{"id":374492,"date":"2025-12-13T00:15:50","date_gmt":"2025-12-13T03:15:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=374492"},"modified":"2025-12-12T06:45:47","modified_gmt":"2025-12-12T09:45:47","slug":"aha-aqui-pode-estar-uma-solucao-para-muitos-problemas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/aha-aqui-pode-estar-uma-solucao-para-muitos-problemas\/","title":{"rendered":"Aha! Aqui pode estar uma solu\u00e7\u00e3o para muitos problemas!"},"content":{"rendered":"<p>Eva estava confusa. Sa\u00edra h\u00e1 pouco do campus da universidade no meio dos gritos dos manifestantes. A Am\u00e9rica e o mundo estavam polarizados\u2026 Por um lado, a supremacia branca, neoliberal, conservadora, e por outro lado, a cultura woke de esquerda a os lgbt.<\/p>\n<p>Confusa, Eva tenta perceber uma solu\u00e7\u00e3o para tantos gritantes contrastes. At\u00e9 no campo sexual as coisas estavam bipolarizadas\u2026<\/p>\n<p>Nisto, Ad\u00e3o, um amigo dela da universidade, investigador, envia-lhe um email onde estava escrito assim:<\/p>\n<p>Aha!<\/p>\n<p>L\u00ea este email com cuidado, ele pode revolucionar tudo\u2026<\/p>\n<p>A n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o de g\u00e9nero e as mem\u00f3rias de vidas passadas.<br \/>\npor Marieta Pehlivanova, Monica J. Janke, Jack Lee e Jim B. Tucker<\/p>\n<p>Centro de Estudos da Perce\u00e7\u00e3o, Departamento de Psiquiatria e Ci\u00eancias Neurobehavioristas, Universidade de Virginia de Medicina. Charlottesville, Virginia; USA.<\/p>\n<p>Resumo<\/p>\n<p>Objetivos: Este estudo investiga a n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o do seu pr\u00f3prio g\u00e9nero em conformidade com o fen\u00f3meno em que as crian\u00e7as pequenas descrevem mem\u00f3rias de uma vida anterior apercebida.<\/p>\n<p>M\u00e9todos: Num case-study com 469 crian\u00e7as que reportaram ter mem\u00f3rias e vis\u00f5es de uma vida passada, usamos o m\u00e9todo da regress\u00e3o log\u00edstica para examinar os estudos pr\u00e9vios da n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o de g\u00e9nero nas crian\u00e7as, medidos por comportamentos de n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o do seu pr\u00f3prio g\u00e9nero.<\/p>\n<p>Resultados: As crian\u00e7as que lembraram uma vida onde tiveram um nascimento com o sexo oposto ao que t\u00eam agora t\u00eam mais probabilidade de ter uma n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o do seu estado atual respeitante \u00e0 sua sexualidade definida com a respetiva orienta\u00e7\u00e3o do que aquelas crian\u00e7as que nasceram com uma sexualidade id\u00eantica \u00e0 da outra vida.<\/p>\n<p>Conclus\u00f5es: Depois de terem sido exploradas diversas explica\u00e7\u00f5es, conclu\u00edmos que as mem\u00f3rias e as vis\u00f5es de vidas passadas representam um facto novo que pode ser associado como desenvolvimento para a explica\u00e7\u00e3o de casos de n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o do estado atual respeitante \u00e0 sexualidade definida conforme a sua orienta\u00e7\u00e3o padr\u00e3o.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria do artigo<\/p>\n<p>Recebido em 30 Maio de 2018<\/p>\n<p>Revisto em 14 de Agosto 2018<\/p>\n<p>Aceite em 4 de Setembro 2018<\/p>\n<p>Palavras-chave<\/p>\n<p>N\u00e3o conforma\u00e7\u00e3o com o seu pr\u00f3prio sexo<\/p>\n<p>Identidade de G\u00e9nero<\/p>\n<p>Crian\u00e7as<\/p>\n<p>Adolescentes<\/p>\n<p>Mem\u00f3rias da Reencarna\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Apesar da varia\u00e7\u00e3o individual dentro da sexualidade padr\u00e3o, desde cedo que rapazes e raparigas tendem a mostrar diferen\u00e7as de comportamento manifestando prefer\u00eancias divergentes relativas a brinquedos, brincadeiras e companhias por exemplo (Campbell, Shirley, &amp; Caygill, 2002; Golombok, Rust, Zervoulis, Golding, &amp; Hines, 2012; Hines, 2010).