{"id":382770,"date":"2026-02-12T01:00:44","date_gmt":"2026-02-12T04:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=382770"},"modified":"2026-02-11T18:54:08","modified_gmt":"2026-02-11T21:54:08","slug":"carta-a-autora-de-no-escurinho-do-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/carta-a-autora-de-no-escurinho-do-cinema\/","title":{"rendered":"Carta \u00e0 autora de &#8220;No Escurinho do Cinema&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Br\u00edgida Poli,<\/p>\n<p>E ent\u00e3o, depois de longos tr\u00eas meses, recebo seu livro das m\u00e3os da Edna Domenica, com dedicat\u00f3ria (del\u00edcia)&#8230;<\/p>\n<p>Vou explicar: n\u00e3o consegui ir na sua noite de lan\u00e7amento do livro <em>No escurinho do cinema<\/em>; e fiquei com mais curiosidade ainda com os coment\u00e1rios de Edna Domenica e Clara Am\u00e9lia de Oliveira, publicados, na \u00e9poca, no <strong>Caf\u00e9 Liter\u00e1rio Notibras<\/strong>. Logo depois, saindo de uma livraria, torci o tornozelo e come\u00e7ou a trajet\u00f3ria de raio &#8220;x&#8221;, gesso, andador, cadeira, cirurgia&#8230; ainda me restabelecendo da fratura, conforme o tempo da terceira idade&#8230;<\/p>\n<p>Finalmente, encontrei com Edna e recebi o livro&#8230; Com a leitura de outro livro em andamento, o seu ficou na cabeceira, acenando uns dias pra mim. Hoje o li, me diverti, estive com voc\u00ea nas salas, lembrei da caderneta escolar com data de nascimento &#8220;modificada&#8221;, quem nunca da nossa gera\u00e7\u00e3o? Fiz isso para assistir a <em>Exorcista <\/em>e tamb\u00e9m <em>Dona Flor e seus dois Maridos<\/em>, n\u00e3o sei se nessa ordem precisa&#8230;<\/p>\n<p>Um trecho a destacar \u00e9 o cap\u00edtulo XIV &#8211; O carimbo e a tesoura &#8211; p\u00e1gina 42, j\u00e1 que refere a Solange Hernandez, a r\u00edgida chefe de vis\u00e3o de Censura e Divers\u00f5es P\u00fablicas do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, entre 1981 e 1984, os \u00faltimos anos da ditadura no pa\u00eds. Lendo esse cap\u00edtulo, lembrei-me da letra de <em>Solange<\/em>. Foi escrita por Leo Jaime (nascido em Goi\u00e2nia, no ano de 1960, \u00edcone do rock nacional nos anos 1980). A m\u00fasica do The Police, <em>Solange,<\/em> (<em>So Lonely)<\/em> &#8211; 1985, foi um protesto e deboche contra a censura, durante o final da ditadura militar brasileira. Mas talvez, na \u00e9poca, muita gente n\u00e3o se ligou na letra:<\/p>\n<p>&#8220;Eu tinha tanto pra dizer<br \/>\nMetade eu tive que esquecer<br \/>\nE quando eu tento escrever<br \/>\nSeu nome vem me interromper<br \/>\nEu tento me esparramar<br \/>\nE voc\u00ea quer me esconder<br \/>\nEu j\u00e1 n\u00e3o posso nem cantar<br \/>\nMeus dentes rangem por voc\u00ea&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>Br\u00edgida, adorei ler <em>No Escurinho do Cinema<\/em>\u00a0e reviver alguns acontecimentos. Obrigada por sua escrita e os momentos bons proporcionados.<\/p>\n<p>Ta\u00eds Palhares.<\/p>\n<p><strong>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ta\u00eds Palhares \u00e9 paulistana. Participou do Caf\u00e9 Liter\u00e1rio Notibras com os textos solos: &#8220;Ensaio para Pl\u00ednio Marcos&#8221; e &#8220;Caminhos da vida&#8221;; e nos coletivos: &#8220;Daqueles tempos distantes como &#8220;Baby, eu sei que \u00e9 assim&#8221; &#8220;, &#8220;Do interior para a senzala da cidade&#8230; e um beb\u00ea do patr\u00e3o&#8221;, &#8220;Conserta-se discos voadores&#8221;, &#8220;Do que voc\u00ea gosta? \u2013 Quem vive sem gostar sabe sabor do desgostar&#8221;, &#8220;Algoritmos de sangue&#8221;, &#8220;Como matar a liberdade, o amor e a mulher&#8221;.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Br\u00edgida Poli, E ent\u00e3o, depois de longos tr\u00eas meses, recebo seu livro das m\u00e3os da Edna Domenica, com dedicat\u00f3ria (del\u00edcia)&#8230; Vou explicar: n\u00e3o consegui ir na sua noite de lan\u00e7amento do livro No escurinho do cinema; e fiquei com mais curiosidade ainda com os coment\u00e1rios de Edna Domenica e Clara Am\u00e9lia de Oliveira, publicados, na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":382771,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[234],"tags":[],"class_list":["post-382770","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cafe-literario"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/382770","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=382770"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/382770\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":382773,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/382770\/revisions\/382773"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/382771"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=382770"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=382770"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=382770"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}