{"id":370463,"date":"2025-11-11T09:50:05","date_gmt":"2025-11-11T12:50:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=370463"},"modified":"2025-11-11T10:57:32","modified_gmt":"2025-11-11T13:57:32","slug":"outubro-teve-a-inflacao-mais-baixa-em-27-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/outubro-teve-a-inflacao-mais-baixa-em-27-anos\/","title":{"rendered":"Outubro teve a infla\u00e7\u00e3o mais baixa em 27 anos"},"content":{"rendered":"<p>A redu\u00e7\u00e3o na conta de luz empurrou a infla\u00e7\u00e3o oficial para baixo e fez o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) fechar outubro em 0,09%, o menor para o m\u00eas desde 1998. Em setembro, o \u00edndice havia marcado 0,48%. Em outubro de 2024, a varia\u00e7\u00e3o havia sido de 0,56%.<\/p>\n<p>Com esse resultado, o IPCA acumulado em 12 meses \u00e9 4,68%, uma redu\u00e7\u00e3o na compara\u00e7\u00e3o com os 5,17% dos 12 meses terminados em setembro. \u00c9 a primeira vez, em oito meses, que o patamar fica abaixo da casa de 5%. No entanto, est\u00e1 ainda acima da meta do governo, de 3%, com toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, no m\u00e1ximo 4,5%.<\/p>\n<p>Os dados foram divulgados nesta ter\u00e7a-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p><strong>Conta de luz<\/strong><br \/>\nA energia el\u00e9trica residencial recuou 2,39% no m\u00eas, representando impacto de -0,1 ponto percentual no IPCA.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o est\u00e1 na migra\u00e7\u00e3o da bandeira tarif\u00e1ria vermelha patamar 2 para 1. No 2, h\u00e1 cobran\u00e7a adicional de R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 kilowatts (Kwh) consumidos. J\u00e1 no n\u00edvel 1, vigente em outubro, o extra \u00e9 de R$ 4,46.<\/p>\n<p>A cobran\u00e7a extra \u00e9 determinada pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) para custear usinas termel\u00e9tricas em tempos de baixa nos reservat\u00f3rios das hidrel\u00e9tricas. O adicional \u00e9 necess\u00e1rio, pois a energia gerada pelas termel\u00e9tricas \u00e9 mais cara que a hidrel\u00e9trica.<\/p>\n<p>De acordo com o gerente da pesquisa, Fernando Gon\u00e7alves, se n\u00e3o houvesse o al\u00edvio na conta de luz, o IPCA de outubro ficaria em 0,20%.<\/p>\n<p><strong>Alimentos<\/strong><br \/>\nDepois de ter ca\u00eddo durante quatro meses seguidos, o grupo alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas, que tem o maior peso no custo mensal das fam\u00edlias, apresentou estabilidade, variando 0,01%.<\/p>\n<p>Essa varia\u00e7\u00e3o de alimentos e bebidas \u00e9 a menos para um m\u00eas de outubro desde 2017 (-0,05%).<\/p>\n<p>O IBGE deu destaque \u00e0s quedas do arroz (-2,49%) e do leite longa vida (-1,88%). No sentido oposto, a batata-inglesa subiu 8,56% e o \u00f3leo de soja, 4,64%.<\/p>\n<p>Confira como se comportaram os pre\u00e7os dos determinados grupos de produtos e servi\u00e7os:<\/p>\n<p>&#8211; Alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas: 0,01% (0,00 p.p.)<\/p>\n<p>&#8211; Habita\u00e7\u00e3o: -0,30% (-0,05 p.p.)<\/p>\n<p>&#8211; Artigos de resid\u00eancia: -0,34% (-0,01 p.p.)<\/p>\n<p>&#8211; Vestu\u00e1rio: 0,51% (0,02 p.p.)<\/p>\n<p>&#8211; Transportes: 0,11% (0,02 p.p.)<\/p>\n<p>&#8211; Sa\u00fade e cuidados pessoais: 0,41% (0,06 p.p.)<\/p>\n<p>&#8211; Despesas pessoais: 0,45% (0,05 p.p.)<\/p>\n<p>&#8211; Educa\u00e7\u00e3o: 0,06% (0,00 p.p.)<\/p>\n<p>&#8211; Comunica\u00e7\u00e3o: -0,16% (0,00 p.p.)<\/p>\n<p>De todos os 377 produtos e servi\u00e7os pesquisados, as maiores altas foram do aluguel residencial (0,93%) e da passagem a\u00e9rea (4,48%). Ambos responderam individualmente por 0,03 p.p. do IPCA.<\/p>\n<p><strong>Acima da meta<\/strong><br \/>\nO acumulado de 12 meses do IPCA \u00e9 o 13\u00ba seguido fora do limite de toler\u00e2ncia do governo. Esse \u00e9 um dos motivos principais para o Banco Central manter a taxa de juros b\u00e1sicos da economia, a Selic, em 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006 (15,25%).<\/p>\n<p>O juro alto encarece o cr\u00e9dito e desestimula investimentos e o consumo, dessa forma, funciona como um freio na economia, reduzindo a procura por produtos e servi\u00e7os e, consequentemente, esfriando a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O IBGE desagrega o IPCA em dois grupos, o de servi\u00e7os, que traz os pre\u00e7os que sofrem mais influ\u00eancia do aquecimento ou esfriamento da economia &#8211; ou seja, mais suscet\u00edveis \u00e0 taxa Selic &#8211; e o de pre\u00e7os monitorados, que costumam ser controlados por contratos, e os combust\u00edveis.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os marcou 0,41% em outubro e 6,20% em 12 meses. J\u00e1 os monitorados recuaram 0,16% no m\u00eas e sobem 4,20% em 12 meses.<\/p>\n<p>O boletim Focus dessa segunda-feira (10), sondagem do Banco Central (BC) com agentes do mercado financeiro, estima que a infla\u00e7\u00e3o oficial ao fim de 2025 ser\u00e1 de 4,55%.\u202fA Selic deve terminar o ano em 15%, aponta o Focus.<\/p>\n<p><strong>O \u00edndice<\/strong><br \/>\nO IPCA apura o custo de vida para fam\u00edlias com rendimentos entre um e 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos. Ao todos, s\u00e3o coletados pre\u00e7os de 377 subitens (produtos e servi\u00e7os).<\/p>\n<p>A coleta de pre\u00e7os \u00e9 feita em dez regi\u00f5es metropolitanas &#8211; Bel\u00e9m, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vit\u00f3ria, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Curitiba, Porto Alegre &#8211; al\u00e9m de Bras\u00edlia e nas capitais Goi\u00e2nia, Campo Grande, Rio Branco, S\u00e3o Lu\u00eds e Aracaju.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A redu\u00e7\u00e3o na conta de luz empurrou a infla\u00e7\u00e3o oficial para baixo e fez o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) fechar outubro em 0,09%, o menor para o m\u00eas desde 1998. Em setembro, o \u00edndice havia marcado 0,48%. Em outubro de 2024, a varia\u00e7\u00e3o havia sido de 0,56%. 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