{"id":373941,"date":"2025-12-08T00:30:03","date_gmt":"2025-12-08T03:30:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=373941"},"modified":"2025-12-07T21:01:29","modified_gmt":"2025-12-08T00:01:29","slug":"programa-de-monitorizacao-continua-de-glicose-melhora-a-vida-de-800-pacientes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/programa-de-monitorizacao-continua-de-glicose-melhora-a-vida-de-800-pacientes\/","title":{"rendered":"Programa de Monitoriza\u00e7\u00e3o Cont\u00ednua de Glicose melhora a vida de 800 pacientes"},"content":{"rendered":"<p>Aos 27 anos, Milana da Silva lembra exatamente do dia em que descobriu que tinha a diabetes tipo 1. \u201cFoi em 2018, uma semana depois de eu fazer 20 anos. Eu sentia muita sede, cansa\u00e7o e dor na barriga. Quando fui ao hospital, veio a confirma\u00e7\u00e3o\u201d, conta a fisioterapeuta.<\/p>\n<p>O choque inicial veio com uma rotina nova e dif\u00edcil. \u201cEu tinha que furar o dedo toda hora. Teve vezes em que apliquei insulina demais e n\u00e3o comia o suficiente. Eu tive epis\u00f3dios de hipoglicemia de madrugada e meus pais ficavam muito preocupados\u201d, diz.<\/p>\n<p>Segundo ela, a virada veio quando entrou no Programa de Monitoriza\u00e7\u00e3o Cont\u00ednua de Glicose da Secretaria de Sa\u00fade (SES). Milana passou a usar o sensor do programa, um dispositivo fixado no bra\u00e7o que mede a glicemia o tempo todo e compartilha os dados com a SES. \u201cQuando comecei a usar o sensor, achei uma maravilha. \u00c9 r\u00e1pido, pr\u00e1tico. O gr\u00e1fico mostra como a glicemia se comporta e d\u00e1 para ver se apliquei demais ou de menos\u201d, afirma Milana.<\/p>\n<p>Ela diz que o programa tornou um aparelho inacess\u00edvel em algo poss\u00edvel. \u201cUm sensor custa R$ 300 reais. Eu preciso de dois por m\u00eas, o que d\u00e1 R$ 600. Eu n\u00e3o ia conseguir pagar. Ainda bem que tem esse programa porque o sensor d\u00e1 autonomia e qualidade de vida\u201d, aponta a fisioterapeuta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dela, outras 846 pessoas no DF participam do Programa de Monitoriza\u00e7\u00e3o Cont\u00ednua de Glicose, criado em dezembro de 2020. Segundo Eliziane Leite endocrinologista do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertens\u00e3o Arterial (Cedor), o DF \u00e9 refer\u00eancia no tratamento de diabetes no Brasil. \u201cAl\u00e9m do hist\u00f3rico de oferecer as melhores insulinas muito antes de o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade incorpor\u00e1-las para pacientes com diabetes tipo 1, tamb\u00e9m fomos pioneiros no programa de bomba de insulina e no programa de monitoriza\u00e7\u00e3o glic\u00eamica\u201d, destaca a m\u00e9dica.<\/p>\n<p><strong>Quem tem direito<\/strong><\/p>\n<p>Eliziane Leite explica que, para ser atendido no Cedor, o paciente precisa ser encaminhado pela Unidade B\u00e1sica de Sa\u00fade (UBS). \u201cPara participar do programa, o paciente precisa ter diagn\u00f3stico de diabetes tipo 1 h\u00e1 pelo menos dois anos, hemoglobina glicada igual ou acima de 8% e rotina de autocuidado\u201d, esclarece a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Segundo ela, todo o processo de entrada \u00e9 online: o paciente envia exames, dados do tratamento e a receita m\u00e9dica. Depois, uma equipe t\u00e9cnica avalia e autoriza o uso. \u201cTemos ainda os crit\u00e9rios de continuidade no programa. O paciente precisa mostrar compromisso e comprovar que est\u00e1 usando bem a tecnologia\u201d, complementa.<\/p>\n<p>O professor de L\u00edngua Portuguesa Lucas Ferreira conheceu o programa depois de ser encaminhado pela regula\u00e7\u00e3o e, h\u00e1 cerca de um ano, usa o sensor. \u201cO glicos\u00edmetro, que precisa dos furos no dedo, s\u00f3 mostra um momento. J\u00e1 o sensor mostra tudo: como foi meu dia inteiro, como a minha glicose ficou durante a noite. Isso me d\u00e1 mais liberdade, basta estar com o celular para acompanhar\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 27 anos, Milana da Silva lembra exatamente do dia em que descobriu que tinha a diabetes tipo 1. \u201cFoi em 2018, uma semana depois de eu fazer 20 anos. Eu sentia muita sede, cansa\u00e7o e dor na barriga. 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