{"id":380362,"date":"2026-01-27T00:15:46","date_gmt":"2026-01-27T03:15:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=380362"},"modified":"2026-01-25T00:40:33","modified_gmt":"2026-01-25T03:40:33","slug":"o-vaga-lume-divino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/o-vaga-lume-divino\/","title":{"rendered":"O VAGA-LUME DIVINO"},"content":{"rendered":"<p>1.<br \/>\nEra o ano de 1952. O Circo chegara em Ibi\u00fana, pequena cidade pr\u00f3xima \u00e0 capital, S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>H\u00e1 quase um ano fora do r\u00e1dio e ainda iniciante no of\u00edcio de artistas circenses, M\u00e1rio\/Motinha e Nair\/Nh\u00e1 Fia buscavam no interior paulista o ar puro de que meu mano, Marinho, tanto necessitava. Aquele primeiro ano de vida representara para eles o maior desafio de suas jovens vidas.<\/p>\n<p>O mano padecia de uma doen\u00e7a terr\u00edvel -talvez malthusimioto- que o impedia de aceitar qualquer tipo de alimento, nem ao menos o leite materno t\u00e3o escasso no peito de nossa m\u00e3e.<\/p>\n<p>Resultado: o menino estava morrendo de inani\u00e7\u00e3o. Desenganado pelos melhores m\u00e9dicos da capital, a solu\u00e7\u00e3o foi comprar um pequeno circo-teatro mambembe na periferia da Grande S\u00e3o Paulo, de propriedade da fam\u00edlia Vieira, e partir para o enfrentamento da nova vida perambulando pelo interior. Deixaram o programa Na serra da Mantiqueira, na r\u00e1dio Bandeirantes, e com ele a fama, o dinheiro e foram lutar pelo futuro de meu mano. N\u00e3o sem antes o levarem no colo e entreg\u00e1-lo aos p\u00e9s de Nossa Senhora Aparecida, na igreja antiga da cidade sagrada do Vale do Para\u00edba.<\/p>\n<p>E assim foi.<\/p>\n<p>2.<br \/>\nDesde a chegada do caminh\u00e3o com o circo desmontado que aquele rapaz lhes chamou a aten\u00e7\u00e3o. Magrelo, nariz pontiagudo, cabelos desgrenhados, cal\u00e7a suja com a braguilha sempre aberta, chinelos baratos e camisa indefectivelmente abotoada em casas trocadas. Pediu se poderia ajudar a descarregar o caminh\u00e3o. Chovia muito.<\/p>\n<p>O pai aceitou com agrado a iniciativa. Durante todo o dia o rapaz tentou de todas as formas dar o melhor de si. Apenas n\u00e3o tinha experi\u00eancia. Na verdade, era um desastre ambulante. Logo na descida da primeira mala pesada z\u00e1z! Raspou dolorosamente o nariz.<\/p>\n<p>E l\u00e1 foi nossa &#8220;m\u00e3e\/enfermeira&#8221;, com a malinha de primeiros socorros, dar um jeito no rapaz da cidade. O primeiro curativo foi uma esp\u00e9cie de batismo.<\/p>\n<p>Mais tarde saber\u00edamos que a bondade espont\u00e2nea, incondicional \u00e9 mesmo a cura para todas as dores, todas as chagas e o cimento que une as verdadeiras rela\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n<p>Enfim, final da arma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A chuva parou, a noite trouxe as estrelas e uma brisa gostosa amenizando o calor daquela regi\u00e3o. O pai chamou o rapaz e lhe deu algum dinheiro como pagamento pelo trabalho. Ele n\u00e3o aceitou, mas o pai insistiu e ele cedeu. Nossa m\u00e3e fez um prato refor\u00e7ado de comida que ele devorou como a um boi inteiro. Depois se foi sem ao menos dizer o seu nome ou detalhes de sua vida ali naquela cidade perdida no interior paulista.<\/p>\n<p>3.<br \/>\nEra s\u00e1bado, estr\u00e9ia da companhia em noite de gala. O espet\u00e1culo dividido em tr\u00eas partes: primeiro o picadeiro, com os tradicionais n\u00fameros circenses (palha\u00e7os, equilibristas, acrobatas e trap\u00e9zio); depois a pe\u00e7a teatral (o drama em quatro atos O c\u00e9u uniu dois cora\u00e7\u00f5es); e fechando a noite com chave-de-ouro, o grande show radiof\u00f4nico comandando por Motinha e Nh\u00e1 Fia, os parceiros da alegria.<\/p>\n<p>Por volta das 19 horas, o pai foi, como de costume, ao port\u00e3o de entrada do circo recebia o p\u00fablico. A chegada do circo naquelas pequenas cidades do interior paulista era um acontecimento social. Sem cinema, sem televis\u00e3o, apenas o r\u00e1dio comandava as comunica\u00e7\u00f5es de massa e aproveitando o fato de ali estarem Motinha e Nh\u00e1 Fia, pela primeira vez -at\u00e9 ent\u00e3o artistas famosos da r\u00e1dio Bandeirantes de S\u00e3o Paulo- prometia casa cheia.<\/p>\n<p>Logo que chegou ao port\u00e3o do circo, o pai percebeu v\u00e1rias crian\u00e7as em alvoro\u00e7o. Brincavam de atirar pedrinhas e lixo sobre o homem sentado, meio zonzo e todo mijado. Era o rapaz desajeitado do dia anterior. Completamente alcoolizado, desferia murros ao vento e parecia n\u00e3o saber onde estava. O pai chamou um empregado \u2013 &#8220;peludo\/amarra cachorro&#8221;, na linguagem circense- e mandou retirar aquela criatura para os fundos do pavilh\u00e3o. A noite prosseguiu e tudo aconteceu dentro do esperado: casa cheia, sucesso, dinheiro no bordereau e a cidade conquistada j\u00e1 no primeiro espet\u00e1culo.