<\/p>\n<p>A partir da idade de tr\u00eas anos ou mesmo mais cedo, as raparigas, em m\u00e9dia, mostram mais interesse em brincar com bonecas, com casas de bonecas, com artigos de cozinha entrando em jogos cooperativos, j\u00e1 os rapazes preferem brincar com cami\u00f5es, carros, comboios, e armas de brincar entrando em brincadeiras tidas como mais duras (Maccoby, Jacklin, 1987; O\u2019Brien Huston, 1985; Pasterski et al., 2007; Pitcher &amp; Schultz, 1983; Ruble, Martin &amp; Berenbaum, 2006; Servin, Bohlin &amp; Berlin, 1999; Todd et al., 2018; Weisgram, Fulcher, &amp; Dinella, 2014).<\/p>\n<p>As prefer\u00eancias e brincadeiras com esse tipo de brinquedos foram observadas mesmo em grupos de crian\u00e7as de 9 a 17 meses, ou seja, antes mesmo da idade onde a identidade de g\u00e9nero normalmente \u00e9 demonstrada (Todd, Barry, &amp; Thommessen, 2017).<\/p>\n<p>Com efeito, a partir da idade de 3 anos, a maioria das crian\u00e7as preferem companhias do mesmo sexo (La Freniere, Straynor, &amp; Gauthier, 1984; Martin &amp; Fabes, 2001; Zucker, 2005).<\/p>\n<p>Os comportamentos normais para a sexualidade demonstrada pelo g\u00e9nero tendem a aumentar \u00e0 medida que as crian\u00e7as crescem e s\u00e3o est\u00e1veis mesmo atravessando a adolesc\u00eancia (Golombok et al., 2012, Martin &amp; Fabes, 2001).<\/p>\n<p>No entanto, as mudan\u00e7as ao n\u00edvel das descobertas foram registadas ao longo do tempo, em ambos os sexos, rapazes e raparigas, mas mais particularmente em raparigas, que tiveram brincadeiras com brinquedos mais dirigidos para raparigas, e para rapazes, modelos tipo masculino, em estudos mais recentes, isso pode estar relacionado com os esfor\u00e7os crescentes que podem relacionar alguns pais e alguns educadores com a promo\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o de g\u00e9nero neutra, dir\u00edamos mesmo, n\u00e3o esclarecida (Todd et al. 2018).<\/p>\n<p>Embora, em m\u00e9dia, os rapazes e as raparigas tendam a adotar comportamentos conformes com seu sexo, algumas crian\u00e7as, felizmente uma minoria, exibem desvios dessas tend\u00eancias pois revelam o que se chama de uma n\u00e3o conforma\u00e7\u00e3o natural com os comportamentos normais para o seu g\u00e9nero (van Beijsterveldt, Hudziak &amp; Boomsma, 2006).<\/p>\n<p>Neste artigo, iremos focar os comportamentos de n\u00e3o conforma\u00e7\u00e3o com o g\u00e9nero padr\u00e3o detetados j\u00e1 na inf\u00e2ncia e associados potencialmente com o desenvolvimento de atitudes de n\u00e3o conformidade com a sexualidade padr\u00e3o.<\/p>\n<p>A etiologia da n\u00e3o conforma\u00e7\u00e3o com a sexualidade padr\u00e3o<\/p>\n<p>A etiologia, isto \u00e9, as doen\u00e7as associadas com as diferen\u00e7as individuais de n\u00e3o conforma\u00e7\u00e3o com a sua sexualidade padr\u00e3o foi investigada numa gama variada de estudos paralelos que lan\u00e7aram uma nova luz nas contribui\u00e7\u00f5es relativas aos factores gen\u00e9ticos e ambientais demonstrativos destas caracter\u00edsticas. Apesar de existirem varia\u00e7\u00f5es de metodologias (incluindo as diferen\u00e7as nos modelos gen\u00e9ticos testados assim como nas ferramentas de aferi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o conforma\u00e7\u00e3o com a sexualidade padr\u00e3o), e amostras (que incluem idades diferentes e fontes geogr\u00e1ficas de amostragens similares), os resultados foram de certo modo consistentes ao longo dos estudos efetuados (Alnako et al. 2010; Bailey, Dunne, Martin, 2000; Knafo, Iervolino, Plomin, 2005; Van Beijstervledt, Hudziak, Boomsma, 2006).