{"id":374639,"date":"2025-12-13T15:59:39","date_gmt":"2025-12-13T18:59:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=374639"},"modified":"2025-12-13T16:13:00","modified_gmt":"2025-12-13T19:13:00","slug":"flamengo-derruba-a-piramide-e-ja-prepara-passeio-na-torre-eiffel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/flamengo-derruba-a-piramide-e-ja-prepara-passeio-na-torre-eiffel\/","title":{"rendered":"Flamengo derruba a Pir\u00e2mide e j\u00e1 prepara passeio na Torre Eiffel"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"272\" data-end=\"751\">O futebol brasileiro voltou a fazer aquilo que sabe desde que o mundo \u00e9 mundo e a bola resolveu ser redonda: impor hierarquia. Neste s\u00e1bado, 13, o Flamengo n\u00e3o apenas venceu o Piramyds, do Egito. O Flamengo explicou o futebol ao advers\u00e1rio, derrubou a pir\u00e2mide pedra por pedra e carimbou o passaporte para a final da Copa Intercontinental de Clubes, no Catar. Pr\u00f3xima parada um passeio entre parisienses. Ou, pelo menos, a Torre Eiffel metaf\u00f3rica onde o PSG espera, de boina imagin\u00e1ria e ar blas\u00e9.<\/p>\n<p data-start=\"753\" data-end=\"1099\">O duelo tinha um qu\u00ea de aula pr\u00e1tica. De um lado, a escola africana, vibrante, f\u00edsica, orgulhosa de sua disciplina t\u00e1tica. Do outro, o futebol profissional brasileiro em seu estado mais puro: toque, mal\u00edcia, paci\u00eancia e aquele instante em que a bola obedece mais ao talento do que ao manual. Quando isso acontece, n\u00e3o h\u00e1 pir\u00e2mide que fique de p\u00e9.<\/p>\n<p data-start=\"1101\" data-end=\"1502\">O Flamengo jogou como quem sabe que \u00e9 herdeiro de uma tradi\u00e7\u00e3o inc\u00f4moda para o resto do mundo. A mesma equipe que h\u00e1 poucos dias levantou a Libertadores da Am\u00e9rica, como quem j\u00e1 conhece o ritual, entrou em campo com a naturalidade de quem n\u00e3o precisa provar nada \u2014 mas prova assim mesmo. O resultado foi um jogo controlado, resolvido sem alarde, desses que parecem f\u00e1ceis apenas depois que acabam.<\/p>\n<p data-start=\"1504\" data-end=\"1780\">Antes disso, o rubro-negro j\u00e1 havia vencido o chamado Derby das Am\u00e9ricas, despachando o Faixa Azul do M\u00e9xico com a frieza de quem cruza fronteiras sem mostrar o passaporte. O recado estava dado: o continente tem dono. E, ao que tudo indica, a intercontinentalidade tamb\u00e9m.<\/p>\n<p data-start=\"1782\" data-end=\"2186\">Agora, o Flamengo se prepara para o passeio mais simb\u00f3lico de todos. N\u00e3o \u00e9 turismo, \u00e9 ocupa\u00e7\u00e3o cultural. A Torre Eiffel que se avizinha n\u00e3o \u00e9 de ferro \u2014 \u00e9 de expectativa europeia. O PSG, representante do futebol-empresa, do marketing global e das cifras astron\u00f4micas, ter\u00e1 pela frente um clube que carrega arquibancada, bairro, mem\u00f3ria e uma certa insol\u00eancia tropical que costuma desorganizar protocolos.<\/p>\n<p data-start=\"2188\" data-end=\"2531\">Se o futebol fosse apenas l\u00f3gica financeira, o jogo nem precisava acontecer. Mas como ele insiste em ser arte, caos e narrativa, o Flamengo chega \u00e0 final n\u00e3o como figurante ex\u00f3tico, e sim como protagonista inconveniente. Um clube que sai da G\u00e1vea, passa pelo M\u00e9xico, derruba uma pir\u00e2mide no deserto e agora caminha, de chuteiras, rumo a Paris.<\/p>\n<p data-start=\"2533\" data-end=\"2631\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">Afinal, quando o futebol brasileiro resolve lembrar quem \u00e9, o mundo que trate de aprender de novo. Meu sonho \u00e9 o Vasco chegar l\u00e1. Mas, para isso, precisa deixar para tr\u00e1s Fluminense, Corinthians ou Cruzeiro, e enfim vencer a Libertadores.<\/p>\n<p data-start=\"2533\" data-end=\"2631\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p data-start=\"2533\" data-end=\"2631\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\"><strong>Jos\u00e9 Seabra \u00e9 Diretor de Notibras<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O futebol brasileiro voltou a fazer aquilo que sabe desde que o mundo \u00e9 mundo e a bola resolveu ser redonda: impor hierarquia. Neste s\u00e1bado, 13, o Flamengo n\u00e3o apenas venceu o Piramyds, do Egito. 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