{"id":385433,"date":"2026-03-04T01:15:59","date_gmt":"2026-03-04T04:15:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=385433"},"modified":"2026-03-03T22:06:30","modified_gmt":"2026-03-04T01:06:30","slug":"o-sonho-do-tri","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/o-sonho-do-tri\/","title":{"rendered":"O sonho do TRI"},"content":{"rendered":"<p>Minha primeira Copa do Mundo foi a de 1958. Tinha apenas 3 anos de idade, mas, como j\u00e1 tive oportunidade de falar a respeito, tenho algumas mem\u00f3rias bem n\u00edtidas daquele per\u00edodo. Evidentemente n\u00e3o entendia quase nada da agita\u00e7\u00e3o ao meu redor, nem tinha a menor ideia do significado daquele alvoro\u00e7o, menos ainda o porqu\u00ea de mexer daquela forma com a emo\u00e7\u00e3o e o humor de tanta gente.<\/p>\n<p>Minhas recorda\u00e7\u00f5es, na verdade, t\u00eam a ver com o barulho dentro da casa, vindo dos adultos e tamb\u00e9m das crian\u00e7as, meus irm\u00e3os, estes um pouco mais velhos, mas, certamente, se entendiam alguma coisa a mais do que eu, n\u00e3o seria muito. Ao fundo o falat\u00f3rio do r\u00e1dio, \u00fanico meio a possibilitar ao povo brasileiro acompanhar, a cada jogo, o desempenho brilhante dos nossos her\u00f3is de chuteira. Aquela mistura de sons me encantava e a felicidade das pessoas me contagiava.<\/p>\n<p>O \u00e1pice da experi\u00eancia era ver tia Rita, com seu menos de metro e meio, nas pontas dos p\u00e9s tentando colar o ouvido na grande r\u00e1dio vitrola sobre a cristaleira para conseguir distinguir melhor o som em meio ao chiado trazido pelas ondas, atrav\u00e9s do ar, no sentido norte-sul do globo terrestre, cuja imagem n\u00e3o se descola da minha retina at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p>Com o passar dos dias a euforia ia se intensificando at\u00e9 que uma verdadeira explos\u00e3o de alegria tomou conta de todos; agora o som, at\u00e9 ent\u00e3o restrito ao ambiente delimitado pelas paredes da casa, extrapolava para a rua. N\u00f3s, crian\u00e7as, acompanh\u00e1vamos pelo lado de dentro do port\u00e3o: Brasil campe\u00e3o mundial!<\/p>\n<p>N\u00e3o fosse eu t\u00e3o pequeno, minhas lembran\u00e7as mais nost\u00e1lgicas, ainda que pudesse recordar imagens e sons, certamente seriam dos jogos. Por\u00e9m, transcorridos mais alguns poucos anos, j\u00e1 dono de uma certa compreens\u00e3o sobre o futebol e o significado daquele torneio, tive condi\u00e7\u00e3o de resgatar algumas informa\u00e7\u00f5es sobre 1958 na Su\u00e9cia, e a conquista do nosso primeiro t\u00edtulo mundial, passando a conhecer e reverenciar muitos dos jogadores que atuaram naqueles jogos, principalmente Pel\u00e9, pois j\u00e1 compartilhava com a tia a paix\u00e3o pelo escrete nacional e pelo Santos FC.<\/p>\n<p>Em 1962, pudemos todos acompanhar a sele\u00e7\u00e3o no Chile pela mesma r\u00e1dio vitrola, pois nosso n\u00edvel de entendimento j\u00e1 estava bem mais avan\u00e7ado, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o da irm\u00e3zinha ca\u00e7ula que em 1958 tinha poucos meses de vida, e ent\u00e3o, um pouco mais do que eu \u00e0 \u00e9poca do nosso primeiro t\u00edtulo mundial. Lembro-me perfeitamente da ang\u00fastia e da inseguran\u00e7a que se abateu sobre toda a torcida quando, no primeiro tempo do segundo jogo da fase de grupos, contra a Checoslov\u00e1quia, Pel\u00e9 se contundiu e logo veio a informa\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o teria condi\u00e7\u00e3o de jogar mais at\u00e9 o final do torneio.