{"id":375464,"date":"2025-12-21T01:15:30","date_gmt":"2025-12-21T04:15:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=375464"},"modified":"2025-12-19T02:41:27","modified_gmt":"2025-12-19T05:41:27","slug":"narcisa-amalia-de-campos-genial-invejada-e-difamada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/narcisa-amalia-de-campos-genial-invejada-e-difamada\/","title":{"rendered":"Narcisa Am\u00e1lia de Campos, genial, invejada e difamada"},"content":{"rendered":"<p>A retratada de hoje em O Lado B da Literatura foi a primeira mulher a trabalhar como jornalista profissional no Brasil. Tamb\u00e9m foi poeta, escritora, tradutora e cr\u00edtica liter\u00e1ria. Trata-se de Narcisa Am\u00e1lia de Campos, figura ic\u00f4nica da nossa literatura.<\/p>\n<p>Nascida em S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra, no estado do Rio de Janeiro, no dia 3 de abril de 1852, era filha do poeta J\u00e1come de Campos e da professora prim\u00e1ria Narcisa In\u00e1cia de Campos. Estudou latim e franc\u00eas com o padre Joaquim Francisco da Cruz Paula.<\/p>\n<p>Aos 11 anos, mudou-se para Resende, onde se casou duas vezes, a primeira aos 14 anos, e enfrentou estigma social por causa dos seus dois div\u00f3rcios.<\/p>\n<p>Narcisa iniciou sua carreira como tradutora de autores franceses e publicou seu \u00fanico livro, &#8220;Nebulosas&#8221;, em 1872, com elogios de Machado de Assis e Dom Pedro II. A obra foi premiada com a &#8220;lira de ouro&#8221; e a pena de ouro da Mocidade Acad\u00eamica do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>O sucesso de Narcisa incomodou um dos seus ex-maridos, que passou a difam\u00e1-la. O sujeito, invejoso que era, passou a dizer que os escritos de Narcisa seriam de outros poetas que ela teria casos de amor. Inclusive o escritor M\u00facio Teixera fez coro \u00e0 campanha difamat\u00f3ria contra Narcisa, chegando a declarar que o livro \u201cNebulosas\u201d tinha sido escrito por um homem com pseud\u00f4nimo de mulher. Tais atitudes apenas demonstram como a masculinidade \u00e9 fr\u00e1gil h\u00e1 muito tempo, pois muitos homens n\u00e3o suportam o sucesso das mulheres.[<\/p>\n<p>Em 1889, Narcisa foi para o Rio de Janeiro, onde lecionou e fundou o jornal &#8220;Gazetinha&#8221;, dedicado ao p\u00fablico feminino. Seu livro &#8220;Nebulosas&#8221; \u00e9 uma colet\u00e2nea de poemas que exaltam a natureza, a p\u00e1tria e a inf\u00e2ncia, e abordam temas sociais como a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura.<\/p>\n<p>Narcisa faleceu na capital fluminense no dia 24 de julho de 1924 aos 72 anos, cega, pobre e esquecida, mas deixou um legado importante na literatura brasileira. Antes de morrer, ela apelou \u00e0s mulheres para que escrevessem com paix\u00e3o e alma. Foi sepultada no Cemit\u00e9rio de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Narcisa Am\u00e1lia \u00e9 lembrada em Resende, onde viveu, com uma rua e uma travessa com seu nome, e tamb\u00e9m em uma escola municipal no Rio de Janeiro. Em 2019, ela foi homenageada na Feira do Livro de Resende. Sua obra &#8220;Nebulosas&#8221; \u00e9 um testemunho de sua coragem e talento como escritora.<\/p>\n<p><strong>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/strong><\/p>\n<p><strong>Cassiano Cond\u00e9, 82, ga\u00facho, deixou de teclar reportagens nas reda\u00e7\u00f5es por onde passou. Agora finca os p\u00e9s nas areias da Praia do Cassino, em Rio Grande, onde extrai p\u00e9rolas que se transformam em cr\u00f4nicas.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A retratada de hoje em O Lado B da Literatura foi a primeira mulher a trabalhar como jornalista profissional no Brasil. 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