#8221;, a obra liter\u00e1ria que apresentou ao mundo a escritora Carolina Maria de Jesus? Pois \u00e9 essa mineira de Sacramento, nascida no dia 14 de mar\u00e7o de 1914, a retratada de hoje em O Lado B da Literatura. 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