<\/p>\n<p>O jogador indicado para substituir nosso maior craque pelos jogos restantes, Amarildo, atleta do Botafogo, rapidamente nos devolveu as esperan\u00e7as, demonstrando desenvoltura e estar \u00e0 altura do desfio, principalmente ao marcar um gol no jogo seguinte, vit\u00f3ria de 2 X 1contra a Espanha e na final, novamente contra Checoslov\u00e1quia, fazer mais dois gols, e com o resultado de 3 X 1, o Brasil se sagrar bicampe\u00e3o. Garrincha foi outro destaque daquela copa, marcando 4 gols e sendo eleito o melhor jogador do torneio, mas dele j\u00e1 se esperava um grande desempenho. O time titular era quase o mesmo da copa anterior. Mais uma vez festa nas ruas e nas casas.<\/p>\n<p>O bicampeonato igualava o feito brasileiro a apenas ao de dois outros pa\u00edses, Uruguai campe\u00e3o da primeira, em 1930, no pr\u00f3prio Uruguai; e em 1950, realizada no Brasil, motivo de uma das maiores tristezas da nossa torcida, pois disputamos a final no estadio Jornalista Mario Filho, o popular Maracan\u00e3, no jogo que passou para a hist\u00f3ria como o \u201cmaracazo\u201d, Brasil 1 X 2 Uruguai. J\u00e1 a It\u00e1lia havia sido campe\u00e3 nas edi\u00e7\u00f5es de 1934 e 1938, a primeira na pr\u00f3pria It\u00e1lia e a segunda na Fran\u00e7a. A curiosidade \u00e9 que, em 1930, v\u00e1rios pa\u00edses europeus, entre eles justamente a It\u00e1lia e a Fran\u00e7a, n\u00e3o disputaram, pois, segundo consta, a viagem para a Am\u00e9rica do Sul era muito dispendiosa. Em repres\u00e1lia o Uruguai n\u00e3o participou em 1934 e 1938, afinal, as viagens em sentido contr\u00e1rio eram t\u00e3o dispendiosas quanto.<\/p>\n<p>A fa\u00e7anha fez com que nossa torcida, dirigentes da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Desportos (CBD), antecessora da atual CBF, e os pr\u00f3prios jogadores ganhassem uma autoconfian\u00e7a inabal\u00e1vel e a certeza da conquista do tricampeonato em 1966, na Inglaterra. Al\u00e9m do mais, embora a equipe tenha sofrido muitas altera\u00e7\u00f5es ap\u00f3s 1962, pois grande parte dos jogadores j\u00e1 tinha atingido idade para pendurar as chuteiras, era um time com novas estrelas do mesmo quilate, tais como Gerson, Jairzinho e Tost\u00e3o, entre outros, que somavam aos remanescentes Gilmar, Beline, Garrincha, Nilton Santos, Zito e Pel\u00e9.<\/p>\n<p>Mas, lamentavelmente, a desorganiza\u00e7\u00e3o e a falta de planejamento, foram determinantes para um fracasso retumbante. E no \u00faltimo jogo da fase de grupos, o time de Pel\u00e9, que j\u00e1 n\u00e3o vinha bem, n\u00e3o conseguiu se classificar, tendo sido derrotado por 3 X 1 pela sele\u00e7\u00e3o portuguesa encabe\u00e7ada por Eus\u00e9bio, um dos maiores rivais, \u00e0 \u00e9poca, do nosso rei, em um tipo de revanche do Mundial Interclubes de 1962, quando o Santos se sagrou campe\u00e3o contra o Benfica, time do jogador portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Tia Rita, meus irm\u00e3os e eu, agora acompanhados por alguns meninos da rua, ainda ouv\u00edamos pela mesma velha r\u00e1dio vitrola e a cada jogo era uma decep\u00e7\u00e3o; ainda mais porque, agora, mais velhos, nos consider\u00e1vamos profundos conhecedores do \u201cesporte bret\u00e3o\u201d, como se dizia.<\/p>\n<p>A desilus\u00e3o a nos causar, ao mesmo tempo, um sofrimento profundo &#8211; agora j\u00e1 n\u00e3o me refiro mais ao nosso pequeno universo familiar ampliado pelos amigos da turma, mas sim aos \u201c90 milh\u00f5es em a\u00e7\u00e3o\u201d como referia o verso da m\u00fasica tema da copa seguinte \u2013 de vivenciarmos o luto pelo retorno precoce dos nossos canarinhos, j\u00e1 no dia seguinte ao da elimina\u00e7\u00e3o, nos imbuia de um sentimento de brio e esperan\u00e7a, como se comung\u00e1ssemos com toda a na\u00e7\u00e3o de um mesmo pensamento como num press\u00e1gio coletivo: \u201c- Na pr\u00f3xima haveremos de conquistar o t\u00e3o sonhado TRI\u201d.