{"id":371242,"date":"2025-11-17T00:00:17","date_gmt":"2025-11-17T03:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=371242"},"modified":"2025-11-17T06:25:15","modified_gmt":"2025-11-17T09:25:15","slug":"boulos-promete-consultar-indigenas-sobre-hidrovia-no-tapajos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/boulos-promete-consultar-indigenas-sobre-hidrovia-no-tapajos\/","title":{"rendered":"Boulos promete consultar ind\u00edgenas sobre hidrovia no Tapaj\u00f3s"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o protesto de ind\u00edgenas Muduruku que interditou a entrada da COP30, na sexta-feira, o governo federal disse que vai realizar uma consulta aos povos do Rio Tapaj\u00f3s sobre o projeto de hidrovia na regi\u00e3o. O an\u00fancio foi feito pelo ministro da Secretaria-Geral da Presid\u00eancia, Guilherme Boulos, durante o encerramento da C\u00fapula dos Povos neste domingo (16).<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos o compromisso, e o governo federal far\u00e1, em rela\u00e7\u00e3o ao Tapaj\u00f3s, uma consulta livre, pr\u00e9via e informada a todos os povos da regi\u00e3o, antes de implementar qualquer projeto no rio. E n\u00f3s, da Secretaria-Geral da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, criaremos uma mesa de di\u00e1logo com todos esses povos, para receb\u00ea-los em Bras\u00edlia e construir a solu\u00e7\u00e3o\u201d, disse Boulos.<\/p>\n<p>O ministro afirmou ter falado ao telefone sobre o tema com o presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, pouco antes de chegar no encerramento da C\u00fapula. Ele disse ainda que o governo ir\u00e1 prosseguir com a demarca\u00e7\u00e3o de terrras ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>&#8220;Haver\u00e1 mais demarca\u00e7\u00f5es, e esse \u00e9 o compromisso do presidente Lula, de que, at\u00e9 o ano que vem, mais demarca\u00e7\u00f5es ser\u00e3o feitas, garantindo o compromisso do nosso governo com a Amaz\u00f4nia, com os nossos povos e com os movimentos sociais&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O protesto dos Munduruku foi realizado na manh\u00e3 de sexta-feira e bloqueou a entrada da Zona Azul, onde s\u00e3o realizadas as negocia\u00e7\u00f5es da 30\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP30) e reservado a pessoas credenciadas no evento.<\/p>\n<p>De forma pac\u00edfica e apoiados por ativistas e povos ind\u00edgenas de outros pa\u00edses, os Munduruku reivindicavam uma reuni\u00e3o com o presidente Lula e a revoga\u00e7\u00e3o do Decreto n\u00ba 12.600\/2025, que prev\u00ea a privatiza\u00e7\u00e3o de empreendimentos p\u00fablicos federais do setor hidrovi\u00e1rio nos rios Madeira, Tocantins e Tapaj\u00f3.<\/p>\n<p>Eles tamb\u00e9m criticam a constru\u00e7\u00e3o da Ferrogr\u00e3o, uma ferrovia que ligar\u00e1 o Mato Grosso ao Par\u00e1, para escoamento de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, com impactos sobre o modo de vida dos ind\u00edgenas e press\u00e3o sobre suas terras. Ap\u00f3s o protesto, os ind\u00edgenas foram recebidos pelo presidente da COP30, embaixador Andr\u00e9 Corr\u00eaa do Lago.<\/p>\n<p>Acompanhado das ministras do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima, Marina Silva, e dos Povos Ind\u00edgenas, S\u00f4nia Guajajara, Boulos lembrou da manifesta\u00e7\u00e3o e disse que os atos est\u00e3o fazendo diferen\u00e7a na COP30.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea sabe, Marina, que veio gente da imprensa falar que est\u00e1 tendo muita manifesta\u00e7\u00e3o na COP. Se tem manifesta\u00e7\u00e3o na COP, \u00e9 sinal que o povo est\u00e1 participando da COP. E \u00e9 isso que a gente quer\u201d, disse Boulos.<\/p>\n<p>&#8220;Para que ela [a COP] seja efetiva tem que ser com participa\u00e7\u00e3o social, e quem representou, com excel\u00eancia, a participa\u00e7\u00e3o e a voz do povo nessa COP foi a C\u00fapula dos Povos, os povos ind\u00edgenas, os povos quilombolas e ribeirinhos da Amaz\u00f4nia\u201d, completou.