{"id":3925,"date":"2014-03-10T11:16:41","date_gmt":"2014-03-10T14:16:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=3925"},"modified":"2014-03-10T11:17:29","modified_gmt":"2014-03-10T14:17:29","slug":"apos-fracasso-fabricantes-lancam-novo-modelo-de-camisinha-feminina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/apos-fracasso-fabricantes-lancam-novo-modelo-de-camisinha-feminina\/","title":{"rendered":"Fabricantes lan\u00e7am novo modelo de camisinha feminina"},"content":{"rendered":"<p>A camisinha feminina fracassou quando foi lan\u00e7ada 20 anos atr\u00e1s, mas nunca desapareceu do mercado e agora uma nova leva de empresas est\u00e1 tentando preencher esse vazio com novos produtos. Ser\u00e1 a retomada desse tipo de preservativo? H\u00e1 duas d\u00e9cadas, a americana Mary Ann Leeper lembra-se com certo desconforto das piadas feitas sobre o produto. &#8220;Eu acreditava demais na camisinha feminina&#8221;, diz ela. &#8220;Pensava que as mulheres queriam algo com o qual elas pudessem cuidar de si mesmas. N\u00f3s \u00e9ramos ing\u00eanuas &#8211; e eu me incluo nesse grupo&#8221;.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, Leeper era presidente da Chartex, a companhia que fabricava a FC1, a primeira gera\u00e7\u00e3o de camisinhas femininas feitas de poliuretano. Antes do lan\u00e7amento do produto, havia uma atmosfera de curiosidade envolvendo o produto, mas aqueles respons\u00e1veis por sua divulga\u00e7\u00e3o subestimaram a rea\u00e7\u00e3o dos consumidores americanos e europeus. Leeper nunca se esqueceu de um artigo negativo publicado na ocasi\u00e3o por uma influente revista feminina dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>&#8220;O artigo ganhou grandes propor\u00e7\u00f5es&#8221;, conta ela. &#8220;Foi um choque para mim, para dizer a verdade. Por que fazer piada sobre um produto que ajudaria as mulheres a cuidar de sua sa\u00fade, que as protegeria de doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis e evitaria gravidezes indesejadas?&#8221;, questiona. O formato do FC1, no entanto, n\u00e3o recebeu boa acolhida das mulheres, seu p\u00fablico-alvo. Al\u00e9m disso, eram constantes as cr\u00edticas de que o preservativo fazia muito barulho durante o sexo.<\/p>\n<p>A sucessora da Chartex, a Female Health Company, pensou em cessar a fabrica\u00e7\u00e3o do produto, mas, em vez disso, lan\u00e7ou uma campanha para educar consumidores sobre a camisinha feminina. Ent\u00e3o, num dia de 1995, Leeper recebeu um telefonema de uma mulher chamada Daisy, ent\u00e3o respons\u00e1vel pelo programa de preven\u00e7\u00e3o a HIV\/Aids do Zimb\u00e1bue. &#8220;Ela disse: Eu tenho uma peti\u00e7\u00e3o aqui na minha mesa assinada por 30 mil mulheres pedindo para importamos o preservativo feminino&#8221;, recorda Leeper.<\/p>\n<p>Era o in\u00edcio de uma s\u00e9rie de parcerias que levou a camisinha feminina a diferentes regi\u00f5es do mundo em desenvolvimento. A sucessora da FC1, a FC2 &#8211; feita de borracha nitr\u00edlica &#8211; teve maior sucesso no Ocidente. Atualmente, o produto est\u00e1 dispon\u00edvel em 138 pa\u00edses. As vendas mais do que dobraram desde 2007, e a Female Health Company registrou o primeiro lucro em oito anos.<\/p>\n<p>A vasta maioria das vendas se destina a quatro clientes &#8211; a Ag\u00eancia dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em ingl\u00eas), a ONU, o Brasil e a \u00c1frica do Sul. Tanto organiza\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias quanto autoridades de sa\u00fade p\u00fablica sustentam que o preservativo d\u00e1 maior autonomia \u00e0 mulher durante a rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>As camisinhas femininas tamb\u00e9m t\u00eam suas vantagens. Elas podem ser colocadas antes do sexo e n\u00e3o precisam ser removidas imediatamente ao fim da rela\u00e7\u00e3o. Para mulheres, esse tipo de preservativo tamb\u00e9m oferece melhor prote\u00e7\u00e3o a doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, uma vez que a vulva \u00e9 parcialmente coberta pelo anel externo da camisinha. A rea\u00e7\u00e3o dos consumidores tamb\u00e9m se mostrou mais positiva.<\/p>\n<p>Uma pesquisa feita em 2011 mostrou que 86% das mulheres afirmaram estar interessadas em usar o preservativo novamente e 95% disseram que o recomendariam a suas amigas. &#8220;Muitas pessoas dizem que as camisinhas femininas aumentam o prazer sexual&#8221;, diz Saskia Husken, da Programa Conjunto de Acesso Universal \u00e0 Camisinha Feminina (UAFC, na sigla em ingl\u00eas). Para os homens, h\u00e1 relatos de que o produto apertaria menos o p\u00eanis. J\u00e1 para as mulheres, o anel externo &#8211; que permanece do lado de fora da vagina &#8211; seria estimulante.<\/p>\n<p>Na \u00c1frica, a distribui\u00e7\u00e3o gratuita das camisinhas femininas em postos de sa\u00fade criou uma tend\u00eancia de moda inesperada. Muitas mulheres removeram o anel flex\u00edvel do preservativo e passaram a us\u00e1-lo como pulseira. &#8220;Se voc\u00ea est\u00e1 solteira, voc\u00ea usa a pulseira&#8221;, brinca Marion Stevens, da Wish Associates. &#8220;Se voc\u00ea estiver, por outro lado, num relacionamento s\u00e9rio, a sua pulseira ter\u00e1 uma apar\u00eancia mais velha&#8221;, acrescenta ela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A camisinha feminina fracassou quando foi lan\u00e7ada 20 anos atr\u00e1s, mas nunca desapareceu do mercado e agora uma nova leva de empresas est\u00e1 tentando preencher esse vazio com novos produtos. Ser\u00e1 a retomada desse tipo de preservativo? H\u00e1 duas d\u00e9cadas, a americana Mary Ann Leeper lembra-se com certo desconforto das piadas feitas sobre o produto. 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