{"id":371031,"date":"2025-11-16T01:15:37","date_gmt":"2025-11-16T04:15:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=371031"},"modified":"2025-11-15T22:57:15","modified_gmt":"2025-11-16T01:57:15","slug":"j-emiliano-cruz-o-rei-dos-folhetins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/j-emiliano-cruz-o-rei-dos-folhetins\/","title":{"rendered":"J. Emiliano Cruz, o rei dos folhetins"},"content":{"rendered":"<p>O retratado de hoje em O Lado B da Literatura bastante conhecido dos leitores do Caf\u00e9 Liter\u00e1rio, j\u00e1 que seus contos, muitas vezes em formato de folhetim, s\u00e3o frequentemente publicados por aqui. Por isso mesmo, \u00e9 conhecido aqui na reda\u00e7\u00e3o do Notibras pela merecida alcunha de Rei dos Folhetins. Trata-se do talentoso escritor J. Emiliano Cruz (Jorge Cruz Mar\u00e7al), ga\u00facho de Santo \u00c2ngelo, mas residente na capital paulista h\u00e1 mais de 20 anos.<\/p>\n<p>Que o J. Emiliano \u00e9 um escritor de pena afiada, ningu\u00e9m parece duvidar. No entanto, aqui o buraco \u00e9 mais embaixo e vamos remexer no passado desse apaixonado torcedor do Gr\u00eamio. Ali\u00e1s, segundo o pr\u00f3prio, essa paix\u00e3o s\u00f3 fica atr\u00e1s do amor que ele possui pela filha, Let\u00edcia.<\/p>\n<p>Descobri que ele estudou e trabalhou em Santa Maria, al\u00e9m de ter morado em Porto Alegre na d\u00e9cada de 1990. \u00c9 bacharel em Direito com mestrado em Metodologia do Ensino Superior, foi professor de Hist\u00f3ria e participou ativamente do sindicalismo como diretor do Sindicado dos Banc\u00e1rios de Santa Maria, presidente da APCEF\/RS &#8211; Associa\u00e7\u00e3o dos Empregados da Caixa Econ\u00f4mica Federal do RS e diretor da FENAE &#8211; Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Empregados da CEF.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, J. Emiliano foi diretor da APCEF\/SP e professor de Hist\u00f3ria. Atualmente, \u00e9 agente federal lotado na Superintend\u00eancia\/SP da PF. Diante dessa vida atarefada, h\u00e1 aproximadamente dois anos retornou o prazer da escrita liter\u00e1ria, que j\u00e1 havia ocupado um espa\u00e7o especial no passado.<\/p>\n<p><em>&#8220;Ap\u00f3s publicar meu primeiro conto no Caf\u00e9 Liter\u00e1rio, n\u00e3o parei mais. Hoje, a literatura ocupa papel importante no meu cotidiano e na minha vida.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>J. Emiliano se diz leitor voraz de escritores cl\u00e1ssicos e contempor\u00e2neos, cin\u00e9filo praticante e amante da MPM e do Rock. Suas maiores influ\u00eancias e inspira\u00e7\u00f5es s\u00e3o o Fernando Pessoa, Luis Fernando Verissimo e Chico Buarque de Holanda.<\/p>\n<p>Vamos deixar o nosso querido e carism\u00e1tico virtuose das letras contar algo que vivenciou ainda quando era pouca coisa maior do que um pi\u00e1. Perceba que ele \u00e9 conhecedor de filosofia e n\u00e3o mero repetidor de frases filos\u00f3ficas.<\/p>\n<p><em>&#8220;Algumas vezes estive inserido em situa\u00e7\u00f5es de vida que, mais do que nunca, me trouxeram \u00e0 mente a emblem\u00e1tica frase do fil\u00f3sofo espanhol Ortega Y Gasset: &#8216;O homem \u00e9 sempre ele e as suas circunst\u00e2ncias&#8217;&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>Creio que ele quis dizer com isso que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel considerar o ser humano como sujeito ativo sem levar em conta simultaneamente tudo o que o circunda, a come\u00e7ar pelo pr\u00f3prio corpo e o contexto factual ou hist\u00f3rico em que est\u00e1 inserido.