{"id":38168,"date":"2015-02-25T10:39:53","date_gmt":"2015-02-25T13:39:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=38168"},"modified":"2016-07-30T16:55:22","modified_gmt":"2016-07-30T19:55:22","slug":"buraco-negro-gigante-esta-engolindo-e-matando-galaxias-distantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/buraco-negro-gigante-esta-engolindo-e-matando-galaxias-distantes\/","title":{"rendered":"Buraco negro gigante est\u00e1 engolindo e acabando com gal\u00e1xias distantes"},"content":{"rendered":"<p>A exist\u00eancia de um buraco negro gigantesco com massa equivalente \u00e0 de milh\u00f5es de s\u00f3is \u2013 antiga suspeita dos astr\u00f4nomos\u00a0 \u2013\u00a0 acaba de ser confirmada. A descoberta comprova que esses objetos siderais s\u00e3o suficientemente ativos. Seus ventos emitidos a partir do centro gal\u00e1ctico s\u00e3o capazes de, com o tempo, dissipar todo o g\u00e1s circundante. Isso, por sua vez, interrompe a produ\u00e7\u00e3o de novas estrelas. Em outras palavras, a gal\u00e1xia envelhece e, no fim das contas, morre, revela o site Mensageiro Sideral.<\/p>\n<p>Gal\u00e1xias s\u00e3o como Hollywood: basicamente cidades habitadas por estrelas. N\u00f3s vivemos em uma que, al\u00e9m de abrigar o Sol e seus planetas (dentre eles a pequenina Terra), tamb\u00e9m serve de lar para outros 200 bilh\u00f5es de estrelas distribu\u00eddos por seu bojo e seus longos bra\u00e7os espirais. N\u00f3s a chamamos de Via L\u00e1ctea e a vemos no c\u00e9u como uma faixa mais densa, uma vez que estamos observando-a do lado de dentro. Na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Sagit\u00e1rio, a cerca de 26 mil anos-luz de dist\u00e2ncia, fica o centro da gal\u00e1xia, e l\u00e1 reside um buraco negro imenso, com massa aproximada de 4 milh\u00f5es de s\u00f3is.<\/p>\n<blockquote><p>Buracos negros s\u00e3o objetos previstos pela relatividade geral, e a ideia por tr\u00e1s deles \u00e9 simples: qualquer massa comprimida num espa\u00e7o suficientemente pequeno acabar\u00e1 por gerar um campo gravitacional t\u00e3o intenso que nem a luz conseguiria escapar de sua superf\u00edcie. De in\u00edcio, quando o f\u00edsico alem\u00e3o Karl Schwarzschild usou a teoria de Einstein para calcular o quanto era preciso esmagar a mat\u00e9ria para chegar a esse extremo, em 1915, as contas n\u00e3o passavam de uma curiosidade \u2014 ningu\u00e9m imaginava que algum mecanismo existente na natureza fosse capaz de produzir tamanha compress\u00e3o. Mas acontece que ele existe: quando uma estrela de alta massa esgota seu combust\u00edvel e explode violentamente, seu n\u00facleo \u00e9 esmagado por seu pr\u00f3prio peso, e nada parece conter o colapso at\u00e9 as \u00faltimas consequ\u00eancias. Ao que tudo indica, o que resta do astro se torna um buraco negro.<\/p><\/blockquote>\n<p>Mas os objetos criados assim t\u00eam a massa compar\u00e1vel a de estrelas grandes, n\u00e3o de milh\u00f5es de estrelas combinadas. Ent\u00e3o, como nascem os buracos negros gigantescos, no centro das gal\u00e1xias? Ningu\u00e9m sabe ao certo. \u00c9 poss\u00edvel que eles comecem como um buraco negro comum e v\u00e3o engolindo mais mat\u00e9ria ao longo do tempo, at\u00e9 se tornarem gigantes. Alternativamente, eles podem ter nascido antes mesmo que as primeiras estrelas se formassem e, com isso, serviram como uma \u201c\u00e2ncora gravitacional\u201d para as gal\u00e1xias surgidas em torno deles. H\u00e1 astr\u00f4nomos que favorecem cada uma das hip\u00f3teses, e essa controv\u00e9rsia ainda n\u00e3o est\u00e1 resolvida. Em compensa\u00e7\u00e3o, todos concordam que todos os buracos negros supermassivos acabam crescendo com o tempo, e isso influencia seu comportamento.<\/p>\n<p>Nossa gal\u00e1xia est\u00e1 cheia de ber\u00e7\u00e1rios estelares \u2014 nuvens de g\u00e1s onde s\u00e3o gestadas novas estrelas \u2013, e o nosso superburaco negro \u00e9 relativamente bem comportado, discreto e dif\u00edcil at\u00e9 de detectar. Contudo, ao observarem as profundezas do espa\u00e7o, os astr\u00f4nomos encontraram algumas gal\u00e1xias cujo buraco negro central emite doses brutais de radia\u00e7\u00e3o \u2014 s\u00e3o os quasares. O nome \u00e9 esquisito, mas n\u00e3o se assuste: um quasar n\u00e3o passa de um buraco negro gigante que est\u00e1 ativo e vis\u00edvel. S\u00f3 isso. Sua luminosidade \u00e9 enorme, o que facilita sua descoberta, mesmo a dist\u00e2ncias de bilh\u00f5es de anos-luz. E, ao que parece, esses n\u00facleos ativos gal\u00e1cticos foram mais comuns no passado c\u00f3smico que no presente.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode se perguntar como um buraco negro \u2014 objeto que, por defini\u00e7\u00e3o, n\u00e3o permite que nada escape dele \u2014 emite copiosas doses de radia\u00e7\u00e3o e se torna luminoso. Afinal, ele n\u00e3o \u00e9 negro? Sim, ele \u00e9. Mas seu entorno, quando cheio de mat\u00e9ria prestes a ser engolida, n\u00e3o \u00e9. Um buraco negro supermassivo \u00e9 um que est\u00e1 no meio de uma suntuosa refei\u00e7\u00e3o. Essa mat\u00e9ria no entorno do buraco negro, prestes a cair, conforme \u00e9 acelerada, emite luz, nas mais variadas frequ\u00eancias. E \u00e9 essa luz que confere luminosidade ao objeto.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 essa radia\u00e7\u00e3o que literalmente sopra o g\u00e1s circundante da gal\u00e1xia que abriga o buraco negro, cortando efetivamente a produ\u00e7\u00e3o de novas estrelas. \u00c9 uma pol\u00edtica radical, draconiana, implac\u00e1vel, de controle populacional de uma cidade gal\u00e1ctica \u2014 observada agora sendo implementada num quasar chamado PDS 456, a cerca de 2 bilh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A exist\u00eancia de um buraco negro gigantesco com massa equivalente \u00e0 de milh\u00f5es de s\u00f3is \u2013 antiga suspeita dos astr\u00f4nomos\u00a0 \u2013\u00a0 acaba de ser confirmada. A descoberta comprova que esses objetos siderais s\u00e3o suficientemente ativos. Seus ventos emitidos a partir do centro gal\u00e1ctico s\u00e3o capazes de, com o tempo, dissipar todo o g\u00e1s circundante. 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