<\/p>\n<p>Para as meninas, existe uma significativa contribui\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, e uma contribui\u00e7\u00e3o m\u00ednima do ambiente partilhado entre g\u00e9meos por exemplo.<\/p>\n<p>Para os meninos, as provas s\u00e3o menos consistentes, com alguns estudos a sugerirem que tanto os factores gen\u00e9ticos como os factores do meio contribuem significativamente para a varia\u00e7\u00e3o dos casos de n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o da sexualidade padr\u00e3o entre meninos e meninas. (Iervolino, Hines, Golombok, Rust, &amp; Plomim, 2005; Kanfo et al. 2005).<\/p>\n<p>Outros estudos apontam mesmo para uma contribui\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica prim\u00e1ria, semelhante ao que acontece com as meninas (Bailey et al., 2000; van Beijsterveldt et al., 2006).<\/p>\n<p>Embora a prova de que as influ\u00eancias gen\u00e9ticas e ambientais no que diz respeito \u00e0 variabilidade da n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o da sexualidade padr\u00e3o, tanto por meninos tanto por meninas, seja forte, a natureza espec\u00edfica destes factores continua a ser algo ainda por esclarecer.<\/p>\n<p>Os factores relacionados com o ambiente que incluem factores sociais como o estilo de educa\u00e7\u00e3o dos pais ou as intera\u00e7\u00f5es progenitor-crian\u00e7a (Alanko et al. 2009; Landolt et al. 2004), ou factores biol\u00f3gicos como a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 testosterona pr\u00e9-natal (que mostrou ser factor potenciador no desenvolvimento de comportamentos de tipo sexual) &#8211; (sobre este assunto, rever Hines, 2010).<\/p>\n<p>Neste artigo consideramos um factor que nunca foi explorado antes (que tamb\u00e9m ocorre na inf\u00e2ncia) que pode influenciar os casos da n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o da sexualidade padr\u00e3o por meninos e por meninas e que tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser categorizada de imediato como sendo algo de gen\u00e9tico ou de pertencer apenas ao ambiente como consequ\u00eancia deste.<\/p>\n<p>Casos tipo de reincarna\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O fen\u00f3meno das crian\u00e7as que se lembram de uma \u201cvida anterior\u201d ocorre em muitos pa\u00edses \u00e0 volta do mundo (Stevenson, 2001). Nos \u00faltimos 50 anos, os investigadores colecionaram sistematicamente, estudaram e demonstraram na literatura esses casos cunhando o termo de casos tipo de reencarna\u00e7\u00e3o (CTR) e encontraram mesmo semelhan\u00e7as comuns entre eles.<\/p>\n<p>Estas crian\u00e7as come\u00e7am nestes casos a falar espontaneamente acerca da vida de outra pessoa (referido este t\u00f3pico como sendo a \u201cpersonalidade anterior\u201d PA), tipicamente estas situa\u00e7\u00f5es come\u00e7am \u00e0 volta da idade de dois anos e cinco anos e terminam com a idade aproximandamente situada entre os seis e os oito anos.<\/p>\n<p>Em alguns casos, as informa\u00e7\u00f5es que a crian\u00e7a transmite acerca da personalidade anterior (PA) s\u00e3o t\u00e3o espec\u00edficas que permitem mesmo a identifica\u00e7\u00e3o da pessoa falecida que se liga diretamente com o testemunho da crian\u00e7a. \u00c0s vezes esses casos incluem caracter\u00edsticas adicionais que v\u00e3o para al\u00e9m dos relatos orais da crian\u00e7a, como por exemplo, a crian\u00e7a ter nascido com uma marca de nascen\u00e7a ou com defeitos no corpo que correspondem a feridas fatais da personalidade anterior (PA) (Stevenson , 1997), ou para os comportamentos que a crian\u00e7a exibe por exemplo, os seus gostos, as suas prefer\u00eancias, os seus valores, os seus medos, tudo isso pode estar relacionado com a sua personalidade anterior (PA), ou seja, com a sua vida passada.