<\/em><\/p>\n<p><em>Assim, a uni\u00e3o do \u201ceu\u201d e da circunst\u00e2ncia \u00e9 indissoci\u00e1vel, sendo imposs\u00edvel compreender um sem o outro. Assim, de forma geral, o resultado das nossas decis\u00f5es est\u00e1 atrelado a n\u00f3s ou \u00e0 nossa parte mais est\u00e1vel, mas tamb\u00e9m \u00e0s peculiaridades do momento e do lugar.<\/em><\/p>\n<p><em>Por este motivo, quando o fil\u00f3sofo afirmava que \u201cEu sou eu e a minha circunst\u00e2ncia; se eu n\u00e3o a salvar, n\u00e3o hei de me salvar\u201d, referia-se \u00e0 for\u00e7a desta uni\u00e3o que existe entre quem somos e o que nos rodeia.<\/em><\/p>\n<p><em>Relato aqui uma ocasi\u00e3o muito marcante em que encarei e senti na pele esse mutualismo entre o individual e o coletivo, entre o &#8220;eu intr\u00ednseco&#8221; e as circunst\u00e2ncias que me rodeavam.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-371036\" src=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/abfd3cff-25ce-4852-9ded-c682f80654b9-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"383\" height=\"216\" srcset=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/abfd3cff-25ce-4852-9ded-c682f80654b9-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/abfd3cff-25ce-4852-9ded-c682f80654b9-1024x577.jpg 1024w, https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/abfd3cff-25ce-4852-9ded-c682f80654b9-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/abfd3cff-25ce-4852-9ded-c682f80654b9.jpg 1396w\" sizes=\"auto, (max-width: 383px) 100vw, 383px\" \/><\/p>\n<p><em>Na d\u00e9cada de 1980, eu e meu melhor amigo Jo\u00e3o completamos 18 anos e ingressamos, via vestibular, na faculdade de Engenharia Florestal em uma universidade do Rio Grande do Sul. Cursamos o primeiro semestre e, terminado esse per\u00edodo, t\u00ednhamos uma escolha para fazer: prestar o servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio ou solicitar que nosso nomes fossem para a lista de reservistas.<\/em><\/p>\n<p><em>Como j\u00e1 \u00e9ramos alunos de uma universidade federal, n\u00e3o seria dif\u00edcil optarmos pela segunda situa\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9ramos jovens, curiosos, aventureiros, sedentos de novidades e de a\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Ent\u00e3o optamos por fazer o teste para ingressarmos no curso de oficiais da reserva &#8211; CPOR, op\u00e7\u00e3o restrita a quem j\u00e1 tinha completado o ensino m\u00e9dio. N\u00e3o tivemos dificuldade para sermos aprovados entre os 120 selecionados da circunscri\u00e7\u00e3o militar \u00e0 qual nossa cidade pertencia.<\/em><\/p>\n<p><em>Desta forma, frequent\u00e1vamos o curso militar durante a manh\u00e3 e a universidade \u00e0 tarde, o que nos obrigou a trancar a matr\u00edcula das mat\u00e9rias da faculdade do hor\u00e1rio matutino.<\/em><\/p>\n<p><em>Aos poucos, fomos assimilando a paradoxal situa\u00e7\u00e3o e nos adaptando a balancear a r\u00edgida disciplina militar da caserna com o burburinho libert\u00e1rio do ambiente universit\u00e1rio. De manh\u00e3, alinhamento, disciplina e rigidez, \u00e0 tarde, descontra\u00e7\u00e3o, alarido e reflex\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Ap\u00f3s seis meses como alunos do CPOR, vivenciamos e experi\u00eancia mais temida por todos que j\u00e1 prestaram o servi\u00e7o militar na circunscri\u00e7\u00e3o: a semana em que todos do curso ficavam confinados em uma pequena floresta no interior mais ermo do estado.