{"id":37435,"date":"2015-02-17T21:11:26","date_gmt":"2015-02-18T00:11:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=37435"},"modified":"2016-07-30T16:56:21","modified_gmt":"2016-07-30T19:56:21","slug":"britanicos-invadem-brasil-pelo-alto-em-busca-de-civilizacoes-perdidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/britanicos-invadem-brasil-pelo-alto-em-busca-de-civilizacoes-perdidas\/","title":{"rendered":"Brit\u00e2nicos invadem Brasil pelo alto em busca de civiliza\u00e7\u00f5es perdidas"},"content":{"rendered":"<p>Cientistas brit\u00e2nicos v\u00e3o usar um drone para fazer varreduras na Amaz\u00f4nia brasileira e procurar vest\u00edgios de civiliza\u00e7\u00f5es antigas, informa a BBC Brasil.<\/p>\n<p>O avi\u00e3o n\u00e3o-tripulado que ser\u00e1 enviado para a regi\u00e3o \u00e9 equipado com um laser que analisa e procura por \u00e1reas onde podem ter existido constru\u00e7\u00f5es h\u00e1 milhares de anos.<\/p>\n<p>O objetivo do projeto \u00e9 determinar qual era o tamanho destas comunidades milenares e at\u00e9 que ponto elas alteraram a paisagem local.<\/p>\n<p>Os pesquisadores anunciaram a iniciativa durante a reuni\u00e3o anual da Associa\u00e7\u00e3o Americana para o Progresso da Ci\u00eancia (AAAS, na sigla em ingl\u00eas), na cidade de San Jose, na Calif\u00f3rnia.<\/p>\n<blockquote><p>O projeto, uma parceria entre ag\u00eancias e institui\u00e7\u00f5es do Brasil e Europa, j\u00e1 conseguiu uma verba de US$ 1,9 milh\u00e3o (cerca de R$ 5,3 milh\u00f5es) do Conselho Europeu de Pesquisa.<\/p><\/blockquote>\n<p>Dependendo dos dados obtidos, eles tamb\u00e9m podem ser usados para a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de uso sustent\u00e1vel da floresta.<\/p>\n<p>Mas a quest\u00e3o mais importante \u00e9 tentar compreender a escala e as atividades das popula\u00e7\u00f5es que viveram na Amaz\u00f4nia no final do per\u00edodo antes da chegada dos europeus \u00e0 Am\u00e9rica, ou seja, os \u00faltimos 3 mil anos antes de 1490.<\/p>\n<p>A equipe internacional vai tentar encontrar na Amaz\u00f4nia os chamados geoglifos, que s\u00e3o desenhos geom\u00e9tricos grandes feitos no ch\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>Mais de 450 destes geoglifos, em v\u00e1rios formatos geom\u00e9tricos, foram encontrados em locais onde ocorreu desmatamento.<\/p><\/blockquote>\n<p>Mas at\u00e9 hoje ningu\u00e9m sabe exatamente o que estes c\u00edrculos, quadrados e linhas representam &#8211; h\u00e1 ind\u00edcios de que fossem centros cerimoniais.<\/p>\n<p>No entanto, o que se sabe \u00e9 que eles s\u00e3o provas de um comportamento coletivo.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um debate acalorado agora na arqueologia do Novo Mundo&#8221;, afirmou Jose Iriarte, da Universidade de Exeter, na Gr\u00e3-Bretanha.<\/p>\n<p>&#8220;Enquanto alguns pesquisadores acreditam que a Amaz\u00f4nia foi habitada por pequenos grupos de ca\u00e7adores-coletores ou ent\u00e3o por pequenos grupos de cultivavam apenas para a subsist\u00eancia, que tiveram um impacto m\u00ednimo no meio ambiente, e que a floresta que vemos hoje foi intocada por milhares de anos, h\u00e1 cada vez mais provas mostrando que este pode n\u00e3o ser o caso.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Estas provas sugerem que a Amaz\u00f4nia pode ter sido habitada por socieades grandes, numerosas, complestas e hier\u00e1rquicas que tiveram um grande impacto no meio ambiente; o que nos chamamos de &#8216;hip\u00f3tese do parque cultural'&#8221;, disse o cientista \u00e0 BBC.<\/p>\n<p>O projeto de Iriarte prev\u00ea o sobrevoo do drone por algumas \u00e1reas da floresta que servir\u00e3o de amostra.<\/p>\n<p>O laser acolpado ao drone vai procurar geoglifos est\u00e3o escondidos em regi\u00f5es ainda n\u00e3o desmatadas.<\/p>\n<blockquote><p>Parte da luz deste laser, chamado de &#8220;lidar&#8221; (&#8220;light-activated radar&#8221;, ou radar ativado pela luz, em tradu\u00e7\u00e3o livre) consegue ultrapassar a barreira das folhas das \u00e1rvores.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ser\u00e3o feitas v\u00e1rias inspe\u00e7\u00f5es e, se a exist\u00eancia dos geoglifos for confirmada, os cientistas v\u00e3o tentar determinar mudan\u00e7as espec\u00edficas que foram deixadas no solo e na vegeta\u00e7\u00e3o pelos antigos habitantes.<\/p>\n<p>Estas &#8220;impress\u00f5es digitais&#8221; poder\u00e3o ser buscadas por imagens de sat\u00e9lites, possibilitando uma busca em uma \u00e1rea muito maior da Amaz\u00f4nia, maior do que com o pequeno drone.<\/p>\n<p>E, a partir deste projeto ser\u00e1 poss\u00edvel avaliar como a Amaz\u00f4nia pode ser gerenciada de forma sustent\u00e1vel. Segundo Iriarte, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel especular quais seriam as mudan\u00e7as futuras aceit\u00e1veis na Amaz\u00f4nia se n\u00e3o existir uma compreens\u00e3o completa de como a floresta foi alterada no passado.<\/p>\n<p>&#8220;Queremos ver qual \u00e9 a pegada humana na floresta e ent\u00e3o formar uma pol\u00edtica (de uso), pois pode ser o caso de que a biodiversidade que queremos preservar seja o resultado de uma manipula\u00e7\u00e3o no passado desta floresta&#8221;, explicou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas brit\u00e2nicos v\u00e3o usar um drone para fazer varreduras na Amaz\u00f4nia brasileira e procurar vest\u00edgios de civiliza\u00e7\u00f5es antigas, informa a BBC Brasil. O avi\u00e3o n\u00e3o-tripulado que ser\u00e1 enviado para a regi\u00e3o \u00e9 equipado com um laser que analisa e procura por \u00e1reas onde podem ter existido constru\u00e7\u00f5es h\u00e1 milhares de anos. 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