<\/p>\n<p>Uma caracter\u00edstica interessante destacada em casos anteriores que foram cientificamente documentados ocorre quando a crian\u00e7a se lembra de ter vivido uma vida anterior com um g\u00e9nero diferente do que tem agora.<\/p>\n<p>Muitas dessas crian\u00e7as t\u00eam comportamentos de n\u00e3o conforma\u00e7\u00e3o com o seu pr\u00f3prio g\u00e9nero de nascimento (Stevenson, 1977; Tucker, &amp; Keil; 2001).<\/p>\n<p>Neste artigo, iremos investigar sistemicamente a associa\u00e7\u00e3o existente entre os casos de mudan\u00e7a de sexo ocorridos devido \u00e0 reencarna\u00e7\u00e3o e relembrados posteriormente na inf\u00e2ncia que denotam ser casos de n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o da sexualidade padr\u00e3o quer por meninos quer por meninas.<\/p>\n<p>Iremos expor o que encontramos ao longo de uma vasta cole\u00e7\u00e3o de casos registados cientificamente destes casos para futura discuss\u00e3o acad\u00e9mica entre autoridades competentes na mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>M\u00e9todos Usados<\/p>\n<p>Base de Dados Cort<\/p>\n<p>Mais de 2200 casos de reencarna\u00e7\u00e3o registados em v\u00e1rios pa\u00edses foram investigados e devidamente documentados pela Universidade de Virg\u00ednia, no Departamento de Estudos da Percep\u00e7\u00e3o, de acordo com a protocolo desenvolvido pelo professor Ian Stevenson (1977a).<\/p>\n<p>Quando um caso novo \u00e9 investigado, um investigador vai conduzindo a pesquisa atrav\u00e9s de v\u00e1rias entrevistas com a crian\u00e7a, com os pais da crian\u00e7a e com parentes pr\u00f3ximos e distantes que v\u00e3o servindo como testemunhas fidedignas das especificidades, ver\u00eddicas ou n\u00e3o, de cada caso registado.<\/p>\n<p>O objetivo destas investiga\u00e7\u00f5es \u00e9 avaliar de uma forma sist\u00e9mica as provas das diferentes explica\u00e7\u00f5es encontradas para cada caso, incluindo os casos que demonstrem ser apenas anomalias.<\/p>\n<p>Registamos as provas encontradas e os casos registados por investigadores e investiga\u00e7\u00f5es usando uma lista de verifica\u00e7\u00e3o adotada atrav\u00e9s da metodologia Cort para guiar as nossas entrevistas.<\/p>\n<p>Todas as pessoas entrevistadas deram-nos informa\u00e7\u00f5es cred\u00edveis e tamb\u00e9m o seu consentimento volunt\u00e1rio. Al\u00e9m disso as crian\u00e7as que participaram nestes estudos gozavam de boa sa\u00fade f\u00edsica e mental atestada perante os investigadores. Este estudo foi devidamente aprovado e registado pela Conselho Cient\u00edfico do Departamento de Psicologia e Comportamento da Universidade de Virg\u00ednia, nos Estados Unidos da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>Seguindo os procedimentos normais da angaria\u00e7\u00e3o de prova, cada caso foi numerado e codificado por codificadores treinados que criaram 208 vari\u00e1veis que podem ter lugar para classificar estes casos (essa cria\u00e7\u00e3o veio da compila\u00e7\u00e3o das notas dos investigadores na ficha de registo deste trabalho). Essas vari\u00e1veis entraram para um sistema de base de dados SPSS 24. As vari\u00e1veis incluem, entre outras, a demografia de cada individuo e da sua personalidade pr\u00e9via (PP), al\u00e9m disso foram registadas caracter\u00edsticas distintas como a presen\u00e7a de marcas de nascimento e tamb\u00e9m os comportamentos associados aos da personalidade pr\u00e9via (PP). Foi tamb\u00e9m desenvolvido um cronograma que acompanha todo historial de cada caso.<\/p>\n<p>As vari\u00e1veis espec\u00edficas usadas neste estudo est\u00e3o descritas em baixo. A base de dados agregada foi usada previamente para explorar as caracter\u00edsticas em destaque ao longo dos m\u00faltiplos casos num esfor\u00e7o de elucida\u00e7\u00e3o sem paralelo quanto aos processos subjacentes a este fen\u00f3meno (Sharma Tucker, 2004; Stevenson &amp; Haraldsson, 2003; Tucker, 2000).