{"id":37304,"date":"2015-02-16T16:19:20","date_gmt":"2015-02-16T19:19:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=37304"},"modified":"2015-02-17T05:50:35","modified_gmt":"2015-02-17T08:50:35","slug":"pooja-de-aprendiz-de-confeiteira-a-milionaria-doceira-na-conservadora-india","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/pooja-de-aprendiz-de-confeiteira-a-milionaria-doceira-na-conservadora-india\/","title":{"rendered":"Pooja Dhingra, de aprendiz de doceira a chef milion\u00e1ria na \u00cdndia"},"content":{"rendered":"<p>Pooja Dhingra experimentou seu primeiro macaron na Fran\u00e7a, h\u00e1 sete anos. No mesmo dia ela descobriu imediatamente o que queria fazer da vida. Tudo aconteceu em 2008, quando a jovem indiana estava em Paris estudando para ser uma chef confeiteira.<\/p>\n<p>Quando seus colegas descobriram que ela nunca havia provado o doce franc\u00eas \u2013 um merengue colorido feito com farinha de am\u00eandoas e recheado com creme \u2013 eles a levaram para uma das melhores confeitarias de macaron da capital.<\/p>\n<p>Depois da primeira mordida, Dhingra decidiu que, quando voltasse a Mumbai, abriria a pr\u00f3pria loja de macarons, a primeira do tipo na \u00cdndia.<\/p>\n<p>&#8220;Sei que pode soar dram\u00e1tico, mas pensei: \u00e9 isso o que eu quero fazer. Quero voltar para a \u00cdndia e levar macarons comigo. Essa \u00e9 minha miss\u00e3o&#8221;, conteu ela \u00e0 BBC.<\/p>\n<blockquote><p>Sete anos depois, a chef, de 28 anos, \u00e9 dona de tr\u00eas docerias famosas em Mumbai. Mais tr\u00eas lojas de sua rede, a Le 15 Patisserie, ser\u00e3o abertas na cidade ainda neste ano e ela pretende expandir o neg\u00f3cio para todo o pa\u00eds.<\/p><\/blockquote>\n<p>No entanto, Dhingra relembra que o caminho de uma jovem empres\u00e1ria na \u00cdndia n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos desafios normais de abrir seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio, ela teve de enfrentar a burocracia indiana e o preconceito de fornecedores pelo fato de ser mulher.<\/p>\n<p>Dhingra estudava para ser advogada, mas tinha o sonho de fazer algo mais criativo. Ela convenceu seus pais a deixarem-na estudar hotelaria e administra\u00e7\u00e3o na Su\u00ed\u00e7a e, depois, seguiu para a prestigiada escola de culin\u00e1ria Le Cordon Bleu, em Paris.<\/p>\n<p>Ao voltar para Mumbai, a jovem come\u00e7ou a trabalhar na cozinha dos pais para criar sua pr\u00f3pria receita de macaron.<\/p>\n<p>O clima em Mumbai, no entanto, \u00e9 bem mais quente e \u00famido que o de Paris, o que dificulta a produ\u00e7\u00e3o dos delicados merengues. Outro grande problema foi encontrar ingredientes locais adequados.<\/p>\n<p>&#8220;Quando eu comecei a fazer macarons na cozinha da minha casa era um desastre completo. Precisei de seis meses de pesquisa e 60 receitas fracassadas at\u00e9 conseguir fazer certo&#8221;, relembra.<\/p>\n<p>Quando ela finalmente encontrou a f\u00f3rmula perfeita, seu pai, um empres\u00e1rio, concordou em investir o dinheiro necess\u00e1rio para que ela come\u00e7asse o neg\u00f3cio, mas ele tamb\u00e9m teve que ajud\u00e1-la a superar o preconceito de fornecedores locais.<\/p>\n<p>&#8220;O maior problema era fazer com que as pessoas me levassem a s\u00e9rio. Se eu tinha que assinar um contrato para alugar um local, por exemplo, ou comprar equipamentos, precisava pedir que meu pai desse os telefonemas para mim&#8221;, afirma Dhingra.<\/p>\n<p>A burocracia no pa\u00eds, segundo a empres\u00e1ria, foi mais um obst\u00e1culo a ser vencido: &#8220;Ter estudado na Su\u00ed\u00e7a e trabalhado em hot\u00e9is l\u00e1 me deu uma boa ideia do que seria trabalhar em hotelaria, mas aqui na \u00cdndia a burocracia torna muito dif\u00edcil come\u00e7ar um neg\u00f3cio&#8221;.<\/p>\n<blockquote><p>O pr\u00f3ximo passo foi arrumar uma cozinha onde pudesse treinar funcion\u00e1rios e produzir os doces. Pouco depois, veio a primeira loja.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ela batizou a loja de Le 15 Patisserie, por causa do 15\u00ba arrondissement (bairro) de Paris, onde ela viveu no per\u00edodo em que viveu na capital francesa.<\/p>\n<p>Para impulsionar as vendas em uma cidade onde poucas pessoas sabiam o que era um macaron ou sequer tinham experimentado um, Dhingra come\u00e7ou a distribuir amostras gr\u00e1tis. Os merengues ficaram populares imediatamente.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m come\u00e7ou a dar cursos que ensinam a fazer macarons e outros doces &#8211; o que deu um est\u00edmulo extra ao neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>A empres\u00e1ria ainda lan\u00e7ou um livro de receitas que foi best-seller na \u00cdndia e lhe rendeu o apelido de &#8220;rainha indiana dos macarons&#8221;.<\/p>\n<p>Dhingra ressalta que n\u00e3o recebeu mais dinheiro dos pais desde o investimento inicial. Ela explica que fez o neg\u00f3cio crescer reinvestindo seus lucros e fazendo empr\u00e9stimos em bancos.<\/p>\n<p>Suas lojas vendem macarons e outros tipos de doces; a empresa tem 40 funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Esse sucesso acabou motivando outras pessoas a abrir confeitarias similares em Mumbai, mas a jovem empres\u00e1ria diz n\u00e3o se incomodar com a concorr\u00eancia.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;As pessoas podem copiar o que voc\u00ea fez, mas ningu\u00e9m pode copiar suas ideias e sua vis\u00e3o. Ent\u00e3o eu gosto (da competi\u00e7\u00e3o). Me mant\u00e9m alerta e sempre desafiamos nossos pr\u00f3prios limites para estar um passo \u00e0 frente&#8221;, afirma.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ela d\u00e1 um conselho para outras jovens mulheres, tanto na \u00cdndia quanto em outros pa\u00edses: &#8220;Quando voc\u00ea \u00e9 apaixonado pelo que quer fazer, voc\u00ea consegue. Voc\u00ea vai trabalhar muito e ter\u00e1 muitos desafios, mas se estiver apaixonada o suficiente, vai ter sucesso.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pooja Dhingra experimentou seu primeiro macaron na Fran\u00e7a, h\u00e1 sete anos. No mesmo dia ela descobriu imediatamente o que queria fazer da vida. Tudo aconteceu em 2008, quando a jovem indiana estava em Paris estudando para ser uma chef confeiteira. Quando seus colegas descobriram que ela nunca havia provado o doce franc\u00eas \u2013 um merengue [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":37305,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-37304","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mulher-turismo-e-lazer"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37304","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37304"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37304\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37305"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37304"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37304"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37304"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}