{"id":37104,"date":"2015-02-14T15:36:51","date_gmt":"2015-02-14T18:36:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=37104"},"modified":"2015-02-15T07:16:54","modified_gmt":"2015-02-15T10:16:54","slug":"latinos-travam-batalha-da-obesidade-apos-vencer-guerra-da-fome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/latinos-travam-batalha-da-obesidade-apos-vencer-guerra-da-fome\/","title":{"rendered":"Latinos travam batalha da gordura ap\u00f3s vencer guerra da fome"},"content":{"rendered":"<p>Paola Flores, que pede frango frito em um restaurante de comida r\u00e1pida na capital da Col\u00f4mbia, \u00e9 um dos milh\u00f5es de latino-americanos que lutam com a obesidade, uma epidemia que castiga a regi\u00e3o mais duramente do que outras \u00e1reas em desenvolvimento no mundo.<\/p>\n<p>Mais de 56% dos adultos latino-americanos est\u00e3o acima do peso ou obesos, em compara\u00e7\u00e3o com uma m\u00e9dia mundial de 34%, de acordo com um relat\u00f3rio do Instituto de Desenvolvimento do Exterior, divulgado no ano passado.<\/p>\n<p>O problema crescente costuma afetar principalmente os mais pobres na sociedade, e traz o risco de sobrecarregar os sistemas de sa\u00fade p\u00fablica da Am\u00e9rica Latina e reduzir os ganhos econ\u00f4micos no longo prazo, dizem os especialistas.<\/p>\n<p>&#8220;Comprar um combinado para a fam\u00edlia de frango frito, batatas fritas e refrigerante pode alimentar a mim e meus tr\u00eas filhos a um pre\u00e7o que posso pagar&#8221;, disse Flores, uma secret\u00e1ria, que aguardava na fila.<\/p>\n<blockquote><p>Desde 1991, o n\u00famero de pessoas que passam fome na Am\u00e9rica Latina caiu quase pela metade, de 68,5 milh\u00f5es para 37 milh\u00f5es em dezembro. Embora a regi\u00e3o seja a \u00fanica que est\u00e1 no caminho certo para atingir as metas da ONU sobre a redu\u00e7\u00e3o da fome at\u00e9 2015, muito menos aten\u00e7\u00e3o tem sido dada ao combate \u00e0 obesidade.<\/p><\/blockquote>\n<p>Na d\u00e9cada passada, as economias de r\u00e1pido crescimento impulsionadas pela expans\u00e3o no consumo de mat\u00e9rias-primas, incluindo o M\u00e9xico, Col\u00f4mbia e Brasil, t\u00eam visto uma classe m\u00e9dia em ascens\u00e3o com um gosto por alimentos processados que s\u00e3o mais ricos em sal, a\u00e7\u00facar e gordura.<\/p>\n<p>Benef\u00edcios em forma de transfer\u00eancias monet\u00e1rias, adotados por alguns dos governos de esquerda da regi\u00e3o, particularmente o Brasil, fazem com que as pessoas tenham mais dinheiro para gastar com comida.<\/p>\n<p>Os governos e os programas de nutri\u00e7\u00e3o agora precisam se concentrar em garantir que as pessoas comprem mais alimentos ricos em fibras e prote\u00ednas, tais como frutas e legumes, disseram autoridades da ONU.<\/p>\n<p>&#8220;No passado, o principal problema que t\u00ednhamos na Am\u00e9rica Latina era a subnutri\u00e7\u00e3o. N\u00f3s tentamos enfatizar programas de alimenta\u00e7\u00e3o escolar e suplementos para as fam\u00edlias&#8221;, disse Yenory Hernandez-Garbanzo, encarregada de nutri\u00e7\u00e3o na Organiza\u00e7\u00e3o da ONU para a Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO).<\/p>\n<p>&#8220;Agora, temos de olhar para a foto maior. Est\u00e1vamos alimentando essas fam\u00edlias com uma grande quantidade de energia, mas n\u00e3o as ensinamos a ser equilibradas em suas dietas&#8221;, disse Yenory \u00e0 Reuters.<\/p>\n<p>A obesidade \u00e9 a doen\u00e7a cr\u00f4nica que mais cresce, matando 2,8 milh\u00f5es de adultos a cada ano. Condi\u00e7\u00f5es relacionadas com a obesidade, incluindo diabetes e doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o, agora causam mais mortes do que a fome, de acordo com o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial.<\/p>\n<p>&#8220;A r\u00e1pida eleva\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de obesidade na Am\u00e9rica Latina e no mundo traz enormes desafios sociais e coloca um grande fardo sobre os indiv\u00edduos afetados, bem como a economia e os sistemas de sa\u00fade p\u00fablica no mundo&#8221;, disse Florencia Vasta, especialista na Alian\u00e7a Mundial para Melhor Nutri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>Segundo o Instituto Nacional do M\u00e9xico para a Sa\u00fade P\u00fablica, o pa\u00eds enfrenta a crise de obesidade mais aguda da regi\u00e3o, com 70% dos adultos com sobrepeso ou obesos. A obesidade custou \u00e0 economia mexicana cerca de US$ 5,5 bilh\u00f5es em 2008, disse Florencia. Se o problema n\u00e3o for solucionado, a previs\u00e3o \u00e9 que a cifra chegue a US$ 12,5 bilh\u00f5es em 2017.<\/p><\/blockquote>\n<p>Costa Rica, Uruguai e Col\u00f4mbia introduziram medidas para promover a alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel nas escolas, enquanto o Equador adotou controles na rotulagem de alimentos.<\/p>\n<p>Especialistas dizem que uma das raz\u00f5es por que a obesidade \u00e9 um problema t\u00e3o grande na Am\u00e9rica Latina adv\u00e9m do poder das empresas multinacionais de alimentos e bebidas, em especial as dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>&#8220;Um dos maiores problemas aqui \u00e9 a influ\u00eancia da ind\u00fastria de alimentos&#8221;, afirmou a especialista em nutri\u00e7\u00e3o Melissa Vargas, da FAO. &#8220;Elas t\u00eam &#8230; um monte de influ\u00eancia pol\u00edtica e dinheiro para a publicidade.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paola Flores, que pede frango frito em um restaurante de comida r\u00e1pida na capital da Col\u00f4mbia, \u00e9 um dos milh\u00f5es de latino-americanos que lutam com a obesidade, uma epidemia que castiga a regi\u00e3o mais duramente do que outras \u00e1reas em desenvolvimento no mundo. 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