<\/p>\n<p>Como de todo rev\u00e9s se pode extrair algo positivo, no meu caso pessoal, algo somente percebido muitos anos depois, \u00e9 que em 1970 eu j\u00e1 teria completado 15 anos, tendo adquirido, como de fato adquiri, muito mais maturidade, independ\u00eancia e conhecimento para me permitir um envolvimento pleno, tanto na pr\u00e1tica, como emocionalmente, com todo aquele acontecimento m\u00e1gico pelo qual tanto ansi\u00e1vamos. E isso n\u00e3o era um processo individual, ao contr\u00e1rio, partilhado com a turma da rua e adjac\u00eancias.<\/p>\n<p>E assim foi, a prepara\u00e7\u00e3o espiritual e psicol\u00f3gica para aquela magn\u00edfica efem\u00e9ride envolvia muitas coisas. Cada centavo economizado das nossas modestas mesadas, tinha destino certo: comprar o m\u00e1ximo poss\u00edvel de revistas sobre futebol que consegu\u00edssemos, fogos para armazenar a fim de comemorarmos cada gol dos nossos \u00eddolos, tintas para decorar as ruas, assistir e ouvir todos os programas sobre o tema \u201ccopa\u201d, pois os jornalistas e convidados dos programas de TV e r\u00e1dio estavam at\u00e9 mais confiantes e ufanistas do que a torcida em geral. E, l\u00f3gico, n\u00e3o deixar de acompanhar cada jogo das eliminat\u00f3rias; e nossa sele\u00e7\u00e3o n\u00e3o decepcionou, venceu todos os seis jogos contra Col\u00f4mbia, Venezuela e Paraguai, marcando 23 gols, sofrendo apenas 2 e tendo Tost\u00e3o como artilheiro, aumentando ainda mais nossa inquebrant\u00e1vel confian\u00e7a.<\/p>\n<p>Finalmente o momento t\u00e3o aguardado chegou. Pela primeira vez os jogos foram transmitidos via sat\u00e9lite pela televis\u00e3o desde o M\u00e9xico, pa\u00eds sede. O Brasil venceu todos os jogos. Na fase de grupos, contra a Checoslov\u00e1quia por 4 X 1, gols de Rivellino, Pel\u00e9 e 2 de Jairzinho; 1 X 0 Inglaterra, o jogo mais dif\u00edcil, com gol de Jairzinho; 3 X 2 Romenia, 2 de Pel\u00e9 e 1 de Jairzinho. Depois vieram as eliminat\u00f3rias: 4 X 2 Peru, Rivelino fez o primeiro, Tost\u00e3o, o segundo e o terceiro e Jairzinho completou o placar; 3 X 1 Uruguai, nos vingamos do \u201cmaracanazo\u201d vinte anos depois, Clodoaldo, Jairzinho e Rivelino; e chegamos \u00e0 grande final contra a It\u00e1lia, a Azzurra, 4 X 1, Pel\u00e9, G\u00e9rson, Jairzinho e Carlos Alberto. O\u00a0\u00faltimo gol resultado de uma jogada coletiva maravilhosa, come\u00e7ando com uma troca de bolas na defesa e, finalmente, Gerson dando um passe curto para<\/p>\n<p>Clodoaldo que cruza o campo em dire\u00e7\u00e3o ao ataque numa diagonal da direita para a esquerda, driblando quatro italianos e entregando para Rivelino na risca do meio campo, ele d\u00e1 um toque para Jairzinho mais adiantado na ponta esquerda, que se livra do marcador e passa para Pel\u00e9, centralizado na entrada da \u00e1rea advers\u00e1ria, que, sem olhar, quase de forma \u201cdisplicente\u201d, d\u00e1 um passe \u00e0 direita, no \u201cponto futuro\u201d para Carlos Alberto que, vindo em alta velocidade d\u00e1 um chute cruzado potente, num leve quique da bola, imposs\u00edvel de ser defendido pelo goleiro Albertosi. Tost\u00e3o participa da jogada sem tocar na bola, posicionado dentro da grande \u00e1rea, de costas para o gol, sinaliza com a m\u00e3o para Pel\u00e9 que Carlos Alberto est\u00e1 se aproximando pela direita e, ao atrair a marca\u00e7\u00e3o de dois defensores, deixa nosso lateral direito livre para chutar como quis. O gol da consagra\u00e7\u00e3o. Da\u00ed para a frente, s\u00f3 festa!