<\/em><\/p>\n<p><em>Foi a\u00ed que comprovamos que poder\u00edamos mesmo ser combatentes em uma situa\u00e7\u00e3o real de guerra.<\/em><\/p>\n<p><em>Passamos por uma marcha diurna de 30 quil\u00f4metros com armas e mochilas nas costas, exerc\u00edcios t\u00e9cnicos de tiro e artilharia real, simula\u00e7\u00e3o de assalto noturno ao acampamento &#8220;inimigo&#8221;, dormimos ao relento sem cobertores sob uma temperatura de quase zero graus, rastejamos durante horas em terra nua ou em gramado espinhoso, tudo com alimenta\u00e7\u00e3o restrita de enlatados pr\u00f3prios do Ex\u00e9rcito.<\/em><\/p>\n<p><em>Mas a prova final de sobreviv\u00eancia, controle mental sob press\u00e3o e trabalho em grupo veio nos dois \u00faltimos dias: a caminhada noturna de orienta\u00e7\u00e3o. \u00c9ramos em 40 na turma de artilharia e fomos divididos em 4 equipes de 10.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c0 meia-noite, fomos levados e deixados em diferentes pontos no meio de uma mata cerrada, cuja \u00e1rea somava vinte quil\u00f4metros quadrados. Nossa miss\u00e3o era, guiados apenas pelas estrelas e por uma b\u00fassola, sem lanternas ou velas, chegar ao acampamento at\u00e9 \u00e0s oito horas da manh\u00e3. Havia um pr\u00eamio para a primeira e um castigo para a \u00faltima equipe a chegar.<\/em><\/p>\n<p><em>N\u00e3o tenho vergonha de admitir que, mesmo sendo capricorniano, pela primeira vez senti um medo irracional.<\/em><\/p>\n<p><em>A escurid\u00e3o era absoluta, a tentativa de raciocinar revelava-se infrut\u00edfera, o barulho das aves noturnas aprofundava a sensa\u00e7\u00e3o de estarmos cercados por fantasmas, zumbis, feras ou lobisomens. As fantasias mais inconscientes e primitivas afloravam e inundavam as nossas imagina\u00e7\u00f5es a todo momento.<\/em><\/p>\n<p><em>Tivemos que cruzar c\u00f3rregos, subir ladeiras \u00edngremes, abrir caminho com fac\u00f5es, desviar de plantas espinhosas e de buracos bem fundos, tudo isso sem ter certeza que o nosso rumo estava correto. Caminh\u00e1vamos a maior parte do tempo de m\u00e3os dadas, pois era muito f\u00e1cil algu\u00e9m se desprender do grupo e ficar perdido, sozinho em meio ao breu e \u00e0 mata cerrada.<\/em><\/p>\n<p><em>A sorte da nossa equipe \u00e9 que o meu amigo Jo\u00e3o era um ladino chefe-escoteiro e, como tal, um especialista em orienta\u00e7\u00e3o e caminhadas em meio a matas.<\/em><\/p>\n<p><em>Durante o nosso percurso, encontramos outra equipe que estava perdida e desalentada, todos sentados sem mais vontade de andar em c\u00edrculos. Convidamos os colegas para se incorporarem a n\u00f3s e seguimos em frente, confiando na expertise do nosso guia escoteiro que se orientava mais pelas estrelas do que pela b\u00fassola quase impercept\u00edvel.<\/em><\/p>\n<p><em>De hora em hora, par\u00e1vamos para descansar, conversar um pouco para dissipar os temores e retomar o f\u00f4lego. T\u00ednhamos barras de cerais e de chocolate para ajudar na reativa\u00e7\u00e3o da energia corporal. J\u00e1, a mental, trabalh\u00e1vamos coletivamente da melhor maneira poss\u00edvel.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-371037\" src=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/d57a675b-90bc-4047-8746-fb5f62ed5436-1-300x206.