{"id":377023,"date":"2025-12-31T00:45:45","date_gmt":"2025-12-31T03:45:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=377023"},"modified":"2025-12-30T23:41:54","modified_gmt":"2025-12-31T02:41:54","slug":"continuidade-dos-estudos-na-rotina-de-criancas-internadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/continuidade-dos-estudos-na-rotina-de-criancas-internadas\/","title":{"rendered":"Continuidade dos estudos na rotina de crian\u00e7as internadas"},"content":{"rendered":"<p>Para as crian\u00e7as que enfrentam longos per\u00edodos de interna\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um desafio de manter a rotina escolar. No Hospital da Crian\u00e7a de Bras\u00edlia Jos\u00e9 Alencar (HCB), o esfor\u00e7o \u00e9 grande para garantir que a doen\u00e7a n\u00e3o signifique a perda da educa\u00e7\u00e3o escolar, mesmo que o atendimento traga limita\u00e7\u00f5es. Esse trabalho de levar o ensino escolar para dentro do ambiente hospitalar \u00e9 amparado por uma portaria entre as Secretarias de Educa\u00e7\u00e3o e de Sa\u00fade do DF, que garante a atua\u00e7\u00e3o de professores da rede p\u00fablica no hospital.<\/p>\n<p>Atualmente, o Hospital da Crian\u00e7a de Bras\u00edlia conta com duas professoras cedidas pela Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o; elas atendem crian\u00e7as em tratamento oncol\u00f3gico matriculadas na rede p\u00fablica do Distrito Federal nos primeiros anos, contemplando a educa\u00e7\u00e3o infantil e o ensino fundamental, do 1\u00b0 ao 5\u00b0 ano. Amanda Cruz \u00e9 uma dessas professoras e explica a abordagem inicial que fazem com os pacientes: \u201cFazemos as visitas nos leitos, pegamos as informa\u00e7\u00f5es da escola, os dados do estudante, o nome, a s\u00e9rie e a turma, e o contato da escola tamb\u00e9m. Depois, entramos em contato com a institui\u00e7\u00e3o de ensino e solicitamos que encaminhem as atividades e os conte\u00fados que a crian\u00e7a est\u00e1 aprendendo naquele per\u00edodo\u201d.<\/p>\n<p>Com esse envio, as professoras garantem que as crian\u00e7as n\u00e3o percam a continuidade pedag\u00f3gica. As atividades s\u00e3o impressas e realizadas no leito ou, quando a condi\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e as precau\u00e7\u00f5es de contato permitem, em uma sala separada, permitindo a realiza\u00e7\u00e3o das atividades em pequenos grupos. \u201cDepois, na alta hospitalar do aluno, devolvemos as atividades para a fam\u00edlia e encaminhamos o relat\u00f3rio para a escola, dizendo quais foram as habilidades e os conte\u00fados que a crian\u00e7a aprendeu, o que ela deu conta e o que n\u00e3o deu\u201d, conta a professora.<\/p>\n<p>A psicopedagoga do HCB Patr\u00edcia Lamounier refor\u00e7a que o foco principal s\u00e3o os pacientes da oncologia devido ao longo tempo de afastamento escolar. \u201cHoje, \u00e9 o maior n\u00famero de pacientes que n\u00f3s temos que s\u00e3o afastados da escola; eles est\u00e3o em tratamento e n\u00e3o podem ir para a escola presencialmente. Para quem n\u00e3o est\u00e1 matriculado ou \u00e9 de outro estado, n\u00f3s tentamos fazer apenas um acompanhamento, vemos a faixa et\u00e1ria da crian\u00e7a e observamos as habilidades que ela tem. N\u00e3o alfabetizamos, mas tentamos apresentar aquilo que contempla o Curr\u00edculo em Movimento\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Para as fam\u00edlias, esse suporte pedag\u00f3gico \u00e9 um divisor de \u00e1guas. Lorrany da Silva, m\u00e3e de Luna Alves, de 5 anos, observa que isso transforma a percep\u00e7\u00e3o da filha sobre o hospital. \u201cAcho muito bom esse suporte para as crian\u00e7as que estudam e n\u00e3o t\u00eam como comparecer \u00e0 escola, \u00e9 um desenvolvimento importante. A Luna gosta tanto que, \u00e0s vezes, ela fica no quarto esperando e pergunta: \u2018A professora n\u00e3o vem me visitar?\u2019. Eu explico os dias certos, mas ela sente falta. As aulas distraem a mente da crian\u00e7a, elas ficam menos entediadas\u201d, diz Lorrany.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de manter o aprendizado em dia, o acompanhamento escolar evita o sentimento de exclus\u00e3o quando o paciente retorna \u00e0 sua rotina fora do hospital. Denise Silva, m\u00e3e de Stephanny Silva, de 10 anos, relata que o servi\u00e7o impede que a filha se sinta \u201cperdida\u201d ao voltar para a escola. \u201cS\u00f3 de ter ensino, j\u00e1 \u00e9 uma alegria. As professoras v\u00eam no quarto, tiram d\u00favidas e ajudam a Stephanny. Antes, quando ela voltava para a escola, ficava perdida e perdia muita mat\u00e9ria. Eu e o pai dela n\u00e3o t\u00ednhamos tempo para ensinar tudo. Agora, como ela \u00e9 acompanhada pedagogicamente aqui no Hospital, quando sai ela consegue acompanhar o que est\u00e1 aprendendo na sala de aula\u201d, afirma Denise.<\/p>\n<p>Stephanny j\u00e1 faz planos para o futuro e v\u00ea nas aulas um caminho para seus sonhos: \u201cMinha mat\u00e9ria favorita \u00e9 portugu\u00eas, mas tamb\u00e9m gosto de ci\u00eancias, de estudar o corpo humano. Quando crescer, quero ser m\u00e9dica de crian\u00e7as e delegada\u201d.<\/p>\n<p>Quando h\u00e1 casos da escola n\u00e3o enviar o material ou de pacientes n\u00e3o estarem matriculados na rede p\u00fablica do DF, as professoras utilizam um banco pr\u00f3prio de atividades e consultam o Curr\u00edculo em Movimento, um documento da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o com conte\u00fados pedag\u00f3gicos que as crian\u00e7as, de acordo com o ano escolar de cada uma, estariam aprendendo. O atendimento no HCB inclui tamb\u00e9m a Educa\u00e7\u00e3o Especial, adaptando as atividades conforme as necessidades espec\u00edficas da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>A equipe pedag\u00f3gica refor\u00e7a a import\u00e2ncia do trabalho para que as crian\u00e7as n\u00e3o percam a liga\u00e7\u00e3o com a escola, um pilar fundamental em suas vidas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para as crian\u00e7as que enfrentam longos per\u00edodos de interna\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um desafio de manter a rotina escolar. No Hospital da Crian\u00e7a de Bras\u00edlia Jos\u00e9 Alencar (HCB), o esfor\u00e7o \u00e9 grande para garantir que a doen\u00e7a n\u00e3o signifique a perda da educa\u00e7\u00e3o escolar, mesmo que o atendimento traga limita\u00e7\u00f5es. 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