<\/p>\n<p>A sele\u00e7\u00e3o titular era formada por: F\u00e9lix (Fluminense), Carlos Alberto (Santos) Brito (Flamengo), Piazza (Cruzeiro) e Everaldo (Gr\u00eamio); Clodoaldo (Santos), Gerson (S\u00e3o Paulo) e Pel\u00e9 (Santos); Jairzinho (Botafogo), Rivelino (Corinthians) e Tost\u00e3o (Cruzeiro). Jairzinho marcou em todos os jogos, sendo o artilheiro do Brasil com 7 gols. Al\u00e9m desses jogadores alguns reservas entraram em substitui\u00e7\u00e3o a titulares no decorrer de diversos jogos, s\u00e3o eles: Paulo C\u00e9zar Caju (Botafogo), Edu (Santos), Roberto Miranda (Botafogo), Marco Ant\u00f4nio (Fluminense), Joel Camargo (Santos) e Z\u00e9 Maria (Portuguesa). A curiosidade aqui \u00e9 que pela primeira vez as substitui\u00e7\u00f5es de jogadores durante as partidas da copa foram permitidas pela FIFA.<\/p>\n<p>Relembrar me faz viver novamente aquela emo\u00e7\u00e3o. Acompanh\u00e1vamos os jogos com os olhos vidrados na TV sem perder nenhum lance e a cada gol era uma explos\u00e3o de alegria, corr\u00edamos para a parte externa da casa para soltar fogos. Ap\u00f3s cada partida fic\u00e1vamos recordando as jogadas e os gols, enquanto esper\u00e1vamos ansiosos pela pr\u00f3xima.<\/p>\n<p>Em 1972, Pel\u00e9 fez seu \u00faltimo jogo pela sele\u00e7\u00e3o e chegamos a 1974, na Alemanha Ocidental, com v\u00e1rios remanescentes da copa anterior, refor\u00e7ada por novos craques, mas talvez a aus\u00eancia do maior deles tenha produzido alguma inseguran\u00e7a no time. Por\u00e9m, a equipe sensa\u00e7\u00e3o daquela edi\u00e7\u00e3o foi a holandesa, apelidada de \u201cLaranja Mec\u00e2nica\u201d ou \u201cCarrocel\u201d comandada pelo, certamente, maior jogador de todos os tempos daquele pa\u00eds, Johan Cruyff.<\/p>\n<p>Nossa sele\u00e7\u00e3o foi vencida por ela na semifinal pelo placar de 2 X 0, com um dos gols marcados justamente por Cruyff. Na disputa do 3\u00ba lugar, fomos batidos novamente pela, tamb\u00e9m fort\u00edssima, Pol\u00f4nia, por 1 X 0. J\u00e1 a Holanda disputou a final com a anfitri\u00e3, Alemanha Ocidental, que n\u00e3o jogava um futebol t\u00e3o vistoso, por\u00e9m suas virtudes eram a disciplina t\u00e1tica e maturidade, combinadas com o talento de alguns dos maiores jogadores do mundo. Franz Beckenbauer, era o l\u00edder do time, que, curiosamente, n\u00e3o era um atacante, mas sim um l\u00edbero, cuja habilidade em avan\u00e7ar do meio campo defensivo distribuindo para os jogadores de frente, como um meia-armador, combinando uma defesa s\u00f3lida com um ataque criativo, fazia dele o c\u00e9rebro da equipe. Assim a Alemanha Ocidental sagrou-se bicampe\u00e3, superando a Holanda por 2 X 1. O primeiro t\u00edtulo da sele\u00e7\u00e3o alem\u00e3 foi o de 1954, disputado na Su\u00ed\u00e7a. Ganhando de 3 X 2 da Hungria, grande favorita e time sensa\u00e7\u00e3o do torneio que havia ganhado todos os jogos at\u00e9 ent\u00e3o, no qual jogava o maior jogador do mundo \u00e0 \u00e9poca Ferenc Pusk\u00e1s, artilheiro do troneio com 11 gols em 5 jogos. Por essa raz\u00e3o, a conquista ficou conhecida como \u201co milagre de Berna.