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"206\" srcset=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/d57a675b-90bc-4047-8746-fb5f62ed5436-1-300x206.jpg 300w, https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/d57a675b-90bc-4047-8746-fb5f62ed5436-1-1024x703.jpg 1024w, https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/d57a675b-90bc-4047-8746-fb5f62ed5436-1-768x527.jpg 768w, https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/d57a675b-90bc-4047-8746-fb5f62ed5436-1.jpg 1182w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><em>Desde o in\u00edcio da nossa jornada noturna na mata, eu lembrava de um romance que tinha lido um ano antes, &#8220;Os nus e os mortos&#8221;, de autoria do escritor americano Norman Mailer.<\/em><\/p>\n<p><em>Nessa obra jornal\u00edstica-liter\u00e1ria que tem a segunda guerra mundial como pano de fundo, o autor prop\u00f5e uma reflex\u00e3o sobre os sentimentos do homem comum quando premido pelas circunst\u00e2ncias da guerra, suas fraquezas e seu esfor\u00e7o extremo para preservar a humanidade e a dignidade em meio ao caos, a impot\u00eancia e \u00e0 morte.<\/em><\/p>\n<p><em>Mailer disseca com profundidade nessa obra outros temas inerentes \u00e0 exist\u00eancia como solid\u00e3o, camaradagem e sexualidade, quando o indiv\u00edduo est\u00e1 submetido a uma circunst\u00e2ncia de hierarquia de poder.<\/em><\/p>\n<p><em>Em meus sobressaltos \u00edntimos e inconfess\u00e1veis, de hora em hora, eu imaginava que poderia ter o mesmo triste destino do tenente Robert Hearn, um dos personagens principais da hist\u00f3ria. Ele morreu durante uma miss\u00e3o na selva quando liderava a sua patrulha, entretanto, afastava esse pensamento quando lembrava que a nossa circunst\u00e2ncia era de predominantemente de solidariedade e n\u00e3o de \u00f3dios m\u00fatuos e rivalidades reprimidas como na obra de Mailer.<\/em><\/p>\n<p><em>J\u00e1 no limite da exaust\u00e3o, quase oito horas depois de iniciada a nossa longa jornada noite adentro, finalmente avistamos o acampamento e levantamos os bra\u00e7os em agradecimento \u00e0 benevol\u00eancia divina.<\/em><\/p>\n<p><em>Gra\u00e7as ao incr\u00edvel senso de orienta\u00e7\u00e3o do meu amigo Jo\u00e3o, fomos os primeiros a cumprir a miss\u00e3o e escapamos do castigo.<\/em><\/p>\n<p><em>Lembro da \u00faltima equipe a chegar duas horas depois. N\u00e3o sei como, mas seus integrantes ainda encontraram for\u00e7as para &#8220;pagar&#8221; trinta apoios, movimentos de flex\u00e3o em sequ\u00eancia com os bra\u00e7os no ch\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Confesso que, mesmo ap\u00f3s tantos retratados, o J. Emiliano Cruz se tornou um dos mais marcantes. N\u00e3o \u00e0 toa, \u00e9 um nome a ser lembrado, pois hist\u00f3ria \u00e9 o que n\u00e3o falta. E todos sabemos que um escritor precisa delas para se inspirar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O retratado de hoje em O Lado B da Literatura bastante conhecido dos leitores do Caf\u00e9 Liter\u00e1rio, j\u00e1 que seus contos, muitas vezes em formato de folhetim, s\u00e3o frequentemente publicados por aqui. Por isso mesmo, \u00e9 conhecido aqui na reda\u00e7\u00e3o do Notibras pela merecida alcunha de Rei dos Folhetins. Trata-se do talentoso escritor J. 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