{"id":387527,"date":"2026-03-18T00:22:34","date_gmt":"2026-03-18T03:22:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=387527"},"modified":"2026-03-18T07:27:00","modified_gmt":"2026-03-18T10:27:00","slug":"mortalidade-infantil-e-a-menor-em-tres-decadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mortalidade-infantil-e-a-menor-em-tres-decadas\/","title":{"rendered":"Mortalidade infantil \u00e9 a menor em tr\u00eas d\u00e9cadas"},"content":{"rendered":"<p>O relat\u00f3rio N\u00edveis e Tend\u00eancias da Mortalidade Infantil, divulgado nesta ter\u00e7a-feira (17) pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas, aponta que o Brasil alcan\u00e7ou as menores taxas de mortalidade neonatal e em crian\u00e7as abaixo dos cinco anos dos \u00faltimos 34 anos.<\/p>\n<p>Segundo o Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef), um conjunto de pol\u00edticas adotadas pelo pa\u00eds t\u00eam diminu\u00eddo as mortes preven\u00edveis de crian\u00e7as, em conson\u00e2ncia com a tend\u00eancia global.<\/p>\n<p>Em 1990, a cada mil crian\u00e7as nascidas, 25 morriam ainda rec\u00e9m-nascidas, antes de completar 28 dias de vida. Em 2024, o n\u00famero caiu para sete a cada mil.<\/p>\n<p>O mesmo aconteceu com a probabilidade de morrer antes dos cinco anos de idade. No Brasil, em 1990, a cada mil crian\u00e7as que nasciam, 63 faleciam antes do quinto anivers\u00e1rio. Nos anos 2000, a taxa caiu para 34 a cada mil e, em 2024, chegou a 14,2 mortes.<\/p>\n<p>Entre as pol\u00edticas p\u00fablicas citadas para este resultado, est\u00e1 o Programa Sa\u00fade da Fam\u00edlia, o Programa de Agentes Comunit\u00e1rios de Sa\u00fade, a Pol\u00edtica Nacional de Aten\u00e7\u00e3o B\u00e1sica e a expans\u00e3o da rede p\u00fablica de sa\u00fade. Juntas, essas iniciativas que ajudaram a promover a sa\u00fade de m\u00e3es, beb\u00eas e crian\u00e7as desde os anos 1990 e foram operacionalizadas com o apoio da sociedade brasileira e de organiza\u00e7\u00f5es internacionais, como o pr\u00f3prio Unicef.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos falando de milhares de beb\u00eas e crian\u00e7as que n\u00e3o sobreviveriam, e hoje podem crescer, se desenvolver com sa\u00fade e chegar at\u00e9 a vida adulta&#8221;, explica Luciana Phebo, chefe de Sa\u00fade e Nutri\u00e7\u00e3o do Unicef no Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;E essa mudan\u00e7a foi poss\u00edvel porque o Brasil escolheu investir em pol\u00edticas que funcionam, como a vacina\u00e7\u00e3o e o incentivo \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o. Agora, precisamos voltar a acelerar esses esfor\u00e7os, mantendo e ampliando os avan\u00e7os hist\u00f3ricos das \u00faltimas d\u00e9cadas e alcan\u00e7ando aqueles nos quais essas pol\u00edticas ainda n\u00e3o chegam como deveriam&#8221;, enfatiza.<\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os, o Brasil tamb\u00e9m viu uma desacelera\u00e7\u00e3o na queda da mortalidade de crian\u00e7as na \u00faltima d\u00e9cada, em linha com a tend\u00eancia global.<\/p>\n<p>Entre 2000 e 2009, por exemplo, o pa\u00eds diminu\u00eda a mortalidade de rec\u00e9m-nascidos em 4,9%, todos os anos. J\u00e1 entre 2010 e 2024, a redu\u00e7\u00e3o passou a ser de 3,16% ao ano.<\/p>\n<p>O levantamento mostra que as mortes de crian\u00e7as menores de cinco anos no mundo ca\u00edram em mais da metade, globalmente, desde 2000, mas desde 2015, h\u00e1 pouco mais de uma d\u00e9cada, o ritmo de redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil desacelerou mais de 60%.<\/p>\n<p><strong>Adolescentes e jovens<\/strong><br \/>\nO relat\u00f3rio da ONU sobre mortalidade tamb\u00e9m revela que aproximadamente 2,1 milh\u00f5es de crian\u00e7as, adolescentes e jovens entre cinco e 24 anos morreram em 2024 no planeta.<\/p>\n<p>No Brasil, no mesmo ano, a viol\u00eancia foi respons\u00e1vel por quase metade (49%) das mortes de meninos de 15 a 19 anos, com doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis ocupando o segundo lugar (18%). Acidentes de tr\u00e2nsito foram a terceira causa mais comum (14% das mortes).<\/p>\n<p>Entre meninas na mesma faixa et\u00e1ria, doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis foram a principal causa de morte (37%), seguidas por doen\u00e7as transmiss\u00edveis (17%), pela viol\u00eancia (12%) e pelo suic\u00eddio (10%).<\/p>\n<p><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es <\/strong><br \/>\nCitando apontamentos do relat\u00f3rio, o Unicef refor\u00e7a que as evid\u00eancias mostram que investimentos em sa\u00fade infantil est\u00e3o entre as medidas de desenvolvimento com melhor custo efetivo.<\/p>\n<p>Interven\u00e7\u00f5es comprovadas e de baixo custo, como vacinas, tratamento da desnutri\u00e7\u00e3o e profissionais de sa\u00fade qualificados na gesta\u00e7\u00e3o, parto e p\u00f3s-parto, d\u00e3o alguns dos maiores retornos em sa\u00fade global, aumentando a produtividade, fortalecendo economias e reduzindo gastos p\u00fablicos futuros.<\/p>\n<p>Cada US$ 1 investido na sobreviv\u00eancia infantil pode gerar at\u00e9 US$ 20 em benef\u00edcios sociais e econ\u00f4micos, aponta a entidade.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio global foi feito pelo Grupo Interagencial das Organiza\u00e7\u00f5es Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) para Estimativas de Mortalidade Infantil (UN IGME), em parceria com Banco Mundial, Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (ONU) e Departamento Assuntos Econ\u00f4micos e Sociais (Desa\/ONU).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O relat\u00f3rio N\u00edveis e Tend\u00eancias da Mortalidade Infantil, divulgado nesta ter\u00e7a-feira (17) pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas, aponta que o Brasil alcan\u00e7ou as menores taxas de mortalidade neonatal e em crian\u00e7as abaixo dos cinco anos dos \u00faltimos 34 anos. Segundo o Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef), um conjunto de pol\u00edticas adotadas pelo pa\u00eds t\u00eam [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":387528,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-387527","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/387527","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=387527"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/387527\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":387531,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/387527\/revisions\/387531"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/387528"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=387527"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=387527"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=387527"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}