<\/p>\n<p>4.<br \/>\nNa manh\u00e3 seguinte, a m\u00e3e perguntou com preocupa\u00e7\u00e3o ao pai:<\/p>\n<p>\u2014 Ser\u00e1 que ele t\u00e1 morto, M\u00e1rio?<\/p>\n<p>\u2014 Olha Fia, s\u00f3 se morreu afogado na cacha\u00e7a! Respondeu o pai sem perder a chance de uma nova piada.<\/p>\n<p>\u2014 Maldade, M\u00e1rio! O rapaz pode n\u00e3o estar bem. D\u00e1 a mangueira aqui que eu vou dar um banho nele de roupa e tudo! Disse, decidida, a m\u00e3e.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s v\u00e1rios jatos d&#8217;agua, o rapaz voltou \u00e0 vida.<\/p>\n<p>Sem nada falar, levantou-se e amea\u00e7ou correr, como se fugindo de alguma coisa.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que nosso pai abriu as negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O rapaz vivia na cidade desde pequeno e praticamente n\u00e3o tinha fam\u00edlia. Segundo ele, chamava-se Adivino, Adivino Mariano.<\/p>\n<p>Daquele dia em diante passou a ser o DIVINO, e foi guindado ao cargo de peludo\/amarra cachorro especial de nossa fam\u00edlia, pois, com o Marinho doentinho, nossa m\u00e3e necessitava de ajuda extra. E assim foi.<\/p>\n<p>Divino levava o mano -com menos de um ano- antes do sol nascer para respirar o ar do campo. Mas nada do menino melhorar. At\u00e9 que um dia, durante uma dessas andan\u00e7as ao lado do tio Salim -s\u00f3cio de papai no circo- o destino esperava com sua teia de solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao passarem pela frente de uma pequena casa na periferia da cidade, depararam com uma negra, imensa, sentada na varanda amamentando um beb\u00ea. Tiveram a luz de solicitar a possibilidade de o mano tentar uma mamada. N\u00e3o deu outra. Na mosca. Marinho agarrou a teta da negra senhora e quase morreu de tanto leite que mamou. Era a salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, acreditamos que foi obra de Nossa Senhora Aparecida. E porque n\u00e3o? Os mist\u00e9rios da vida s\u00e3o tantos e infinitos e n\u00f3s t\u00e3o insignificantes! O Divino passou a representar para toda a companhia a reden\u00e7\u00e3o. O enviado dos c\u00e9us para salvar o mano Marinho. Tamb\u00e9m, com aquele nome e com aquela hist\u00f3ria de vida&#8230;quem poderia n\u00e3o acreditar?<\/p>\n<p>5.<br \/>\nComo disse, corria o ano de 1952.<\/p>\n<p>A gratid\u00e3o de Divino para com o seu M\u00e1rio e a dona Nair foi tanta que, daquele dia em diante, tirou documentos e registrou-se com o nome oficial de Adivino Mariano de Campos. Exatamente o de Campos, sobrenome de nossa m\u00e3e que, para ele, passou a ser a m\u00e3e de verdade que ele nunca conhecera na vida.<\/p>\n<p>Ao longo dos trinta anos que sucederam essa hist\u00f3ria, Divino jamais viveu longe de n\u00f3s; um ou outro breve per\u00edodo em que nossos pais o mandavam para S\u00e3o Paulo ficar uns tempos com os irm\u00e3os devido \u00e0s bebedeiras incontrol\u00e1veis, mas logo ele estava de volta. Roupa rasgada, documentos e dinheiro roubado e a &#8220;tribo&#8221; do circo esperando de bra\u00e7os abertos.<\/p>\n<p>Divino ajudou a criar o mano e eu. Foi a nossa sombra insepar\u00e1vel nos tempos bons e tamb\u00e9m nos ruins. Jamais o abandonamos tamb\u00e9m. Seria imposs\u00edvel, pois n\u00e3o se pode abandonar um anjo que caiu dos c\u00e9us em nossas vidas. Mesmo que este anjo seja um desastre ambulante, meio maluquinho e alco\u00f3latra de ber\u00e7o. Est\u00e1 dormindo ao lado do corpo de nosso pai M\u00e1rio\/Motinha -e de certa forma, pai dele tamb\u00e9m- em um humilde t\u00famulo de um tranq\u00fcilo cemit\u00e9rio na cidade de Lages, em Santa Catarina, desde 1983 S\u00e3o 45 anos de vida em comum.<\/p>\n<p>Vaga-lumes eternos s\u00e3o assim: nascem, se encontram, brilham intensamente por pouco tempo e depois partem. Livres.<\/p>\n<p>O espet\u00e1culo n\u00e3o pode parar.<\/p>\n<p><strong>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/strong><\/p>\n<p><strong>Gilberto Motta \u00e9 escritor, jornalista, professor\/pesquisador; nasceu e cresceu no Circo Teatro Motinha e Nh\u00e1 Fia de seus pais. Vive na vila de pescadores na Guarda do Emba\u00fa, SC.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. Era o ano de 1952. O Circo chegara em Ibi\u00fana, pequena cidade pr\u00f3xima \u00e0 capital, S\u00e3o Paulo. 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