{"id":388192,"date":"2026-03-23T10:47:46","date_gmt":"2026-03-23T13:47:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=388192"},"modified":"2026-03-23T10:47:46","modified_gmt":"2026-03-23T13:47:46","slug":"mercado-eleva-previsao-da-inflacao-para-417","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mercado-eleva-previsao-da-inflacao-para-417\/","title":{"rendered":"Mercado eleva previs\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o para 4,17%"},"content":{"rendered":"<p>A previs\u00e3o do mercado financeiro para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) &#8211; refer\u00eancia oficial da infla\u00e7\u00e3o no pa\u00eds &#8211; passou de 4,1% para 4,17% em 2026. A estimativa est\u00e1 no boletim Focus desta segunda-feira (23), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de institui\u00e7\u00f5es financeiras para os principais indicadores econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Em meio \u00e0s tens\u00f5es em torno da guerra no Oriente M\u00e9dio, pela segunda semana seguida, a previs\u00e3o para a infla\u00e7\u00e3o de 2026 foi elevada, mas ainda se mant\u00e9m dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.<\/p>\n<p>Definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), a meta \u00e9 de 3%, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 1,5% e o superior, 4,5%.<\/p>\n<p>Em fevereiro, a alta dos pre\u00e7os em transportes e educa\u00e7\u00e3o fez a infla\u00e7\u00e3o oficial do m\u00eas fechar em 0,7% [https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-03\/inflacao-oficial-recua-para-381-com-variacao-de-07-em-fevereiro], uma acelera\u00e7\u00e3o diante do registrado em janeiro, 0,33%. No entanto, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.<\/p>\n<p>Para 2027, a proje\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o se mant\u00e9m em 3,8%. Para 2028 e 2029, as estimativas s\u00e3o de 3,52% e 3,5%, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>Taxa Selic<\/strong><br \/>\nPara alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa b\u00e1sica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do BC. Na reuni\u00e3o da semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Ir\u00e3, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.<\/p>\n<p>Em 15% ao ano, a Selic estava no maior n\u00edvel desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas n\u00e3o foi alterada nas quatro reuni\u00f5es seguintes.<\/p>\n<p>Na ata da reuni\u00e3o de janeiro, o Copom afirmou que iniciaria um ciclo de corte nos juros na reuni\u00e3o deste m\u00eas, mas o comunicado divulgado ap\u00f3s o encontro trouxe mais cautela diante do aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente M\u00e9dio. O BC n\u00e3o descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>A estimativa dos analistas de mercado para a taxa b\u00e1sica foi elevada nesta edi\u00e7\u00e3o do boletim Focus &#8211; de 12,25% ao ano para 12,5% ao ano at\u00e9 o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previs\u00e3o \u00e9 que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.<\/p>\n<p>Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade \u00e9 conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos pre\u00e7os porque os juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a. Assim, taxas mais altas tamb\u00e9m podem dificultar a expans\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimpl\u00eancia, lucro e despesas administrativas.<\/p>\n<p>Quando a Taxa Selic \u00e9 reduzida a tend\u00eancia \u00e9 que o cr\u00e9dito fique mais barato, com incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao consumo, diminuindo o controle sobre a infla\u00e7\u00e3o e estimulando a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p><strong>PIB e c\u00e2mbio<\/strong><br \/>\nNesta edi\u00e7\u00e3o do boletim do Banco Central, a estimativa das institui\u00e7\u00f5es financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,83% para 1,84%. Para 2027, a proje\u00e7\u00e3o para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expans\u00e3o do PIB em 2% para os dois anos.<\/p>\n<p>Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Com expans\u00e3o em todos os setores e destaque para a agropecu\u00e1ria, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.<\/p>\n<p>No Focus desta semana, a previs\u00e3o da cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar est\u00e1 em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A previs\u00e3o do mercado financeiro para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) &#8211; refer\u00eancia oficial da infla\u00e7\u00e3o no pa\u00eds &#8211; passou de 4,1% para 4,17% em 2026. 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