<\/p>\n<p><strong>Carta<\/strong><br \/>\nNeste domingo, foi divulgada a carta final da C\u00fapula dos Povos, que critica o que os participantes classificaram como \u201cfalsas solu\u00e7\u00f5es\u201d para o enfrentamento da emerg\u00eancia clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u201cNossa vis\u00e3o de mundo est\u00e1 orientada pelo internacionalismo popular, com interc\u00e2mbios de conhecimentos e saberes, que constroem la\u00e7os de solidariedade, lutas e de coopera\u00e7\u00e3o entre nossos povos. As verdadeiras solu\u00e7\u00f5es s\u00e3o fortalecidas por essa troca de experi\u00eancias, desenvolvidas em nossos territ\u00f3rios e por muitas m\u00e3os. Temos o compromisso de estimular, convocar e fortalecer essas constru\u00e7\u00f5es\u201d, diz o documento.<\/p>\n<p>A carta aponta o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista como causa principal da crise clim\u00e1tica crescente e ressalta que as comunidades perif\u00e9ricas s\u00e3o as mais afetadas pelos eventos clim\u00e1ticos extremos e o racismo ambiental.<\/p>\n<p>O texto aponta que as empresas transnacionais, a exemplo das ind\u00fastrias de minera\u00e7\u00e3o, energia, armas, agroneg\u00f3cio e Big Techs s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pela cat\u00e1strofe clim\u00e1tica. A carta pede a demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas e de outros povos; reforma agr\u00e1ria e fomento a agroecologia; fim do uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis; financiamento p\u00fablico para uma transi\u00e7\u00e3o justa, com taxa\u00e7\u00e3o das corpora\u00e7\u00f5es, agroneg\u00f3cio e dos mais ricos; fim das guerras e cobra maior participa\u00e7\u00e3o dos povos.<\/p>\n<p><strong>C\u00fapula<\/strong><br \/>\nA C\u00fapula dos Povos reuniu cerca 70 mil pessoas de movimentos sociais locais, nacionais e internacionais, povos origin\u00e1rios e tradicionais, camponeses\/as, ind\u00edgenas, quilombolas, pescadores\/as, extrativistas, marisqueiras, trabalhadores\/as da cidade, sindicalistas, popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua, quebradeiras de coco baba\u00e7u, povos de terreiro, mulheres, comunidade LGBTQIAPN+, jovens, afrodescendentes, pessoas idosas, dos povos da floresta, do campo, das periferias, dos mares, rios, lagos e mangues.<\/p>\n<p>O evento, considerado o maior espa\u00e7o de participa\u00e7\u00e3o social da confer\u00eancia clim\u00e1tica, come\u00e7ou na \u00faltima quarta-feira (12), em paralelo \u00e0 COP30, com cr\u00edticas \u00e0 aus\u00eancia de maior participa\u00e7\u00e3o popular na COP30. Para as cerca de 1,3 mil organiza\u00e7\u00f5es e movimentos que participaram da c\u00fapula, os pa\u00edses e tomadores de decis\u00e3o, especialmente dos pa\u00edses ricos, t\u00eam se omitido ou apresentado solu\u00e7\u00f5es absolutamente ineficientes colocando em risco a meta de 1,5\u00b0C do Acordo de Paris.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s os cinco dias de debates, mobiliza\u00e7\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es que marcaram Bel\u00e9m, a C\u00fapula termina com um \u201cbanqueta\u00e7o\u201d, na Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, no centro da capital paraenses, com a distribui\u00e7\u00e3o de comida, feita pelas cozinhas comunit\u00e1rias e celebra\u00e7\u00e3o cultural aberta ao p\u00fablico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o protesto de ind\u00edgenas Muduruku que interditou a entrada da COP30, na sexta-feira, o governo federal disse que vai realizar uma consulta aos povos do Rio Tapaj\u00f3s sobre o projeto de hidrovia na regi\u00e3o. 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