{"id":394013,"date":"2026-05-08T00:00:20","date_gmt":"2026-05-08T03:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=394013"},"modified":"2026-05-08T06:56:39","modified_gmt":"2026-05-08T09:56:39","slug":"balanca-comercial-tem-superavit-recorde-para-meses-de-abril","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/balanca-comercial-tem-superavit-recorde-para-meses-de-abril\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7a comercial tem super\u00e1vit recorde para meses de abril"},"content":{"rendered":"<p>O aumento nas exporta\u00e7\u00f5es de soja e de petr\u00f3leo fez a balan\u00e7a comercial registrar o super\u00e1vit mais alto para meses de abril desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, divulgou nesta quinta-feira (7) o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (Mdic). No m\u00eas passado, as exporta\u00e7\u00f5es superaram as importa\u00e7\u00f5es em US$ 10,537 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O resultado representa alta de 37,5% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2025, quando o super\u00e1vit ficou em US$ 7,664 bilh\u00f5es. Desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1989, o super\u00e1vit \u00e9 o terceiro maior para todos os meses, s\u00f3 perdendo para maio de 2023 (US$ 10,978 bilh\u00f5es) e mar\u00e7o de 2023 (US$ 10,751 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>O valor das exporta\u00e7\u00f5es e das importa\u00e7\u00f5es ficou o seguinte:<\/p>\n<p>Exporta\u00e7\u00f5es: US$ 34,148 bilh\u00f5es, alta de 14,3% em rela\u00e7\u00e3o a abril do ano passado;<br \/>\nImporta\u00e7\u00f5es: US$ 23,611 bilh\u00f5es, alta de 6,2% na mesma compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tanto no caso das exporta\u00e7\u00f5es como das importa\u00e7\u00f5es, os valores tamb\u00e9m s\u00e3o recordes para meses de abril desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p><strong>Acumulado<\/strong><br \/>\nNos quatro primeiros meses do ano, a balan\u00e7a comercial registra super\u00e1vit de US$ 24,782 bilh\u00f5es, valor 43,5% superior ao registrado no mesmo per\u00edodo do ano passado. Al\u00e9m da recupera\u00e7\u00e3o das commodities (bens prim\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o internacional), o crescimento deve-se \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de uma plataforma de petr\u00f3leo em fevereiro de 2025, opera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se repetiu em 2026.<\/p>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o ficou a seguinte:<\/p>\n<p>Exporta\u00e7\u00f5es: US$ 116,552 bilh\u00f5es, alta de 9,2% em rela\u00e7\u00e3o ao registrado no mesmo per\u00edodo do ano passado;<br \/>\nImporta\u00e7\u00f5es: US$ 91,770 bilh\u00f5es, alta de 2,5% na mesma compara\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO super\u00e1vit acumulado \u00e9 o segundo maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica, s\u00f3 perdendo para o primeiro quadrimestre de 2024 (US$ 26,925 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p><strong>Setores<\/strong><br \/>\nNa distribui\u00e7\u00e3o por setores da economia, as exporta\u00e7\u00f5es em abril variaram da seguinte forma:<\/p>\n<p>Agropecu\u00e1ria: +16,1%, com alta de 12,7% no volume e de 3,2% no pre\u00e7o m\u00e9dio;<br \/>\nInd\u00fastria extrativa: +17,9%, puxada pelo petr\u00f3leo, com alta de apenas 0,6% no volume e crescimento de 17,2% no pre\u00e7o m\u00e9dio;<br \/>\nInd\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o: +11,6%, com alta de 6,8% no volume e de 4,1% no pre\u00e7o m\u00e9dio.<\/p>\n<p><strong>Produtos<\/strong><br \/>\nOs principais produtos respons\u00e1veis pela alta das exporta\u00e7\u00f5es em abril foram os seguintes:<\/p>\n<p>Agropecu\u00e1ria: soja (+18,8%), algod\u00e3o (+43,7%); e animais vivos, exceto pescados e crust\u00e1ceos (+148,4%);<br \/>\nInd\u00fastria extrativa: \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo (+10,6%); min\u00e9rio de ferro (+19,5%); e min\u00e9rios de cobre (+55%);<br \/>\nInd\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+29,4%); ouro n\u00e3o-monet\u00e1rio, excluindo min\u00e9rios de ouro e concentrados (+75,9%); e bombas, centr\u00edfugas, compressores de ar e ventiladores (+321,5%).