{"id":389113,"date":"2026-03-31T00:30:44","date_gmt":"2026-03-31T03:30:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=389113"},"modified":"2026-03-29T19:38:44","modified_gmt":"2026-03-29T22:38:44","slug":"relembrando-oficinas-de-escrita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/relembrando-oficinas-de-escrita\/","title":{"rendered":"Relembrando oficinas de escrita"},"content":{"rendered":"<p>Quando a saudade bate, abro meus blogs para garimpar textos produzidos por colegas de escrita. Hoje, rememorei uma oficina realizada em 2020 e da qual participaram, entre outros, Clara Am\u00e9lia de Oliveira, Gilberto Motta, Marlene Xavier Nobre e eu (Edna Domenica). O desafio proposto na oficina foi a escolha de uma palavra significativa na inf\u00e2ncia, para criar um texto a partir dela.<\/p>\n<p>MOVIMENTO, Edna Domenica<\/p>\n<p>Eu vou levando<br \/>\nCom a calma rotineira<br \/>\nCom as m\u00e3os vou acenando<br \/>\nAcariciando o luar<\/p>\n<p>Vou pesquisando<br \/>\nCom curiosidade faceira<br \/>\nCom o grupo partilhando<br \/>\nAprendendo a cantar.<\/p>\n<p>EM MOVIMENTO (Letra de composi\u00e7\u00e3o musical), Gilberto Motta<\/p>\n<p>Vamos remando<br \/>\nSe com barcos barqueando<br \/>\nSe com bra\u00e7os bracejando<br \/>\nDesafiando o flutuar<\/p>\n<p>Vamos sonhando<br \/>\nSe com versos versejando<br \/>\nSe com pragas praguejando<br \/>\nContra quem n\u00e3o quer pulsar<\/p>\n<p>Vamos rezando<br \/>\nL\u00edngua solta estradando<br \/>\nDestilada na maneira<br \/>\nda nossa alma sangrear<\/p>\n<p>Vamos correndo<br \/>\nTrope\u00e7ando movimento<br \/>\nBra\u00e7o a bra\u00e7o monumento<br \/>\nLivre piroletear<\/p>\n<p>Que giro \u00e9 este?<br \/>\nCorpo torto zunzonzeira<br \/>\nQue trava trevas canseira<br \/>\nPernas a fricotear<\/p>\n<p>Vir\u00e1 o dia: destrambelhada carreira,<br \/>\nem que o passo descompasso<br \/>\nmundo redemoinhar\u00e1<\/p>\n<p>RATATUIA, Marlene Xavier Nobre,<\/p>\n<p>Uma ratatuia invadiu aquele Pal\u00e1cio sombrio<br \/>\nO povo eclodiu,<br \/>\nningu\u00e9m sorriu.<br \/>\nFicamos a ver navios<br \/>\nCheios de dor, de frio e de calafrios.<\/p>\n<p>Naquela rampa se esconde uma corja:<br \/>\nVerdadeira ratatulha<br \/>\nContra a qual n\u00e3o h\u00e1 patrulha.<br \/>\nSem molho, sem emo\u00e7\u00e3o,<br \/>\naqui nessa na\u00e7\u00e3o (onde n\u00e3o tem p\u00e3o)<br \/>\ntodos gritam e ningu\u00e9m tem raz\u00e3o!<\/p>\n<p>\u00b7 Ratatuia ou &#8220;ratatulha&#8221; \u00e9 o termo popular que ouvia, em crian\u00e7a, em Floripa, aplicada a pessoas que n\u00e3o eram boas. Ao escolher essa palavra tinha em mente a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do pa\u00eds, em 2020.<\/p>\n<p><strong>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p><strong>Edna Domenica <a href=\"https:\/\/aquecendoaescrita.blogspot.com\/2020\/08\/encontro-de-18082020.html\">https:\/\/aquecendoaescrita.blogspot.com\/2020\/08\/encontro-de-18082020.html<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>EDNA DOMENICA Desenvolveu pesquisa sobre as aplica\u00e7\u00f5es do Psicodrama em oficinas de escrita criativa, parcialmente publicadas em Aquecendo a produ\u00e7\u00e3o na sala de aula (Nativa, 2001) e de Rel\u00f3gios de Mem\u00f3rias \u2013 cartas de uma artes\u00e3 da escrita (Postmix, 2017). \u00c9 autora de poemas: Cora, cora\u00e7\u00e3o (Nova Letra, 2011) e de fic\u00e7\u00e3o em prosa: A volta do contador de hist\u00f3rias (Nova Letra, 2011), No ano do drag\u00e3o (Postmix, 2012), De que s\u00e3o feitas as hist\u00f3rias (Postmix, 2014), As Marias de San Gennaro (Insular, 2019), O Set\u00eanio (T\u00e3o Livros Editora, 2024). Participou de v\u00e1rias colet\u00e2neas das quais ressalta as que comparece como organizadora: Tudo poderia ser diferente, inclusive o t\u00edtulo (Amazon e-book, 2022) e Do corpo ao corpus (Rocha Solu\u00e7\u00f5es Gr\u00e1ficas, 2022). \u00c9 coautora de Raps\u00f3dia da rua da Mooca (T\u00e3o livros, 2026, Eduardo Mart\u00ednez, Gilberto Motta, Marlene Xavier Nobre, Rosilene Souza). <\/strong><\/p>\n<p><strong>GILBERTO MOTTA nasceu e cresceu em um pequeno circo-teatro no interior de S\u00e3o Paulo. Formou-se em Jornalismo e virou rep\u00f3rter de r\u00e1dio e TV, escritor e professor universit\u00e1rio. \u00c9 professor-mestre e aprendiz da vida. Rodou mundos e, aposentado, vive em 2025, numa cabana que fica numa pequena pousada na Guarda do Emba\u00fa, SC. Publicou textos nas colet\u00e2neas: Tudo poderia ser diferente, inclusive o t\u00edtulo (Amazon e-book, 2022), Do corpo ao corpus (Rocha Solu\u00e7\u00f5es Gr\u00e1ficas,2022). \u00c9 coautor de Raps\u00f3dia da rua da Mooca (T\u00e3o livros, 2026).<\/strong><\/p>\n<p><strong>MARLENE XAVIER NOBRE gosta de lembrar de sua participa\u00e7\u00e3o, em 2016, em oficinas de cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria que utilizava recursos como a dan\u00e7a grupal e espont\u00e2nea ao som de m\u00fasicas cl\u00e1ssicas. Em 2017, logo ap\u00f3s participar de uma colet\u00e2nea organizada pela ministrante das oficinas (Edna Domenica), lan\u00e7ou seu primeiro livro solo: A meus queridos netos \u2013 cartas (Postmix, 2017). Em 2020, lan\u00e7ou, seu segundo livro solo: Lembran\u00e7as e esperan\u00e7as de uma mulher. Em 2022, participou das colet\u00e2neas: Tudo poderia ser diferente, inclusive o t\u00edtulo (Amazon e-book, 2022) e Do corpo ao corpus (Rocha Solu\u00e7\u00f5es Gr\u00e1ficas, 2022). \u00c9 coautora de Raps\u00f3dia da rua da Mooca (T\u00e3o livros, 2026).<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando a saudade bate, abro meus blogs para garimpar textos produzidos por colegas de escrita. Hoje, rememorei uma oficina realizada em 2020 e da qual participaram, entre outros, Clara Am\u00e9lia de Oliveira, Gilberto Motta, Marlene Xavier Nobre e eu (Edna Domenica). 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