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei dizer exatamente por qu\u00ea. Possivelmente, em raz\u00e3o do nosso maior craque n\u00e3o estar mais presente, acrescido do fato de termos vivido um momento cat\u00e1rtico na copa anterior, mas a verdade \u00e9 que, pelo menos para mim, o entusiasmo pela sele\u00e7\u00e3o, nunca mais foi o mesmo. Posso dizer at\u00e9 que chego pr\u00f3ximo ao desinteresse durante o intervalo entre dois mundiais, inclusive em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fase de classifica\u00e7\u00e3o sul-americana, recuperando um pouco do \u00e2nimo durante os jogos da copa propriamente dita. A exce\u00e7\u00e3o foi a de 1982, na Espanha. O Brasil tinha um time compar\u00e1vel aos dos tr\u00eas t\u00edtulos conquistados at\u00e9 ent\u00e3o, mas infelizmente foi eliminado por Paolo Rossi e seus 10 companheiros italianos, ainda na fase de grupos. A desclassifica\u00e7\u00e3o ficou conhecida como a \u201ctrag\u00e9dia de Sarri\u00e1\u201d, est\u00e1dio onde aconteceu a partida. Mas, assim mesmo, acredito que, se tiv\u00e9ssemos ido \u00e0 final e vencido o torneio, meu envolvimento n\u00e3o chegaria \u00e0 metade do que foi a conquista do TRI.<\/p>\n<p>Bem, o desinteresse que se abateu sobre mim nas copas seguintes, acentuado ainda pelo fato de que antes v\u00edamos os jogadores convocados disputando os campeonatos regionais e nacionais por aqui e hoje em dia, cada vez mais, grande parte chegam a ser ilustres desconhecidos, pois s\u00e3o levados pelos times europeus logo ao despontarem em seus clubes de origem, n\u00e3o raro das pr\u00f3prias categorias de base, sem nos dar tempo de transform\u00e1-los em nossos \u00eddolos, talvez explique o fato de terminar o texto por aqui. N\u00e3o que n\u00e3o tivesse observa\u00e7\u00f5es a fazer nas edi\u00e7\u00f5es seguintes, mas o mesmo desinteresse relativamente \u00e0 sele\u00e7\u00e3o, acaba contagiando a vontade de continuar a escrever. Mas talvez, futuramente retome o tema e fa\u00e7a a continua\u00e7\u00e3o dessa cr\u00f4nica.<\/p>\n<p>Faltou apenas dizer, enquanto viv\u00edamos aquela sublime emo\u00e7\u00e3o, do ponto de vista pol\u00edtico, embora n\u00e3o tiv\u00e9ssemos total compreens\u00e3o, o pa\u00eds atravessava um dos momentos mais obscuros, sob o recrudescimento da ditadura sob o mais truculento general de todo o per\u00edodo militar, Garrastazu M\u00e9dice, em cujo mandato foi cometido o maior n\u00famero de pris\u00f5es, torturas, assassinatos e desaparecimentos dos inimigos do regime. N\u00e3o fosse a perpetra\u00e7\u00e3o de crimes t\u00e3o horrendos, seria c\u00f4mico registrar a tentativa do tirano interferir nos assuntos futebol\u00edsticos, quando mandou recado para o jornalista Jo\u00e3o Saldanha, t\u00e9cnico da sele\u00e7\u00e3o durante a fase classificat\u00f3ria da Am\u00e9rica do Sul, de que era para ele convocar Dad\u00e1 Maravilha, de quem era f\u00e3. Mas Saldanha respondeu: &#8211; Diga a ele que eu n\u00e3o dou palpite na escolha de seus ministros, ent\u00e3o ele n\u00e3o venha querer interferir na convoca\u00e7\u00e3o dos meus jogadores. N\u00e3o se sabe exatamente se em raz\u00e3o dessa resposta, Saldanha, que era comunista, acabou sendo demitido antes do in\u00edcio da copa e substitu\u00eddo por Zagallo, tendo ele cedido \u00e0 press\u00e3o do presidente e convocado o centroavante do Atletico Mineiro. Bem verdade que este permaneceu na reserva e n\u00e3o chegou a entrar em nenhum dos jogos sequer como substituto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minha primeira Copa do Mundo foi a de 1958. Tinha apenas 3 anos de idade, mas, como j\u00e1 tive oportunidade de falar a respeito, tenho algumas mem\u00f3rias bem n\u00edtidas daquele per\u00edodo. 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