<\/p>\n<p>Em valores absolutos, os dois itens que mais puxaram o crescimento mensal foi a soja, com alta de US$ 1,105 bilh\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a abril do ano passado, motivada pela safra e pela alta nos pre\u00e7os. Em seguida, vem o petr\u00f3leo bruto, com alta de US$ 458,98 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>No caso do petr\u00f3leo, o volume exportado caiu 10,6%, mas o pre\u00e7o m\u00e9dio subiu 23,7% por causa da guerra no Oriente M\u00e9dio. A queda no volume est\u00e1 relacionada \u00e0 al\u00edquota tempor\u00e1ria de 12% de Imposto de Exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, imposta em meados de mar\u00e7o como medida para segurar a alta dos combust\u00edveis ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra no Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>Apesar do crescimento das exporta\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias, as vendas de caf\u00e9 despencaram em mar\u00e7o. No m\u00eas passado, o Brasil vendeu US$ 177,44 milh\u00f5es a menos que em abril de 2025 (-14,2%). A queda deveu-se \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de 13,4% no pre\u00e7o m\u00e9dio.<\/p>\n<p><strong>Importa\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0s importa\u00e7\u00f5es, a alta est\u00e1 vinculada principalmente a ve\u00edculos, cujas compras do exterior subiram US$ 654,33 milh\u00f5es em abril na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 2025.<\/p>\n<p>Na divis\u00e3o por categorias, os principais produtos s\u00e3o os seguintes:<\/p>\n<p>Agropecu\u00e1ria: soja (+165,3%); pescados (+11,1%); e frutas n\u00e3o oleaginosas (+8,9%);<br \/>\nInd\u00fastria extrativa: \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo (+26,4%); e linhita e turfa (+147,9%);<br \/>\nInd\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o: autom\u00f3veis de passageiros (+109,9%); combust\u00edveis (+37,3%); e v\u00e1lvulas e tubos termi\u00f4nicos (+27,3%).<\/p>\n<p><strong>Proje\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nPara este ano, o Mdic projeta super\u00e1vit comercial de US$ 72,1 bilh\u00f5es, alta de 5,9% em rela\u00e7\u00e3o ao resultado positivo de US$ 68,1 bilh\u00f5es em 2025.<\/p>\n<p>Segundo o minist\u00e9rio, as exporta\u00e7\u00f5es dever\u00e3o encerrar o ano em US$ 364,2 bilh\u00f5es, alta de 4,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2025. As importa\u00e7\u00f5es dever\u00e3o chegar a US$ 280,2 bilh\u00f5es em 2026, aumento de 4,2% na compara\u00e7\u00e3o com o ano passado.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es oficiais para a balan\u00e7a comercial s\u00e3o atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exporta\u00e7\u00f5es, importa\u00e7\u00f5es e saldo comercial de 2026 ser\u00e3o divulgadas em julho. O recorde de super\u00e1vit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>As estimativas do Mdic est\u00e3o menos otimistas que a das institui\u00e7\u00f5es financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a balan\u00e7a comercial encerrar\u00e1 o ano com super\u00e1vit de US$ 75 bilh\u00f5es, proje\u00e7\u00e3o que subiu ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra no Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento nas exporta\u00e7\u00f5es de soja e de petr\u00f3leo fez a balan\u00e7a comercial registrar o super\u00e1vit mais alto para meses de abril desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, divulgou nesta quinta-feira (7) o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (Mdic). No m\u00eas passado, as exporta\u00e7\u00f5es superaram as importa\u00e7\u00f5es em US$ 10,537 bilh\u00f5es. 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