<\/p>\n<p>Neste estudo est\u00e3o referidas as experi\u00eancias das crian\u00e7as, os seus testemunhos, as suas declara\u00e7\u00f5es, os comportamentos que pertenciam tamb\u00e9m \u00e0s mem\u00f3rias das suas vidas anteriores referidas como recorda\u00e7\u00f5es lembradas da vida passada.<\/p>\n<p>No entanto, e para facilitar a linguagem, iremos omitir as cita\u00e7\u00f5es ao longo deste artigo.<\/p>\n<p>Participantes e Data<\/p>\n<p>A nossa amostra de estudo foi retirada de uma vasta base de dados onde est\u00e3o registados os casos de crian\u00e7as que reportaram ter lembran\u00e7as da sua vida passada. Identificamos especificamente 469 casos (21.0% da nossa base de dados de onde constam 2238 casos) onde foi dada a seguinte informa\u00e7\u00e3o: sexo da pessoa, sexo da personalidade passada (PP) e informa\u00e7\u00e3o acerca dos comportamentos que n\u00e3o se identificam com a sexualidade padr\u00e3o, tanto de meninos como de meninas. Os casos estudados nestes estudos t\u00eam a sua origem num total de 23 pa\u00edses diferentes, incluindo Sri Lanka (29% da amostra total), Turquia (27%), \u00cdndia (10%), Myanmar (10%), Estados Unidos (10%), Tail\u00e2ndia, L\u00edbano, Canada e Brasil.<\/p>\n<p>Nestas amostras, os casos que registamos, t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o direta entre o sujeito e a personalidade passada (PP) que foram de sexo diferente e que foram definidos como sendo casos de \u201caltera\u00e7\u00e3o de sexo\u201d (107,22.8%), e os outros casos, onde a mesma identidade de g\u00e9nero se prolongou, foram definidos como sendo \u201ccasos de sexo id\u00eantico\u201d.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o acerca da n\u00e3o conforma\u00e7\u00e3o com a sua sexualidade foi retirada de um conjunto de notas dos investigadores e das narrativas dos sujeitos e suas fam\u00edlias, foi codificada posteriormente como sendo positivo ou negativo.<\/p>\n<p>Os comportamentos de n\u00e3o conforma\u00e7\u00e3o com o seu sexo padr\u00e3o incluem por exemplo: usar roupas, cortes de cabelo, estilos de apresenta\u00e7\u00e3o, estilo de brincadeira, disforias de g\u00e9nero, etc\u2026<\/p>\n<p>Nesta investiga\u00e7\u00e3o, o m\u00e9todo patenteado por Ian Stevenson afirma as seguintes quest\u00f5es:<\/p>\n<p>\u201cA crian\u00e7a tem um comportamento semelhante ao que foi visto no sexo oposto?\u201d<\/p>\n<p>Resultados do estudo<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o entre o tipo de mem\u00f3rias passadas e a n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o da sexualidade padr\u00e3o foi significativa e relevante. Assim, as mem\u00f3rias de altera\u00e7\u00e3o de sexo associadas com as maiores probabilidades de comportamentos de n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o da sua sexualidade padr\u00e3o comparadas com mem\u00f3rias que t\u00eam o mesmo sexo da vida presente foi de oitenta por cento de crian\u00e7as com mem\u00f3rias de altera\u00e7\u00e3o de sexo face \u00e0 vida presente, comparado com apenas 5.8% de crian\u00e7as com mem\u00f3rias pr\u00e9vias de um sexo que n\u00e3o se alterou na vida presente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eva estava confusa. Sa\u00edra h\u00e1 pouco do campus da universidade no meio dos gritos dos manifestantes. A Am\u00e9rica e o mundo estavam polarizados\u2026 Por um lado, a supremacia branca, neoliberal, conservadora, e por outro lado, a cultura woke de esquerda a os lgbt. Confusa, Eva tenta perceber uma solu\u00e7\u00e3o para tantos gritantes contrastes. 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